Priscila, 24 anos, Bacharela em Direito pela Ufes, gosta de música, livros, arte, mar, sorvete, camarão, dar boas risadas, navegar na rede, ler blogs...Em casa: papai, mamãe e irmã que estuda Educação Física na Ufes e Canto lírico na Emes...Mora perto do mar...Adora calças jeans, sentar no chão, andar descalça, estudar línguas, conhecer lugares diferentes e pessoas idem...Adora verde, natureza, plantas, que para ela são como bateria para o corpo...Estudou piano clássico por dez anos...Preparando-se para o concurso da Polícia Federal...Escolheu este template porque a faz lembrar a obra de Piet Mondrian...Está estudando alemão porque se apaixonou por essa língua...À procura de alguém inteligente, descontraído e determinado, absolutamente sincero, que goste de conversar e seja muito bem-humorado...Acredita, confia e ama a Deus sobre todas as coisas..Jesus é seu amigo...Agradece a você que visita seu blog...Vielen Dank!
:Como me encontro agora:
:Também me encontro aí:
Ponto.de.encontro
Sábado, Novembro 29, 2003
Tudo por amor
Depois que Jacó enganou seu pai Isaque - fingindo ser seu irmão gêmeo Esaú, para receber a bênção que era deste - ele fugiu para a Mesopotâmia. Lá acabou encontrando Raquel - filha de Labão, irmão de Rebeca, e portanto, prima de Jacó - que tinha ido dar de beber ao rebanho do pai. Jacó chorou muito e contou a Raquel quem era. A moça saiu correndo para contar ao pai que, após ouvir a verdade, aceitou receber Jacó em casa, pelo fato de ser ele seu sobrinho.
Depois de um mês, Labão disse a Jacó: Não é justo que você trabalhe de graça para mim só porque é meu parente. Diga-me o seu salário. Além de Raquel, Labão tinha outra filha, Lia, que tinha uns olhos sem brilho, ao passo que Raquel era bonita e atraente. Como Jacó tinha se apaixonado por ela, disse a Labão que trabalharia sete anos para se casar com ela, que era a filha mais nova, trato que Labão aceitou. Assim, Jacó trabalhou sete anos de graça, mas este sete anos lhe pareceram poucos dias, porque amava muito Raquel.
Depois de transcorrido o prazo, Jacó pediu a Labão que lhe entregasse Raquel. Labão deu uma festa, e à noite, ao invés de entregar Raquel, entregou Lia, a filha mais velha. Só de manhã Jacó percebeu que tinha sido enganado, e foi reclamar com Labão.
Labão disse: Aqui não é costume entregar a filha mais nova antes da mais velha. Deixe passar essa semana de núpcias e lhe daremos também a mais nova, em troca de sete anos de trabalho. Como Jacó amava Raquel, concordou. Assim, depois de uma semana, Labão lhe entregou a filha mais nova, e Jacó trabalhou para ele mais sete anos de graça...
Como Deus percebeu que Lia era desprezada, fez-lhe fecunda, ao passo que Raquel era estéril.Inicialmente, Lia teve quatro filhos: Rúben, Simeão, Levi e Judá. Quando Raquel percebeu que não dava filhos a Jacó, teve inveja da irmã e disse a Jacó: Dá-me filhos ou morrerei!
Jacó irritou-se e disse: Por acaso estou no lugar de Deus, que a impediu de ter filhos?! Assim, Raquel entregou sua serva Bila para que tivesse filhos com Jacó por ela. Bila teve dois filhos, Dã e Naftali.
Quando Lia percebeu que não estava mais engravidando, deu sua serva Zilpa a Jacó, para que tivesse filhos por ela. Zilpa gerou dois filhos: Gade e Aser. Depois Lia engravidou mais três vezes e deu à luz Issacar, Zebulom e Diná.
Então Deus lembrou-se de Raquel, ouviu o seu clamor e a fez fértil. Ela engravidou e deu à luz José que, quando adolescente, foi vendido por seus irmãos mais velhos, acabando por ir parar no Egito, de onde, já adulto, tornou-se vice-rei.
Ao dar à luz José, Raquel pediu a Deus que lhe desse ainda outro filho. Alguns anos mais tarde, ela deu à luz outro menino. O parto foi muito difícil e Raquel acabou morrendo. Antes disso, deu ao filho o nome Benoni, que significa filho da minha dor, por causa de dificuldade do parto. No entanto, seu nome foi mudado por Jacó, que o chamou Benjamim, filho da felicidade...
