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com Russel Crowe e Jennifer Connelly

"E se fosse verdade" (2006)
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"Por um fio" (2002)
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"Os teus sonhos são Meus
Teus problemas são Meus
Tua vida também
É Minha vida
Eu de ti cuidarei
Nunca te deixarei
Os teus sonhos Eu realizarei

Vou te levar, te conduzir
E quando você alcançar
Saberá que em todo tempo
Eu estive ao teu lado"

("Sonhos", álbum Reverência, de Chris Durán)

















 


:Quem é essa garota?:

Priscila, 28, capixaba de olhos negros e riso solto

Concebida em Salvador, mas com alma cosmopolita

Mora sozinha no interior, fins de semana na capital

Direito no diploma, servidora estadual efetiva, Ministério Público na cabeça

Paixão por línguas; inglês é bom pro chat, alemão, pro coração

Camarão, pão de queijo e sorvete italiano são bem-vindos

39 no pé, magra sempre esbelta, loira há três anos

Dança de salão aos sábados, piano clássico por dez anos, fotografia nos planos

Terapia com psicanalista há dois anos e muita mudança depois disso

James Morrison, Jamie Cullum, Texas, Michael Bublé, Corinne Bailey Rae, Rod Stewart, Phil Collins, e o que mais a agradar

Engraçada, insegura, inteligente e fiel

Temperamental, impulsiva, mal-humorada e melancólica

Melhorar sempre é uma ordem

Deus está sempre ao seu lado

Agradece a você, que faz este blog mais feliz!



O Ponto de Encontro dos Blogueiros do Brasil


































Ponto.de.Encontro
"Mais que vencedor eu sou!"
(Rom.8:37)

Domingo, Maio 03, 2009

O sapo



Ela não sabia, mas ele tinha um sapo no bolso. Um sapinho pequeno, marrom-glacê, de olhos esbugalhados e coaxar hesitante. Calmo, calminho, pensava ele. Tão calmo que ela nem vai perceber, calculou. Almoçavam num restaurante à beira mar. Ela usava um batom vermelho, tão vermelho como a bandeira da Suíça pendurava na janela de uma casa muito velha. E falava rápido, como uma metralhadora israelense. Ele ouvia, mastigando ovos mexidos com linguiça e bastante pimenta. Ela não gostava de pimenta.

__Kandinsky, eu gosto de Kandinsky - ela dizia, comparando-o a outros pintores que ele não conhecia. Bonita, pensava ele. Mas estranha também, matutava, esquecendo-se de que ele tinha um sapo como animal de estimação.

__E você? Gosta de ouvir o quê? - ela perguntou, retocando o batom vermelho com a ajuda de um espelhinho enfeitado com desenhos egípcios.

__Bossa-nova. Kiss - ele respondeu, acariciando o sapo.

__ Nossa, tão diferentes - ela ajeitava a cabeleira cor-de-fogo e limpava uma marquinha de batom no cantinho da boca. Ele queria beijá-la, mas achava que seria difícil.

Ela sorriu, afável. O cara lega e bacana de quem a amiga tanto tinha falado parecia mais uma ovelha tímida e tensa que não sabia falar de nada legal, ela pensava, irritada, mas disfarçando com habilidade. Ele tinha mãos bonitas e uma manchinha de nascença simpática na bochecha esquerda, mas se limitava a responder às perguntas dela. Cara estranho e esquisito. Não gosto dele, pensou ela, olhando o mar de relance. Virou-se para dizer, sorrindo calculadamente, se ele queria mais alguma coisa. Mas quando olhou, viu algo muito estranho. Ele estava vermelho e se remexia na cadeira, como se dançasse sentado rumba combinada com sapateado, e uma coisa marrom pulou em cima da mesa, saltitou entre pratos e caiu no colo dela. Ele, horrorizado e boquiaberto, não sabia se deveria justificar a existência do sapo, tirá-lo do colo dela ou se jogar no buraco aberto pela prefeitura no aslfato em frente ao restaurante.

Ela, atônita, olhava o sapo que, estranhamente, parecia ter mudado de cor, e admirá-la, com os olhos brilhantes e esbugalhados. Então aconteceu: ela começou a rir, um riso simples, vibrante, alegre como o de um bebê de dois anos, e de tanto rir passou a chorar, lágrimas lhe saíram dos olhos e tentava pedir, entre gargalhadas, que ele pegasse o sapo. Ele permanecia de pé ao lado dela, sem balbuciar palavra, sob os olhares dos transeuntes, até que ela parou de rir.

__Um sapo! - disse ela, olhando-o sem tocá-lo. Que coisa mais bizarra - disse, sorrindo alegremente. Qual o nome dele?

__Otávio Augusto - ele sussurrou, pegando o sapo.

__E tem nome de imperador! - ela riu, contente, ajeitando o lenço sobre as pernas. Então olhou-os nos olhos por uns instantes e pediu, baixinho: sente-se. Ele se sentou.

Estão casados até hoje.


8:34 PM Encontraram-me!:

Terça-feira, Abril 28, 2009

E daí que...




Um dia desses minha mãe disse assim: "Vocês vão ganhar muitos presentes. Aliás, se vocês ganharem tantos presentes quantos você ganhou quando nasceu...então vão ser muitos". E daí que domingo meu noivo pegou um encarte da Ponto Frio no shopping. E daí que eu vi um rack (odeio essa palavra...não existe nenhum correspondente na língua portuguesa para (argh!) rack? Talvez se a gente tentasse grafar como "raque", mas aí ficaria pior, saco...) que gostamos muito. E daí que ficamos pensando que seria uma boa hora para comprar, já que tem promoção de dia das mães e talz. E daí que tínhamos combinado de sair na próxima quinta para procurar um (argh!) rack bacana para comprar.

Pois então. E daí que eu tava com Mari na Sala de Audiências e chega minha madrinha, sempre falando que tem que emagrecer pro meu casamento, porque tá meio gordinha. E daí que do nada, ela disse que iria comprar um presente bem bonito e perguntou o que eu estava precisando. E daí que eu falei que precisava do...argh, eu tenho que falar? e ela disse: "Então vai lá, e se você achar um que você goste, anota direitinho que eu vou comprar. Não se preocupa com preço, não. Você quer ganhar logo ou quer deixar para mais tarde?" É lóóógico que eu disse que queria ganhar logo, porque tou louca para arrumar a casa.

E daí que à noite papai liga e diz que a contadora falou que vou receber mil e quinhentos de restituição de imposto. E eu comecei a rir e ele disse, brincando: "Tá rindo do quê? Isso é o que o governo te deve"...hohoho.

E daí que eu tô moooito contente. E daí que eu acho que está aberta a temporada dos presentes. Até do Lula eu ganhei hahaha.

E daí que eu tô morrendo de sono e cansaço e vou encerrar o post do argh! deixa pra lá...por aqui mesmo.



8:16 PM Encontraram-me!:

Quinta-feira, Abril 09, 2009

Reta final



Agora é a reta final. Não, não do casamento. Da prova. (Pablito, vamos fazer!) Se a criatura (meu noivo) tivesse decidido estudar mais cedo, teríamos mais chance. Mas foi decidir só no último mês, então, para passar, só por milagre. Mas foi tão bonitinho ouvi-lo dizer anteontem: "Pri, mesmo se a gente não passar, já somos vencedores porque estudamos juntos, aprendemos muita coisa e estamos mais preparados para outras provas". Que fofo! E foi bacana descobrir que estudar junto dá certo, porque um ajuda o outro, o que um não sabe, o outro sabe, o que um não entendeu, o outro entendeu...é bem legal. Vamos continuar assim.

Féééérias! Eu preciso de féééérias! E nós temos uma loooonga lista de coisas para resolver durante esse período, coisas do casamento, e coisas da nossa casa. E vamos ter que descobrir alguém especializado em montar e desmontar e afinar piano, porque vou levar meu piano da casa dos meus pais para minha casa. Meu noivo está ansiosíssimo por ter um piano e uma pianista (cof, cof) em casa. Descobri dois sites de partituras (porque na última faxina, minha mãe jogou TODAS as minhas partituras fora) e vou comprar, inicialmente, o songbook do álbum "Call me irresponsible" do Michael Bublé. Meu noivo disse que vai comprar um songbook de músicas de Tom e Vinícius. Haja tempo para estudar tanta coisa. Mas minha mãe não quer mais o piano, se eu não o trouxer para cá, ela vai acabar vendendo, então vou ter que trazê-lo e tocar para o futuro maridão.

Feridadão, hein? Hoje não trabalho. Descansar? Nada, vamos é estudar. Studieren. Wir studieren. Eu tinha que voltar ao alemão...

Saudade disso aqui. Tem muito tempo que não escrevo com regularidade. Falta de tempo. Falta de inspiração, talvez...?

Beijos!


