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"Desafiando gigantes"
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"Casting Crowns"
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"Livesong"
Casting Crowns

"Come together"
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"Os teus sonhos são Meus
Teus problemas são Meus
Tua vida também
É Minha vida
Eu de ti cuidarei
Nunca te deixarei
Os teus sonhos Eu realizarei

Vou te levar, te conduzir
E quando você alcançar
Saberá que em todo tempo
Eu estive ao teu lado"

("Sonhos", álbum Reverência, de Chris Durán)

















 


:Quem é essa garota?:

Priscila, 28, capixaba de olhos negros e riso solto

Concebida em Salvador, mas com alma cosmopolita

Mora sozinha no interior, fins de semana na capital

Direito no diploma, servidora estadual efetiva, Ministério Público na cabeça

Paixão por línguas; inglês é bom pro chat, alemão, pro coração

Camarão, pão de queijo e sorvete italiano são bem-vindos

39 no pé, magra sempre esbelta, loira há três anos

Dança de salão aos sábados, piano clássico por dez anos, fotografia nos planos

Terapia com psicanalista há dois anos e muita mudança depois disso

James Morrison, Jamie Cullum, Texas, Michael Bublé, Corinne Bailey Rae, Rod Stewart, Phil Collins, e o que mais a agradar

Engraçada, insegura, inteligente e fiel

Temperamental, impulsiva, mal-humorada e melancólica

Melhorar sempre é uma ordem

Deus está sempre ao seu lado

Agradece a você, que faz este blog mais feliz!



O Ponto de Encontro dos Blogueiros do Brasil


































Ponto.de.Encontro
"Mais que vencedor eu sou!"
(Rom.8:37)

Quarta-feira, Maio 14, 2008

Os pais



Meu amor me conta que mostrou para os pais as fotos que tiramos no casamento da estagiária do cartório onde ele trabalha. Assim, finalmente ele contou para eles que está namorando. Já não era sem tempo...o pai foi o primeiro a saber. Depois ele contou para a mãe, mas só porque senão ela ia ficar falando "ah, mas você não conta nada para mim, só conta para o seu pai, eu sou sempre a última a saber, blá blá blá..."

O pai: "Nossa, como ela é bonita! Quanto você vai trazê-la aqui para gente conhecer?"

A mãe: "Que legal! Que bonita! Traz ela aqui em casa que eu vou contar para ela todos os seus podres. Que você é bagunceiro, etc, etc..."

Eu: "Que você é bagunceiro? Mas isso ela não precisa dizer, eu já sei..."



12:07 AM Encontraram-me!:

Quinta-feira, Maio 08, 2008

La Tavernetta



Que delícia subir a serra e ir até a cidade natal do meu amor! Estava muito, muito, muito frio. E fomos à Pizzeria La Tavernetta, uma construção de dois andares toda de pedra, em estilo bastante rústico, uma graça. Ele: "Não repara na trilha sonora do lugar, é que ela depende do humor do dono. Quando ele tá bem ele coloca umas músicas italianas antiiiiigas, ou até umas mais modernas, tipo Laura Pausini. Mas se ele tá mal, ele põe rap..." Não sei qual o humor do proprietário ontem, só sei que só tocava músicas dos anos 80 e 90, nacionais e internacionais. Até "Get Here", de Oleta Adams, que é uma das minhas músicas preferidas, tocou ontem. Aliás, a seleção musical estava perfeita desse jeito. Tão perfeita quando a pizza, muito gostosa, e tão perfeita quanto estar com meu amor...

Aliás, uma coisa engraçada. Ele conhece o dono, um sujeito meio rechonchudinho e rosado com ar tímido que acenou para nós. Ele: "Você não reparou, mas quando eu cheguei com você, ele olhou para a mulher e os dois sorriram...é que eu sempre venho aqui com meus amigos, mas nunca trouxe uma mulher."

A cidade é pequena e pacata, típica cidade do interior. Pena que era de noite, e não dá para ver tudo com nitidez. A Igreja Católica é linda, toda em azul claro e escuro, e eu queria entrar, mas ele não ia gostar, então só olhei da porta. No altar, pinturas na parede e no teto, e duas imagens enormes, uma de São Francisco e outra de Santa Clara. Ah, que romântico hihihi.

...


Ele me conta o que o atraiu em mim. "Sua inteligência. Não é todo mundo que estuda piano desde cedo, fala inglês e estuda alemão como você. Foi a primeira coisa que me fascinou, e aí eu descobri outras coisinhas que me fascinam até hoje..." Ele tinha me perguntado anteontem o que havia chamada minha atenção para ele, de primeira. Eu não soube responder. Mas ontem...ontem eu descobri. Foi quando ele apareceu aqui em casa, no primeiro encontro, com o dedo enrolado em papel higiênico porque tinha acabado de cortar com um copo que quebrou e sangrava muito. Eu achei-o muito simples, sem frescuras, afinal, um cara que tem coragem de aparecer num primeiro encontro num estado lastimável daquele, com o ar mais alegre do mundo, não pode ser um sujeito metido. Ele riu, ficou com vergonha e brincou: "Ah, Pri...foi por causa do papel higiênico?" Mas depois completou: "Não, estou brincando, eu entendi..."

...

Às vezes ele me mete medo. Por quê? Nunca vi homem mais apaixonado. Às vezes eu penso se isso vai durar ou se de repente é um feitiço que acaba. Mas a cada dia que passa parece que aumenta. Ele diz que esperou por mim a vida toda. E me chama "minha princesinha". E eu sei que é verdade, porque ele me trata como tal, como algo muito, muito precioso. Mas às vezes eu tenho medo de que isso acabe de repente, ou tenho medo de descobrir que não é bem assim. Mas as coisas que acontecem, e as coisas que ele faz, sempre mostram o quanto ele gosta de mim. Talvez seja isso que me meta medo. Saber que alguém gosta tanto assim é...sei lá, é sinistro. Às vezes. Mas é bom.



7:32 AM Encontraram-me!:

Domingo, Maio 04, 2008

Mensagem



Mensagem recebida hoje à tarde:

"Pri, estou com saudade. Engraçado que após o nosso namoro, todos dizem que estou mais sorridente. É porque estou mais feliz após te conhecer."

...não mais feliz que eu ;)


7:25 PM Encontraram-me!:

Quinta-feira, Maio 01, 2008

As novas de Sua Excelência



Estávamos caminhando à noite, quando um carro passou e alguém gritou: "Quero ter ver amanhã cedo lá no Fórum!" Nós rimos e eu pensei quem poderia ser o chato. Pensei um pouco...Cristiano no carona, a voz, o carro...Sua Excelência! Ah, não! No dia seguinte, se ele estivesse de bom humor...e estava. Abriu a porta do cartório, usando os óculos escuros modernésimos que ele trouxe dos EUA, e começou a falar: "Mas como gosta de namorar na rua, né? Tava até olhando as estrelas...tava até com um sorriso no rosto...o que o amor não faz! O amor faz coisas que até Deus duvida! Fiquei tão emocionado que vou até compor um poesia hoje...!" Eu caí na gargalhada, claro. E as meninas também. E não ficou por aí. Por um acaso, acabei tendo o azar de encontrá-lo de novo na Secretaria: "Mas tem gente que gosta de namorar na rua...fica olhando as estrelas, as constelações..."