Não é falta de inspiração. Inspiração eu tenho: é falta de tempo mesmo. Atualmente eu tenho me dedicado única e exclusivamente - uau! - aos estudos. E o pior - quer dizer, melhor - é que eu estou gostando. E estou cheia de planos para o próximo ano. Para quem se sentia sem qualquer perspectiva há alguns meses atrás, estou me sentindo ótima!
Estudando direitinho, planejando entrar na Escola de Magistratura no ano que vem - se Deus quiser! - e até em tema para o Mestrado - que vai chegar, mas vai demorar um pouquinho - estou pensando.
E além disso, é claro, esperando o final do ano chegar, sem pressa e com expectativa, porque, afinal de contas, coisas boas podem acontecer...
Desejando o melhor para o Val - meu amiguinho do peito - que vai prestar vestibular no domingo na UFBA; para o meu cunhado-mala, que já prestou na UFES e está esperando o resultado da primeira fase; e para o Neil, que eu adoro, embora nem mesmo ele saiba o quanto...
Torçam por mim, torçam! Para que os meus desejos se realizem no próximo ano! ( Isso está parecendo post de final de ano, bom, deixa para lá...)
Ontem fizemos uma pequena farrinha aqui em casa. Eu estava sem vontade de estudar - o que é muitíssimo estranho, já que estou estudando apaixonadamente - e louca para assistir a uns filmes. Raphael tinha me ligado no início da tarde querendo saber onde iria ser o rock. Como eu não tinha nada em mente e estava desanimada, ele disse que se eu tivesse alguma idéia era para ligar para ele.
Bom, a idéia eu tive. E, a caminho da locadora, já ia pensando em chamá-lo para vir aqui em casa, assistir os filmes com a gente. Quando voltei para casa, perguntei à mamãe se poderia. Ela aceitou, liguei para ele, que me perguntou se poderia levar Nanci, nossa chegada - na gíria dela, chegado é um amigo do peito, especial. Mamãe suspirou, dizendo que o quarto dela iria se tornar um bordel com tanta gente - minha mãe às vezes fala uma loucuras - já que minha irmã e o namorado, Rafael ( com f e não ph) também estavam aqui, mas concordou.
Papai acabou tendo a idéia de instalar o vídeo no escritório/sala de tv - impedindo assim que o quarto de mamãe se transformasse num bordel.Colocamos uns colchonetes no chão para abrigar melhor o povo. No intervalo de uma sessão para outra, mamãe fez pipocas e trouxe uma vasilha cheia de pés-de-moleque que ela tinha feito mais cedo, sem nem saber que teríamos visitas!
Assistimos duas fitas, Rafael precisava ir e minha irmã o levou para sala para se despedirem - uma despedida bem longa, por sinal. Enquanto isso, mamãe, Nanci e Raphael começaram a conversar e desisti de assistir a última fita, pelo menos naquela hora.
Mais tarde os três foram até a cozinha comer mais carne moída com pão árabe - que minha mãe também tinha feito sem ter idéia das sessões de cinema que iriam rolar. Aproveitei para assistir a última fita. Enquanto isso os três conversavam sobre assuntos sérios, sobre relacionamento com Deus e mais.
A conversa foi até tão tarde - quase uma da manhã - que já não dava para os dois irem embora sozinhos (Rafael, meu cunhado-mala, já tinha ido mais cedo), e mamãe propôs que dormissem aqui. Eles ficaram meio apreensivos mas aceitaram, ligando para os respectivos papais e mamães.
Pois bem, arrumamos um cafofo para Nanci no sofá-cama de casal do escritório/sala de tv, e outro para Raphale no tapete da sala. Minha irmã fez um sanduíche de colchonetes, com lençol, cobertor e travesseiro. Nanci vestiu uma camisa e um short de Mi, e para Raphael emprestamos um calção de papai.
O cafofo de Raphael estava com uma cara tão boa, parecia estar tão confortável que dava até vontade de dormir lá - pois é, eu até que gosto de dormir no chão....
Hoje de manhã, os dois tomaram café e foram à Igreja conosco. É claro que Raphael não perdeu tempo de zoar Rafael - não sem antes pedir autorização à minha irmã antes do meu cunhado-mala chegar - dizendo que tinha dormido lá em casa, que minha irmã tinha preparado o cafofo para ele e que ele tinha usado a escova de cabelo do meu cunhado! Rafael riu meio sem-graça, mas ele merece!