7:33 AM Encontraram-me!:

Quinta-feira, Março 26, 2009

Surpreender



Meu noivo diz que eu sempre o surpreendo, e sempre de maneira positiva. Desta vez, foi porque comprei "O ato conjugal", para lermos juntos. Começamos no domingo passado e vamos ler um capítulo por semana, sempre aos domingos, que é quando temos tempo livre. É um livro publicado há mais de 30 anos, mas é bem bacana porque fala abertamento sobre sexo à luz dos padrões bíblicos. Os autores, Tim e Beverly LaHaye, ainda tem mais três títulos sobre o assunto: "O que o ato conjugal significa para o homem", "O que o ato conjugal significa para a mulher" e "O ato conjugal depois dos 40". Meu noivo disse que o último logo vamos ter que comprar, afinal, fazemos os dois 30 anos este ano...rs

E esse semana ele fez, para o almoço, uma coisa que eu adoro: ovo mexido com linguicinha (agora, sem trema, humph). Aiiiii, que delícia! Mamãe é que costumava fazer isso, e agora que ele descobriu que eu a-d-o-ro, resolveu fazer também. O engraçado é que, como ele cozinha muito bem, e eu a-m-o a comida dele, mamãe tem que me aturar elogiando-o hohoho. E outro dia eu perguntei a ela: "Mãe, você nunca pensou que eu namoraria alguém cuja comida eu elogiaria tanto, né?" Ela abanou a cabeça, concordando hahaha.

Hoje, aniversario de Mari. Ela fez uma lasanha sem saber que tínhamos encomendado um bolo. E teve parabéns na Sala de Audiência (já que não tinha audiência, resolvemos usá-la), penetra, presente, bate-papo, risadas, uma delícia. E as meninas tanto insistiram que tive que chamar meu noivo e a filha de Regi para participar também - saíram lá da 2ª Cível para comer bolo (a lasanha já tinha acabado) e, claro, dar os parabéns para Mari, né?

Amanhã estamos de licença médica - o branquelo vai ao dermatologista. E precisamos comprar um presente para minha irmã. É a segunda sexta-feira que faltamos este mês. Serviço público é tão bom rs.

Beijos!

10:15 PM Encontraram-me!:

Sexta-feira, Março 13, 2009

E lá vem a noiva...



Finalmente...o vestido! Eu pensava em mandar confeccionar, mas encontrei um tão lindo, tão a minha cara, tão leve, tão o meu estilo que fiquei com ele mesmo. E a moça da loja disse que 70% das noivas que aparecem querendo confeccionar, acabam ficando com um que encontram hehehe. Ainda paguei à vista, consegui 10% de desconto (ela tinha me oferecido 7, eu pedi 10 e ela deu - estou ficando "chorona" igual ao meu noivo, céus, é a convivência....) e se ele alugar o terno lá, também terá desconto. Aliás, "desconto" é a palavra da Língua Portuguesa que meu noivo mais gosta, penso eu....hehehe.

Amanhã teremos um encontro com uma violinista. Faltam ainda os convites, terno, bem-casados e noivinhos. Ah, e a documentação, claro. Faltam 8 meses e já estamos com quase tudo arranjado, graças a Deus.

...e eu nem contei para vocês que nós dois passamos os quatro dias de carnaval reformando o meu quarto! Primeiro, descascar a parede, nos pontos mofados. Depois, massa. Depois, lixar. Depois, pintar, uma, duas, três demãos. E aí vem a limpeza. Começamos no domingo à tarde e terminamos na quarta, às oito e meia da noite. Mas ficou liiiiiiindo de morrer, pintamos num tom "palha", um doce. Se não encontrarmos um apartamento tão bom quanto a minha casa e com aluguel tão bom, vamos morar ali. Acho impossível encontrar outro lugar melhor. A casa é grande, bem arejada, bem iluminada, bem localizada...é tudo de bom. Conseguir outro lugar igual, difícil. E ele ficou tão empolgado com o resultado que até concordou que pintemos a sala e a varanda nas férias hohoho. A princípio ele não queria, porque foi uma trabalheira só. Mas depois...ver o resultado é tão gratificante que dá vontade de pintar a casa toda hehehe. Aliás, ele também já concordou em pintar a casa toda, "mas aos poucos", afirmou hihihi. Mas por enquanto, acho que vai ser só a sala e a varanda mesmo. Depois a gente pensa no resto.

...ah, e a lua-de-mel vai ser em Gramado, em plena época do Natal Luz de Gramado, êêêê! Se fosse em outubro, como tínhamos programado, não teríamos essa chance. Mas Deus faz tudo perfeito, então vai ser lindo....

....e beijos!


3:54 PM Encontraram-me!:

Domingo, Fevereiro 08, 2009

Casar dá trabalho...



Esporte: maratona. Modalidade: escolher um hotel para noite de núpcias. Hotéis visitados: oito. Horas gastas: cinco. Hotel escolhido: Radisson, em Vitória, o mais bonito, mais chique, não tão caro, e com a "cama do sonhos". Aaaaaah. Mal posso esperaaaaar....Ooops! Cês tão aí, é? Hehehe.

A viagem de lua-de-mel vai ser mesmo para o Sul. Gramado, Canela e adjacências. O mais engraçado é que, por termos mudado a casa do casamento, vamos pegar a época do Natal Luz em Gramado, que se inicia no dia 15 de novembro, e dizem ser uma coisa liiiiiiiiiiinda demais. E eu que estava triste porque não queria mudar a data do casamento...mas quando Deus faz, é tudo perfeito, né? Vamos pegar época de alta temporada, eu sei, é tudo mais caro, mas vai valer moooooooito a pena. E depois das contas que fizemos ontem, vimos que dinheiro não vai faltar. Pelo contrário, vai é sobrar...Deus é tão bom! Minha mãe: eu sempre disse que você é abençoada, não disse? Hehehe.

Tô até com as pernas doloridas de tanto andar. Mas ao menos o hotel...aaaaaah...tá resolvido. E a viagem meu amor vai fechar esse mês. Esse negócio de pagar as coisas juntos é engraçada: eu pago o fotógrafo, ele paga a aliança, eu pago o cerimonial, ele paga a viagem...é bacana. E não fica pesado para ninguém.

Faltam ainda músicos, vestido (já escolhi o modelo), terno, convites, bem-casados, dia da noiva, lembrança dos padrinhos, noivinhos...e acho que só. Só? Afe. Casar é bom, mas dá um trabalho....hehehehe.

Beijos, povo!




7:56 AM Encontraram-me!:

Terça-feira, Janeiro 20, 2009

Festa!



Poisié, não ia ter festa. Agora vai ter. Ia ser no dia 24 de outubro. Agora vai ser no dia 14 de novembro. Tudo teve que ser remanejado, deu um trabalhão conseguir uma data que combinasse cerimonial mais igreja, fotógrafo e pastor, que já estavam confirmados para o dia 24 de outubro. Infelizmente a agenda do pastor já estava preenchida para o dia 24, então convidei outro, que está em Brasília e só vai ter acesso à agenda amanhã, quando volta para o Rio rs. No mais, deu tudo certo. Vamos casar 20 dias mais tarde, mas agora tem recepção para 200 convidados hihihi.

Aliás, num cerimonial que cobra menos do que a maioria cobra e oferece muito mais do que a maioria oferece. E não é porque é um cerimonial ruim. Fui visitá-lo, sábado passado, e vi a decoração de um casamento que seria naquele dia. Confesso que nunca vi flores naturais tão lindas como as que vi lá. Rosas enormes, abertas, perfeitas, e muito perfumadas. Eu conversei com a dona. Ela disse: "As pessoas por aí querem ganhar dinheiro. Eu trabalho com isso porque eu amo. E tudo o que eu faço é para agradar o meu Deus, Ele é quem me dá todas as coisas, e tudo o que eu tenho é dEle." Fiquei encantada com o testemunho dela, que se converteu há 12 anos e me senti segura para assinar o contrato. Alguém que diz isso me dá confiança de que faz um trabalho bem feito, porque não faz para si ou para os outros, mas para Deus.

Minha mãe ficou felicíssima quando soube que vai ter festa. Ela disse: "Fico feliz porque vocês merecem..." Que fofa hohoho.

Eu falei que tô fazendo Pilates? Minha postura mudou! Na primeira semana notei que estava diferente, mas agora está escancarado. Até minha mãe notou. E foi naturalmente, sem pensar. O corpo mudou automaticamente, fantástico! Com relação a melhora no sono não percebi nada, e ainda não dá para ver mudança muscular. Mas fiquei contente ao perceber como sou forte! Eu me achava fraquinha, espia só! E só confirmei que tenho mesmo muita flexibilidade, que é de família: minha mãe e minha irmã são assim também.

Quanto aos sucos...estou fazendo todo dia. E como me sinto cheia de energia! Antes eu estava me sentindo meio morta, sem vida, sempre cansada. Agora estou revitalizada, não me sinto mais tão cansada, uma maravilha! Tenho feito umas misturebas de cenoura, beterraba, maçã, repolho, couve, salsa, alface...alternando os ingredientes, mas mantendo sempre a cenoura, que é a base. Minha pele do rosto está ficando muito diferente, super sedosa. E o gosto do suco? É uma delícia! Outro dia fiz para o meu amor uma mistura de cenoura, beterraba, maçã, repolho, salsa e um pedacinho de gengibre. Ele adorou, e confessou que, antes, ao me ver misturando aquilo tudo, achou que seria horroroso hehehe. Comprei até "O livro completo dos sucos" para entender mais disso. E foi bom, aprendi uma porção de coisas sobre verduras, legumes, frutas e tal. Não é à toa que dizem que "alimentação é tudo". Não adianta comprar xampu disso para ter cabelos mais fortes, ou sabonete tal para ter pele de seda, ou tomar Vitasay para se sentir mais forte...é só se alimentar do que é bom, do que tem nutrientes e também anutrientes. Pois é, você sabe que são anutrientes? São elementos que não nutrem, mas que são indispensáveis à saúde, como enzimas, caroteno, flavonóides e clorofila. Tá no livro rs.