No dia seguinte, fui até a Sala de Audiências do JEC. Ele me olhou com um arzinho sapeca, um sorrisinho debochado e: "Veio ver o noivo? Já veio falar com o noivo? Você gosta de namorar, né?" E quando eu ia saindo, ainda despachou: "Depois a gente conversa mais, viu?" E não parou por aí. Meu namorado me contou que ele esteve na 2ª Cível, e lá, na frente da Juíza, começou a falar: "Tem um pessoal aqui que gosta de namorar na rua...mais especificamente aquele rapaz ali, ó. E a namorada dele é escrivã de um cartório aqui..." As meninas do cartório, que gostam de zoar, ajudaram: "Aqui não, o cartório dela é aquele lá do último corredor, a última porta..."

E Regi me conta que Sua Excelência contou para ela que foi zoar com meu namorado...pode uma coisa dessas? Que cara chato hahaha.

E esta semana, eu estava certa de que ele já tinha esquecido a história. Mas não, claro que não. Segunda-feira, ele entrou, eu estava rindo de um 'causo' que Cida contava, ele comentou: "Tá feliz? Tá rindo, né? Mulher quando tá namorando fica numa felicidade só, é só felicidade. Tá acontecendo a maior tempestade e ela diz: 'Olha amor, que linda a chuva!' Tá todo mundo morrendo afogado e ela fala: 'Olha, amor, vamos nadar!" Contei isso para meu namorado e ele caiu na gargalhada, claro. Eu mereço hahahaha.

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Aliás, sobre Sua Excelência...Chefinho me conta que ele ficou aborrecido com uns erros em processos. Nada grave, não era culpa minha, só umas etiquetas coladas no rodapé da página ou atrás de documento, coisas que eu tinha falado para as meninas que ele não queria, mas elas esqueceram. E Chefinho diz: "Olha, é porque ele gosta muito de você, ele tem muito carinho por você, porque senão..." Eu até achei que Sua Excelência ia falar alguma coisa comigo, me chamar atenção, mas que nada. Chegou contente, fazendo sinais de surfista (porque ele surfa, né), numa animação só, e nem tocou no assunto. Talvez Chefinho esteja certo. Acho que ele gosta mesmo de mim. Que bom ;)


1:00 PM Encontraram-me!:

Sexta-feira, Abril 25, 2008

Confirmação



Ontem à noite, eu estava na porta para ir embora, ele parou e disse: "Vem cá, vamos fazer um coisa que já deveríamos ter feito há muito tempo..." Eu não entendi: "O quê?" Ele, segurando minhas mãos: "Orar". E completou: "Se você não concordar, é só soltar as mãos". E então começou a orar. E disse coisas que o Senhor já tinha me dito há algum tempo, que eu sabia que eram as verdades de Deus, e não a mentira que contaram para ele. Não soltei as mãos. E quando ele terminou, me abraçou e eu perguntei: "O que aconteceu? E a revelação?" Ele: "Não está se confirmando no meu coração..."

...aí está. Quando o Senhor diz, Ele cumpre. Ontem se cumpriu uma das coisas que Deus já tinha me dito. É engraçado pensar que não me surpreendi ao ouvi-lo dizer tudo o que eu já sabia. Mas agora estou contente, estou feliz, porque, se há dois posts atrás, eu não tinha a mínima idéia do que se passava pela cabeça dele, não sabia se ele estava investindo em mim ou não, agora tenho certeza de que está. Agora nós dois temos certeza.


7:58 AM Encontraram-me!:

Sábado, Abril 19, 2008

Estranheza




Sensação estranha. Eu estava decidida e ainda estou. Mas aconteceu tudo diferente...

...ele veio me pegar aqui para almoçarmos. Estava alegre, como sempre, alegre. Conversamos enquanto andamos pelo shopping. Ele, com o braço em volta da minha cintura, eu, braços soltos. Estava decidida, estava. Mas não ia dizer. Só queria mostrar.

...sentamos para tomar um café (eu, água), e ele disse: "Eu estava com saudade de você, Pri..." Eu, cética, brinquei: "Tava nada..." Ele ficou visivelmente triste e comentou: "Puxa, Pri, eu não minto..." Fiquei sem-graça, senti-me chateada, e não soube o que dizer. Ele pensou um pouco e comentou, tentando provar a veracidade do que havia dito: "Eu até liguei para você na quinta, só para ouvir sua voz..." Eu concordei, brincando, era verdade.

...na hora de almoçar, saí primeiro do restaurante e sentei-me à mesa. À minha frente, um rapaz almoçava. Ele me deu uma olhada, e depois vi a aliança de casamento em sua mão. Uns minutos depois, ele chegou. Alegre, agradeceu por tê-lo esperado. Uma moça, mulher do rapaz, apareceu e sentou-se. O rapaz parecia enfadado e emburrado. Algum tempo depois, eles se levantaram e ele saiu, de cara tão fechada que me fez pensar qual seria o motivo de tanto aborrecimento. Mas à minha frente, conversando e sorrindo, estava ele, alguém que, nesses dois meses e meio, nunca vi emburrado e acho que nunca verei, porque não parece ser da natureza dele ser assim. Quanta diferença! Fiquei tão contente por estar com ele e não com o outro!

...ele não desgrudou de mim, ao não ser na hora de almoçar. Mas, mesmo sentado, dava um jeito de segurar minha mão enquanto conversávamos. A mesa em que almoçamos era redonda e grande, e ele tinha que manter o braço esticado para segurar minha mão, do outro lado da mesa. Depois de um tempo de tagarelice, não sei porquê, tive vontade de sentar perto dele. Refleti durante algum tempo, não sabia por que queria, só sabia que se não o fizesse, o tempo ia passar, ia dar a hora de ele ir embora e eu ia ficar triste por não ter aproveitado a oportunidade.

...levantei-me e puxei a cadeira para sentar ao lado dele. Ele sorriu e disse: "Oba!", como se estivesse desejando isso todo o tempo, aproximou a cadeira e pôs o braço em volta de mim. Continuamos conversando, mas de repente minha mente deu branco e eu não sabia mais o que perguntar, embora soubesse, segundos antes, o que eu iria dizer. Ele perguntou, brincando e olhando para o palco à nossa frente: "Você vai tocar hoje ali, Pri?" Não respondi. Encostei a cabeça no ombro dele e fiz-lhe carinhos no rosto. Ele ficou quietinho, sem dizer nada, acariciava meu braço, em silêncio.

...permanecemos assim, silenciosos. De repente, senti-me triste, sem saber porquê. E então veio a pergunta fatal a me encarar: "Meu Deus, será que eu gosto dele...?" E ali, aninhada a ele, no meio do zunzunzum da praça de alimentação, de gente conversando e comendo, alheia a nós, tive a certeza de que, sim, eu gosto. Não sei porquê, não sei explicar, não consigo entender. Mas aí está.

...enquanto permaneci nos braços dele, percebi-me sorrindo em certos momentos, sem saber porquê. E lembrei-me das vezes em que estávamos juntos, em silêncio, e ele de repente sorria, e eu imaginava o motivo. Houve vezes em que perguntei, baixinho: "Em que está pensando?", mas ele apenas balançava a cabeça, em negativa, ainda sorrindo, sem responder. E ali, naquele momento, tive certeza de que a razão pela qual sorrimos é a mesma: sabemos que gostamos um do outro e estamos felizes porque podemos estar juntos.

