Para encontrar, para se encontrar, para ser encontrada...
By William Whitaker




























 
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Priscila, 24 anos, Bacharela em Direito pela Ufes, gosta de música, livros, arte, mar, sorvete, camarão, dar boas risadas, navegar na rede, ler blogs...Em casa: papai, mamãe e irmã que estuda Educação Física na Ufes e Canto lírico na Emes...Mora perto do mar...Adora calças jeans, sentar no chão, andar descalça, estudar línguas, conhecer lugares diferentes e pessoas idem...Adora verde, natureza, plantas, que para ela são como bateria para o corpo...Estudou piano clássico por dez anos...Preparando-se para o concurso da Polícia Federal...Escolheu este template porque a faz lembrar a obra de Piet Mondrian...Está estudando alemão porque se apaixonou por essa língua...À procura de alguém inteligente, descontraído e determinado, absolutamente sincero, que goste de conversar e seja muito bem-humorado...Acredita, confia e ama a Deus sobre todas as coisas..Jesus é seu amigo...Agradece a você que visita seu blog...Vielen Dank!



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O Ponto de Encontro dos Blogueiros do Brasil

Diretório de Blogs Brasileiros
































Ponto.de.encontro
Sábado, Dezembro 27, 2003

The Passion of the Christ





Encontrei o site oficial do novo filme de Mel Gibson, The Passion of the Christ. Possui uma bela apresentação e nele pode-se obter : informações sobre o elenco, papel de parede, sinopse, notícias dadas pela imprensa, fotos, e-cards, trailer e mais. Aliás, o trailer faz o excelente trabalho de trailer - o de nos deixar com uma terrível ansiedade! A estréia nos EUA será no dia 25 de fevereiro. Uma curiosidade: é possível enviar uma carta de encorajamento para o Mel Gibson através do site...

5:58 PMEncontraram-me!:

Quinta-feira, Dezembro 25, 2003

A árvore que canta



Acabo de voltar da PIB de Vitória, onde fomos assistir a Árvore que canta em sua quinta edição. A apresentação foi maravilhosa, com o coro disposto em forma de uma grande árvore de natal com bolas, luzes e folhagem, acompanhado da orquestra, solistas, coreografia, representação teatral e narração. O nascimento de Jesus foi graciosamente representado com presépio, ovelhinhas (crianças vestidas assim - tão lindinho!), pastores, reis magos, e anjos - que apareceram no batistério. A iluminação tornava tudo mais bonito e 'sonoro', e finalizava a apresentação. Enfim, foi de encher os olhos - e o coração.


E como hoje ainda é dia 25: Feliz Natal! Porque Jesus nasceu como um bebê, demonstrando o amor de Deus para com todos os homens!

"Por que um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, o governo está sobre os seus ombros e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz." (Isaías 9:6)

9:57 PMEncontraram-me!:

Terça-feira, Dezembro 23, 2003

No stress!



Depois de quase três meses num ritmo de 'acorda-estuda-almoça-estuda-malha-estuda', passei a última semana com os nervos à flor da pele, deprimida e irritada e não sabia porquê. Só no sábado à noite caiu a ficha: stress! Eu estava estressada! Acordei no domingo com arritmia cardíaca - uma sensação de que alguma parte do músculo do seu coração às vezes não entende bem o ritmo da batida e bate meio descompassado - sintoma de quem está estressado. O que fiz? Decidi tirar uma semana de férias - que minha mãe sugeriu serem duas - sem nem mesmo pegar nos livros. Ah! Na segunda acordei cedo para andar no calçadão, e agora só fico de pernas no pro ar, sem livros nem códigos! E quando o ano começar, volto com todo gás e toda paixão. Mas só quero pensar nisso no ano que vem!:-)

5:52 PMEncontraram-me!:

Sábado, Dezembro 20, 2003

Só mulheres



Só mulheres são capazes de fazer isso: hoje eu estive teclando com Nilesh através do Y!Messenger e falando ao telefone com Raphael. Ao mesmo tempo. E em duas línguas diferentes. Um homem é capaz de fazer isso? Não! Só mulheres podem fazer várias coisas ao mesmo tempo...:-)

Em tempo: a empresa de Nilesh está indo super bem, o que me deixa contente. Mas ele é que não está muito bem. Saiu do chat e ligou para mim. Pude ouvir sua voz falando inglês com um sotaque indiano terrível - por causa das línguas maternas, hindi e marathi - mas que eu adoro: o jeito pesado de falar dá um tom meio dengoso e charmoso ao inglês...:-) Se eu pudesse fazer alguma coisa para ajudá-lo eu faria. Mas a única coisa que posso fazer por ele é orar, e isso eu tenho feito.

