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:Quem é essa garota?:
Priscila, 24 anos, Bacharela em Direito pela Ufes
Estudante apaixonada de alemão
Louca para passar logo num concurso público
Deseja seguir a carreira diplomática, mas sabe que terá que estudar muito ainda
Devora tudo que tenha camarão, e adora pão de queijo
Apaixonada por cinema, livros, música, mar; gosta de andar descalça, calças jeans, verde, natureza e luz do sol
Escolheu este template porque a faz lembrar a obra de Piet Mondrian
Gosta de conhecer pessoas de outros países e conhecer outras culturas
Fiel, leal, temperamental, confusa e engraçada
Acredita, confia e ama a Deus
Agradece a você que visita seu blog
Vielen Dank!
:Atualmente ela está..:




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Ponto.de.Encontro
Ao encontro de um ponto de equilíbrio
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Terça-feira, Agosto 31, 2004
Pergunta que não quer calar...
De onde aquele ex-padre pirado, que atrapalhou o nosso maratonista Vanderlei, tira dinheiro para viajar pelo mundo e pagar uma fiança de 3.000 euros...?
6:44 PM
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Domingo, Agosto 29, 2004
Eu, fiscal de prova
Das 6:00 da matina às 6:40 da noite, trabalhei como Fiscal de sala da Prova de Ingresso na OAB aqui do estado. Foram duas provas (manhã e tarde) que devem ter trucidados os pobres alunos de Direito, já que foram organizadas pelo CESPE-UNB. Mas eu me diverti muito! Como? Bom, para começar eu seria Fiscal de sala 2, que bem mais tarde percebi que eram os pobres mortais que ficavam o tempo todo sentados do lado de fora das salas - ou seja, um tédio total. Só que a Fiscal de sala 1 (fiscal que fica dentro da sala) da minha equipe não compareceu, e eu acabei fazendo trabalho de Fiscal 1, assessorando o Chefe de sala. Na verdade o trabalho de Fiscal 1 era muito importante porque era encarregado de indicar os livros que não poderiam ser utilizados na provas (por isso o Fiscal 1 era sempre alguém que estudava Direito ou já era formado), pois os Chefes de sala, apesar de terem curso superior, eram leigos em matéria jurídica.
Aliás, tive uma sorte incrível: o Chefe de sala era um senhor muito simpático, bem humorado e conversador, com que tricotei altos papos (entre uma vigiada e outra) enquanto os coitados eram massacrados. Falamos sobre Direito (ele é formado em Economia e fez um monte de perguntas), concursos, e claro, sobre os candidatos (alguns eram tão manés que deu pena - teve gente que se deu mal simplesmente porque não leu as regras da prova antes, algo tão simples!). Ele me tratou como igual (apesar de ser hierarquicamente superior), e me deu certa autonomia, como quando pediu-me opinião sobre a arrumação das carteiras, pois precisávamos deixar duas carteiras para cada candidato por causa de prova da tarde, na qual era permitida a consulta a códigos e doutrinas (teve gente que levou a biblioteca para a prova, hehe) e, modéstia a parte, tive umas idéias ótimas para a arrumação, que ele elogiou mais tarde, ou seja, teve uma postura super legal comigo. Trabalhando com alguém assim, não poderia ser chato, né?
Tivemos um lanche às 10 de manhã (pão com queijo e presunto, e Coca-Cola), um almoço simpático e outro lanche às três e meia. Foi cansativo trabalhar durante mais de 12 horas, mas como eu disse, adorei. Além de tudo, vou receber uma boa graninha, que vai dar para comprar os livros que estou querendo. Ou seja, trabalhei, me cansei, mas me diverti e ainda receberei um bom din-din...foi lucro! :)
7:44 PM
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Sexta-feira, Agosto 27, 2004
Muitos nomes
A Ana Patrícia fez um post legal sobre o nome dela, variações e apelidos, aí resolvi dar uma de metida e fazer um também, tá Ana? :-)
Quando eu era criança pequena, minha irmã, que não conseguia dizer meu nome, só me chamava de Pitty.
Minha família e meus amigos (incluindo o Valter - viu Val?) geralmente me chamam de Pri, que é o apelido óbvio para pessoas que possuem o mesmo nome que eu.
Prissa é meu ID no Yahoo!, e o Bruno às vezes me chama assim.