...pelo vidro, ele vigiava o tempo. Começou a chover de leve e depois parou. Ele comentou, aliviado: "Olha, parou de chover..." Eu, ainda aninhada, comentei, brincando: "Alguém lá em cima gosta de você..." Ele respondeu, suave: "Graças a Deus, graças a Deus tem Alguém lá em cima que gosta de mim..." e perguntou, aproveitando a deixa: "E tem alguém aqui que gosta de mim...?" Eu, agora certa do que dizia, respondi: "Tem..." E ele, me abraçando, confiante: "Que bom. Eu também gosto muito de você..."

...foi surpreendente olhar o rosto dele quando finalmente ergui a cabeça só para dizer: "Você ficou tão quietinho por tanto tempo..." Ele me olhava sorrindo, com um olhar encantado, os olhos cor-de-oliva brilhantes, como se ele também, de repente, tivesse descoberto que gosto dele.

Eu sou muito desconfiada. É um dos meus defeitos. E desconfiava dele também. Mas hoje...não sei. Foi diferente. Eu estava tão decidida e observava todos os atos dele de forma tão isenta, que tudo o que consegui, ao invés de confirmar meus medos, foi exatamente o contrário: espantá-los. Não sei se é algo definitivo. Não sei se foi só hoje. Mas hoje, ao menos hoje...algo diferente aconteceu. Pode ser que dure. Pode ser que na semana que vem eu volte a nadar no meu mar pessoal de desconfiança. Ou não.

Só me resta esperar.

9:26 PM Encontraram-me!:

Sexta-feira, Abril 18, 2008

Decidi



Decidi que não quero mais essa relação de meio amizade-meio namoro. Sim, não nos beijamos mais, mas sabe aquela coisa de andar de braços dados ou abraçados, de assistir filme juntinho um do outro, dos beijinhos e dos carinhos? Não quero mais. Vai doer mais em mim do que nele, mas...

1) Eu preciso ter certeza do que eu quero. Preciso ter certeza do que existe na nossa relação além da atração física. Preciso ter certeza de que ele é alguém com quem eu gosto de estar, de conversar, de conviver, independentemente de carinhos e beijinhos. Preciso ter certeza de que ele é alguém que vale a pena ter como amigo. Porque, se for, então vai valer a pena ter como namorado, marido, etc. se for o caso;

2) Se ele gostar mesmo de mim, vai aceitar ter uma relação de amizade normal, e não essa "coisa-cujo-nome-não-sei";

3) Na quarta-feira, quando assistimos a filme juntos, fiquei pensando que não tenho a mínima idéia do que se passa pela cabeça dele. Não sei se ele pensa que está investindo em mim, ou se sou só algo passageiro. Não tenho certeza do que ele quer. E se não tenho certeza do que ele quer, não quero me passar por pseudo-amiga-namorada. Não quero pensar depois que fui apensas usada. Okay, okay...eu também posso estar usando-o, não posso? Mas também não quero isso;

4) Não dá nem para nomear nossa atual relação. E não quero estar no meio de algo que não sei rotular;

5) Quando penso na nossa relação, cogito: aonde isso vai parar? Eu não sei. E não estou a fim de pagar para ver;

6) Não quero mais aquela sensação de "estou flutuando porque estou namorando" simplesmente porque não estou namorando! Não somos namorados, não temos compromisso algum um com o outro, somos completamente livres. E é assim que quero sentir. Estou livre para namorar quem eu quiser e ponto;

7) Quero colocar meus pés no chão de novo. Tenho coisas para organizar, para estudar, uma vida para tocar. Chega daquela coisa de "não há mais nada no mundo além dele". Há sim. Há minha vida, que é valiosa e importante.

Pronto. Estou decidida. E quando eu decido...não tem jeito. Aliás, ele já disse que tenho um gênio forte, que quando ponho uma coisa na cabeça, não há quem tire. Pois é. Já decidi e não vou mudar de opinião.

5:56 PM Encontraram-me!:

Sábado, Abril 12, 2008

Segue



Semana engraçada. Teremos curso no Tribunal ainda este mês - Ma ficou toda assanhada para ir, acabou que vamos as três: eu, ela e Regi. Sua Excelência disse a Regi que gosta de mim, que sou bacana e competente e Regi, claro, tinha que me contar. Sua Excelência veio me mostrar o i-phone que comprou nos EUA: 16 giga de memória, arquivos com show e seriados de tv, imagem fantástica, um show. Sua Excelência implica comigo dizendo que vivo no banheiro e vai mandar construir um banheiro dentro do cartório só para mim: quem manda beber tanta água?

Trabalho, trabalho, trabalho. Tenho que anotar as trocentas coisas que tenho que fazer, se não, esqueço. Pilhas de processos para conferir, serviços de última hora, audiências para redesignar porque o Promotor vai viajar, desarquivar processos para preencher as fichas que tenho que levar para o curso - Pablito, da sua Vara, quem é que vai?

...e nós estamos bem. Estamos bem, graças a Deus. É estranho perceber que, sem querer e sem notar, estamos namorando. Sem beijos, mas estamos namorando. Ontem à noite - eu na capital, ele, no interior - nos falamos por telefone.Liguei porque a resposta à mensagem SMS que ele tinha me mandado não chegou, fiquei meio preocupada de ele achar que eu não tinha dado importância, liguei. Ele, feliz, feliz, rindo, rindo, contente porque eu tinha ligado ("puxa, que bom ouvir sua voz, muito melhor que mensagem pelo celular..."), fazendo muxoxo porque eu não estava com ele, brincando, sempre brincando. E no meio da conversa, falando sobre mim como se eu fosse uma terceira pessoa (que eu deveria conhecer), disse: "ela é gentil, bonita, sensível..." Ah, que fofo. Mas mais fofo foi em outro trecho, dizendo não sei o quê: "imagina se eu ia deixar a minha Pri?" "Minha Pri". Agora não sou mais Pri de ninguém. Agora sou a Pri dele. Amazing.

...engordamos por volta de um quilo, cada um. Argh. Eu achava que tinha sido só eu. Ele achava que tinha sido só ele. Um serve de consolo para o outro, claro. Mas também, toda vez que a gente se junta é para comer, afe. Minha mãe, irônica: "Vocês não andaram fazendo coisa errada não, né?" Não, mãe. Até parece que ela não sabe quem me educou...

...vida que segue. Estou tranqüila. Ao menos, estou tranqüila.


10:09 AM Encontraram-me!:

Sábado, Abril 05, 2008

Um dia



Um dia inteiro juntos. Treze horas e meia, para ser mais exata. Batemos nosso recorde. Saímos de manhã do interior com destino à capital, de carro, ele brincando toda vez que travava a portas, dizendo que não ia me deixar fugir.

...foi engraçado porque aonde íamos, as pessoas achavam que éramos casados. Ele conversou com uma representante da Sky em um supermercado. A moça falou conosco como se estivéssemos juntos. Ele pegou as informações e quando ia saindo, empurrando o carrinho, disse alegremente à representante: "Eu vou conversar com a patroa em casa (olhando para mim) e então eu te ligo". Eu imediatamente apertei o braço dele, sem acreditar no que ele tinha dito, e ele ria, contente com a brincadeira. Mas não parou por aí. Enquanto descíamos a escada rolante, ele, alegre, continuou: "Puxa, mô, mas eu queria tanto a Sky...deixa eu colocar a Sky...se você não deixar, aí quando a moça ligar eu vou dizer 'meu amor não deixou', e se ela pedir para falar com você, eu vou dizer 'liga ao meia-dia que você vai poder falar com ela' (porque o expediente começa ao meio-dia, claro). Eu olhava para ele sem querer rir, porque eu estava brava, e ele se divertia: "Puxa, mas é para a gente ir se acostumando..." e continuou, rindo: "A moça deve ter achado que você era doida..." Afinal, porque a "patroa" iria apertar o braço do marido só porque ele a chamou de "patroa"?