Ah, os filmes? A crítica está aí embaixo. Podem conferir, concordar ou discordar, eu deixo! (Isso parece as coisas que o Kali diz...)
Por um fio
Phone Booth :Sim, é muito muito bom. Colin Farrel e Forest Whitaker estão perfeitos. Aliás, o roteiro - que segundo li, Joel Schumacher levou vinte anos para escrever - é perfeito. Mas não é só isso. O filme traz uma reflexão forte sobre a forma como levamos nossas vidas e, principalmente, como tratamos as pessoas que amamos e aqueles desconhecidos que passam por nós todos os dias, aqueles com quem não nos importamos se tratamos mal ou bem. É filme para se ver duas vezes. Ah! E ainda tem a participação especialíssima de Kiefer Sutherland como a voz. E que voz!
Prenda-me se for capaz
Catch me if you can: É tão mirabolante que não parece real. Meio longo, mas consegue prender a atenção, embora a fotografia - a meu ver - deixe a desejar. A história é bem contada e encanta.
Escrito nas estrelas
Serendipity: Eu realmente não sei se o roteiro é fraco ou se os atores são pouco carismáticos. Eu adoro o Jonh Cusack desde os tempos de The journey of Natty Gann que vivia passando na Sessão da Tarde quando eu era criança. Alguém se lembra? Com a Meredith Salenger, que na época era uma garota com um cara de garoto e uns olhos enormes azuis....Pois é, eu adoro o Jonh, mas acho que ele não serve para comédias românticas. E a Kate Beckinsale é tão apagadinha... Eu fiquei assistindo o filme e imaginando a Julia Roberts com aquele carisma fenomenal e um sorriso que enche a tela interpretando o mesmo papel e pensei se o filme não seria muito mais interessante com ela. Afinal, não cheguei a nenhuma conclusão, mas filme sobre destino por filme sobre destino sou mais Only you com Marisa Tomei e Robert Downey Jr...
No primeiro ano do curso de Direito, nós estudamos Teoria Geral do Estado, e dentro dessa disciplina, os elementos fundamentais do Estado, dentre os quais, a soberania. Dalmo de Abreu Dallari, em sua obra Elementos de Teoria Geral do Estado, diz que soberania pode ser concebida de duas formas, sendo a primeira:
"...como sinônimo de independência, e assim tem sido invocada pelos dirigentes do Estados que desejam afirmar, sobretudo ao seu próprio povo, não serem mais submissos a qualquer potência estrangeira..."
Além disso, Dallari explica que:
"... a prevalência da vontade de um Estado mais forte, nos limites da jurisdição de um mais fraco, é sempre um ato irregular, antijurídico,configurando uma violação de soberania , passível de sanções jurídicas..."
Realista, o professor conclui que:
"...mesmo que tais sanções não possam ser aplicadas imediatamente, por deficiência de meios materiais, o caráter antijurídico da violação permanece, podendo servir de base a futuras reivindicações, bem como à obtenção de solidariedade de outros Estados."
Sinceramente, eu não havia ainda pensado sobre a questão da soberania estatal e da petulância dos EUA em violar a soberania de um outro Estado, como se fosse o atalaia da paz e da democracia. Como se pode ver, a soberania é inerente a qualquer Estado Moderno, não podendo ser violada por outro Estado mais forte, seja lá por que motivo for. No início - e até cheguei até a escrever um post sobre isso - eu havia me colocado na situação dos iraquianos, que tinham novamente, depois de 10 anos, suas vidas interrompidas e atrapalhadas por causa de interesses mesquinhos externos. Mas agora, olhando pela lente do Direito, é que pude perceber quão absurda é a atitude dos EUA em invadir um outro Estado, ignorando a soberania deste, simplesmente por considerar-se defensor do mundo contra o terrorismo mundial.
Terrorismo que, aliás, só vem aumentando, vide novos ataques na Turquia.