Tagarela eu hoje, né? Agora vou lá fazer um suco rs. Beijos!


8:17 PM Encontraram-me!:

Quinta-feira, Janeiro 08, 2009

Ele chegou!



Ei pessoas! 2009 chegou, hein? Eu, linda e loira no meu vestido longo estilo anos 70, meu amor de camisa rosa (eu que dei!) na cobertura dos pais do noivo da minha irmã, vimos os fogos (ou parte deles) em Vitória e Vila Velha. E teve discurso (da minha irmã e do noivo - que só saiu de tanto que minha mãe futucou), e alianças beeem pesadas, e jantar, sobremesa, beijinhos...uma delícia.

...e 2009 começou com resoluções: comprei uma centrífuga juicer Walita Philips e tô fazendo sucos, uma beleza. Cenoura, beterraba, alface, couve, maçã...é só bater tudo e beber. Estava me sentindo meio fraquinha, decidi mudar minha alimentação, pronto. E comecei a fazer Pilates. Mas ainda não tá completo, quero começar a correr. Mas antes tenho que fazer um check-up, afinal, já tô com 29 anos e 5 meses....

...janeiro é tempo de começar preparativos do casório: o modelo já escolhi, agora tem que ir atrás das lojas de noivas. E pesquisar cerimoniais, porque a gente não queria, mas vai ter que ter festa. Por quê? Bom, boa parte dos convidados vem de fora, e aí o povo vai à Igreja e e vai viajar para casa de volta assim, de barriga vazia? Não dá, não dá. Então...vai ser só para 200 convidados, e isso porque não dá mais para enxugar a lista. Quem mandou ter família grande? O problema é esse: tem gente na família com quem não tenho nem contato ou afinidade, mas tem que convidar para a festa porque é família. Parente é serpente, já dizem os italianos.

...fim de ano foi bom, não trabalhei na semana do Natal (servidor público é assim), ganhei 700 reais de abono (servidor público é assim) e acabamos de sair do recesso. Mas a Intranet não funcionou no primeiro dia útil, nem no segundo (serviço público é assim).

...ganhei um celular do meu amor (ele ganhou de mim óculos escuros - ele tinha perdido os dele há alguns meses e eu tava morrendo de pena dele, com os olhos cor-de-oliva, sofrendo por causa do sol), um anel de ouro da sogrinha ("é um presente que tem o seu valor", ela disse), um sapo de pelúcia de mamãe (acho que ela pensa que eu tenho 15 anos) e nós dois ganhamos de papai e mamãe um conjunto de lençol. Beleza.

...hoje comprei um cacto: Onofre. Se Onofre ficar legal, vou comprar mais um companheiro para ele. Tá, eu devo ser a única pessoa da face da terra que tem um cacto chamado Onofre.

...também comprei uma bolsa. Mas é uma bolsa tão grande que é uma quase uma mala. Ou uma mini-mala. É que ela tem umas alças que dá para colocar se você quiser usar como bolsa de viagem chique. Por falar nisso, mini-mala ainda tem hífen? Com essa reforma, eu já não sei. E hífen ainda tem acento? E ainda termina com "m"?

...obrigada pelas mensagens! Não tive tempo de visitar os blogs, mas quero desejar a Dani, Pablito, Léo, Tita: que em 2009 vocês possam ver coisas maravilhosas acontecendo na vida de vocês! :)

...beijos e toca a vida!




9:16 PM Encontraram-me!:

Quarta-feira, Dezembro 10, 2008

A semana



Semana confusa. Não consigo estudar porque não paro de mexer no cabelo, e isso me irrita. Não consigo mais manter meu peso porque estou ficando velha, e se saio do meu normal pão-integral-presunto-de-peru-light-suco-de-laranja-almoço-leve-lanche-da-tarde-quase-inexistente-chá-de-carqueja-para-enganar-a-fome eu engordo. Felizmente emagreço facilmente também, igual a cachorro vira-lata, mas essa vida de viver controlando a balança me irrita.

...estou agora mexendo no cabelo. Tou falando?

...hoje um cara dos Correios esteve no cartório para instalar um software no computadores. Queria só 20 minutinhos nossos para explicar o funcionamento do programa, mas o cartório tava aquela zona, aquela correria de sempre. "Pregunta" dele: "É sempre assim? Se eu voltar mais tarde vai estar assim também?" Sim, meu querido, se você voltar mais tarde vai estar assim também, e amanhã também, e depois também. Ele disse que ia voltar mais tarde, mas não voltou. Acho que ficou com medo da gente.

...Espírio Santo em rede nacional só pode ser miséria. E é. Vergonhoso. Mas eu sempre achei que aquele Presidente tinha cara de safado. O que assumiu agora foi meu professor, me parece muito correto, mas eu não ponho a mão no fogo por ninguém. Você poria?

...e a nova ortografia, hein? Preciso tomar vergonha e comprar um dicionário.

...no mais eu vou bem, comprei chocolates para as meninas do cartório, mas o presente de Natal do meu amor ainda vou comprar, acho que ele comprou um celular para mim (embora eu tenha dito para ele não comprar nada, e ele me disse o mesmo, mas nós somos teimosos e generosos), no dia 24 vou estar com a família dele, no dia 25 ele vai estar com a minha, e no dia 31 vamos estar todos reunidos no noivado da minha irmã. Melhor, impossível.

...beijos!


10:26 PM Encontraram-me!:

Sábado, Novembro 22, 2008

Finalmente...



Eu sou feliz, alegre, engraçada, honesta, amável, generosa, atenciosa, leal, companheira, organizada, determinada, inteligente, amiga, esperta, confiável, autêntica, cautelosa, sábia, confiante, impaciente, temperamental, espirituosa, carismática, carinhosa, econômica, consciente, espiritual, dinâmica, e mais um monte de outras coisas.

...mas eu precisei de quase quatro anos de terapia para descobrir tudo isso. Alguém pode dizer que a lista tem muito mais qualidades do que defeitos. Mas para mim, que achava que não tinha nada de bom para dar às pessoas ou ao mundo, encontrar um montão de qualidades é uma vitória. E vá saber se eu não tenho mesmo muito mais virtudes que defeitos? Eu sou uma pessoa bacana, essa é verdade. Só que eu não sabia disso. Agora eu sei. E ninguém pode tirar isso de mim.

...aí que eu preciso agradecer ao Papai do Céu (como diz meu noivo) e à minha psicanalista prá lá de competente. Herr Sigmund era um gênio, ah se era.

...dia chuvoso. Mas eu tô feliz.



9:22 AM Encontraram-me!:

Quinta-feira, Novembro 20, 2008

Segue




Amanhã não tem expediente. Dedetização. Nunca gostei tanto das baratinhas hahaha. E sexta que vem eu e meu amor vamos fazer curso de "Português Jurídico", no Tribunal. Um curso na sexta- feira é um ótimo motivo para não trabalhar hihihi.

...estudando, estudando. Sabe quando você tá de saco cheio do seu trabalho? Eu tô assim. Por isso quero ir embora. E ele também. Trabalhou durante algum tempo como assessor de um juiz competente e inteligente. E agora tem que agüentar as burradas de uma juíza que deve ter entrado pela janela: fica inconformado, claro. Mas é bom que nós dois estejamos insatisfeitos: assim a gente estuda para cair fora daqui. O mais rápido possível, de preferência.

...segunda faço 7 meses de namoro. E vão faltar só (!) onze meses para o casamento. Tá longe, tá longe...bem que minha mãe tem razão: a gente devia ter marcado para uma data mais próxima. Mas tem os gastos, a gente tem que juntar dinheiro, então não dava. Ele já disse: "Se eu tivesse dinheiro, a gente casava ainda esse ano..." Fofo, né?

...e hoje vou almoçar na casa dele. Toda quinta eu almoço lá. É para matar a saudade, ele diz, já que quase não estamos nos vendo. E nos outros dias? Almoço em restaurante porque cozinha não é minha praia hohoho.

Beijos para vocês!



9:17 AM Encontraram-me!:

Sábado, Novembro 01, 2008

Na área



O novo juiz é bonzinho. Baixinho, careca, feinho, tímido. E bonzinho. Tranqüilo mesmo. Anteontem ele ficou uma meia hora batendo papo conosco (veio atrás do bolo ladrão que me viu comendo, ele também é comilão, o sem-vergonha!), ele é ministro de casamento da Igreja Católica (também é muito católico, colocou um crucifixo enoooorme na parede que me meteu medo quando vi) então falou sobre o ministério, as experiências...depois de um tempão é que se despediu, simpático: "Deixa eu ir que tenho um monte de processo para despachar!" Bacana, né? Gente como a gente. Sem frescura. Gostei dele.

Mas Sua Excelência, o juiz sem Vara, continua na área. Continua me chamando de namoradeira, cantando musiquinha "Menina namoradeira..." (e se vê meu noivo, diz: "Olha o namorador aí"!), continua agitado, pedindo coisas em cima da hora, o mesmo chato de sempre. Mas é bom tê-lo por perto. Ir na sala dele quase sempre me rende risadas, porque ele é sem-noção, mal-educado, fala o que dá na telha...um amor.

