Priscila, 24 anos, Bacharela em Direito pela Ufes, gosta de música, livros, arte, mar, sorvete, camarão, dar boas risadas, navegar na rede, ler blogs...Em casa: papai, mamãe e irmã que estuda Educação Física na Ufes e Canto lírico na Emes...Mora perto do mar...Adora calças jeans, sentar no chão, andar descalça, estudar línguas, conhecer lugares diferentes e pessoas idem...Adora verde, natureza, plantas, que para ela são como bateria para o corpo...Estudou piano clássico por dez anos...Preparando-se para o concurso da Polícia Federal...Escolheu este template porque a faz lembrar a obra de Piet Mondrian...Está estudando alemão porque se apaixonou por essa língua...À procura de alguém inteligente, descontraído e determinado, absolutamente sincero, que goste de conversar e seja muito bem-humorado...Acredita, confia e ama a Deus sobre todas as coisas..Jesus é seu amigo...Agradece a você que visita seu blog...Vielen Dank!
Vocês já ouviram falar da história de Isaque e Rebeca? Pois bem, Abraão precisava encontrar uma esposa para seu filho Isaque, mas queria que fosse uma moça do meio dos seus parentes, e não uma moça da terra dos cananeus, onde eles viviam.
Abraão então fez seu servo mais velho jurar que iria até a Mesopotâmia para encontrar uma esposa no meio da parentela dele, Abraão. O problema é que Abraão queria uma moça que aceitasse ir embora da casa dela e vir, junto com o servo, para encontrar e se casar Isaque - sem nem saber como o rapaz era! Abraão não queria de jeito nenhum que Isaque voltasse para Mesopotâmia porque o "Senhor, Deus dos Céus" tinha prometido a ele que enviaria um anjo adiante do servo para que o servo trouxesse da Mesopotâmia uma esposa para Isaque.
O servo jurou e partiu para a Mesopotâmia levando dez camelos de Abraão e mais o que ele tinha de melhor. Ele foi em direção à cidade onde Naor - irmão de Abraão - tinha morado. Ao cair da tarde, quando as mulheres costumavam sair para buscar água, ele fez os camelos se ajoelharem junto ao poço que ficava fora da cidade.
Então o servo orou: Senhor, Deus do meu servo Abraão, dá-me neste bom dia êxito e seja bondoso com o meu senhor Abraão. Como vês, estou aqui do lado desta fonte e as jovens do povo desta cidade estão vindo tirar água. Concede que a jovem a quem eu disser: Por favor incline o seu cântaro e dê-me de beber, e ela me responder: ' Bebe. Também darei água aos seus camelos', seja essa a que escolheste para teu servo Isaque. Saberei assim que foste bondoso com o meu senhor.
Antes que o servo terminasse de orar, surgiu...Rebeca, prima de Isaque, trazendo no ombro o seu cântaro. Ela era muito bonita e virgem; e desceu à fonte, encheu o seu cântaro e subiu. O servo apressou-se para falar com ela e disse: Por favor, dê-me um pouco de água do seu cântaro.
Rebeca respondeu: Beba, meu senhor e tirou rapidamente o cântaro dos ombros e o serviu. Depois que o servo terminou de beber, disse: Tirarei água também para os seus camelos. Assim, ela esvaziou depressa o seu cântaro no bebedouro e coreu de volta para tirar mais água para todos os camelos.
Sem dizer nada, o servo de Abraão a observava atentamente para saber se o Senhor tinha ou não coroado de êxito a sua missão...
Se vocês quiserem saber o final, é só pedir que eu conto! :-)
Obs.: Alguns trechos foram retirados ipsis litteris da Biblia Nova Versão Internacional.
Há dois domingos estou participando da classe de Inglês na Escola Bíblica Dominical. No primeiro domingo, logo que entrei na sala, Robson, o professor, cumprimentou-me com um alegre: Good Morning! Logo percebi que não seria permitido falar nadinha em Português na sala e fiquei meio tensa. Ele entregou aos alunos uma cópia do primeiro capítulo do livro de Ageu - um dos profetas menores - tirada da Holy Bible e começou a ministrar a lição. Fantástico! Eu estava amando e entendendo tudo! Ele fazia perguntas aos alunos e cada um dava sua opinião, fazia comentários, tudo in english...maravilhoso!
