Para encontrar, para se encontrar, para ser encontrada...
By William Whitaker
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:E você encontrou agora:
Priscila, 24 anos, Bacharela em Direito pela Ufes, gosta de música, livros, arte, mar, sorvete, camarão, dar boas risadas, navegar na rede, ler blogs...Em casa: papai, mamãe e irmã que estuda Educação Física na Ufes...Mora perto do mar...Adora calças jeans, sentar no chão, andar descalça, estudar línguas, conhecer lugares diferentes e pessoas idem...Adora verde, natureza, plantas, que para ela são como bateria para o corpo...Estudou piano clássico por dez anos...Preparando-se para o concurso da Polícia Federal...Escolheu este template porque a faz lembrar a obra de Piet Mondrian...Está estudando alemão porque se apaixonou por essa língua...À procura de alguém inteligente, descontraído e determinado, absolutamente sincero, que goste de conversar e seja muito bem-humorado...Acredita, confia e ama a Deus sobre todas as coisas..Jesus é seu amigo...Agradece a você que visita seu blog...Vielen Dank!
:Como me encontro agora:
:Também me encontro aí:




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Ponto.de.encontro
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Quarta-feira, Abril 28, 2004
Legal!
Neil - não o Armstrong, mas o Fensom, of course - adorou as fotos que lhe enviei. Também, pudera, capturei quinze lindas imagens de Vila Velha e Vitória: a baía, a Terceira Ponte, o Teatro Carlos Gomes e a Catedral Metropolitana, a Praia da Costa. Neil comentou: O mar parece tão azul...decididamente eu vou visitar sua cidade!
Sobre a Terceira Ponte, ele comentou: Essa ponte parece realmente impressionante... Eu comentei que o outro Neil - esse sim, o Armstrong - havia dito a mesma coisa, o que o fez rir. Simpático, enviou-me um emoticon de abraço como agradecimento pelas fotos, além de dizer: Many many thanks for the photos.
Pois é, fiquei contente. Pelo menos mais um inglês pode ver como minha cidade é linda, e que no Brasil, a despeito do que os cineastas insistem em mostrar, também há coisas belas para se conhecer.
1:05 PM
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Domingo, Abril 25, 2004
Um outro Neil
E não é que eu conheci um outro Neil, também inglês? Ele mora em Northampton, uma cidade ao norte de Londres, e trabalha com montagem de computadores. Absolutamente sanguíneo, conversador e alegre, ficou assustado quando disse que ele era o segundo 'Neil' inglês que eu conhecia, pois segundo ele, o nome não é comum.
Neil disse que havia descobero o site do English Club ontem por um acidente. Estava querendo encontrar amigos on line e acabou conhecendo alguém da Austrália...e ontem do Brasil. Ele brincou, dizendo que deveria vir ao Brasil, embora estivesse cogitando também a Argentina... Eu retruquei, dizendo que o Brasil era melhor, e que a minha cidade possuía praias. Ele afirmou que isso poderia persuadi-lo e me pediu que enviasse fotos do 'meu lugar' por e-mail. Bom, estou pesquisando...e o 'novo' Neil vai conhecer Vila Velha, minha cidade linda!
A propósito, também conheci um italiano que vive em Roma, Marco. Muitíssimo educado, por sinal...:-)
1:15 PM
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Sexta-feira, Abril 23, 2004
Sem culpa
Detalhe de 'O beijo', de Gustav Klimt
Quarta-feira - feriado - e eu indo fazer prova. Ao subir a escada que me levaria ao primeiro andar, me deparei com um mosaico enorme na parede. "Parece Klimt..." pensei, para depois me condenar "Só você mesmo para passar em frente a um mosaico qualquer numa parede qualquer e pensar que parece Klimt. Um monte de gente deve ter passado por aqui sem nem notar que havia um mosaico."
Mas o que eu posso fazer se minha mãe fez Artes Plásticas, sempre foi apaixonada pelos impressionistas e possui uma coleção com reproduções de vários autores, dentre eles Klimt? E o que eu posso fazer se desde criança eu ficava admirando as reproduções e me apaixonando por elas, especialmente pelo O beijo de Klimt?
À noite, assistimos Todo poderoso. Lá pelas tantas, em uma cena aparece um cara cantando e eu pensei: "Ted Bennet...?" para, no final do filme, sem querer, ver entre os créditos As himself: Tony Bennet e confirmar minha suspeita - apesar de ter confundido o primeiro nome - para então me condenar: "Só você mesmo para, num meio de um cena sem nada a ver, reconhecer um cantor de blues norte-americano pouco conhecido no Brasil..." Mas o que eu posso fazer se há algum tempo eu comprei uma Speak up que trazia uma foto dele, além de um bônus de uma canção no CD...?
Não, eu não tenho culpa.