Regi tá triste demais com a filha, que tá longe, na Suíça. Vê-la chorando me parte o coração, não posso fazer nada. Ou melhor, o que podia fazer eu fiz, que foi orar com ela, as duas escondidas no banheiro. Nem sei como ela ficou o resto do dia...

O trabalho continua, cada vez mais, cada vez mais, cada vez mais. E eu doida para voltar para Vitória, o interior já deu o que tinha que dar para mim. Ah, se eu e meu amor passarmos nesse concurso...vai ser bom demais.

Pela primeira vez na vida, estou lendo a Bíblia todos os dias. Com um capítulo por dia, terminarei a leitura do livro sagrado em três anos. Meu noivo até brincou: "Toma vergonha, Pri, leia em um ano!" Mas para ler em um ano eu teria que ler 3 capítulos por dia, se num dia eu não leio, no outro tenho que ler 6, aí eu não agüento, né? E estou num ritmo legal, comprei uma cadernetinha, vou anotando o que acho interessante...está sendo muito bom. Comecei no dia 31 de agosto. Já passei de dois meses, não vou parar. Eu brinco e digo que em 2011 eu termino, não tenho pressa. E o mais legal é meditar naquilo que leio, às vezes durante o dia eu me lembro da coisas que li, e quando as preocupações vêm, lembro-me das coisas que Deus já fez pelo Seu povo no passado...então penso: "O que Ele não faria por mim?" Ler a Bíblia todo dia é ter na mente a mente de Deus, todo dia. E isso é fantástico.

...no mais, o noivado vai bem, embora não possamos nos ver todo dia, como antes, por conta dos estudos. Sinto falta de conversar com ele, mas fazer o quê? Ao menos temos o fim de semana, o domingo juntos...isso nos faz valorizar mais os momentos em que podemos estar juntos, creio eu.

Beijos pra vocês, meu visitantes queridos!!

Ps.: Por onde anda o Aron?



3:26 PM Encontraram-me!:

Quarta-feira, Outubro 22, 2008

Enfim, noivos...



Depois de um longo e tenebroso inverno, olha só quem aparece, na maior cara-de-pau. Eu, é claro. Será que alguém ainda me visita? Se ainda me visita, vai saber que fiquei noiva sábado passado, num restaurante muito lindo de frente para o mar, com direito aos meus pais, os pais dele, minha irmã e futuro cunhado. E foi tudo tão lindo e tão perfeito, e teve discurso (dele, claro), e minha mãe falando, e meu pai e a mãe dele falando (ela segurou o choro!) e o pai dele não falou nada porque é quietinho mesmo. E teve moqueca com camarão VG - aiiiii que delícia! - e muitas fotos, fotos, fotos. E ele tá tão feliz e tão bobo, e esteve contando os dias até chegar sábado, e de vez em quando me mostra a aliança, brincando, como se eu tivesse que me recordar que estou noiva dele.

E segunda contei para minha madrinha que ela vai ser minha madrinha, e ela ficou emocionada quando viu a aliança, e meu padrinho me deu um abraço forte e me de desejou um monte de coisas e lálálálá.

E é isso. E estamos estudando para concurso, porque eu tô doida para voltar para Vitória.

...beijos e até breve. Ou não hihihi.

PS.: Nossa aliança está exatamente 1.270 reais mais cara desde que compramos, no dia 05 de setembro. Teve um aumento de 500 reais, depois mais 500, depois mais 20 e depois mais 250. Imagine o preço até o fim do ano? Ou até o casamento...?


9:21 PM Encontraram-me!:

Domingo, Setembro 21, 2008

Alianças




Como as coisas são. Há duas semanas, compramos nossa aliança com desconto de 500 reais. Por quê? Foi o seguinte: estivemos no Shopping Vitória visitando joalherias para ver modelos de alianças trabalhadas, sem interesse de comprar agora. Gostamos de um modelo da Vivara. No mesmo dia fomos ao Shopping Praia da Costa, e vimos o mesmo modelo em outra filial da Vivara...só que 500 reais mais barato. Hein? Como assim, cara pálida? Entramos, mas meu namorado me pediu para não dizer nada à vendedora. Tentamos de todo jeito saber o motivo da diferença absurda de preço sem contar que tínhamos visto mais caro na filia de Vitória, perguntamos sobre o peso, sobre o tamanho, sobre se o preço era tabelado para todas as filias, mas não conseguimos descobrir o segredo. A moça desconfiou, tivemos que contar que tínhamos visto mais caro na outra loja. E aí descobrimos o segredo: as lojas Vivara estavam passando por reestruturação e aumentaram todos os preços em vinte por cento, isso de um dia para o outro. Num dia, era um preço. No outro, já estava mais caro, e as lojas ainda estava remarcando tudo. Pelo visto, na filial do Praia da Costa tinham esquecido de remarcar as alianças. Meu namorado, interessado, perguntou: "E você garante esse preço? Por que se voce garantir eu compro". A moça ficou meio em dúvida, eu afirmei que era o preço da vitrine (claro, porque se ela não garantisse, seria Procon neles!). Ela saiu e voltou: ela garantiria o preço, mas só para aquele instante. Se levantássemos e saíssemos dali, na hora em que retornássemos, mesmo que fosse um minuto depois, já seria o preço atual. Meu namorado: "Pri, é esse mesmo o modelo que você gostou? Você tem certeza?" Eu disse que sim. E ele decidiu levar. E aí...nós só ficaríamos noivos em abril, mas de aliança comprada, deu um vontade louca de usar, né? Então decidimos adiantar o noivado para o mês que vem, dia 18 de outubro.

E ontem estávamos passeando no Shopping Praia da Costa, e passando na Vivara, decidimos olhar as alianças, só para namorar as que tínhamos comprado. E qual não foi a nossa surpresa ao percebemos que...o par já está 500 reais acima do preco remarcado. Ou seja, as alianças estão mil reais mais caras desde o dia em que compramos, uma diferença de 42 por cento. Ficamos abismados, claro. Tiramos um abono só para ver alianças, sem intenção de comprar, e era o dia exato em que deveríamos comprar...porque depois daquele dia, houve um aumento de quase metade do preço.

Coincidência? Talvez. Mas acreditamos que é a mão de Deus guiando tudo ;)


6:20 PM Encontraram-me!:

Sábado, Agosto 30, 2008

Novidade



Primeiro deixa eu espanar a poeira e tirar um pouco da teia de aranha. Ah, nem foi tanto tempo assim. Não deu nem um mês...

O que eu vou contar? Ah, sim. Acho que o ponto mais importante atualmente é ter o dia 24 de outubro de 2009 marcado no calendário. Por quê? Porque eu fui pedida em casamento. E foi tão engraçadinho. Ele disse assim: "Pri, a gente podia começar a juntar um dinheirinho..." Eu: "Pra quê?" Ele: "Pra gente casar..." Eu comecei a rir que nem uma retardada, claro. Aí ele disse, com medo de que eu me sentisse pressionada: "Não é hoje nem amanhã"..." Eu: "E o que foi essa novidade agora?" Ele: "É que esses 15 dias que você ficou fora...eu percebi que é com você que eu quero ficar, não quero mais ninguém..quero ficar com você até ficar velhinho e banguela..." E é por isso na sexta feira vamos tirar um abono para começar a ver alianças - porque parece que a única coisa em que ele está pensando é nisso: as alianças. E já disse que quer alianças beeeem bonitas...

Escolhemos a igreja e já convidei o pastor. Eu escolhi a data do casamento de acordo com o prazo que ele tinha dito que queria casar: do meio para o fim do ano que vem. E escolhi 24 de outubro porque é quando faríamos um ano e meio de namoro. Na verdade, nessa data completaremos seis meses de noivado, porque ficaremos noivos em 25 de abril, quando completaremos um ano de namoro. Siiim, é tudo esquematizadinho hihihi.

Ainda há trocentas coisas para pensar: músicos, vestido, convites (meu futuro cunhado, que é publicitário, vai criar para gente), recepção, lua de mel, blá blá blá. Vamos fechar o contrato com o fotógrafo semana que vem. O fotógrafo falou mais de três horas, contou sobre a vida dele, sobre os planos para o futuro, falou, falou, falou, "acho que vocês são o casal com quem eu mais falei" e mostrou o trabalho dele, que é fenomenal. O cara foi fotógrafo de moda, não faz aquela coisa igual de foto com buquê, noivo segurando a gravata, mãozinha no coqueiro, etc. Ele trabalha muito com iluminação, então faz cada foto linda. E conserta e trata fotos de outros colegas não tão bons quanto ele hahaha. O álbum vai custar uma nota, mas meu namorado adora foto, então não abre mão de um álbum bonito. E de um poster nosso, claro hahahaha.

Pois é, eu tô feliz. E ele tá mais feliz ainda, fica me olhando com aquele sorrisinho maroto, e quando eu pergunto porque ele está sorrindo ele diz: "Porque eu tô feliz. Eu fico feliz quando estou com você".