Vocês se lembram da cadelinha Priscila da TV Colosso? Lembram que ela tinha um namorado, o Castilho, que sempre dizia: Oh, Perescila? Pois é, eu tive um colega na faculdade que só me chamava assim, o Ramon. Ele podia até me cumprimentar sério, mas sempre dizia Oh, Perescila, imitando o Castilho. E há um casal de irmãos que até hoje só me chama de Perescila, só que sem a imitação...
Algumas pessoas já me chamaram de Prisca, de que Priscila é diminutivo. Se você for pesquisar os finaizinhos das cartas de São Paulo, vai ver que ele sempre se refere a um casal, Priscila e Áquila, e em certas cartas ele diz Priscila, em outras, Prisca - sei lá por quê.
Klaus diz que meu nome é muito longo, e além disso, não é comum na Alemanha, assim, ele só me chama de Prissy, que eu acho engraçadinho.
Atualmente minha irmã só me chama de Tipiu, apelido que ela inventou e que, sinceramente, não sei de onde ela tirou.
Minha mãe às vezes me chama de Pipiu, que, no fundo, é só uma imitação de Mimiu, apelido que minha irmã ganhou de um ex-namorado.
Pois é. E vocês, por que nomes são chamado(a)s...? :)
6:35 PM
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Quarta-feira, Agosto 25, 2004
E não é mesmo?
"A Língua Portuguesa é tão complicada que bota se calça e calça se bota".
(Citado pelo professor de Português num momento de descontração ;D)
6:33 PM
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Domingo, Agosto 22, 2004
Eu, alemã?
Fui confundida com uma falante nativa de alemão por um alemãozinho inteligente de 17 anos, no English Club, só por causa de uma frase em alemão e algumas palavras nessa língua inseridas em frases em inglês. O menino encafifou, dizendo que o meu alemão era muito bom para quem não era um falante nativo e fez-me mil perguntas sobre Vila Velha, cidade onde moro, enquanto ia confirmando minhas respostas em páginas em que ele estava pesquisando na Internet - até a 'Vila Velha' do Paraná ele achou.
Sem querer, eu acabei fazendo com que o menino ficasse ainda mais desconfiado por causa de uma situação inusitada: ele tinha me feito perguntas sobre a Cidade Alta e Baixa, que na verdade ficam em Vitória, não em Vila Velha, o que eu lhe expliquei, acrescentando que na Cidade Alta ficavam os fóruns, o Prédio da Prefeitura e a Catedral. Só que na hora eu não me lembrava como eram as duas últimas palavras em inglês, e como meu dicionário tinha brincado de esconde-esconde comigo, inseri as duas palavras em alemão no meio da frase em inglês. O problema foi que, como ele afirmou logo depois, é um típico hábito alemão inserir palavras em alemão em frases de outro idioma!
Eu achei engraçado porque isso me fez lembrar algo que Neil me disse na última vez em que nos encontramos: Você soa muito internacional, já eu sou muito inglês. Quando lhe perguntei o motivo, ele respondeu: Não é racional, mas você soa assim. Naquele momento não entendi muito bem, mas depois desse episódio, talvez até ele tenha mesmo razão.
Ah, o alemãozinho? Por fim, depois de dezenas de respostas corretas, do nome da fábrica de Chocolates Garoto na ponta da língua, e das fotos de Vila Velha que lhe enviei (foi a sua resposta a minha pergunta sobre o que fazer para que ele acreditasse em mim), finalmente convenceu-se, para minha alegria e alívio, de que eu não estava mentindo e não era nacional de seu país! :-)
5:00 PM
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Sexta-feira, Agosto 20, 2004
Da série: coisas que só acontecem em ônibus
Quinze para as dez da noite. Entrei em um 507 lotado e procurei o fundão, que tem a segunda porta de saída e geralmente é mais vazio. Em pé, entreguei meu caderno a um rapaz que dizia: Pois é, eu sentei, todo mundo ficou me olhando. Aí eu olhei para minha roupa, pro meu sapato...não estava entendendo nada, até que eu senti o cheiro. Um homem sentado em frente dele continuou: Eu também! Eu sentei, o pessoal ficou me olhando, eu olhei logo pro meu sapato - porque eu olho logo pro sapato - só depois eu entendi! Quem não estava entendendo nada era eu. Do que eles estavam falando...?