Neil está em casa, finalmente. Segundo ele, foi dispensado pelo exército por estar fora de forma. Acho que estar fora de forma nunca foi tão proveitoso para alguém como foi agora para ele! Só não sei se ele disse isso com alegria ou ironia...com o Neil, nunca se sabe. A verdade é que ele nem imagina o quanto fiquei aliviada ao saber que ele está bem longe de Kweit, do Iraque e daquela maldita guerra. Felizmente, ele está em casa, são e salvo, graças a Deus!:-)
Neil, I am really very glad to know you are in Stuttgart. I think you can't imagine how much worried I was before and how much gleeful I am now. You are a very special person, believe me. Love, Priscila
"É difícil mesmo nos entender a nós mesmos. Talvez porque a gente seja feito também de um pouquinho dos outros..." foi o comentário que o Kali deixou aqui. Eu estive pensando e...será que cada pessoa que passa pela nossa vida deixa um pouco dela em nós? Será que um pouco do nosso jeito de ver o mundo, um pouco do nosso gestual, do nosso jeito de olhar, de rir, de tratar as pessoas, de falar, de se relacionar com os outros não vêm de nós, mas de outras pessoas com as quais convivemos - hoje ou no passado?
Será que quando eu falo ou quando olho estou revelando a maneira de falar ou de olhar de outra pessoa que passou pela minha vida? Se for assim (como se pode saber ?) quem já passou pela minha vida levou, impregnado em si, um pouco de mim também...?
Pensar nisso é meio amedrontador porque....o que será que as pessoas têm levado para casade mim? Será quem têm levado um pouco de simpatia, um pouco de alegria, de bondade, de consideração, de carinho, de atenção, de afeto...? Será que têm levado alguma coisa que as ajudem a ter um dia melhor, alguma coisa que as façam se sentirem aceitas e amadas?
Eu não sei. E isso me dói. Porque se alguém é feito de um pouquinho de mim, eu quero que esse pouquinho seja bom e não ruim. E isso me faz pensar...
Quando se está fazendo pré-vestibular, sempre se pensa que nunca mais vai ser necessário estudar tanto no vida. Triste ilusão. Quando se está fazendo faculdade, sempre se pensa que nunca mais vai ser necessário estudar tanto na vida. Ilusão. Eu nunca estudei tanto. E o melhor, estou gostando. Sabe aquelas coisas que na faculdade você não entende bulhufas e que só fazem sentido depois que você já se formou? E aí você pensa: Putz, era simples assim!?
Aprendi que é melhor estudar primeiro os contratos em espécie para depois entender a teoria do Direito da Obrigações. E que a competência, no Processo Penal, é exclusiva. Se não cabe essa, cabe outra, e por aí vai. Coisinhas que não conseguia entender de jeito nenhum agora soam tão simples...e eu estou estudando sozinha.
Será que na vida as coisas também são assim? Aquilo que você não consegue entender hoje vai ser compreendido algum tempo mais tarde? E aquilo que soava complicado - eu fiquei com mania de usar a palavra soar por causa do Neil, que sempre dizia: It sounds... - mostra-se fácil e simples de entender no futuro?
É, talvez seja assim. Agora mesmo há milhões de coisas que não consigo entender. E...putz! como é complicado isso. E não estou falando do Direito, que a cada dia torna-se mais simples para mim. Estou falando de mim, da minha vida...das coisas que eu quero agora, hoje, para as quais eu nem sei se estou preparada, só sei que quero. E agora mesmo, sinto que vou explodir se não conseguir. No futuro eu irei entender isso?
Sabe quando você está louco procurando uma roupa para comprar, entra em um monte de lojas, encontra cada peça linda mas que não veste direito por causa de uns centimetrozinhos a mais (ou a menos) de tecido? E quando você finalmente encontra uma roupa linda que encaixa direitinho, depois de horas rodando, o que você diz? Foi feito para mim! Pelo menos é o que eu digo.
Eu sei que é uma comparação meio esdrúxula, mas às vezes a gente precisa dessas comparações para entender a vida. Eu sempre andei a vida toda encontrando caras que pareciam lindos mas que, no fundo, não serviam para mim. Eu os olhava e pensava, um após o outro, ele é perfeito!, mas no final descobria que não era bem assim. Era como encontrar uma roupa linda que, quando você vestia, fica sobrando ou faltando tecido...
Quando eu reflito, vejo que eu queria que cada um deles fosse perfeito para mim, e eu mesma fiz com que eles parecessem perfeitos. Como vestir uma roupa que não encaixa direitinho, e dar uns acertos para ficar parecendo que foi feito para você... quando, no fundo, você sabe que aquele não é bem o molde do seu corpo.
E vocês sabem qual é a sensação deliciosa de entrar numa roupa que você amou e perceber que ela se encaixa direitinho no seu corpo, como se a costureira tivesse tirado suas medidas e feito especialmente para você. É incrível porque você não sabe como é que pode dar tão certinho, mas está ali, modelando seu corpo e você pensa: foi feito para mim...