7:54 PMEncontraram-me!:

Quinta-feira, Dezembro 18, 2003

Estágio e vocação



Estagiei durante nove meses em uma Vara de Família: seis meses no cartório e três no gabinete. A escrivã nos deixava fazer de tudo: juntar mandados cumpridos aos processos - inclusive rubricando as folhas; fazer carga para advogados, dar baixa nos livros-carga, levar mandados para serem cumpridos à Central de Mandados e, é claro, atender às partes e advogados no balcão. Quem fazia, toda sexta-feira, o trabalho de endereçar cartas com mandados e correspondências era eu. Era bastante cansativo e me tomava toda tarde: depois de endereçar todas as cartas ainda precisava arrolá-las numa lista com vários itens de especificação antes de entregar à Secretaria do Fórum - trabalho meio chato mas que me livrava do balcão...

Durante o período em que a escrevente que cuidava da autuação dos processos novos esteve de férias, quem cuidou disso foi Gustavo, chamado carinhosamente de Gugu pelas funcionárias do cartório. Gustavo tomou conta de tal jeito da mesa e do trabalho da mulher que não deixava ninguém mexer nos processos! Fazia tudo com capricho, escrevendo o número dos processos na capa, furando os papéis e prendendo-os com grampo com todo carinho.

Quando eu já estava meio enjoada do cartório, veio a chance: o escrevente que digitava as atas de audiência no gabinete tinha sido reconduzido para a Prefeitura de Vila Velha, e o lugar ficou vago. A escrivã, sabendo que eu digitava com rapidez - até digitar mandados no computador eu já tinha feito - e percebendo que a falta de uma escrevente ia ser grande para o cartório, conversou com o juiz e ele me aceitou na função de acompanhar as audiências.

Era bem mais interessante! Eu fazia o pregão, chamando as partes no microfone, acompanhava-as até o gabinete e ficava ali, atrás do computador, assistindo a audiência e digitando as atas de acordo com a orientação do juiz. Já existiam modelos prontos no PC, e era só necessário fazer algumas modificações simples para completar a ata de cada audiência.

Junto com o juiz - já cansado de tantos anos de magistratura - havia uma juíza substituta, iniciante, simpática e elegante. E ainda, claro, o promotor, que era uma figura! Ele vivia pegando no meu pé porque dizia que eu era muito calada. Certo dia, depois que ele já tinha implicado bastante comigo, saiu da sala, e então o juiz - que também era caladão - virou-se para mim e comentou: Mas que cara chato, né Priscila?

Certo dia, eu estava indo para o fórum, passando pelo estacionamento, quando tive a impressão de ouvir meu nome. Como eu não costumo ficar procurando para ver se há alguém me chamando, ignorei e entrei no fórum. Algum tempo mais tarde, apareceu o promotor, todo alegre - ele estava sempre alegre - brincando e reclamando que tinha ficado me chamando, gritando no estacionamento e eu não tinha dado a menor bola...Eu só acreditei no que ele acabara de me dizer por causa da impressão que eu havia tido...

Num outro dia, eu estava com o rosto meio inchado porque tinha extraído os sisos quatro dias anteriores, na Semana Santa. O promotor olhou para mim e perguntou, desconfiado: Dor de dente? Expliquei: Não, é porque extraí o siso... Ele não deixou por pouco: Ah, extraiu o siso? Então você está sem juízo nenhum, não tem mais siso! Nos dias seguintes ele continuou implicando com isso, inclusive comentando com o juiz, que distraído, não percebera inchaço nenhum...

Mas um momento realmente me marcou: o promotor havia acabado de chegar para um audiência, sem o terno, que ficara ali na sala. As partes já estava sentadas, e uma delas, um rapaz pobre e humilde, estava usando boné. O promotor, enquanto vestia o terno, disse para ele, com carinho: O senhor está vendo que eu estou vestindo o terno? Pois é, eu estou vestindo porque aqui dentro existem algumas regras, eu não posso ficar sem o terno, e da mesma forma, o senhor também não pode ficar com o boné... Ele disse isso com tanto carinho e respeito pelo rapaz, que eu fiquei admirada! O rapaz ficou sem-graça, envergonhado, pediu desculpas e tirou o boné, ao que o promotor disse que não era para ele se preocupar, e que isso era só para cumprir as regras, porque eles estavam diante da autoridade, a juíza.