E a mãe dele (minha sogrinha) ligou para a filha, irmã dele, (minha futura cunhada) para falar de mim. E a irmã contou para ele o que ela disse: que eu sou uma garota de ouro, e que ele tem muita sorte. Que eu liguei para ela no aniversário dela. Que eu sou simpática e não sou esnobe. E que ela (a filha) tem que me conhecer. E meu namorado se surpreendeu, porque ele diz que a mãe não é assim com ninguém, "ela gostou mesmo de você". E ela me deu de presente uma caixa porta-jóias que ela fez há algum tempo atrás, uma coisa linda. E eu acho que isso quer dizer que ela gosta de mim. E meu namorado, ciumento, diz que nós duas estamos "numa rasgação de seda só" hohoho. Graças a Deus.

Pois é. É isso. Daqui a um ano e pouco muita coisa vai mudar. Bom, já está mudando. E para melhor ;)


9:32 PM Encontraram-me!:

Sábado, Agosto 09, 2008

Viagem: Israel

Israel é um ponto à parte. Não só porque é a Terra Santa, mas porque comecei a passar mal (eu e quase todo o povo da excursão) no segundo dia lá e fiquei mal durante 4 dias. Até um médico foi chamado para me ver, cujo diagnóstico foi: virose de quem passa pelo Egito. Uma médica que fazia parte do grupo disse que duraria 7 dias. Durou 9. Ou seja, não aproveitei muito da viagem, houve um dia em que fiquei no hotel (que acabou me rendendo diversão), e em outros dias eu apenas fiquei no ônibus, porque estávamos em trânsito pelo país e não havia como ficar em hotel. Ao menos participei dos momentos mais importantes: no Getsêmani e no Jardim do Túmulo, e no dia em que fiquei no hotel todos disseram que eu não havia perdido nada, e que havia sido um tédio. Mas não fiz o passeio de barco no Mar da Galiléia, por medo de enjoar. Enfim, em Israel vi o que tinha de ver e nada mais.

Lugares que visitei (ou deveria ter visitado): Eilat (um balneário muito chique, a primeira cidade ao sul de Israel), Tiberias (onde houve o passeio no mar da Galiléia), Jericó (não desci do ônibus), Belém (não fui, mas disseram que foi um tédio, ainda mais por ser uma cidade sob controle palestino), Rio Jordão (só vi o rio, aliás, muito feio - e não era porque eu estava passando mal), Jerusalém.

 

Aparência: Tudo em Israel é muito limpo e organizado, e o nosso guia gostava de alardear que poderíamos sair à noite sem medo, porque era mais seguro andar em Israel à noite do que em São Paulo ou Rio de dia. Eilat é um balneário com várias lojas de grife, e tem até mesmo uma filial do Hilton Hotel (sim, o da  Paris), para vocês perceberem como é a coisa. Pegamos um calor de meros 43 graus (foi o lugar mais quente que visitamos na viagem toda e olha que estivemos no Egito!), seco e insuportável, e à noite, quando saí do hotel, fiquei boquiaberta ao constatar que...o vento era quente e a situação não era muito melhor do que de dia. O ar só começou a ficar mais frio lá pelas 11 da noite, hora em que estava em um orelhão em frente ao hotel, batendo papo com meu namorando e testando a “alta segurança” de Israel, o que se comprovou: ninguém tentou me assaltar. Sobre as outras cidades não há nada a dizer, seja porque não vi, seja porque estava passando mal demais para reparar. Jerusalém é linda, linda, linda. Todas as casas são feitas de um pedra bege, o que faz com o toda a cidade tenha a mesma cor. Mas o que poderia ser monótono se torna mágico, e isso não dá para explicar.

Comida: a palavra é...pimenta do reino. Muita, moída, everywhere. Muitos desconfiaram que foi a maldita pimenta, que tem toxinas, é que fez o povo passar tão mal. Comer em Israel foi um estresse, e meu maior desejo era voltar para o Brasil para comer sem medo de passar mal. Fiquei contando os dias em que eu ainda que teria que almoçar ou jantar e procurar algo para comer que não tivesse a droga da pimenta. Por isso não dá nem para dizer nada de positivo. Eu sei é que o suco de laranja é muito ruim, e até no avião da Alitalia, que nos levou de Tel-Aviv para Roma, tinha pimenta na comida, afe.

Interessante : nadar no Mar Morto. Aliás, nadar não, porque ninguém nada no Mar Morto, nem mergulha, para não entrar água nos olhos, devido à alta salinidade da água. Somos orientados a não fazer movimentos bruscos, para não jogar água nos olhos de ninguém (o que deve arder horrores, imagino eu). A experiência inicial é meio traumática porque, ao invés de areia, o mar tem lama no fundo e pisar naquele lama é...aargh, muito, muito nojento, sem contar que há uns buracos rasos onde se pode cair enquanto se entra no mar (com o risco de cair água nos olhos e tal). O mar é escuro e feio, o que não ajuda na apresentação. Ninguém vai para o fundão, então todo mundo se banha no rasinho mesmo. E aí...só boiar. E tente abaixar uma das pernas enquanto bóia...você vai simplesmente mudar de posição e começar a boiar de lado, porque não dá para tocar o chão. E dá para boiar sentado, dá para boiar deitado...é uma diversão. Só que não se deve ficar muito tempo na água, por  causa da grande concentração de sal: lembra das aulas de Biologia? Os sais do corpo vão saindo e passando para o mar: do meio menos concentrado para o mais concentrado, por osmoze, pelo que me lembro. E aí depois de uns 10 ou 15 minutos deve-se sair e tomar um chuveirada de água doce, depois entrar e ficar mais uns 10 ou 15 minutos e então sair de vez. O clima é de praia mesmo: tem quiosque, música rolando, cadeiras de praia com sombrinha na areia...e tem também banheiros com vestiários para tomar banho e mudar de roupa para continuar a viagem. Ah, sim. E não resisti e pus a pontinha do dedo na língua, para sentir o gosto, né, afinal eu fui criada na praia, de água salgada eu entendo. O resultado? É tão salgada que arde na língua como se fosse pimenta e não sal...

Pessoas: para ser sincera, sempre tive preconceito com relação aos israelenses: sempre os considerei metidos e arrogantes, mesmo sem conhecer nenhum. O que posso dizer é que encontrei pessoas muito simpáticas e outras nem tanto. Vendedores de mercado engraçados e simpáticos e outros muitíssimos grosseiros. Talvez o fato que de que o estado de Israel em si foi formado por judeus que emigraram de várias partes do mundo explique essa diversidade, não sei. Mas a minha diversão aconteceu exatamente no dia em que fiquei no hotel em Jerusalém, o Grand Court, um hotel lindo (aliás, verdade seja dita: só ficamos em hotéis incríveis – o do Egito, o Pyramid Park, era um resort cinco estrelas muito lindo) e charmoso. Eu tinha ficado o dia todo no quarto tentando me recuperar, e à tarde, cheia de tédio e me sentindo melhor, desci para me distrair um pouco.  Mas como se sentia muito fraca, porque não estava comendo quase nada, decidi voltar para o quarto. Estava no hall dos elevadores quando fui abordada por um judeu todo animado, falando em hebraico. Eu não entendi bulhufas, não sabia o que ele queria e apenas disse: “English, please”. Ele pareceu não entender e eu continuei: “I don’t speak Hebrew”. Ele entendeu que eu não falava hebraico, e explicou, com um inglês pobre, que também não falava inglês. Mas aí percebi que ele estava animado demais e interessado demais em mim para desistir por conta da barreira da língua, e o rapaz continuou tentando se comunicar com o pouco de inglês que sabia, me chamando para sentar no lobby. Eu estava doida para conversar com alguém, nem que fosse um judeu que não falasse inglês e, para resumir, devo ter ficado um meia hora de papo com ele: um músico que toca piano e violão e estava doido para me mostrar sua aparelhagem no quarto (é ó-b-v-i-o que não subi para ver nada), que também é DJ, mora em Jerusalém e estava no hotel por conta do Bar Mitzvah de alguns adolescentes. Ele me mostrou o pai, a irmã (que estava sentados em outras mesas por perto, junto com outros parentes e amigos), colocou a tia (uma garotinha de uns quatro aninhos) no colo, pediu a dois garotos de uns oito anos para pegar água para mim, me deu balas, não cansava de dizer que eu era linda e tinha um sorriso lindo (fiquei toda boba, porque eu estava sem maquiagem alguma, uma verdadeira convalescente de olheiras que começava a dar os primeiros risos depois de dois dias sem sorrir, de tão mal que fiquei (e isso é verdade)), me convidou para dar uma volta de carro pela cidade (não aceitei), disse que eu que eu era uma boa garota quando eu falei que não ia à discotecas ou bebia álcool, perguntou a amigos do grupo palavras em inglês para falar comigo, traduziu o que uma pessoa do grupo disse para ele, que nós formávamos um ótimo casal, e etc etc. Ele usava o kippah, um kipazinho branco e azul prendido com um tic-tac, mas bebia álcool, o que me fez pensar que ele não deviar ser lá muito religioso. Tinha olhos azuis, o nariz típico de judeu e um sorrisão bonito, aberto, de gengiva aparente, pura simpatia. Mas depois de meia hora eu já estava meio de saco cheio daquele papo furado e disse que precisava subir. Ele disse que queria me ver de novo, e eu falei que ia descer daí a uma hora, às sete, para o jantar. Ele beijou minha mão, respeitosamente, e eu me despedi. Contei à minha colega de quarto que precisava me livrar o bendito judeu, e percebi que tinha dito o horário errado: o jantar não era às sete, era às sete e meia. Fui jantar e não o vi. Aliás, só o vi mais tarde, quando estava no telefone com meu namorado: percebi um vulto branco por perto e quando olhei, era ele, que acenou para mim com um arzinho amigável, mas também sério e enigmático. Acho que ele pegou o elevador para o estacionamento (deve ter ido pegar o carro para ir à boate) e não o vi mais. Eldal era seu nome. Vai se lembrar de mim como a brasileira que ele não pegou hihihi. Mas ele era legal, um rapaz simpático.