Um gaiato sentado atrás do homem continuou o lenga-lenga: Eu também sentei ali, só depois eu percebi o cheiro! O homem, por sua vez, acenou para alguém que vinha para o fundo (que eu não consegui ver por causa da multidão) e disse: Ô amigo! Não foi só você não! O ônibus inteiro já passou por ali! Alguém comentou que logo que entrou no ônibus já tinha sentido o cheiro, e um exagerado chegou a dizer que daí a pouco o ônibus todo estaria empesteado. Eu não tinha sentido cheiro nenhum (efeitos da gripe?) e àquela altura da campeonato, aquela conversa cifrada em que ninguém dizia 'a' palavra que desvendaria todo o mistério já estava me dando urticária - e eu já estava achando que ia saltar sem saber o que não permitia que as pessoas permanecessem em determinado assento. Cocô e vômito estavam descartados porque seriam logo visíveis, e o motivo que fazia todo mundo levantar não era visível...mas então, de onde vinha o cheiro?
Em uma última tentativa desesperada de desvendar o mistério fedido, me inclinei para trás, dei uma olhada lá para frente e então vi, por milagre, 'o tal' assento vazio...e alguém, de costas, no assento ao lado. Em um ônibus cheio, um assento vazio? Sem dúvidas: pela aparência, era ele 'o que' fedia!
Ao me preparar para saltar, uma garota e um rapaz sentados perto da porta acabaram por sintetizar a relação do ônibus inteiro com o tal cara. A menina disse, tapando o nariz: Olha, eu tenho respeito pelas pessoas, mas esse aí...tá podre! E o rapaz: E você me vem falar de respeito pelas pessoas agora que eu já disse um monte de palavrão!?
Pois é. Tem coisas que só acontecem em ônibus.
6:46 PM
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Quinta-feira, Agosto 19, 2004
Aniversário de papito
Meu pai fez anos domingo.Todo ano minha mãe faz uma festinha porque ele é igual a criança: se não fazemos festa, fica todo jururu, achando que ninguém se importou. No ano passado, na época do aniversário dele, estávamos pintando o apartamento. Ele chegou em casa, nos viu atarefadas terminando de limpar o chão do corredor (quem pinta as paredes é minha mãe - e pinta como profissional!), e ficou achando que ninguém tinha se lembrado. Pegamos o bolo que minha mãe tinha feito (estava escondido) e o encontramos no banheiro, onde ele tristemente tentava desentupir o ralo da pia. Quando viu o bolo e os parabéns, riu sem-graça e os olhos se encheram de lágrimas...
Este ano, não deu para fazer nada na sexta nem no sábado, muito menos no domingo. Ele só não ficou triste porque uns amigos fizeram uma surpresa na igreja à noite, mas não era bem um festa. Então, como minha mãe sabe como ele é, programou de última hora uma festinha surpresa na segunda-feira. Ligou para os meus tios e para alguns amigos, fez a comida e todo mundo veio. Nem preciso dizer como meu pai ficou. Na hora dos parabéns (até parabéns tem!), ele cantava e batia palmas para si mesmo todo sorridente, parecendo uma criança de cinco anos.
Normalmente ele sempre ganha muitas roupas - e fica doido para usá-las para trabalhar, o que deixa minha mãe uma fera. Na segunda-feira ele ganhou, dentre outras coisas, um pijama (horroroso, por sinal) e se enfiou dentro dele para dormir, todo satisfeito.
Por causa dessa qualidades infantis, de nós quatro, o único que ganha festa todo ano com direito a bolo, refrigerante, torta, convidados e presentes, é meu pai! Pode? :-)
6:26 PM
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Terça-feira, Agosto 17, 2004
Olga e as críticas
A revista Veja desta semana traz uma resenha com algumas críticas tão imbecis ao filme Olga, que vale a pena contestá-las. Sinceramente, nunca pensei que Isabela Boscov - que assinou apenas com as iniciais - teceria críticas tão mesquinhas ao filme do diretor Jayme Monjardim.
Ela diz que a linguagem é muito televisiva, cheia de closes, como uma novela. Ora bolas, Monjardim é diretor de novelas e utilizou, no filme, a linguagem com a qual está acostumado a trabalhar. Aí eu pergunto: qual é o problema nisso? Só porque a obra é uma película é imperioso utilizar linguagem de película?
Além disso, Boscov diz que o filme deixa de lado o fundo político e dá mais importância à vida de Olga. Também afirma que os closes - a praga do 'formato novela' - são, na maioria das vezes, dos 'olhos repletos de lágrimas de Camila Morgado'. As duas críticas eu refuto com a mesma resposta:o filme é um drama, d-r-a-m-a, não é um documentário ou coisa parecida. O que se espera de um drama, minha gente? Lágrimas, dor e sofrimento, para o telespectador sair do cinema com o lencinho encharcado, e feliz.