...quando fomos à concessionária, a vendedora disse alguma coisa sobre mim, que eu não ouvi direito, e ele replicou, alegre: "Ah, mas se deixar por conta dela, ela vai querer aquele ali, ó!" O "aquele ali ó" era um carro muito mais caro do que o que ele pretendia comprar. A moça riu, se levantou, nós fomos atrás e eu apertei o braço dele, sem querer rir, e ele olhava para mim, com o ar mais divertido do mundo. Quando nos despedimos da vendedora, a moça, animada, comentou: "Qualquer coisa, é só vocês ligarem para mim, que eu preparo o contrato para vocês assinarem..." cumprimentou a nós dois e saímos. Ele comentou, alegre: "Todo mundo acha que a gente é casado!" E eu, ainda brava, mas achando engraçado: "E você ainda dá corda!", o que o fez rir, divertido. Voltamos para o carro (ele estava com o carro do pai), e ele continou bricando: "Puxa, mô, me ajuda a pagar o carro? Hein? Você me ajuda a pagar o carro, mô?" Eu não queria rir, mas também não podia brigar, e ele se divertia com meu ar engraçado-zangado.

...foi engraçado vê-lo comentar, ainda no início da viagem: "Eu dormi a noite toda com o seu cheirinho!" Na noite anteriror, eu tinha ido à casa dele para assistirmos a um filme e, pelo que entendi, o perfume do hidratante que uso (Creme de Morango, da Natura) acabou ficando no cômodo. "Eu já não consigo parar de pensar em você", ele continuou, alegre, "aí o seu cheirinho ainda fica lá em casa, assim não dá..." E continuou, sorrindo: " Parecia que você tava do meu lado..." Eu não disse nada, mas pensei: "É, se a gente se casar, você vai me ter dormindo ao seu lado..." e apenas disse: "É um hidratante da Natura..." Ele: "É? É gostoso...me faz lembrar você..."

...fomos almoçar num restaurante num shopping pequeno da capital. Lá pelas tantas, eu falei que já tinha pensado em fazer escova progressiva no cabelo, e ele comentou: "Ah, mas o seu cabelo é lindo, eu acho lindo, parece cabelo de boneca. O cabelo é que o seu charme..." e continuou: "os lábios também..." Aiii, que vergonha, alguém me arranja um buraco para eu me enfiar? Mas aí ele disse: "E eu, deixar eu ver...ah, melhor deixar pra lá..." Hein? Melhor deixar para lá? Ele nem imagina que eu acho ele liiiindo, liiiindo, liiiindo. Ele já é bonito, mas eu acho que ele não tem alta estima suficiente para ver isso. E eu o acho liiiiindo, adoro aqueles olhos cor-de-oliva, mas na hora não tive coragem de dizer, fiquei com vergonha...

...passeamos no shopping, sempre de braços dados. Ou ele me dava o braço, ou abria o braço para eu dar o meu a ele. Engraçado isso. Namorados andam de mãos dadas. Não somos namorados, não andamos de mãos dadas. Mas como ele quer ficar pertinho de mim, me dá o braço. Problema resolvido.

...ele parou em frente à uma joalheria, bem em frente às alianças. Aiii, para que parar aqui? Ficou olhando e apontou um anel de ouro branco, com um diamante encravado e comentou: "Eu acho bonito aquele ali". Era lindo. Lindo, lindo, lindo. O tipo de anel de noivado que eu a-m-a-r-i-a ganhar.

..fomos assistir a "Sangue Negro" com Daniel Day-Lewis. É um filme árido, seco e triste sobre um homem árido, seco e triste, com uma trilha sonora árida, seca e triste. Ele não gostou, mas eu entendi o espírito da obra. Não é um filme divertido, não é bonito, não provoca emoções boas. Daniel Day-Lewis interpreta (de forma brilhante) um homem rude, apenas interessado em enriquecer. Não se pode dizer que ele seja mau ou perverso. Ele tem amor ao filho e algum senso de justiça, mas algo o atormenta por dentro, alguma coisa que o impede de ser feliz, de ver a vida com brilho, cor, amor, alegria. Não terminamos de ver, a sessão começou às 6 e 20, eram 9 e 15 não havia acabado ainda, e ele estava com medo de que meus pais estivessem preocupados. Fui embora curiosa, doida para saber o final. Foi engraçada a reação dele, tristonha: "Ah, Pri, você queria ver o final? Então vamos voltar..." Eu: "Não, não, vamos, não tem importância..." Ele: "Puxa, agora estou me sentindo duplamente culpado...porque escolhi aquele filme horrível, e porque saímos antes do final..." Eu, carinhosa: "Não, não liga para isso, não..."

...para encerrar a noite de um jeito alegre, depois do fiasco (para ele foi um fiasco, mas o filme é interessante), eu comentei: "Eu queria mesmo agora era o petit gateau..." No início do dia, ele tinha dito que a gente poderia ir comer petit gateau ou ir à churrascaria. Mas àquela hora estava tarde, eu não tinha a menor vontade de comer carne, e terminar a noite tomando sorvete parecia perfeito. Apesar de achar que deveria me levar para casa, ele fez o retorno e fomos à La Basque. Reparei que ele tinha um ar meio tenso, um pouco triste e perguntei: "Você tá parecendo preocupado..." Ele: "É que agora estou pensando nos seus pais, eles devem estar preocupados, porque você não tem costume de chegar tarde em casa assim..." A preocupação dele não tinha sentido, porque antes de irmos a sorveteria, na saída do shopping, eu liguei para casa e falei com papai. Assim, no fundo, acho que o medo dele era o que meus pais iriam pensar dele...o que aliás, ele tinha evidenciado quando comentou, brincando: "Seus pais vão dizer 'quem é esse menino?!" Ele estava mesmo tenso, e perguntou: "Será que não seria melhor eu subir e fala com eles e pedir descupas?" Eu sabia que não tinha a menor necessidade, mas só para deixá-lo aliviado, concordei.

...eu nunca tinha provado petit gateau. Sabe aquele tipo de coisa que você já teve oportunidade de experimentar, mas sabe que só deve fazê-lo se for num dia especial com uma pessoa especial? Assim foi com essa iguaria. O engraçado é que, há umas duas semanas, eu e minha irmã estivemos numa sorveteria italiana, ela pediu um café, eu, um sorvete, e naquele dia, naquele mesa, eu pensei: "Petit gateau é o tipo de coisa que só vale a pena experimentar se for numa ocasião especial..." Pois bem, aconteceu. Ontem à noite era para o ser o dia do petit gateau. E lá estava eu, com um homem especial, preocupadíssimo com o que meus pais pensariam dele, com um arzinho meio tristonho que depois sumiu (embora a preocupação ainda estivesse ali, nos olhos cor-de-oliva) e eu, satisfeita com meu sorvete de menta e brownie de chocolate, certa de que aquele era o dia marcado para isso. E foi lindo quando o vendedor ofereceu a ele umas flores e ele respondeu, amável: "Não, obrigada, eu já tenho uma flor e é a mais bonita..." Eu fingi que não ouvi, não olhei para ele, mas que mulher não sente maravilhosa ouvindo isso? É...era mesmo o dia do petit gateau.