Nosso guia: Moshe, um judeu com um sotaque horroroso cujo português me irritava: muitas vezes não era  possível entender o sentido das frases que ele dizia, e como é que se pode ter um guia cuja fala não se entende direito? Além disso, ele era arrogante e parecia não se sentir muito à vontade liderando um grupo de cristãos. Muitas vezes o pastor pedia a palavra para corrigir informações que ele tinha dito, que poderiam confundir os novos convertidos do grupo, e também para afirmar as verdades da fé cristã, como na ocasião em que visitamos o Jardim do Tumulo e o guia disse que Jesus estava sepultado ali. O pastor logo corrigiu, dizendo que Jesus não estava sepultado, porque tinha ressuscitado e nós críamos nisso. A verdade é que parece que os judeus não têm muita fé naquilo que crêem, e para um deles, ver um grupo que pessoas que acredita em um homem que eles rejeitaram deve ser meio perturbador. No culto que realizamos no Jardim do Túmulo, ele ficou de longe, olhando com ar emburrado. Nosso guia no Egito, Mustafá, nos olhava com ar distraído, meio sem se importar com nossa manifestação de fé, como se estivesse muito firme da confiança em seu Alah. Mas Moshe...não sei, ele não parecia gostar muito do que via. Aliás, eu fiz um pergunta a ele que me deu impressão que os judeus têm dúvida a respeito do que crêem: eu perguntei que tipo de Messias eles esperavam se um líder religioso ou militar. Ele disse que não sabia. Eu questionei: “Vocês não sabem?” E ele respondeu, na defensiva: “Você sabe?” Para ser educada, apenas disse: “Quem é que sabe, não é?” e ele, acho que meio sem graça ao ver minha reação “fina”, apenas reafirmou que o Messias podia ser um líder religioso ou militar, ninguém sabia. Ora bolas, como eles podem esperar por alguém que eles nem sabem o que é?

Ponto negativo: entrar e sair de Israel. Ter que abrir sua mala na frente de um estranho que acha que você pode ter explosivos parece a coisa mais bizarra do mundo, e é. Mas quando se trata de Israel, isso é absolutamente comum. O mais engraçado é que, ao entrar, fui considerada suspeita. Colaram um etiqueta amarela no meu passaporte (que foi retido enquanto me pediam para abrir uma das malas), fui interrogada a respeito de equipamentos eletrônicos e tive que mostrar a câmera fotográfica, depois a oficial passou uma coisinhas no meu passaporte e fez um teste em um máquina para então me liberar. Já na saída, fui considerada fora de qualquer suspeita. Colaram um outra etiqueta no meu passaporte que me deu livre acesso e uma oficial da segurança até me pediu para traduzir duas perguntas em português para uma senhora do nosso grupo que não falava inglês. Aliás, a moça, ao me ver falando, me olhou de um jeito como se traduzir duas frases do inglês do português fosse a coisa mais fantástica do mundo, sei lá porquê. E ainda me explicou o porquê de querer saber se havíamos recebidos presentes em Israel: tinha receio que tivéssemos recebido algum explosivo, sem sabermos. Ainda pediram para abrir minha mala, tive que responder o que eram certas coisas embrulhadas (para eles terem certeza de que eu tinha comprado e não ganhado), mas saí sem a sensação ruim que senti quando entrei: de que desconfiavam de mim. Ainda fiquei me “achando” por ter ajudado a segurança de Israel: afinal, a oficial de segurança confiou em mim ao ponto de me pedir para traduzir as perguntas – normalmente, eles mostrariam um papel com perguntas em português para senhora, que deveria responder com “sim” ou “não” (eles não aceitam que uma pessoa responda qualquer pergunta em nome de outra, e na nossa entrada em Israel, uma oficial chegou a ser grosseira com integrantes do grupo que queriam ajudar uma pessoa, que não sabia inglês, a responder). Ou seja, fui considerada tão fora de suspeita que até pediram meu auxílio. No final da contas, posso dizer que já colaborei com a segurança do Estado de Israel hohoho.

Ponto alto: visitar o Getsêmani, que significa “lugar onde são moídas as olivas”, e foi o lugar onde Jesus suou gotas de sangue. O jardim é cheio de oliveiras antiqüíssimas que estavam lá há doil mil anos atrás e presenciaram o sofrimento do Salvador. A sensação, ao entrar, é que elas estão vivas e olhando para você. Mas ainda: ao olhar para elas, parece que elas estão chorando. Parece que o sofrimento ficou impregnado no lugar, é meio sinistro, estranho. Falando assim, parece que eu estava “querendo sentir” coisas, mas, ao contrário, todos os lugares que visitei em Israel eu fui bem cética, sem desejar “sentir” nada. Tanto que não senti nada no Jardim do Túmulo, ou no Túmulo de Davi, ou no Sinédrio. Mas ali...é esquisito mesmo. Até nas fotos dá para perceber. Parece que o tempo parou para aquelas oliveiras, parece que elas ainda vivem aquele momento, aquela noite, aquele dia. Simplesmente não dá para explicar. Assim, como também não consigo explicar porque me emocionei quando vi Jerusalém de longe. Nosso guia disse: “Olha lá Jerusalém!” e quando olhei e vi as montanhas com as construções de cor bege, tudo me pareceu tão lindo e harmonioso, tão belo e pacífico...não sei, mas eu me emocionei. E quando olhei para Moshe, ele estava sentado e tinha os braços arqueados e erguidos, reverenciando a cidade, que surgia com seus pequenos prédios ao longe. Acho que só nesse momento percebi que eu estive o tempo todo desejando chegar em Jerusalém, cidade em que só entramos na última parte da viagem. E enquanto entrávamos, eu me emocionei ainda mais, porque...sei lá, porque só então senti que estava ali, na Cidade Santa, a cidade adorada por cristãos, muçulmanos e judeus. Mesmo Eldal, que mora em Jerusalém, me disse a certo ponto da conversa: “Eu amo Jerusalém”. E o semblante dele mudou a dizer isso, era algo sério e apaixonante para ele. Eu ouvi falar de Jerusalém desde criança, há um hino cristão que reverencia a cidade. E Jerusalém é mágica. É como uma cidade qualquer, tem muros pichados, lugares bonitos e outros nem tanto...mas é Jerusalem. E só o fato de ser Jerusalém já a faz importante. Mas explicar porque me emocionei...sei lá. Não dá para explicar. É uma dessas coisas mágicas que não fazem sentido algum, você só sente, mas não sabe expressar.

...e algumas fotos da Grécia já estão aqui.


8:04 PM Encontraram-me!:

Domingo, Agosto 03, 2008

Viagem: Grécia  e Egito


Pois é, eu voltei. Ainda estou meio ‘desfusada’ ou ‘desparafusada’, como diz meu namorando, já que nos primeiros dias à sete e meia da noite eu já estava caindo de sono, e às duas da manhã acordava como se fossem oito. Agora já estou entrando nos eixos, embora me sinta meio aérea e toda vez que passo por alguém na rua conversando, acho que a pessoa está falando em alguma língua ininteligível (grego, árabe ou hebraico). Mas o pior mesmo foi no dia em que cheguei, quando o taxista pediu o dinheiro do pedágio e eu, que não tinha entendido, quase disse: “Sorry?”. Afe.

Pois bem, passemos ao que interessa. Resumée da viagem. Por partes, como Jack.

::Grécia::

Lugares que visitei: Atenas (incluindo a Acrópolis, o Museu de Atenas, o bairro de Plaka), as ilhas de Poros, Hydra e Aegina, e as ruínas de Corinto antiga.

Aparência: Atenas é linda, e é ainda mais linda vista lá de cima, da Acrópolis. É uma cidade acolhedora, que faz com que você se sinta em casa, ainda que os gregos sejam grosseirões como os italianos. Mas dá vontade de morar lá ainda que você não fale grego e não entenda o que as placas dizem, porque a maioria dos gregos fala inglês, então dá para se virar legal, como eu me virei. As ilhas de Poros, Hydra e Aegina não parecem reais, parecem um lugar de sonho, de tão pitorescas, e tão perfeitas, e tão ensolaradas e etc e etc.

Comida: achei que só os japoneses comessem peixe cru, mas me serviram salmão cru em duas ocasiões, então deve ser uma comida típica. Até comi um pouco, mas é meio enjoativo e larguei no prato. Eles comem também muito carneiro, mas o carneiro com molho mostarda é também é enjoativo, e eles costumam temperar a salada com alguma coisa que tem um cheiro horrível e um gosto pior ainda. Mas comi mussaka, que é o prato típico, feito com carne moída (de carneiro, obviamente) e uns temperos interessantes.