Qual será a sensação de encontrar alguém assim? Alguém para quem você olha, pensa, se surpreende e conclui: Foi feito para mim... Não é necessário fazer esforço algum, nem há qualquer mérito seu ou dele. Ele simplesmente...encaixa direitinho com você. E então você pensa e diz: Não poderia ser outro, porque só poderia ser ele...ele foi realmente feito para mim.
Eu não sei o que é isso. Não sei qual é essa sensação, mas imagino que deve ser muito bom. Comparativamente milhares de vezes melhor do que encontrar uma roupa que se amolda direitinho ao seu corpo...:-)
Todos os anos o Colégio São José - onde estudei por oito anos - organiza a Feira do Livro, com estandes de livreiros e alunos. Quando eu estava na sexta série, a professora de Português propôs que escrevêssemos um livro para apresentar na Feira. Eu, sempre apaixonada por letras, decidir aceitar o desafio - aliás, fui a única em todas as sextas séries! - e assim nasceu meu primeiro livro, escrito à mão em um caderno sem espiral, chamado Uma aventura de tirar o fôlego. Eu havia me inspirado no filme Os Gonnies - alguém se lembra ? - e escrevi uma história com piratas e mapa do tesouro, com ilustrações feitas por mim ( sim, eu desenho!)
Na sétima série, o desafio foi novamente proposto aos alunos, os quais, desta vez, decidiram levar em frente a tarefa. Inspirada em um livro de Ganymédes José - um dos meus autores preferidos na adolescência - escrevi Investigações sigilosas, uma trama com informática e espionagem, também com ilustrações minhas. Nada complicado, afinal, eu só tinha 13 para 14 anos. O resultado não foi o desejado, mas meus colegas gostaram bastante, de acordo comentários deixados nas últimas páginas do caderno - o professor nos incentivou a ler livros uns dos outros e a deixar comentários e críticas construtivas, como nos blogs atuais...
"Adorei seu livro, você é muito inteligente, estudiosa e interessada. Continue assim que você irá longe."
"(...) realmente ele é super interessante. Você realmente é um talento tanto para escrever como para ilustrar."
"Não tenho palavras, fiquei pasma quando acabei de ler o livro, de tão bom que está (...)"
"Seu livro está super demais."
Já na oitava série iniciei um projeto de um romance histórico passado na Primeira Guerra Mundial. Acabei não terminando, por falta de conhecimentos históricos mais profundos sobre costumes da época e questões históricas pormenorizadas: o que as pessoas pensavam sobre o assunto, de acordo com a classe social de cada uma e etc.
Sempre fui - e sou - apaixonada por livros e pela escrita. Na primeira série, quando a professora pedia para formar frases com palavras, eu achava pouco criar só uma frase e formava pequenas historinhas com as palavras dadas! E eu só tinha seis para sete anos! Na adolescência, meu passatempo preferido era escrever. Estava sempre criando uma história nova, normalmente de aventura e cheia de diálogos. Aos poucos fui procurando um novo estilo que privilegiava as descrições e narrações sem diálogos, o que mostrava que eu estava amadurecendo. Depois, o tempo passou, e a partir do pré-vestibular deixei de escrever, até...o início deste ano, quando inaugurei o blog.
É muito bom voltar a escrever, por perceber que a cada dia vou amadurecendo e por poder exercitar a nossa língua, que é rica e linda, mas tem sido tão maltratada. Estou sempre procurando escrever cada vez melhor, utilizando corretamente aquilo que sei. Se vocês encontrarem algum erro, foi por pura ignorância e não por falta de amor, juro! Também adoro encontrar blogs bem escritos, onde se percebe que o dono tem tanto amor à língua materna como eu. É bom perceber que há pessoas apaixonadas pela última flor do Lácio... 12:49 PMEncontraram-me!:
Ah! Eu estou feliz! Nós conversamos novamente. Foi depois do culto. Ele chegou bem tarde, quando o templo já estava cheio. Os pais dele estavam sentados à minha frente, mas como ele não conseguiu vê-los, foi sentar-se no lado oposto da nave.
Raphael não tinha ido ao culto - fato estranhíssimo - e fiquei sentada ao lado de Adriano, alguém de quem aprendi a gostar aos poucos, e alguém que gosta de mim e que demonstra com as brincadeiras e o jeito amigo carinhoso.
Depois do culto, fui ao encontro de mamãe, mas acabei sendo interceptada pela Diva, mãe do Thiago, que queria me apresentar para ele, por causa da reunião na casa deles na próxima terça. Eu queria encontrar mamãe para ir embora, mas também porque - sim,sim! - ele tinha estado sentado quase em frente a ela!