...saímos da sorveteria, e na parada para esperar o sinal abrir para pedestres, dei o braço a ele e comentei (não contei que nunca tinha provado o doce): "Eu adorei o petit gateau..." e ele, encostando a cabeça no meu ombro: "e eu adorei sua companhia..."

...o moço corajoso que queira pedir desculpas aos meus pais desapareceu quando chegamos em frente ao edifício. Ele: "Ai, Pri, agora eu já não sei se é melhor eu subir ou ir embora..." Eu: "Ah, agora que você já está aqui, vamos subir..." Abri a porta da cozinha, entrei e fechei, dizendo a ele para esperar que eu abriria a porta da sala. Em casa, ninguém estava decentemente vestido. Pedi a papai para trocar de roupa rápido, só para falar com ele. Voltei, abri a porta para ele, que entrou, sem-graça, segurando minha mala com ar indefeso. Voltei. Papai ainda vestia a camisa, lentamente. Apressei-o e voltei à sala. Eu tinha esquecida a porta aberta, mas ele tinha fechado, e estava no meio da sala, em pé, com minha mala ainda na mão e ar de criança que fez coisa errada e estava com medo de levar bronca. Tirei a mala da mão dele e coloquei no sofá. Papai apareceu, e ele o cumprimento com o conhecido "a paz do Senhor" do assembleianos, cheio de nervosismo. Pediu descupas, que papai recebeu com ar sem-graça, dizendo que estava tudo bem, que eu tinha ligado e não tinha problema. Mamãe e minha irmã trocaram o "mulambo só" pelo "filó filó" e também foram à sala para falar com ele, que as cumprimentou nervoso e ansioso. Mamãe ofereceu a ele empadão de frango que ela tinha acabo de fazer, mas ele agradeceu e recusou. Perguntou a papai como fazer para voltar à capital e se despediu. Entramos no corredor do prédio, ele com um sorriso de vergonha mais lindo do mundo. Abracei-o: "Adorei passar o dia com você..." Ele: "Eu também, a gente tem que fazer isso outras vezes, mas da próxima vez, vamos voltar mais cedo..."

...mamãe: "Eu gostei dele". Fez um comentário sobre os dois lados do rosto serem diferentes (típico comentário de psicanalista), e quando contei a ela que todo mundo achava que éramos casados, ela disse: "É porque vocês têm química." E continuou: "Formam um casal bonito. Na verdade, parece que vocês são irmãos..." Disse a ela que Regi tinha falado a mesma há algum tempo, e ela explicou: "É como você e sua irmã...vocês são diferentes, mas as pessas sabem que vocês são irmãs porque as fisionomias se confudem. Se a gente for reparar vocês dois, vocês não tem nada a ver um com o outro, mas quando a gente olha, as fisionomias se confudem, até o sorriso é parecido..." Ouvir isso de mamãe, que tinha tomado horror a ele quando soube que ele tinha terminado comigo por causa de uma revelação, me deixou contente. Aliás, minha irmã me contou que quando mamãe soube que ele estava na sala, ela disse, surpresa: "É...até que ele é responsável, né?"

...no final da noite, uma mensagem SMS: "Pri, que vergonha. Mas foi importante, porque seus pais estavam preocupados. Amei passar o dia com você, temos que fazer isso novamente. Você é muito especial". Respondi: "Meus pais gostaram de você :) Também adorei passar o dia com você, foi tão bom! Temos que tirar mais abonos rs. Beijos e boa noite".

...hoje de manhã, lá vem papai: "Pri, com é mesmo o nome do seu amigo?" Respondi. Ele: "Que nome estranho..." Eu: "É um nome italiano, pai." Ele: "Ele trabalha no Fórum?" Eu: "Trabalha." Ele: Mas tem muito tempo? "Eu: "Não, ele chegou em dezembro..." Ele: "Ele é novato?" (Papai é lento...) Eu: "É, pai, ele chegou em dezembro. Ele passou no mesmo concurso que eu, mas só foi chamado em dezembro." Ele: "Ele é evangélico? Eu: "É, da Assembléia." Sei não. Começo a achar que papai gostou dele. Achei que ia parar por aí, mas ele continuou: "Ele tava todo nervoso...por que ele tava nervoso daquele jeito?" Eu: "Porque ele tava chateado, pai, porque ele estava me trazendo para casa tarde..." Ele: "Ele tava todo vermelho..." Eu: "É porque ele tava nervoso..." Sei não. Papai ficou muito curioso e muito interessado. O mais esquisito é que...quando vi os dois conversando, parecia mais que eles se conheciam há um tempão. E olha que foi só uns minutinhos. Sei lá...parece que teve uma química entre os dois, não sei. Foi uma daquelas coisas esquisitas que a gente sente às vezes.

Pois é, estamos amigos. Sem beijar na boca. Na semana retrasada, por duas vezes, em dois dias diferentes, ele tentou uma aproximação. Eu permaneci impassível, não disse nada, mas não me aproximei. Ele entendeu e não ficou irritado ou chateado, continuou alegre e animado. Eu tenho que me valorizar. Se me quer como amiga, então vamos ser amigos, sem beijo na boca. Na semana passada, estivemos juntos novamente e ele não tentou nada. Compreendeu e aceitou. Melhor assim. Eu gosto dele, ele gosta de mim, sabemos disso, estamos bem. Na verdade, pela primeira vez, percebi que essa revelação que o fez terminar comigo foi uma coisa boa. Hoje de manhã tive a certeza de que Deus está nos protegendo. Nos protegendo de nós mesmos, da atração que sentimos, da química entre nós, da situação em que estamos vivendo. Pela primeira vez O percebi nos olhando com o cantinho dos olhos. Ele sabe o que faz. E faz tudo perfeito.

12:40 PM Encontraram-me!:

Segunda-feira, Março 31, 2008

Constatações II



Levar uma cajadada de Deus não é lá muito legal.

Você está certo de que receberá uma palavra de consolo e amizade, e de repente...dá-lhe cajadada, ovelha tola!

Ui, doeu.

Mas ser moído faz parte do processo de alcançar a vitória, então...até as cajadadas são válidas.



7:43 PM Encontraram-me!:

Sábado, Março 29, 2008

Constatações



Ser moído faz parte do processo de alcançar a vitória.


8:41 PM Encontraram-me!:

Quinta-feira, Março 27, 2008

Como um espelho



A noite em que faríamos um mês se estivéssemos juntos acabou sendo especial. Ele esteve aqui e conversamos (sem recaídas e beijos, felizmente - ou infelizmente, sei lá...) durante algumas horas sobre tanta coisa! O que mais me surpreende é que, quanto mais converso e convivo com ele, mais percebo como ele é igual a mim. Temos um coração semelhante, reagimos da mesma forma às mesmas coisas, e ontem descobri que temos as mesmas opiniões sobre certos aspectos religiosos, comportamentais e até políticos. Assistimos a um trecho de um telejornal, e toda vez que ele fazia um comentário eu me surpreendia, porque, sem que eu tivesse omitido qualquer opinião, ele dizia exatamente o que eu mesma penso sobre aquele assunto.