Interessante: a troca da guarda, com toda uma coreográfica bem bizarra, em frente ao Palácio do Governo; o bairro de Plaka, que tem uns lugares legais para comer, e é muito freqüentado à noite. Foi ali que comprei umas luminárias feitas de metal por uma artesã de rua.  Eram lindas, todas decoradas com técnica de pontilhismo, e eu fiquei com pena da moça. Gastei 20 euros em duas luminárias pequeninas, uma loucura. Mas duvido que alguém no Brasil tenha algo igual. São únicas, então valem o preço.

Pessoas: não encontrei nenhum grego bonito, sério. São todos bem normais, e até feinhos. Têm um jeito meio grosseirão...são impacientes, respondões...tivemos problema com um garçom do hotel que não parava de reclamar porque havíamos marcado o jantar para as sete mas só começamos a aparecer às sete e meia (horário brasileiro, né, gente). O grego falava alto e gesticulava, devia estar nos xingando por conta do atraso. Mas ainda assim são simpáticos, acessíveis. Até fiz amizade com um senhor, um dos recepcionistas, que deve ter pensado que eu e minha colega de quarto éramos tapadas: reclamamos do ar condicionado que não funcionava, dois funcionários (um deles, um verdadeiro grego, aiiii) foram ver, não tinha nada errado, nós é que não soubemos ligar o aparelho hohoho. Minutos depois de os dois terem ido, o senhor ligou, perguntando, em espanhol, se estava tudo bem. Eu respondi que sim, e no dia seguinte, ao passar pela recepção, ele perguntou a mesma coisa, com ar sapeca, só para mexer comigo. No dia de ir embora, é claro que me despedi dele, mas como era cedo, ele disse que eu podia esperar e me despedir às dez, hora em que o ônibus nos levaria ao aeroporto. No horário de saída, voltei para me despedir, ele me desejou boa viagem e disse que eu ia voltar. Depois, quando passei novamente pela recepção, ele piscou o olho para mim, em cumplicidade. Uma simpatia. Pena que nem mesmo soube seu nome.

Nosso guia: Olga, uma senhora grega muito simpática com uma risada engraçada, que logo se enturmou como nosso tour conductor, a ponto de pedir: “Fernandinho, Olguinha está com sede...” Risadas do grupo todo, claro.

Ponto negativo: eu me apaixonei pelo que vi na Grécia, então só tenho a reclamar da comida. Salmão cru e carneiro com molho de mostarda, nem pensar.

Ponto alto: Acrópolis, a cidade antiga. Os edifícios são de um beleza indescritível, e dá vontade de sentar ali, debaixo de uma sombra, e ficar admirando a grandiosidade e perfeição da arquitetura grega antiga: o Partenon, em honra à deusa Atena, e o templo e o teatro em honra a Dionísio. Sem contar a vista maravilhosa que se tem de Atenas lá de cima. Apaixonante.

Momento mágico: o barco em que fizemos o cruzeiro pelas ilhas gregas estava voltando para Atenas. Eu e outros turistas estávamos no terraço. Era fim de tarde, mas ainda estava bastante iluminado, o céu claro, o mar brilhante. De repente, surgiram umas gaivotas que ficaram acompanhando o barco. Era lindo vê-las planando no ar, as perninhas estendidas para trás, as asas abertas, livres, soltas. Então um turista (que imagino era um francês), começou a jogar coisinhas para elas comerem. Pois as aves pegavam tudo no ar, e só um alimento se perdeu. Todos se maravilharam e riam da cena, porque era lindo ver aquilo. Para os que estavam no terraço, aquele momento encerrou com chave de ouro o dia bonito que tivemos.

::Egito::

Lugares que visitei: Cairo (as pirâmides, a esfinge), Mênfis (a esfinge de Mênfis, o colosso), Hard Rock Cafe, a pirâmide escalonada e uma mastava, o Museu do Cairo, o deserto do Sinai, o monte Sinai.

Aparência: o Cairo, à primeira vista, é muito, muito feio. Os prédios são todos de tijolo aparente, o que faz com que a cidade tenha a aparência de uma favelão. Mesmo os bairros chiques, onde o metro quadradro custa 500 dólares, só têm prédios assim. Nosso guia explicou o motivo: como não chove, não há perigo de infiltração de água no tijolos, e se o prédio recebe um revestimento externo, o imposto fica mais caro e o edifício não pode ser mais modificado. O grande problema, na verdade, é que o Cairo cresceu de uma maneira desgovernada, e o governo não fez nada para impedir. Assim, as rodovias, que é onde nós passamos, têm como vista somente os prédios feios mais recentes, mas o miolinho do Cairo, a parte islâmica em torno do qual a cidade foi crescendo, é bonita. Mas eu só descobri isso conversando com o nosso guia, o egípcio Mustafa. Ele tinha me perguntando o que eu tinha achado do Cairo, eu fiquei sem graça de responder, então ele disse, com seu sotaque bonito: “Pode dizer, é feio mesmo”. E então me explicou o que acabei de relatar. E eu confessei que quando cheguei, esperava ver a parte islâmica do Cairo, e tomei um choque ao ver os prédios tão feios. A verdade é que só vi a parte bonita quando visitamos o mercado de Al-Khalili e, depois, de ônibus, voltando do mercado. A parte bonita tem seu charme, com os prédios antigos e a rua principal de comércio da cidade. A verdade é que o Cairo é mais uma das grandes cidades problemáticas do mundo, com o crescimento desordenado e a pobreza (que não vimos, mas deu para perceber pela quantidade de gente vendendo bugingangas em todos os lugares que visitamos. Os vendedores chegam a ser agressivos na abordagem, o que dá bastante medo). O crescimento desordenado é perceptível mesmo com relação ao ponto turístico mas importante, as pirâmides, quase engolidas pela cidade. O guia nos contou que, quando era criança, morava a 20 quilômetros de distância do Cairo, e quando chegava, via de longe as pirâmides. Hoje em dia o que se vê é só a pontinha da pirâmide mais alta. A vista foi toda escondida pelos prédios. O guia fala da feiúra do Cairo com uma emoção cheia de tristeza, que dá um aperto no coração de quem o ouve. Dá para perceber que ele é apaixonado pela cidade, pelo Egito e sua história, e ver a cidade, antes bela, agora feia, é algo que o revolta.

Comida: kafta, um tipo de enroladinho de carne de carneiro, é a comida típica, que é saborosa. Não dá para se aproveitar muito a comida no Egito, porque somos alertados a não comer nada cru e a não beber sucos, por conta do risco de contaminação. Então comer acaba sendo algo meio tenso. E, depois, acho que comemos mais “comida para turista” do que comida típica. Ah, sim, tem os doces. Mas eu detestei quase todos, com exceção de um feito de coco. O resto me deu saudade de comer um belo bolo de chocolate e chocolate em barra, sério.

Pessoas: os egípcios são simpáticos e brincalhões e não podem ver uma mulher. Eles abordam mesmo, são descarados. Isso pode ser um problema se a mulher é comprometida e está viajando como o companheiro, mas pode também ser uma diversão se está sozinha. Eu me diverti horrorores, sério. No mercado de Al-Khalili, onde pechinchar é a regra, acho que as mulheres se dão melhor se forem atraentes, espertas e souberem regatear. Para os egípcios, a pechincha faz parte da cultura do comércio e se uma mulher o faz, a coisa acaba sendo bem engraçada  e divertida. Eu consegui comprar uma bolsa de viagem de 120 por 35 dolares. O vendedor, um rapaz forte e bonito, não me cantou, pelo contrário, ficou bem sério o tempo todo, e me vendeu a bolsa emburrado, certo de que deixou de lucrar muito. Mas quando eu voltava do passeio pelo mercado, ele, ao me ver, não resistiu e gritou: “Brazil! Obrigado!” Também comprei um espelhinho de 35 por 10 dolares. Quando senhor disse o preço, eu disse: “I give you ten”. Ele tentou me vender por 20, 15, 12 mas eu repetia sem parar, brincando: “Ten, ten, ten, ten” o que fez um rapaz que estava dentro na loja me observar, encantado, rindo. O senhor acabou me vendendo por 10, emburrrado, claro. Antes de sair, ainda dei um adeus ao rapaz, entrando no jogo dos egpícios. E enquanto caminhava pelo mercado, acompanhada do dono do agência e do nosso tour conductor, eu ria, ria, ria de tudo, e os vendedores me olhavam e me cortejavam, porque eles simplesmente não podem ver uma mulher. E essa coisa está tão impregnada na cultura deles, que até meninos adolescentes, de 12, 13 anos, cortejam um mulher se a vêem. Passear por Al-Khalili (acompanhada de algum homem, claro, porque sozinha é um perigo - desde que esse homem não seja seu namorado hohoho) é uma massagem no ego de qualquer mulher.

Cortejadores mais próximos: Jacob, um comerciante cristão de uma loja do hotel, que foi muito simpático e atencioso e me chamou “hermana”, por ser eu também cristã, e Mudi, um dos funcionários da agência local. Outro funcionário da agência, Mohammed, um baixinho feinho, mas muito simpático, que dizia que ia casar com uma brasileira  e no último dia vestiu camisa do nosso time de futebol, cortejou minha colega de quarto. É claro que é tudo uma grande brincadeira, e a cada excursão, seguindo o espírito egípcio, eles cortejam as meninas mais atraentes,  mantendo uma paixão platônica que dura só o tempo da excursão.