A última crítica - que na resenha, é a primeira - é a mais pateta: Olga não passou de um rodapé na História do Brasil. Ai, ai, ai. E daí? Eu ou você ou o seu João da Silva da casa ao lado não seremos nem rodapés, o que não significa que não tenhamos importância na vida de alguém e não possamos ter nossa história contada em um filme.
Sinceramente, eu fico puta quando vejo alguém esculachando o trabalho de outra pessoa dessa forma, com críticas tão infantis. Parece que se sentou na cadeira no cinema já com a cabeça determinada a encontrar falhas na obra.Como não achou nada grotesco, decidiu inventar umas bem infelizes como as citadas acima. Se é para criticar, que seja uma crítica construtiva, apontando os pontos positivos e negativos e não destilando um veneno tão barato. O filme parece ter sido muito bem feito, com um trabalho de pesquisa aguçado e reconstituições de época perfeitas. É muito fácil falar mal do que está pronto. Difícil é ter cara, coragem e talento para fazer.
6:28 PM
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Sexta-feira, Agosto 13, 2004
Surpreendente
Simplicidade, beleza e busca pela perfeição. Foram esses os três ingrediente utilizados, na dosagem exata, para a realização do espetáculo de abertura dos Jogos Olímpicos de Atenas. Os gregos realmente me surpreenderam. Apresentaram um programa enxuto, limpo, que não deixou de ser (ou talvez tenha sido por isso mesmo) tocante. Eles souberam mexer com a nossa emoção resgatando e exibindo, com inteligência, suavidade e graça, os pilares sobre os quais foi edificada toda a cultura que conhecemos como ocidental.
Estavam ali presentes a história dos gregos e sua paixão pelo mar, a mitologia que todos nós estudamos e pela qual nos apaixonamos, a base da arte e do teatro modernos e, claro, o futuro da humanidade, que, para os idealizadores do espetáculo, está no conhecimento do universo e do próprio homem, os quais foram belissimamente representados na galáxia exibida nas águas e na cadeia de DNA suspensa no ar. Se os gregos antigos buscaram a perfeição e a alcançaram trazendo para nós bases para o nosso conhecimento, os idealizadores gregos do espetáculo mostraram que essa busca está mesmo presente em seu sangue.
6:47 PM
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Quinta-feira, Agosto 12, 2004
Ô vida!
Amígdalas doendo. Nariz entupido. Que noite. Para piorar, sonhei que as amígdalas doíam, ou seja, não foi sonho, foi pesadelo mesmo. Ô vida. De manhã, mamãe me deu bronca, remédio e carinho. Mãe é mãe.
Finalmente posso voltar a estudar como uma condenada. Descobri um novo método de estudos, que batizei de método socrático das perguntas e respostas. É assim - você escreve perguntas para você mesmo, como por exemplo: O que você sabe os direitos da nacionalidade? Quem são os brasileiros natos e naturalizados? Quais são os casos de intervenção federal? e por aí vai. É claro: tudo deve ser respondido à luz da Constituição, pelo menos no meu caso. Ou seja, considerando que a Constituição tem duas centenas de artigos, vou ter divertimento por bastaaaaante tempo. Eta vida besta. :-)
6:28 PM
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Terça-feira, Agosto 10, 2004
Tudo de uma só vez
Tudo de uma só vez. Este mês foi assim. Como se já não bastasse a perda de sangue e o acúmulo de água pelo organismo - o que me faz sentir gorda (embora no fundo até que eu fiquei gostosa, hehe) ainda há as cólicas (de alta intensidade) e os enjôos (de baixa intensidade). Ah, sim. O meu humor também não está dos melhores e sinto essa odiosa moleza corporal. Eu detesto isso, detesto. Torço para essa semana passar logo. Homens, sejam felizes por serem homens. Vocês não sabem o que é ser mulher.Bah.
6:37 PM
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Sábado, Agosto 07, 2004
O trema ainda está vivo!
...eu realmente tinha uma dúvida enorme, mas o nosso trema está mais vivo do que nunca! E a dúvida eu matei ontem, com um professor de Português realmente sensacional: eram 10 da noite e, sinceramente, se a aula não tivesse que ser encerrada, eu continuaria ali, bebendo e babando.
A questão foi a seguinte: houve uma tentativa de unificar a língua para que os interesses comerciais das editoras pudessem ser atendidos. Os portugueses, no início, não estavam lá muito a fim de eliminar o sinal, afinal eles se consideram os donos da língua portuguesa, mas no final acabaram concordando. Só que Houaiss, que estava coordenando tudo, acabou por falecer e a idéia foi sepultada com ele. Como não foi editada nenhuma lei determinando a eliminação do trema, ele continua firme e forte, completamente atuante em nossa língua. A verdade é que só houve um auê que não resultou em nada. No entanto, explicou o professor, alguns periódicos e jornais simplesmente aboliram o trema para facilitar a publicação, o que fez parecer que realmente ele houvesse sido eliminado.