Uma vez Regi disse que nós dois somos almas gêmeas. Na época eu achei o comentário bobo, mas quanto mais percebo, mais penso que é verdade. É impossível que alguém seja tão parecido comigo! Só um caso: não sei porquê, eu comecei a implicar com ele, imitando voz de gente da roça e dizendo coisas que "eu" fazia, como ir a cachoeiras ou andar de bicicleta, que, no fundo, são coisas que ele fazia, quando criança, na sua cidade natal. Ele esperou quietinho até que terminasse, e aí começou a falar das características ruins da cidade como se fossem coisas boas, como trânsito maluco, poluição e tal. Estava na cara que era um vingancinha por conta da minha implicância. Eu olhava para ele, querendo rir e sabendo que, se ainda estivéssemos namorando, eu o abraçaria e brincaria, dizendo: "Ah, ele tá fazendo vingancinha? É uma revanche, é?" Mas eu não podia fazer nada. E, ao mesmo tempo em que tinha vontade de rir, porque estava achando a revanche dele engraçada, sentia um coisa estranha dentro de mim. Então ele terminou de falar e disse, num outro tom, sério: "Não, eu estou brincando. Todas as cidades têm características boas e ruins." Eu permaneci quieta e ele continuou: "Puxa, agora eu fiquei triste com o clima chato que ficou...." Eu não disse nada, ficamos quietos por uns instantes e ele acabou mudando de assunto. Só então eu entendi o que tinha acontecido: a coisa estranha dentro de mim era tristeza porque tê-lo chateado com a minha implicância. E ele acabou confessando sua tristeza por me chatear com a revanche. Agora me diz, como duas pessoas podem ser tão iguais?



7:52 AM Encontraram-me!:

Quarta-feira, Março 26, 2008

Nada é por acaso



Eu nunca o tinha visto irritado. Mas ontem eu vi. É que na primeira sexta de abril ele e Regi vão de carro para a capital, porque os dois vão tirar o passaporte no mesmo dia. E na segunda passada ele esteve aqui e me convidou para ir junto (Regi já tinha me falado que ele havia me incluído na viagem), porque aí ele vai me levar à cidade natal dele, para comer num restaurante que tem lá e conhecer o "povo". O povo, creio eu, são a mãe e o pai dele. Ele tinha convidado, okay. Mas vá lá saber se mudou de idéia? Afinal, para quem já terminou comigo duas vezes...

Eu: (fingindo estar distraída): E aí? Vocês vão pra capital dia 04?

Ele: (surpreso): Vocês? Nós, né?

Eu: (fingindo estar distraída): Eu também?

Ele: (meio irritado): Eu não te convidei?

Eu: (fingindo distração): Ainda está de pé?

Ele: (nem respondeu)

Eu: (suavemente, para consertar as coisas): Você já pediu o abono?

Ele: (interessado): Pedi sim, pedi hoje.

Eu: (rindo): Eu pedi ao juiz...ele não queria me liberar, não. Falou assim: "Eu tenho 12 anos de Poder Judiciário e nunca tirei um abono!" Aí eu retruquei: "Mas o senhor tira férias..." E Chefinho comentou: "Ah isso, faz isso, dá corda para ela para o senhor ver..."

Ele: (rindo)

O mais bizarro é que quando a gente namorava, eu tinha a impressão de que nunca iria conhecer os pais dele. Agora que o namoro acabou, ele quer que eu vá conhecê-los. Vá entender...

----

Se estivéssemos namorando, hoje faríamos um mês. Mas hoje de manhã, enquanto estava orando, tive certeza de uma coisa: o que está acontecendo agora, hoje, não é sem motivo, não é sem razão. Não é por acaso que ele terminou comigo. Não é sem razão que estamos separados. Há uma razão, há um motivo, já estava determinado para ser assim. E isso me consola.


6:35 AM Encontraram-me!:

Segunda-feira, Março 24, 2008

Constatações



Tudo tem uma explicação. E todas as explicações estão em Ti.

Tu és a razão e o motivo de todas as coisas.




7:47 PM Encontraram-me!:

Quinta-feira, Março 20, 2008

Ainda estou ouvindo



É engraçado como Deus sempre traz para você o que você precisa. Não, não é engraçado. É maravilhoso e estranho. Às vezes, tudo o que você precisa saber é que há pessoas que se sentem como você. E que outra forma de saber disso se não através de uma canção? Assisti a um filme cristão hoje, chamado "Desafiando os gigantes". A trilha sonora é bárbara, no estilo pop rock gospel. Descobri umas bandas incríveis, e dentre elas "Third Day". A canção "Still listening" me faz pensar que...bom, que todo mundo tem dúvidas sobre Deus, às vezes. E não somos malucos ou temos menos fé por isso. Deus sabe do que somos feitos, sabe que somos pó, sabe que somos humanos. Que bom...que bom que Ele sabe como eu sou.


Still listening
Ainda estou ouvindo


There was time when I thought that I had you figured out
Houve um tempo em que achei que Te conhecia,

I told you before and I'll say it once more
eu havia dito e te direi mais uma vez:

Now and then I have my doubts
às vezes tenho dúvidas.

'll never pretend to know what you are doing
Nunca fingirei saber o que estás fazendo:

It's true that you move in mysterious way
é verdade que Tu te moves um jeito misterioso.

I looked for you in the fire and in the wind
Procurei por Ti no fogo e no vento

But you weren't there as far as I could see
mas Tu não estavas lá até onde eu pude ver.

I thought I'd hear your shout
Eu pensei que te ouvirias gritar

But then I figured it out
mas então eu percebi

That all along you're whispering to me
que a todo momento Tu estás sussurando para mim

And I'm still listening
e ainda estou ouvindo.

Just when I thought that I had caught a glimpse of who you are
Só quando eu pensei que tinha tido uma pequena idéia de quem Tu és

You taught me a lesson that I needed to learn
tu me ensinaste uma lição que eu precisava aprender:

I'll never will be the man that I quite need to be
nunca serei o homem que preciso ser,

But that's alright 'cause you're enough for me.
mas está tudo bem porque Tu és o bastante para mim.



7:11 PM Encontraram-me!:

Quarta-feira, Março 19, 2008

O último herói



Ele resistiu bravamente até o último momento. Só sucumbiu no último minuto. Até achei que ele estivesse muito, muito determinado a não baixar a guarda. E acho até que estava...mas sabe como é, eu sou irresistível hohoho.

...não me lembro do dia ou do momento em que me senti tão feliz como hoje, nos braços dele, rindo não me lembro de quê. Foi só por um segundo, ou algo assim, em que me vi rindo, nós dois rindo, eu meio deitada, meio abraçada a ele, rindo sapeca de alguma besteira que algum de nós tinha dito. Porque nós estamos sempre fazendo palhaçadas, implicando com o outro e rindo à toa.

...quando ele me mandou a mensagem SMS no domingo à tarde dizendo que tinha comprado uma "pequena lembrança" para mim, mas que só ia me entregar se eu fosse ao culto hoje com ele, eu logo pensei que poderia ser chocolate. Porque ele só me dá chocolate! Bom...ontem ele mudou um pouco e me trouxe pão de queijo...mas o presente? Era chocolate. Um ovo de páscoa, daquele grande da Ferrero Rocher. Um dos mais cobiçados do mercado. Fico pensando o que faz um homem, que é do tipo econômico, dar a uma mulher, que não é mais sua namorada, um dos ovos de páscoa mais caros. O pior é que eu tinha me programado para dar a ele um ovo também, da Cacau Show, mas como ele terminou comigo e não ia pegar bem dar presente para um amigo (amigo é melhor que ex-namorado), acabei não comprando nada. Passou a perna em mim sem saber, afe!