Interessante: pechinchar no mercado, claro! Qualquer pessoa que goste do tal “desconto à vista” e saiba inglês pode ser dar bem em Al-Khalili ou em qualquer outro mercado do Cairo. Minha dica: ofereça o preço que você acha que a peça vale e mantenha firme a proposta. Se você for mulher, vale usar do seu charme também hahahaha.

Nosso guia: Mustafa, um egípcio formado em História, que nos maravilhou com seu conhecimento e inteligência, e nos encantou com seu carisma e seu sorriso bonito. Ele já sabia italiano e espanhol antes de aprender o português, e fala a nossa língua com uma oralidade e fluência surpreendentes. Foi fácil perceber que, para ele, ser guia não é só mostrar o lugar, ser guia é ser professor, é ensinar, e por isso ele exigia atenção total dos seus “alunos” e ralhava com aqueles que conversavam durante a “aula”. Acabamos percebendo isso e ficávamos quietinhos a cada explanação, prestando bastante atenção e bebendo tudo o que ele dizia. Foi fácil também perceber a paixão que ele tem pelo Cairo, pelo Egito e sua cultura e história fantásticas. Aliás, essa paixão, aliada ao seu carisma e simpatia, é outro traço encantador de Mustafa. Pudemos também saber que ele é um muçulmano que segue as regras (estávamos no mercado, e ele se despediu para entrar numa loja em que muçulmanos rezavam), e, contrariando o espírito egípcio, mostrou-se muito sério quanto às mulheres do grupo, até mesmo reclamou quando minha colega de quarto quis tirar um foto com ele: “Você está me agarrando”, e abriu um sorrisão para tirar foto com uma mulher casada e sua mãe, mas ficou de cara fechada ao tirar foto comigo, acho que pelo fato de eu ser solteira e estar sozinha. Se há um egípcio sério, esse é Mustafa.

Ponto negativo: os vendedores de bugingangas que estão em TODOS, TODOS os pontos turísticos, inclusive, pasmem, no Sinai. Só que, nesse caso, não são vendedores. São beduínos oferecendo camelos durante TODA a subida, e na descida também. Eu não agüentava mais ouvi-los perguntar: “Camel? Good camel?” e minha vontade era, do meio do meu cansaço e fadiga, empurrar beduíno e camelo lá de cima.

Ponto alto: o deserto do Sinai, uma das “pérolas dos desertos do mundo”, só perdendo em beleza para o deserto do Atacama, no Chile, segundo nosso guia. É, em verdade, um deserto rochoso e belíssimo. E a vista do topo do Sinai ( 2.400 metros que eu só consegui subir com a ajuda de Deus, tenho certeza disso) é um esplendor. Mas prepare-se para a descida: as pedras escorregadias tornam descer mais complicado que subir, na minha opinião. Mas vale a pena sair de madrugada e caminhar durante mais de três horas para ver o sol nascer lá de cima, principalmente se é o dia do seu 29º aniversário, e as pessoas do grupo cantam “Parabéns para você” lá em cima. Eu sei porque isso aconteceu comigo. E foi lá em cima que tirei a foto que, para mim, é mais bonita da viagem toda, e você pode ver aqui.

Momento mágico: quando cheguei no topo do Sinai, já havia vários turistas. Era um confusão de línguas diferentes faladas ao mesmo tempo, todos esperando a mesma coisa: o sol. Uma faixa alaranjada já havia se formado no horizonte, e todos estavam em expectativa. De repente, uma luzinha luminosa foi surgindo...era o sol nascendo, devargarzinho, como se estivesse com vergonha de todas aquelas pessoas que estavam ali só para vê-lo. Foi mágico.

 

...próxima parte: Israel.


8:53 PM Encontraram-me!:

Quinta-feira, Julho 31, 2008

Voltei!



Eu voltei...pras coisas que eu deixei...pois é, eu tô de volta. Cansada, baqueada, com intestino revirado (depois eu conto essa), mas tô de volta. Nunca pensei que ficaria tão feliz ao ver o avião pousar no aeroporto de Vitória, ao comer feijão de novo, ao ouvir as pessoas falando português e poder pedir qualquer coisa sem ter que falar inglês. Viajar é muito bom, mas voltar para casa não tem preço! Não há lugar como o nosso lar...

...em breve, posts e fotos.

Fui!


6:42 AM Encontraram-me!:

Quarta-feira, Julho 02, 2008

Final de semestre - parte 2



Ô fim de semestre estressante. Para completar, essa semana veio um ofício da Juíza Diretora do Fórum, pedindo para apresentarmos, em três dias, cópias de inicias, temos de audiência, blá blá blá, etc em que atuou um tal advogado. O que o tal 'adevogado' fez eu não sei, só sei que tivemos que folhear todos os livros de ata de audiência (nada mais nada menos do que nove) para conseguir uma parte das informações, argh. E para completar a cereja do bolo, o que teremos semana que vem? Inspeção! Siiiim, Sua Excelência vai examinar cada um dos processos e mais os livros de registros. E eu que ia tirar ferias dia 10, acho que vou tirar só dia 14.

....hoje trabalhei dez horas. Meu horário são só seis horas por dia, então, se eu fizer as contas e considerar que durante o mês de junho eu trabalhei quase todos os dias de manhã, foram quase dois meses de labuta em um só. Que recorde.

...ah, mas eu nem contei que segunda foi dia de Meeting the parents. Os dele, claro. Almoçamos juntos, os quatro. Gostei da mãe dele à primeira vista, ela também gostou de mim e logo disse que houve uma empatia entre nós (e houve mesmo). Tava morrendo de medo de não gostar dela. Mas eu gostei. E foi engraçado porque ela disse assim: "Só não me chame de sogra por favor, porque esse termo é horrível. Eu não quero ganhar uma nora, quero ganhar uma amiga". Que bom. E como ela e minha mãe são parecidas, ao invés de exaltar as qualidades do filho, ela foi logo destrinchando os podres (que eu já conheço, afinal são cinco meses de convivência - e dois de namoro): é bagunceiro, não liga para roupas nem para sapatos, gosta de guardar papel velho, etc, etc. Ela adorou ver a casa dele arrumada - achou que tinha dedo meu na arrumação: tinha mesmo, e eu fiz questão de dizer que ele só deu jeito na bagunça de tanto que eu falei hihihihi. Mas, por outro lado, ele cozinha bem, gosta de cuidar da casa, fazer consertos, ir a supermercado, etc etc. Mas é claro que ela disse isso tudo com uma ponta de ironia, brincando. E já recebi convite para passar o fim de semana na casa deles, lá na serra. Que bom, que bom. Deu tudo certo.

...estou prestes a viajar e o dólar nunca esteve tão baixo desde 1990. Ah, Deus é bom.




8:28 PM Encontraram-me!:

Domingo, Junho 29, 2008

Final de semestre




Ei. Estou quase entrando de férias. Que bom, né? Que chique. E falando em chique, ganhei meu presente de aniversário. Adiantado, para se fosse necessário trocar. E foi, porque, segundo a vendedora, meu rosto é fino e os óculos ficaram largos. E troquei por outro tão lindinho e tão fashion - e mais caro - e meu amor nem se importou de pagar a diferença. Saiu da ótica feliz, feliz, sorrindo, me olhando e comentando como eu ia arrasar de óculos escuros hahaha. Ah sim, é um Vogue com alguns strass, discreto e delicado, liiindo de morrer.

Esse final de semestre está me dando nos nervos. Há um mês estou trabalhando também pela manhã, primeiro por conta do relatório da Corregedoria e, depois, para ajudar meu ex-Chefinho a organizar os processos dele na Intranet, agora, para organizar os meus, e, por fim, descobrimos que teremos que cadastrar TODOS os processos de Guarda e Adoção no SIGA - Sistema de Gerencimento da Adoção e Abrigamento. Além disso, descobri que tinho estourado o limite do cartão de crédito - felizmente, porque sou uma boa cliente e poupadora, conseguir um limite três vezes maior, o que me deixa tranqüila quanto aos gastos que terei na viagem, já que meu cartão é internacional. Mas como o cartão estava com problemas na tarja, tive que pedir outro, que felizmente chegou na sexta - mas os vigilantes de banco estão em greve e espero que isso acabe logo para eu pegar o cartão na agência. Afe.

...e estou bem. Ainda com meus dilemas, mas quando vejo a alegria nos olhos dele, quando vejo como ele está feliz, feliz (e ele é tão transparente que parece uma criança), percebo que isso é tudo tolice, e sei que está tudo bem, porque se o faço feliz (e ele me faz feliz) é porque tinha que ser assim.

...ah sim. Após 8 meses de espera, finalmente recebi o primeiro salário com os 40% a mais relativos à chefia. Agora só me falta receber os 40% dos meses anteriores, mas quando isso vai sair, só Deus sabe hihihi.

...preparativos da viagem: meu amor me emprestou a mala-gigante dele (à prova d'água, como ele gosta de alardear), que tem até chave; os óculos escuros ele me deu; comprei umas roupas; mas ainda falta a câmera digital e uma sandália confortável para andar bastante. Agora restam menos de 20 dias.


12:59 PM Encontraram-me!:

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