Neste segundo domingo, havia mais alunos na sala. Logo que entrei, a esposa do Robson - que não estava na aula passada - já ia me cumprimentar em português, mas o Robson, irônico, a advertiu: In English, please... Ela concordou alegre e me perguntou: Do you speak English, Priscila?. A minha resposta foi honesta: So so...
A turma tem um bom nível: entre os alunos, há uma moça que está fazendo Letras - Inglês na UFES e uma mulher que é professora de Inglês há anos e agora também faz Letras - Inglês na universidade. Além delas, há a esposa do Robson, eu, Helvécio, um pastor e o pai da Bela.
Robson e a esposa moraram durante nove anos nos EUA, e o mais interessante: chegaram lá sem saber falar nadinha! Robson até contou uma história engraçada: um dia ele estava dirigindo apressado porque tinha um horário marcado e não sabia direito onde era o lugar. O carro de polícia começou a seguí-lo e o mandou parar. O policial começou a falar e o Robson, sem entender nada, disse: No English.... O policial, então, preencheu a multa, entregou a ele e perguntou, irônico: So do you understand now?! Robson, sorrindo amarelo, confirmou: Yes, yes...
Pois bem, I am gleeful! Para alguém que nunca fez um curso de Inglês fora do colégio - só dois semestres básicos que não me serviram porque eu já estava no nível intermediário - e estudou sempre sozinha, como autodidata, acho que posso me orgulhar, não? :-)
Anteontem nós nos encontramos. Ele não estava muito bem, mas prefiro não falar sobre isso. A verdade é que aconteceu algo meio estranho. Meu contador de visitas me mostrou que ele esteve me visitando duas vezes no domingo retrasado - a primeira visita logo depois que terminamos de conversar - duas vezes na terça e uma na quarta. Agora, me digam, por que ele visitaria um blog em português, se ele não sabe português; e por que estaria tão interessado nos arquivos de julho?
Bem, anteontem eu o encontrei e perguntei a ele se ele tinha visitado o blog. Sim, mas está em português - foi a resposta dele. Meu contador me mostrou que alguém da (...) esteve me visitando - eu expliquei, sorrindo. Ele pareceu não gostar e respondeu: Ah, você está checando tudo? Respondi que checava todo dia e ele, irritado, respondeu: Ok, irei evitar isso no futuro. Como não queria que ele ficasse chateado, expliquei: Não se preocupe. Não estou chateada. Só estava curiosa. Me desculpe. Ele respondeu qualquer coisa e não tocamos mais no assunto. Mas, me digam, não é estranho? E não é mais estranho ainda o comportamento agressivo dele? E o mais estranho: eu achei que ele não voltaria mais aqui, mas às quatro da manhã de ontem - horário do país dele - ele esteve aqui, mesmo sabendo que eu poderia identificá-lo através do contador.
Mesmo não entendendo, acredito que algum dia ele ainda vai me contar o porquê das visitas.
O meu Deus
É o Deus do Impossível
É o mesmo hoje e sempre há de ser
O meu Deus
É o Deus do Impossível
E fará o impossível para você
E fará o impossível
Por você 2:40 PMEncontraram-me!:
Terça-feira, Agosto 19, 2003
Perigosa e pequenininha, eu?
Na aula de Penal, Ricardo estava falando sobre Direitos Humanos e explicou a questão das algemas, que só deveriam ser utilizadas em casos extremos pelo fato de ser humilhante, para qualquer pessoa, ser algemada. E, para exemplificar, ele disse: Por exemplo, a Priscila. Se dois policiais fossem prendê-la, ela não precisaria ser algemada, porque ela é pequenininha. Felipe, implicante, logo disparou: Não, tem que algemar sim, Priscila é perigosa! - o que fez a classe cair na risada...
Pequenininha e perigosa, eu? Só porque eu tenho 166 cm? Só aceito ser chamada de pequenininha por quem meça mais de 175 cm! :-)
3:08 PMEncontraram-me!:
Sábado, Agosto 16, 2003
Esperta!
Ontem tivemos aula de Administrativo com o Rodrigo, que está se preparando há dois anos para prestar concurso para promotor - segundo ele mesmo, em qualquer lugar do país - e é, de longe o melhor professor do cursinho e o que possui maior conhecimento do Direito. Lá pelas tantas, a aula de Administrativo acabou se transformando em aula de Penal porque, quando Rodrigo ficou sabendo que a gente não tinha visto conflito aparente de normas penais, ele mesmo decidiu explicar.