Era interessante também ver a postura do promotor durante as audiências. Ele ficava quieto, só ouvindo, às vezes remexendo num Novo Testamento daqueles distribuídos pelos Gideões, e quando a situação ficava difícil, geralmente quando as partes não chegavam a nenhum acordo sobre alimentos, ele pedia a palavra à juíza e fazia uma sugestão de acordo às partes. Era sempre assim: como por encanto, as partes concordavam com a sugestão dele, sempre muito sábia, e o acordo era formalizado. Eu ficava encantada com a sabedoria e a perspicácia dele! Por esse motivo, e pela atitude humana em relação às partes, é que eu acredito que ele estava, realmente, exercendo não só uma função pública, mas uma vocação.

E ultimamente eu tenho pensado na minha própria vocação para a magistratura. Eu nunca havia refletido sobre isso, mas atualmente, quando olho para mim e vejo as coisas recentes que descobri, acredito que eu seja realmente vocacionada. É o que eu espero.

8:25 PMEncontraram-me!:

Domingo, Dezembro 14, 2003

Lembranças



Eu me lembro de quando meu pai comprava nozes, e nós usávamos um batedor de carne para quebrá-las em cima do mármore da soleira da porta da cozinha.

Eu me lembro quando eu e minha irmã éramos bem pequenas, e meu pai, ao voltar do trabalho, trazia para nós uns brinquedinhos de plástico. Às vezes eram umas aranhas com sistema de impulso, em que a gente apertava uma bombinha e elas pulavam, ou então uns indiozinhos e soldadinhos minúsculos, com os quais dava para brincar de guerra. Eram uns brinquedos baratos, bobinhos, mas eu me lembro que eu adorava quando meu pai trazia. Não era o brinquedo em si que nos alegrava, era o fato dele ter se lembrado de nós e procurado nos agradar daquele jeito.

Ah! E também me lembro que na época em que ele trabalhava na CST, trazia umas barras de chocolate enoormes - fabricadas para culinária - da Chocolates Vitória. Eram uma barras grandes mesmo, de chocolate ao leite, branco ou amargo. Muitas vezes meu pai trazia a barra com um pedaço já cortado - ele comia depois do almoço! - e nós logo cortávamos um pedaço, enrolávamos num guardanapo - para não melecar as mãos - e comíamos assistindo TV...

Bom lembrar de coisas assim, né? E, coincidência das coincidências, esta semana eu estava me lembrando das nozes...e não é que meu pai comprou nozes, e eu pude quebrá-las usando o batedor de carne em cima do mármore da soleira da porta da cozinha...? As nozes tiveram, naquele momento, um gostinho de saudade da minha infância...

1:50 PMEncontraram-me!:

Segunda-feira, Dezembro 08, 2003

Do acordo



Eu gostaria que o Acordo de Genebra vingasse, embora eu saiba que extremistas dos dois lados nunca vão querer a paz, a não ser que paz signifique o extermínio completo do lado inimigo. E é triste ver que os dois lados agem como irmãos que se odeiam: o legítimo e o bastardo. Porque essa é origem dos dois povos: os dois descendem de Abraão, mas os judeus vêm de Isaque - filho da promessa, legítimo - e os árabes, de Ismael - filho da escrava, bastardo.

Quando Deus prometeu a Abraão que este seria pai de uma grande nação , ele e Sara já eram bem velhos, e Sara já não podia mais engravidar. Um anjo visitou Sara e disse-lhe que ela seria mãe - e Sara riu ao ouvir isso. Algum tempo depois, vendo que o bebê não chegava, Sara resolveu dar uma mãozinha a Deus e sugeriu a Abraão que este se deitasse com Hagar, sua escrava. Hagar engravidou e deu luz à Ismael. Treze anos depois, quando tanto Sara como Abraão não podiam gerar filhos, veio o milagre da promessa: Isaque, que significa riso.

Sara começou a se irritar com Ismael, porque este caçoava de Isaque, e disse a Abraão que mandasse Hagar e o menino embora. Abraão se entristeceu, mas...fazer o quê? Hagar e Ismael saíram a vagar pelo deserto, e quando ambos já iam morrer, um anjo apareceu e cuidou dos dois. A Abraão, Deus disse que como Ismael era seu filho, também ia fazer da descendência dele uma grande nação, assim como da descendência de Isaque. Assim, dos dois irmãos nasceram duas nações, judeus e árabes, e entre estes, os palestinos.

Os dois até hoje brigam pelos lugares santos, e não conseguem viver juntos. Não aceitam 'desaforos' e estão sempre, sempre revidando, como dois irmãos. Se Sara soubesse que a ajudinha que ela quis dar a Deus iria gerar tanto ódio, talvez tivesse esperado até que a promessa se cumprisse. Por causa da sua precipitação, o sangue dos irmãos continua a correr na Terra Santa até...quando?