3:38 PM
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Segunda-feira, Abril 19, 2004
Tentativa!
Há algum tempo eu consegui a letra da canção Du hast mein Herz gebrochen, de Yvonne Catterfeld, cujas músicas estão fazendo muito sucesso na Alemanha.
Com um pouco de um árduo trabalho intelectual (!) consegui chegar à tradução, embora não total, da música. Aí vão trechos da melosa canção pop de Catterfeld.
Du hast mein Herz gebrochen
Você quebrou meu coração
Hör mir zu!
Ouça-me!
Was mir in diesem Leben fehlt bist du, mein Schatz!
O que me falta nesta vida é você, meu tesouro!
Was is nur geschehen bei ihr?
O que aconteceu com você?
(...)
Was is nur? Was is nur mit mir?
Quem é essa pessoa? Quem é essa pessoa ao meu lado?
Refrão:
Du hast mein Herz gebrochen, als du bei ihr warst
Você quebrou meu coração quando você se foi
Aus Tagen wurden Wochen oder auch ein Jahr
Os dias transformam-se em semanas ou até mesmo em um ano
Oh baby, ich kann nicht glauben, dass du mich verlässt
Oh baby, eu não posso acreditar, você me abandonou
Ich sehe in deine Augen sie nimt dich mir weg!
Eu vejo nos seus olhos, eles se colocam longe de mim!
A segunda estrofe fica para mais tarde, pois ainda tenho algumas dúvidas sobre a estrutura de certas frases. Bom, para quem só terminou o primeiro livro do curso básico autodidata, acho que estou indo bem, não?:-)
A propósito, a expressão mein Schatz - meu tesouro - é brega, mas é comum na Alemanha...
9:44 PM
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Sexta-feira, Abril 16, 2004
Caso de amor
Eu nem acreditei quando vi. Aliás, acreditei sim. O porteiro se inclinou e tirou uma embalagem marrom da gaveta, colocando-a em cima da mesa. Ele tinha me visto. E eu o tinha visto. E quando vi a embalagem, já sabia o que era. Tinha vindo de navio e atravessado o Oceano Atlântico só para chegar às minhas mãos.
Eu tenho um caso de amor com a língua alemã há oito anos. Ao ler Amar, verbo intransitivo, de Mário de Andrade, para prestar vestibular, me encontrei e me encantei pela língua. Nunca a esqueci desde então. Comecei a estudá-la a partir de um livro quase jurássico encontrado na Biblioteca Central da Ufes. Comprei um minidicionário Michaelis, que só não me dava os significados das palavras como também me indicava os fonemas.
Mais tarde conheci a Deutsche Welle , que fornece um curso de alemão completamente gratuito. Recebi os dois primeiros volumes, estudei o primeiro e só iniciei o segundo. Já havia pedido os dois volumes seguintes há tanto tempo, que pensei não iria recebê-los mais. Enviara vários e-mails a Deutsche Welle reiterando o pedido, mas não acreditava que receberia os livros.
Mas o meu caso de amor ainda não havia terminado. Anteontem os dois volumes chegaram até mim, direto de Bonn, Alemanha, depois de dois meses de uma longa viagem. Eu sei, não há outro jeito. É uma história de amor eterna. Agora só preciso fazer com que deixe de ser um amor meio platônico e se torne real.
3:47 PM
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Domingo, Abril 11, 2004
Feliz Páscoa!
"Por que buscais entre os mortos o que vive?
Não está aqui, mas ressuscitou!"
Esta é, com certeza, a melhor notícia dos últimos dois mil anos!:-)
(Lucas 24:5,6)
8:21 PM
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Sábado, Abril 10, 2004
A paixão
Sexta-feira santa. Finalmente fui assistir "A paixão de Cristo". É um filme tecnicamente perfeito, com reconstituições de época extremamente detalhistas e uma fotografia belíssima. Mas não é só isso. Há toda a emoção de ouvir o aramaico falado pelos personagens e ver imagens sobre a história que já foi ouvida e contada tantas e tantas vezes; tantas que se tornou até mesmo banal.
Não, acho que ninguém nunca havia imaginado como Ele sofreu. Acho que ninguém havia imaginado o que Ele suportou, sem reclamar, sem se irar, sem desmaiar para diminuir a dor. Ele suportou tudo, até o fim. Resistiu aos castigos mais cruéis, até o fim. Porque Ele sabia que precisava consumar Sua Missão, para que nós tivéssemos esperança e vida. Ele foi até o fim, por você e por mim.
E o motivo de tanto sofrimento, que os críticos disseram não estar explícito, dizendo parecer que Ele sofreu por nada, está logo no início, pelas palavras saídas da boca do Diabo: Ninguém pode levar todos os pecados deles. Ninguém. Nunca. Era mentira. Só Ele poderia, e Ele sabia disso. Foi por isso que Ele aceitou a vontade do Pai. Porque só Ele poderia fazer isso, ninguém mais.