...eu tenho que admitir, eu estava morrendo de vontade de beijá-lo. Mas como ele tinha terminado comigo e estava disposto a se manter apenas meu amigo, eu não faria nada que pudesse ir contra sua disposição, pelo muito que o respeito. Mas quem sucumbiu foi ele. Lá vem o filme, lá vem um carinho aqui, um beijinho, um detalhe, um sinal, uma respiração mais pesada e...bom, já era. Juro que não fui culpa minha. E achei engraçado ouvi-lo dizer, baixinho "não consigo parar de te beijar..." Minha resposta? Baixinho: "Que bom..." Mas tive que achar graça quando ele perguntou "o que tem no seu beijo que eu não consigo resistir?" Eu, convencida: "eu sou irresistível..."

...é estranho perceber essa cumplicidade que não existia há 12 dias. Xá ver...quinta estivemos juntos, sexta fomos pra capital juntos...terça ele terminou comigo. Sexta almoçamos juntos. Ontem ele esteve aqui, tagarelando mais que o costume (para depois me mandar uma mensagem e dizer que estava muito triste, e por isso tão tagarela e agitado). E hoje no vimos. E sei lá...alguma coisa aconteceu. Não sei o quê. Pensando bem, o primeiro rompimento me fez ter certeza de que queria ficar com ele. O segundo me fez ter certeza de que ele gosta de mim. Vai ver tem algo a ver com isso. Depois de duas situações tristes em apenas 15 dias, já não somos mais os mesmos. Não sei...quando ele terminou comigou a primeira vez, ele não sabia que reação eu teria. Eu poderia ter mostrado um lado extremamente dramático, passional ou iracundo. Mas eu enfrentei de forma tão racional e tão serena que até eu me surpreendi. Bendita terapia. Da segunda vez...eu fiquei puta, sim. Poderia tê-lo mandado se danar quando ele perguntou se poderíamos ir juntos para a capital. Mas fui serena de novo. Sem mágoas, sem ressentimentos, sem cobranças, sem explicações. Talvez ele tenha conhecido outro lado meu. E talvez eu o tenha conhecido mais. Não sei. Mas...há algo diferente.

...mas mais bizarra mesmo é a sensação de cumplicidade criminosa "nós-não-estamos-mais-namorando-porque-você-terminou-comigo-mas-eu-queria-muito-te-beijar-e-você-também-queria-e-quando-estamos-juntos-é-tudo-tão-engraçado-e-nos-divertimos-e-também-não-dá-para-resistir-porque-você-sabe-que-gosta-de-mim-e-eu-gosto-de-você-e-assim-o-que-estamos-fazendo-é-errado-mas-é-tão-bom-e-gostoso-estar-juntinho-de-você-que-vamos-esquecer-só-por-uns-momentos-que-não-somos-mais-namorados-e-seja-o-que-tiver-de-ser" que nos faz sentir adoravelmente ilegais. Quase dois meliantes, dois caras-de-pau.

...só por uns instantes eu me senti triste. Ele perguntou no que eu estava pensando. E eu respondi: "que vou chegar em casa e ficar triste". "Não, você vai chegar em casa e capotar na cama", ele respondeu, alegre e carinhoso. Resolvi não pensar em mais nada, então. Porque estar pertinho dele é tão bom...

...eu já não sei o que pensar, eu confesso. Não sei mesmo. Quando olho para ele, e vejo que ele é tudo que eu sempre quis, a única coisa em que consigo pensar é que, se não ficarmos juntos, tudo o que espero é encontrar alguém que não me faça ter saudade dele. E digo isso de coração limpo. Não quero estar com outra pessoa, me sentir infeliz e ficar especulando se estaria mais feliz se estivesse com ele. Desejar não ter saudade dele, nunca e jamais, é o maior elogio que posso fazer a ele, porque isso mostra o quanto ele significa para mim.

...é hora de dormir para a dorminhoca aqui. Aliás, ele gosta de me chamar de dorminhoca. Ele já deve estar no sétimo sono, belo e tranqüilo, esquecido de tudo o que aconteceu hoje. E eu...eu quero dormir feliz e em paz. E seja o que tiver de ser.


2:37 AM Encontraram-me!:

Sexta-feira, Março 14, 2008

Strangers in the night



Foi meio estranho. Quero dizer, eu estava com saudade, acho que ele também. Almoçamos, rimos, conversamos. Mas sabe...? Falta alguma coisa. Não é isso que quero ser, não quero ser amiga dele, ele também não quer ser só meu amigo. Quando foi me buscar em casa, nem fez menção de me abraçar, nem eu dei a entender que queria abraçá-lo. Mas no fundo - como eu queria tocá-lo...!

Regi me conta aquilo que eu não sabia. Que na segunda ele foi conversar com ela, que ele disse que eu era linda, que ficava linda de vestido e tal. Eu: "Regi, ele é maluco? Na segunda ele já tinha decidido terminar comigo!" Regi ficou sem palavras, claro. Na quarta ele tinha aparecido, dizendo que tinha terminado o namoro, que eu era um pessoa muito boa, que gostava muito de mim, mas que ele acreditava que Deus queria assim. Na quinta à noite, ele perguntou a ela sobre mim. Ela disse que eu estava triste, mas que estava orando, e disse a ele para me enviar uma mensagem, o que ele assentiu (e realmente enviou). Hoje, quando entrei na sala dela logo no início do expediente, encontrei os dois conversando. Ele, com aquela cara alegre que eu adoro, sorrindo, à vontade, lindo. Convidou-me para entrar, como se fosse o dono da sala. Comecei a conversar e a rir com Regi sobre umas questões do cartório e do trabalho. Ele me olhava, feliz, sorrindo.

Mais tarde Regi veio me contar o que os dois estiveram conversando. Ele disse: "Eu acredito que é a vontade de Deus, mas o pior é que eu gosto muito dela, Regina. Eu estou sofrendo com isso...fico em casa sem saber o que fazer, ando de um lado para o outro, me sinto sozinho...tenho que tomar cuidado para não fazer besteira no cartório..." De mim, Regi contou a ele que eu penso que nós dois somos muito parecidos (eu nem sabia que ela tinha prestado atenção ao que eu falara), e disse a ele outra coisa que eu tinha falado, que para mim, Deus é um Deus de amor, que não uniria duas pessoas por 15 dias para depois separá-las sem qualquer razão aparente.

Depois que saí da sala de Regi fui ao protocolo. Quando voltava para o cartório, passei por ele, que acabava de sair da sala dela. Ele passou por mim e sorriu. Com aquele olhar que faz derreter meu coração, e que eu não sei o que quer dizer. Se bem que...agora eu sei sim. Quer dizer que ele gosta de mim.

10:27 PM Encontraram-me!:


Quando Ele diz...