1:13 PMEncontraram-me!:


Adorei!



No sábado, estávamos eu, Mi e Bruno ensaiando com os fantoches, lá em cima, no batistério. Nós já estávamos finalizando o ensaio, brincando e repassando umas falas, quando eu avistei o pai do Junior. Ele estava em pé, perto da entrada da nave, olhando para os fantoches e sorrindo, com ar engraçado.

E eu que pensei que ele era super sério, sisudo...que nada! Alguém que fica parado, rindo sozinho de uns bonecos doidos com aquela cara de quem volta a ser criança não pode ser mau...E eu adorei descobrir esse lado criança no pai dele...:-)


12:34 PMEncontraram-me!:

Sábado, Dezembro 06, 2003

Não é você



Você não é você. Quando você está sentado, com o braço estendido, dando vida a uma combinação de tecido, espuma e lã, você não é você. É o personagem que está representando. Por isso não importa quão incômoda seja a posição em que se esteja sentado, nem a dor que se começa a sentir depois de ficar com o braço estendido por muito tempo: não é você que está ali. A voz, a emoção, as reações, os cacos não são seus, são do personagem. E quando você está ali, lendo o texto e colocando a sua voz na boca daquela combinação de espuma, você esquece que existe, a vida não é sua, é do Zeca, da Glorinha, do Chiquito...

Eu realmente adoro trabalhar com fantoches. Eu e minha irmã. Porque é arte da representação pura. E talvez até mais complicada, porque todas as emoções estão na voz. O mexer dos bonecos, da boca, está completamente ligada à voz. Um texto razoável pode se tornar uma pérola com uma representação engraçada, doce e sensível. Um bom texto pode se tornar um lixo sem um bom ator por trás dos bonecos. Um bom teatro de fantoches emociona e é capaz de fazer chorar até os corações mais duros, porque traz toda a inocência e irreverência da juventude consigo.

Certa vez, depois de apresentarmos uma pecinha de fantoches em uma programação especial na Igreja, uma moça veio comentar com minha irmã: Meu pai não gosta de fantoches na Igreja, porque ele acha que não tem nada a ver, mas o de vocês ele adorou! Ele chegou a se emocionar!

É uma delícia saber disso, porque isso só mostra que conseguimos, com certeza, tornar viva e encher de calor - e humor - a combinação morta de espuma, tecido e lã. E esse é objetivo do teatro de fantoches: trazer para a realidade, atrás de bonecos mortos, as questões da vida através da visão inocente, mas muitas vezes, correta, de uma criança. E um bom texto pode fazer adultos refletirem sobre temas importantes, com delicadeza e humor. Todos esses ingredientes juntos fazem um engraçado e perfeito teatro de fantoches, para delícia de pessoas de todas as idades...e para satisfação de quem fica escondido, às vezes numa posição desconfortável, soltando a imaginação e voz.

E não pensem que é fácil! Às vezes dá vontade de rir dos cacos e não podemos, porque se rirmos, será o nosso personagem que rirá...e qualquer orientação de última hora tem que ser falada baixinho, ao mesmo tempo em que se presta atenção nos bonecos para que eles não fiquem mortos enquanto um outro boneco está falando. E se o microfone falhar? Minha irmã já inventou uma tosse do seu personagem para explicar o chiado repentino de um microfone, que foi a delícia de quem estava assistindo e percebendo a saída....

E no final de tudo, quando terminamos o texto e só temos vontade de rir, de comentar os quase erros, e cacos; e quando recebemos os elogios e as pessoas perguntam quem estava manipulado qual o boneco...a sensação é maravilhosa!

E amanhã estaremos experimentando isso de novo, depois de um bom tempo fora da ativa...


1:47 PMEncontraram-me!:

Terça-feira, Dezembro 02, 2003

Coisas estranhas



...em um mesmo final de semana, me perguntaram se eu estava namorando dois garotos diferentes, sendo que um desses garotos me perguntou se eu estava namorando o outro, e mais tarde, só para se insinuar, disse que queria me dar um beijo na boca...

... esta noite voltei a sonhar com alguém com quem não sonhava há um bom tempo, sendo que ontem mesmo estava me lembrando que não havia mais sonhado com ele; e hoje o encontrei em um dia - e em um local - em que não havia a menor possibilidade de nos encontrarmos...

...Nilesh aparece depois de milênios sumido, e tem o disparate de dizer que me ama e me pergunta se quero - de novo - me casar com ele...

Será que até o fim da semana mais coisas estranhas acontecerão?

10:30 PMEncontraram-me!:

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