O professor ainda perguntou se eu era contra o trema, e eu expliquei que o considerava interessante, e que só possuía curiosidade quanto à questão da eliminação ou não do sinal da língua portuguesa. Ele então, continuou: Eu também gosto do trema, ele é bem interessante. A verdade é que os acentos são presentes de quem escreve para quem lê, para facilitar a leitura... Eu nunca tinha pensando nisso, mas é verdade! Tanto que já vi uma publicação em inglês indicar a pronúncia correta do nome do ator Ralph Fiennes, por exemplo, que tem sangue irlandês! Você já viu alguma revista em língua portuguesa indicar a pronúncia correta do nome de alguém - exceto quando o nome é estrangeiro ou tem origem estrangeira? Os acentos gráficos são um presente - isso é lindo! :-)
Falando em língua, livros...ganhei um livro com o qual estava sonhando há algum tempo: Direito Constitucional, do Alexandre de Moraes. Ele é o constitucionalista da moda e o livro é uma delícia de ler! Ah, sim e agora estou de olho em Raízes do Brasil, do Sérgio Buarque de Hollanda.
E, para terminar, descobri onde conseguir os CD's da Yvonne Catterfeld, que não são encontrados para compra no Brasil. A London Calling, em São Paulo, importa e entrega pelo correio. Não é fantástico?
9:11 PM
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Quinta-feira, Agosto 05, 2004
Causo
Esse aconteceu no Tribunal. O Des. Manoel era relator em um processo, se não me engano, do ECAD (que é o órgão que arrecada o pagamento de direitos autorais) contra um motel. Ele lia o relatório, dando voto a favor do ECAD, ou seja, para que o motel pagasse o valor dos direitos autorais. O Des. Frederico, sentado ao seu lado, cochichou: Deixa de ser besta, Manoel, até parece que alguém vai a motel para ouvir música! Pronto. O Des. Manoel começou a rir e não conseguia parar, fazendo o Des. Frederico também rir. (Eu tive aula com o Des. Manoel e ele tem o riso muito solto. Certa vez ele disse algum coisa engraçada na sala de aula, os alunos riram e ele mesmo não conseguia parar de rir. Nós ficamos esperando até que ele conseguisse ficar sério e recomeçasse a aula!) Pois bem, o outro Des., que não sei quem era, começou a ficar irritado por causa dos dois, até que alguém cochichou-lhe o motivo das gargalhadas. Aí então, ficaram os três rindo sozinhos durante uns 10 minutos, enquanto a platéia, muda, assistia a tudo sem entender nada...:-)
8:37 PM
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Segunda-feira, Agosto 02, 2004
No chão?
É incrível a cara-de-pau de certas pessoas para jogar lixo no chão. Descascam uma bala e ao invés de guardar o papelzinho no bolso ou na bolsa para jogar fora quando chegam em casa, largam na rua, como se via pública fosse sinônimo de lixeira. Pior mesmo são os que, de dentro do ônibus, despejam sacos plásticos, embalagem de biscoito, copos descartáveis e similares, como se, por encanto, ao atravessar a janela do ônibus, o lixo se desintegrasse, tornando-se incapaz de poluir a cidade.
As pessoas não entendem o que significa a res publica, ou seja, coisa pública. A coisa pública, como as ruas, praias, praças, etc. não são coisa de ninguém, são coisa de todo mundo. Ou seja, se jogo lixo no chão, estou sujando a rua que é minha, poluindo a praia que é minha. A não ser, é claro, que o raciocínio seja esse: se é meu mesmo então posso destruir e, nesse caso, é melhor nem tecer comentários...
Para terminar, uma historinha real: um rapaz entrou no ônibus com um copo vazio (daqueles de guaraná fortificante) e parou em frente ao cobrador, pois o ônibus estava cheio. O cobrador, vendo o copo na mão do moço, perguntou: "É para jogar fora?". O rapaz, inocentemente, respondeu que sim e entregou o copo. O cobrador, sem cerimônia, simplesmente o arremessou pela janela do ônibus. Ao rapaz - que ficou boquiaberto, coitado - só restou baixar a cabeça e evitar olhar a cara do infeliz...
6:57 PM
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