"Agindo eu, quem impedirá?" (Isaías 43:13)


Relacionar-se com Deus é viver uma aventura. Ele diz, Ele promete, Ele fala. E você espera. E ora. E aguarda. Pacientemente. Porque, se Ele falou, Ele vai cumprir. Mesmo se for impossível, mesmo se parecer difícil, não importa. Ele vai cumprir. A alegria que tomou conta de mim ontem à tarde era um sinal, eu sabia. De manhã estava tão triste e com tanta raiva, que pensei que seria impossível me sentir bem novamente. Mas aí no meio do expediente Regi veio conversar comigo. "Ele veio hoje me dar um alô...parecia triste. Ele é sempre tão alegre, né?" Epa, pensei! O que é isso? Deus já está agindo? Ele tinha dito que ia agir, que ia "revolver a terra"... Daí para frente, tudo mudou. Alguma coisa ia acontecer.

Ontem à noite, ele me mandou uma mensagem: "Pri, posso ir ao seu lado amanhã de ônibus? Afinal, ainda somos amigos (!?) Se você não quiser, eu vou te entender." Se ele tivesse me mandado a mensagem ontem de manhã, eu só não o teria mandado se danar porque sou educada. Mas à noite...tudo o que eu poderia responder era: "Pode sim. Ainda somos amigos :)"

Nem sei se dormi direito. Acordei cedo, como sempre. E esperei. E ele veio. E o sorriso idiota no meu rosto, e o sorriso idiota no rosto dele diziam tudo. Não iremos juntos hoje, porque a escrivã pediu que ele fosse de carro com ela. Mas vamos almoçar juntos. Como amigos? Como amigos. Mas quem disse que esse é o final da história? Ele pode não saber, mas vamos ficar juntos. Até ficarmos velhinhos. Como eu sei? Aquele que faz promessas cumpre todas elas. Sem exceção.

Quando fui ler a Bíblia hoje de manhã, parei, abismada. Ainda ontem, por acaso, ouvi uma canção que falava de um episódio do livro de Josué. E quando comecei a ler o texto bíblico indicado para o dia de hoje...é o trecho que conta o tal episódio! É aquele em que Deus faz o sol parar por um dia inteiro, atendendo à oração de Josué, que precisava de dia claro para derrotar os Amoritas. O trecho diz: "Nunca antes Deus havia feito isso, e nunca mais Ele fez algo assim por alguém que orou". Ele é capaz de parar o sol por você? Ele é capaz de parar a Terra por mim. E por você também, se você crer.

...só não entendi porque aquele inseto não sai da minha cama. Quando lia a Bíblia hoje de manhã, levei um susto. Uma esperança descansava, imóvel, perto de mim. Não sei em que momento ela entrou, não a vi passar pela janela. O pior é ela não se mexe e não sai dali. E não tenho coragem de matá-la porque...porque é uma esperança, ora bolas. Como é que a gente vai matar a esperança? A minha continua viva, dentro de mim.

..."eu sei que o meu Redentor vive..."




9:39 AM Encontraram-me!:

Quarta-feira, Março 12, 2008

Visões



Ainda me lembro da carinha do menino. Os dentinhos de leite, separados, num sorriso bem aberto. Sem camisa, meio gorduchinho, a barriga cheia de celulite. Suado, suado, suado. Estava correndo de bicicleta com um colega, e freiou bem na minha frente. Eu me sentia estranha porque ele estava estranho. E apesar de detestar levar sustos, não me irritei. Pelo contrário, fiz um carinho no braço do menino, que saiu voando, bem rápido. Lá longe ainda disse alguma coisa e riu, não tenho idéia. Eu tive que rir. Depois o menino passou por nós, a todo vapor. Ele gritou, com uma voz que me soou triste: "Cuidado que ela é amiga do Juiz da Infância e Juventude!" O menino respondeu, aos gritos: "Eu hein! Tô fora!", o que nos fez rir.

Mais um trecho, e eu o fiz parar, para olhar para ele. Sentia tanta saudade do seu rosto, dos olhos e do sorriso. Ele brincou, movendo a cabeça de um lado para o outro, quando o mesmo menino freiou atrás de mim. Sorria, feliz. Fiz-lhe um carinho na barriga gorduchinha e disse: "Você é muito bonito, bonito e gorduchinho. Que idade você tem?" "Seis", ele respondeu sorrindo. "Qual o seu nome?" continuei. "Lucas", respondeu, com o mesmo sorriso sapeca. "Que nome bonito..." comentei. Ele seguiu voando na bicicleta amarela.

Ainda caminhamos. Ele estava quieto. Eu pedi um abraço. Ele se desculpou e me deu um abraço. Não o abraço caloroso que eu queria e precisava. Era um abraço social, afável, mas social. Eu sabia que havia algo errado. Mas não perguntei, não perguntaria, não perguntei. Gritei: "Tchau, Lucas!" mas o menino, brincando e pedalando, nem respondeu. "Ele tá mais interessado na bicicleta..." ele ainda comentou.

Brinquei com os cachorros da casa onde fomos. Beethoven, um grande e felpudo cão preto que aceitou meus carinhos sem hesitar. Um poodle e um pincher maluquinhos que pularam em cima de mim. A sensação é que eu havia guardado tanto afeto, que precisava distribuir. Nem que fosse com menininhos desconhecidos na rua ou cachorros de outra pessoa.

No final da noite, do culto, ainda abracei um rapaz que Regi disse ser homossexual, e que freqüenta o culto. Ele parecia tão encantado comigo, e comentou com Regi que eu era bonita. Quando me levantei para ir embora, todos tinham se levantado, mas ele continuava sentado, e me olhava com um sorriso bonito. Aproximei-me. Ele estendeu a mão para me cumprimentar, sorrindo, mas eu queria mais. Dei-lhe um abraço caloroso. Ele sorria e disse: "Vai com Deus". Eu respondi docemente, segurando sua mão: "Fica com Ele."

...acho que eu já sabia como a noite ia terminar. Mais um revelação, mais uma pregação, mais um estrondo, mais um...sei lá o quê. Sempre detestei pentecostais. Essa coisa de sonhos e visões e falar em línguas não me passa na garganta. A Bíblia diz que antes Deus falava assim, por meio de sonhos e visões, mas que hoje Ele fala por meio do Filho, com cada um de nós, individualmente. É nesse Deus que creio. Naquele que fala comigo quando me ajoelho para orar. Naquele cujo amor me constrange e me faz chorar quando oro. Naquele cujo Espírito se manifesta dentro de mim, cujo som parece um borbulhar de águas dentro do meu coração. É nesse Deus que aprendi a crer e confiar desde criança. É esse Deus que busquei a minha vida toda, até finalmente encontrá-lO. É nEle que ponho minha fé. Não em sonhos ou visões de outra pessoa, que pode mentir, pode enganar, pode se enganar. Deus fala comigo. Não usa intermediários. Não precisa, não preciso deles. A morte de seu Filho na cruz me deu amplo acesso a Ele. Posso entrar no Santo dos Santos, onde Ele está, e falar com Ele. A qualquer hora, a qualquer momento, quando e onde eu precisar. E Ele me ouve. E responde. E não nega Sua presença e Seu Espírito a todos os que O buscarem.

...eu não sei quem está errado. Mas como Jó, eu sei em que tenho crido, sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará por sobre a Terra.


6:39 PM Encontraram-me!:


Então...



...é isso. Acabou. Agora é pra valer.

Engraçado ele ter dito: "Achei que a gente ia ficar velhinho junto."

Ou será que é só o começo...?

"Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? Ou tendo falado, não o cumprirá? " (Números 23:19)

12:16 AM Encontraram-me!:

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