Mamãe saiu por uma outra porta, me perdi e de repente Raphael apareceu na minha frente, brincando com aquela conversa estilo sedutor barato :Você sempre passa por aqui?. Tinha sido convidado pelo patrão para assistir um culto na Igreja Maranata e...não teve como escapar.
De repente, ele passou perto de nós, indo em direção ao palco. Raphael olhou para mim com os olhos apertadinhos e aquela cara de eu sei de tudo.
Soon, mamãe apareceu e lá fomos nós indo em direção à porta. Na saída Diva me encontrou para me apresentar o Thiago, que é uma simpatia. Eu adorei esse encontro porque ele estava bem perto. Quando Diva e Thiago saíram eu olhei para ele, ele olhou para mim e sorriu um sorriso lindo. Cumprimentou-me, me beijou e começamos a conversar.
Perguntei se ele iria embora mesmo na quinta, ao que ele, brincalhão, disse que talvez fosse só na sexta, afinal, ir na quinta só para assistir aula quinta e sexta.... Acabei sabendo que ele não foi na programação sábado porque ficou em casa. Os pais dele não sabiam que o Coro Adorart ia cantar no Encontro de Coros na IB do Ibes - ficaram sabendo em cima da hora, precisaram voltar para casa para trocar de roupa. Ele achou que eu não iria e também não foi. Quando ficou sabendo que eu tinha ido, disse, rindo e sem-graça: Puxa, então quem deu bolo fui eu...
Conversamos mais um pouquinho, ele se despediu dizendo: Daqui a pouco a gente está aí de novo, referindo-se às comemorações de fim de ano. Abraçou-me, dizendo meu nome - eu sabia que tinha alguma coisa no meu nome - e nos despedimos.
E...eu estou feliz!
Não, eu não estou interessada. Só fiquei contente porque meu plano - pelo menos à primeira vista - deu certo. E simplesmente isso - dar certo - já é uma coisa e tanto, e me deixa realmente contente! ;-)
PS.: Que sorriso lindo! Eu sabia que era lindo, mas não tinha reparado como é realmente lindo!
Em determinado momento do filme O fabuloso destino de Amélie Poulain, Nino Quicampoix - o personagem de Mathieu Kassovitz, em quem Amélie está interessada - pergunta à mulher com quem trabalha como Amélie se parece. Ela, com sinceridade, responde: Ela é bonita à sua própria maneira. A atriz que intepreta Amélie, Audrey Tautou, não possui uma beleza de top model, nem sex appel. Quando o rapaz perguntou à amiga como Amélie se parecia, com certeza queria saber se ela era bonita ou não. E recebeu uma resposta à altura do que Amélia realmente mostrava: que ela era bela à sua maneira. O seu jeito de ser, o cabelo à chanel, o seu temperamento, seu modo de vida eram belos porque estavam nela, em Amélie. Era ela que dava beleza e harmonia a tudo o que possuía. Separados, os elementos em si não seriam belos, mas juntos em Amélie, tornavam-se belos, o que a fazia, assim, bonita à sua própria maneira.
Esse é, realmente, um tipo de beleza que nem todo mundo vê, porque ela não atende aos padrões estéticos masculinos e femininos. É um tipo de beleza que não exige um nariz assim ou assado, um tipo de rosto com formato tal ou um pescoço daquele ou de outro jeito. É uma beleza que engloba tudo, o jeito de olhar, de sorrir, de falar, de gargalhar. É a beleza que não pode ser esculpida para formar uma bela estátua, porque só se percebe em que está vivo, ao vivo. É a beleza que pode não estar numa foto, porque está intimamente ligada ao que se é por dentro e por fora, à vida em si.
Quando o rapaz finalmente encontrou Amélie - depois de todas as idas e vindas que ela espertamente armou - ele viu exatamente aquilo que a amiga tinha falado: uma mulher bonita à sua própria maneira, inteligente e esperta o bastante para criar um labirinto de obstáculos que fizessem com que o rapaz só a encontrasse se estivesse realmente disposto a isso. Alguém com conteúdo, com sensibilidade, com sentimentos nobres, louca a ponto de completá-lo perfeitamente, porque ele também era louco.
Ele não encontrou uma beldade vazia e fútil, oca e sem consistência. Ele encontrou uma mulher de verdade, consistente e bonita à sua própria maneira.