Tudo o que eu vi na tela fez sentido para mim. Cada detalhe fez sentido para mim. Se faz sentido para os outros, eu não sei. Só sei que se alguém se insurge contra o que vê na tela, e brada que é violento demais, cruel demais, essa pessoa está se insurgindo contra a verdade. E se ela se insurge contra a verdade, o problema dela não é com o filme. O problema dela não é com Mel. O problema dela é com Ele.
10:44 AM
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Quinta-feira, Abril 08, 2004
Muito estranho
Esse negócio de ser loura é estranho. Eu nunca fui tão observada como sou depois de ter tingido os cabelos! Os caras no corredor da faculdade me olham; na rua; no ônibus; em todo lugar! Fico pensando que ser loura mexe com a imaginação das pessoas!
Minha mãe e minha irmã dizem que eu fiquei muito diferente, porque o tom realçou a cor da pele e destacou meus olhos pretos. Mas a verdade é que ter tingido as madeixas fez uma enorme diferença em mim: eu nunca havia percebido como meus cabelos são bonitos! Eles têm um brilho natural e um movimento de cachos que eu nunca havia notado, é serio! Parece mesmo que a cor natural (castanho escuro), escondia toda a beleza que o louro agora revela. Eu tinha mesmo um certo receio de tingir os cabelos, tinha medo que eles ficassem com uma aparência feia, ressecada, mas foi o contrário que aconteceu!
E acho que sou muito observada porque não é comum ver uma garota de cabelos cacheados, na altura da orelha, tingidos de um louro que não é um amarelo-paquita, mas um dourado diferente e interessante, conseguido por acaso.
Esse negócio de ser loura realmente é muito esquisito, mas confesso: estou adorando!:-)
9:54 PM
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Sábado, Abril 03, 2004
Hoje
Hoje eu vi alguém que há muito tempo não via. Ele não me viu, e nem poderia. Mas eu o vi. Envolto em sombras, um pouco mais gordo, um bocejo descontraído. E perto, a antiga namorada, um bebê no colo. Na mão esquerda dele, o brilho fugido de uma aliança. Assim, desse jeito. A mesma calma, a mesma tranqüilidade, vestido de terno sem gravata, saindo de um velório onde meu cunhado iria entrar. O mesmo cabelo. Ele, por inteiro. Ele e sua família, sua esposa, seu filho.
Filho. Essa palavra ficou na minha boca.Um filho. Um filho. Um filho. E eu me emocionei. Se nós tivéssemos ficados juntos, aquele seria nosso filho? Eu teria dado um filho a ele? Muitas vezes eu pensei que um dia nos encontraríamos, nós e nossos cônjuges e nossos filhos. Mas não foi bem assim. Ele não me viu. E eu nem vi o rostinho do bebê.
Fiquei feliz ao vê-lo. Porque eu o amei muito, e sempre, sempre desejei que ele fosse muito feliz, que realizasse todos os seus sonhos. E nesses últimos dias eu estive pensando nele, pensado se já estaria casado, se estaria vivendo aquilo com que ele sonhara. E hoje, ao vê-lo ali, calmo, descontraído, um pouco mais gordo, sei que ele está feliz. E fico feliz que ele esteja com ela, agora sua esposa. Porque eu sempre pensei que, se eu não pudesse fazê-lo feliz, não valeria a pena ficar com ele. E agora eu sei que não era mesmo para ficarmos juntos. Ela o faz feliz, ele está feliz, e eu me sinto feliz por ele, por sua família, por seu filho.
Por seu filho.
10:44 PM
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Era uma vez...
Era uma vez uma garota de cabelos castanhos. Eu digo era uma vez porque ela agora ostenta uma cabeleira dourada. O mais estranho é verificar que madeixas loiras chamam duas vezes mais atenção do que as castanhas...Será que a máxima "Os homens preferem as loiras" é verdadeira?
Engraçada mesmo foi a reação do pai da garota. Ele estava deitado confortavelmente na cama, debaixo do lençol, assistindo ao jogo na TV, quando ela chegou. Ele a olhou meio sem entender, depois olhou de novo e se assustou. A garota começou a rir, e ele se encolheu debaixo do lençol , sorrindo sem-graça.
O professor do cursinho, que já foi colega de faculdade da garota, quando a viu, brincou: Aê, mudou o cabelo, ficou chique... A mãe da garota, no primeiro dia da tintura, não parava de dizer: Você está tão linda, você está tão linda...
Pelo jeito, a aprovação da nova cor foi total. Mas a garota sabe de alguém que, se visse, não ia lá gostar muito: o amigo de além-mar, que já disse preferir cabelos escuros. Mas...felizmente, a garota decidiu continuar ostentando madeixas douradas, pelo menos por algum tempo...:-)
1:26 PM
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