E, ao falar sobre o princípio da especialidade, lá veio ele com a pergunta: Matar o Presidente da República é homicídio? Os meninos começaram a brincar dizendo que sim, afinal o homem também era um ser humano... Mas lá do fundo do meu cérebro veio a resposta: crime contra a segurança nacional...e foi o que respondi. Rodrigo adorou, amou, achou o máximo - para ciúme dos meninos da sala...só tinha eu de menina. E continuou com o jogo: E provocar a morte de pessoas de uma mesma raça ou etnia é homicídio?
Genocídio, foi a reposta que veio à minha mente. Felipe, também ciumento e muito inteligente, respondeu, só que o Rodrigo nem prestou atenção ou então ficou ouvindo só a sílaba final "cídio" e ficou achando que ele estivesse dizendo homicídio. O que ele queria mesmo era ouvir a resposta da minha boca e foi o que fiz, para alegria dele. Ainda perguntou sobre uma especialização dentro do próprio código, o infanticídio que, por ser mais especial que o homícidio, é a tipificação correta do crime em que a mãe, sob efeito do estado puerperal, mata o filho recém-nascido.
Mas o melhor ainda estava por vir. Rodrigo acabou voltando à aula de Administrativo, e lá pelas tantas foi falar sobre o princípio de legalidade, que na Constituição é genérico mas que se especializa em cada ramo do Direito. Qual o princípio da legalidade no Direito Penal? A colega ali sabe, ela sabe tudo de Penal, qual é? ele perguntou, sorrindo e esperando a resposta correta. Bom, aí também já era fácil demais! Nullum crime, nulla poena sine lege.... Tudo bem, eu não fui tão esnobe assim e comecei a resposta em português mesmo, para satistafação do mestre, que nem me deixou terminar, concordando alegremente com a resposta.
Ufa! Só espero que ele não decida dar outras lições de Penal dentro da aula de Administrativo! :-)
6:42 PMEncontraram-me!:
Terça-feira, Agosto 12, 2003
Flores de açúcar
Na sexta-feira minha mãe fez 12 bolos pequenos e meu pai comeu todos em um só dia - comentou Neil, completando, irônico: isso não diz nada a você sobre o meu pai ou sobre os bolos da minha mãe... Eu ri e comentei: Seu pai adora os bolos que sua mãe faz...e ela sabe fazer bolos deliciosos! Eu acho que você deve sentir falta dos bolos dela. Neil respondeu: Mesmo quando estou em casa (na casa dos pais , na Inglaterra) eu sinto falta dos bolos da minha mãe, porque meu pai come todos...Ele é realmente mau nisso: quando minha mãe faz bolos ou biscoitos e deixa-os à mostra para esfriar, cada vez que ele passa diante deles, ele pega um...
No domingo os pais do Neil estavam em um casamento de amigos da família. E adivinhe quem fez os bolos e toda decoração em açúcar? Marion, mãe do Neil! Acho que ela gosta de fazer todas as flores de açúcar como hobby - explicou. Como toda a decoração custou mais ou menos 700 doláres, Neil disse que esse é o presente de casamento dos pais dele aos noivos. Eu realmente acho que minha mãe gosta de fazer isso.
Imagine que coisa linda não deve ser? Só o bolo demora um dia inteiro para fazer, e a decoração completa, duas semanas. Eu suponho que é uma forma de arte - ele disse. Então sua mãe é uma artista! - completei. Vou dizer isso a ela - ele afirmou, sorrindo. Brincando, replicou: Embora meu pai diga outras coisas quando a casa está cheia de açúcar em pó... - e completou em seguida - não, eu acho que realmente ele tem orgulho dela. Imagino que eles devem ter um casamento muito legal. Deve ser mesmo por isso que o Neil queria se casar...
Eu disse que gostaria de ver a decoração - que deve ser linda - e o Neil explicou: Eles vão tirar fotos, mas só vão juntar as peças quando estiverem no casamento. Reiteirei: Mesmo assim eu gostaria de ver. Neil prometeu: Vou mostrá-las a você tão cedo eu as tiver comigo. Bom, até mamãe se interessou por ver as flores de açúcar da "dona" Marion!
(Ah, sim...quanto ao verão europeu, Neil disse que precisou comprar outro suprimento de força para o computador, simplesmente porque o anterior...fundiu com o calor).
Sabe quando você está pensando em alguém e de repente essa pessoa liga? Ou você sonha com alguém que você não vê há muito tempo e de repente vocês se encontram? Coincidência? Talvez não. A Super Interessante deste mês traz uma reportagem sobre sincronicidade, "um ramo da ciência que sugere que o acaso não existe". Segundo essa ciência, " eventos inesperados fariam parte de uma ordem que regula desde átomos até a nossa vida".
Segundo a reportagem, " as coincidências ocorreriam com base numa comunicação entre as partes, ainda que não perceptível em escala macro", sendo que o modo como essa comunicação ocorre ainda é uma incógnita.
O jornalista Jomar Morais dá o exemplo da "experiência realizada pelo físico britânico J. S. Bell com um par de fótons ( partículas elementares da luz), correlacionados e enviados em direções distintas: mesmo à distância, um evento que afetava um dos fótons também atingia o outro", fato que "muitos estudiosos do sincronismo consideram explicação possível para os acasos".
Ou seja, mesmo sem querer, nós mesmos trabalhamos para que o "acaso" aconteça, é o que conclui o jornalista. E vocês? O que pensam do acaso? Ele existe ou o destino já tem traçado caminhos para nós? Ou...será que o acaso trabalha a favor do destino...?
3:18 PMEncontraram-me!:
Terça-feira, Agosto 05, 2003
Mulheres
Sábado à noite, depois da programação, encontrei o André. Ele me disse, sorrindo: Você está tão lindinha... Eu reclamei, fazendo muxoxo: Isso quer dizer que nos outros dias eu sou feia...? Ele se apressou em corrigir: Não, é que hoje você está chamando a atenção.... Continuei fazendo muxoxo: Isso quer dizer que nos outros dias eu sou apagada...? E André corrigiu: Não, é que hoje você está chamando atenção mais que nos outros dias... - e continuou, rindo - agora você vai reclamar dizendo que eu estou lhe chamando de perua, porque todo elogio que eu faço você reclama! Eu morri de rir e, satisfeita, aceitei o último elogio.
Isso é o que nos faz a TPM: até de elogios reclamamos! :-)
Não, não, desse tipo eu nunca vi. Ele chega limpinho, todo arrumadinho, como se fosse trabalhar em um escritório. É tão pouco intrusivo que, não fosse o barulho e a poeira, nem perceberíamos que está aqui em casa. Faz um trabalho perfeito, absolutamente impecável, e quando vai embora, deixa tudo limpo, varrido, arrumadinho! Nem as cascas das frutas ou pacote dos biscoitos que mamãe leva para ele todo dia de manhã nós vimos. Joga tudo no lixo da cozinha e devolve a bandeja sem um lixinho sequer. No dia em que ele terminou o serviço no quarto de mamãe, deixou o chão impecavelmente limpo, e nem eu, mamãe ou minha irmã conseguimos descobrir o que ele usou para limpar.
Carlos é o pedreiro que está trabalhando na reforma aqui em casa. Tem 19 anos, é casado, membro da Assembléia de Deus e tão branco que pode-se pensar que é a poeira - mas é a cor da pele mesmo. Ele chega arrumadinho e troca de roupa: uma camisa manchada mas limpinha, calça e havaianas, além do boné. Antes de ir embora varre todo o pó gerado pelo quebra-quebra e joga tudo no lixo, deixa o local em que está trabalhando arrumadinho. Segundo o que papai disse, o pai de Carlos, que tem uma empresinha que presta serviços, educou todos os filhos do mesmo jeito, assim como Carlos. Não é uma graça?
Isso só faz a gente acreditar na sabedoria dos pais e no fato de que, realmente, educação vem de berço. Não tem nada a ver com classe social, cultura, riqueza ou nível de escolaridade. Carlos é prova viva de que, qualquer criança, bem-educada, é capaz de se tornar, não só uma excelente pessoa, como um excelente profissional, como ele mesmo é. E ponto.
Sometimes I feel he's coming to me. I can almost feel his scent, his body, his behaviour...
Maybe I dreamed of him but I don't remember. I wonder if he's coming to me...
3:56 PMEncontraram-me!: