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by Kali

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"Os teus sonhos são Meus
Teus problemas são Meus
Tua vida também
É Minha vida
Eu de ti cuidarei
Nunca te deixarei
Os teus sonhos Eu realizarei

Vou te levar, te conduzir
E quando você alcançar
Saberá que em todo tempo
Eu estive ao teu lado"

("Sonhos", álbum Reverência, de Chris Durán)
















 


:Quem é essa garota?:

Priscila, 25, capixaba de olhos negros e riso solto

Concebida em Salvador, mas com alma cosmopolita

Direito no diploma, carreira diplomática na cabeça, concursos para alcançar isso

Paixão por línguas; inglês é bom pro chat, alemão, pro coração

Camarão, pão de queijo com manteiga, mas pizza sem catchup ou mostarda

39 no pé, magra sempre esbelta, loira desde março

Piano clássico por dez anos, fotografia nos planos, pintura e cinema nos sonhos

Phil Collins, Bryan Adams, Rod Stewart, Rick Astley e o que mais a agradar

Inteligente, insegura, engraçada e fiel

Temperamental, impulsiva, mal-humorada e melancólica

Melhorar sempre é uma ordem

Deus está sempre ao seu lado

Agradece a você, que faz esse blog mais feliz!



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Meu humor atual - i*Eu



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Ponto.de.Encontro
"Mais que vencedor eu sou!"
(Rom.8:37)

Domingo, Outubro 31, 2004

Assim





Linda, linda, linda, linda. Linda foto!

(Cena de Antes do Pôr-do-Sol, com Julie Delpy e Ethan Hawke)

2:56 PM Encontraram-me!:

Sábado, Outubro 30, 2004

Sessão de Cinema #3



Princípio de feriado. Mais uns filmes. Pena que escolher filme para a família toda é diferente de escolher filmes só para mim. Eu gosto de ousar e pegar fitas que não sei se vou gostar ou não, só pelo prazer de assistir e analisar. Mas quando escolho algo para todo mundo ver, tem que ser alguma coisa que me faça pensar que vai agradar a todos...

Alguém tem que ceder




Something's gotta give: É uma comédia bonitinha, com boas cenas engraçadas e excelentes atuações de Diane Keaton e Jack Nicholson. Foge do padrão por tratar do envolvimento emocional de uma casal na meia-idade, o que torna o filme mais interessante. No final, o que fica é a sensação de que, não importa a idade, as pessoas sempre vão se apaixonar, sofrer e chorar por amor como se ainda fossem adolescentes...

O Sorriso de Mona Lisa




Mona Lisa smile: Não é um filme à la Sociedade dos Poetas Mortos. E esse é o problema: não se consegue saber qual o objetivo da fita. Quando a personagem de Julia Roberts vai lecionar no colégio para moças, tem-se a sensação de que ela só quer ensinar lá para ter status ou coisa parecida. Só lá pelo meio fica-se sabendo, em uma desabafo da professora com professor de Italiano (desabafo esse que não se entende por que aconteceu, como se tivessem cortado uma cena de diálogo anterior entre os dois na edição final do filme), que ela estava lá porque pensava que iria lecionar para 'futuras líderes' do mundo - mas a escola só preparava donas-de-casa cultas, só isso. Ao final da fita, não se compreende que grande diferença a professora provocou nas alunas, que somente seguem o curso natural de suas vidas, sem nenhuma grande transformação.


10:20 PM Encontraram-me!:

Quarta-feira, Outubro 27, 2004

Parabéns, mãe!



Ela é o tipo de pessoa que aprende de tudo. Costura. Crochê. Piano. Power Point. Colocar piso no chão. Fazer pequenos reparos elétricos.Viajar na Internet. Pintar paredes. Pintar o teto. Pintar portas. Pintar os armários da cozinha. Pintar o cabelo. Cortar o cabelo. Cozinhar de tudo. Fazer as unhas das mãos e dos pés. Fazer vestibular para Direito na Ufes e passar na segunda tentativa, aos 42 anos. Estudar Psicanálise e desejar fazer mestrado. Ensaiar um coro infantil. Etc, etc.

Sabe dar conselhos. Guarda as mágoas numa caixinha e pode retirar de lá acontecimentos de 10 anos atrás só para mostrar que tem razão. É fiel. Age de forma infantil muitas vezes. Defende a família com unhas e dentes. É impaciente. Lê as pessoas facilmente - não tente disfarçar, ela sempre vai saber que tipo de pessoa você é. Muitas vezes é injusta. É brincalhona. É insegura. Preocupa-se com o bem-estar da família. Faz tempestade num copo d'água. Pedala a ergométrica quase todos os dias, faz abdominais e se orgulha de manter a forma. Só meu pai poderia agüentá-la nesses 27 anos de casamento - parece que ele foi feito especialmente para ela. Gosta de se vestir bem, de se cuidar e se arrumar. É só pegar uma gripe que já acha que vai morrer. Dá carinho como se as filhas ainda fossem crianças. Não é submissa. Mima meu pai. É batalhadora. Acha, ou melhor, tem certeza de que é perfeita...

Quem é? Quem é? É a minha mãe, que há 53 anos veio a esse mundo para...hã...encher o nosso saco e alegrar nossas vidas! :)

(PS.: Postei hoje mas o aniversário é amanhã, dia 28, "Dia do Funcionário Público", quando eles não trabalham em homenagem à minha mãe - é ela quem diz...)

9:19 PM Encontraram-me!:

Terça-feira, Outubro 26, 2004

Parecia, mas não era



Palavras ditas em situações em que todo mundo achava que a vaca tinha ido pro brejo...

"Por que clamas a mim, Moisés? Diga ao povo de Israel que marche! "
(Ex.14:16)

(Ordem de Deus a Moisés, quanto este e todo povo hebreu tinham o Mar Vermelho à frente, e o furioso exército egípcio em seus calcanhares).

"Por acaso eu sou um cachorro, para você vir até mim com pedras e paus? Venha até aqui que eu vou dar a sua carne aos urubus!"
(I Sam.17:43-44)

(Golias, crente que ia acabar com Davi porque ele era muito novo e ruivo - enquanto o exército hebreu tremia de medo).

"Jesus, lembra-Te de mim quando entrares em Teu reino."
(Lucas 23:42)

(O ladrão da cruz, para um Jesus desfigurado, prestes a morrer).

"Quando sou fraco, aí é que sou forte."
( II Cor. 12:10)

(São Paulo, reconhecendo que a fraqueza era um ponto positivo em sua vida)

Pois é. Quando a vaca parece estar indo pro brejo, a sua sorte pode estar prestes a virar :)

9:50 AM Encontraram-me!:

Domingo, Outubro 24, 2004

Sessão de Cinema #2



Aproveitando o fato de estar sozinha em casa...mais dois filmes.

Mar de Fogo




Hidalgo: Uma aventura à la Indiana Jones: cenas de luta com pitadas de humor, fugas espetaculares, donzelas raptadas e vilões malvados - tudo misturado ao belo cenário do deserto árabe. O personagem de Viggo Mortesen, o lendário Frank T. Hopkins, nem de longe lembra o Aragorn de O Senhor dos Anéis. Frank é um anti-herói, com feição triste e uma certa amargura que perduram por toda fita. E esse é o problema da obra. Parece que o diretor não conseguiu se decidir entre filmar um épico ou uma simples aventura: enquanto Vigo carrega um personagem com forte carga emocional, o tom descontraído do filme não faz juz a essa carga, tornando-se uma película meio sem identidade, que, além de não explicar completamente as razões da tristeza do personagem, nos induz a pensar que essas razões serão contadas e a tristeza, dissipada, o que não acontece. Ou seja, Vigo traz em si um personagem épico, mas o filme, apesar de ser uma divertida aventura, é despretensioso e desperdiça a interpretação do ator. Uma pena.

Lugar Nenhum na África




Nirgendwo in Afrika: Filme alemão ganhador do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2003. Caroline Link inicia a história da fuga da família judia Redlich da Alemanha nazista para o Quênia de uma bela forma, mas lá pelo meio parece perder o controle sobre os personagens: eles agem sem que o telespectador consiga entender o que se passa em suas almas, em seus corações. É como se estivéssemos sentados na soleira da porta sem podermos entrar na casa e entender as razões do agir de cada um. O filme tem cenas interessantes e belas, mas não consegue emocionar pelo fato de, por não mostrar o coração dos personagens, não permitir que o telespectador se apaixone por eles, torcendo por sua felicidade em meio à adversidade - mesmo porque não conseguimos alcançar o que é, afinal, a felicidade que eles almejam.

Ouvindo: Here I am to worship - Michael W. Smith


1:44 PM Encontraram-me!:

Sábado, Outubro 23, 2004

Pés no chão



Minha mãe conta que, quando eu era criança pequena, não aceitava andar descalça de jeito nenhum; tinha horror a pisar a chão com os pés nus.

Hoje não me importo nem um pouco de andar descalça, mesmo nos lugares onde ninguém tira os sapatos para andar. Dias atrás estava a fim de sair mais cedo de uma festa e, na falta de uma carona, decidi ir de ônibus. Com o salto alto me incomodando, não tive dúvidas: me livrei das sandálias logo ao chegar na calçada e fui assim, pés-no-chão. Cheguei em casa feliz como uma criança.

Ontem, na Biblioteca da universidade, com o corpo quente depois de percorrer o caminho longo do Portão 2 até o prédio, debaixo de um sol quente (e lindo), logo que cheguei na cabine de estudos me livrei dos tamanquinhos para ir atrás de água, e todas as vezes em que precisei sair da cabine fui assim, pés-no-chão.

Os ônus? Plantas dos pés sujinhas, sujinhas - nada que água e sabão não tirem. Agora, o prazer sensual e infantil de pisar o chão encerado de cimento e borracha, senti-los geladinhos, e a alegre sensação de liberdade e subversão que me isso me traz...ah, não têm preço! :)

Ouvindo: Be with you - Rick Astley

3:26 PM Encontraram-me!:

Sexta-feira, Outubro 22, 2004

Calendário-presente



Eu já disse aqui no blog que eu adoro ganhar presentes, principalmente fora de época. E essa semana eu ganhei um que adorei: é só vocês darem uma olhadinha nos meus arquivos...não é lindo o calendário? Pois é, e o 'presenteador' é o Kali, que além de talentoso e atencioso, é também generoso. Fofo esse menino, não? Fofo também é o blog dele, que vocês podem prestigiar clicando aqui :)


6:08 PM Encontraram-me!:

Quarta-feira, Outubro 20, 2004

Leite de quê?



Primeiro foi minha mãe: descobriu que não podia tomar leite de vaca e o substituiu por leite de cabra. Até aí tudo bem. Tudo bem nada. Ela detesta o tal leite porque 'tem gosto de pêlo de bode'.

Agora é a vez da minha irmã: pelas atuais dores de cabeça, pelo jeito também não pode mais tomar leite bovino (bovino? Ah, sei lá!) Hoje, quando cheguei em casa e perguntei a ela se as dores tinham passado, ela me olhou com um ar de infelicidade misturado a imitação de dengo de criança e reclamou: Não, e eu tive que tomar leite de soja, e eu não gostei porque tem gosto de caule, de folha seca...aí eu resolvi misturar com chocolate em pó e ficou pior: ficou com gosto de água suuuuuja...

Água suja? Pobre Mi! Ela, que sempre adorou leite com achocolatado, agora vai ter que tomar leite com gosto de água suja. Eu só não sei se que é pior ou melhor do que leite com gosto de pêlo de bode...:P

7:48 PM Encontraram-me!:

Segunda-feira, Outubro 18, 2004

(Re)descobertas



Estou descobrindo e redescobrindo umas coisas novas em matéria de música. A redescoberta foi Rick Astley, cujo vozeirão me acostumei a ouvir (e admirar) quando era adolescente, crente que seu dono fosse um negro sarado de 1,90m: fui traída pelo timbre vocal, porque Astley - e isso só fui descobrir no ano passado - é um inglês branco, baixinho e com ar de galã. Quando vejo as fotos dele no site oficial, fico pensando como daquele corpinho sai uma voz com tanta potência! Se você quiser ouvir um pouco de Rick, pode clicar na Rádio Terra e pedir. O único CD disponível é Free, e a música de que mais gostei foi a última, Behind of Smile, que possui um belo instrumental de piano (me lembrei de você, Mário!) e violino, e uma melodia linda e triste.

As descobertas vieram por meio de um holandês apaixonado por Bossa Nova que me apresentou, acreditem, Bebel Gilberto. Eu nunquinha tinha ouvido nada dela, mas o Hans me deu quatro músicas que me deram o 'tom' da Bebel. Ela não tem potência vocal, mas é super afinada e canta de um jeitinho dengoso - talvez seja essa a razão de o súdito da rainha Beatrix dizer que a língua portuguesa soa de forma 'sexy'. Vocês concordam?

Hans também me apresentou o Swing Out Sister, pelo qual ele é apaixonado. O Swing Out Sister é formado por Corinne Drewery e Andy Connel e tem algumas músicas com estilo semelhante ao da...Bossa Nova! Hans disse que se encantou com a nossa música quando era pequeno e ouvia Sérgio Mendes e Brasil 66. Só pelo que ele costuma ouvir, dá para ver que o gosto pelo tal estilo está no sangue. Se vocês quiserem 'sentir' o Swing Out Sister, é só clicar aqui (são arquivos dele), depois em SDINT e escolher uma música. Eu gostei.

Adoro ouvir coisas novas; 'reeducar' os ouvidos para entender novas formas de linguagem musical. Isso parece que ajuda a 'fazer uma limpeza' no cérebro, sei lá. É bom :)

7:43 PM Encontraram-me!:

Domingo, Outubro 17, 2004

Dever de casa - parte 2



Para terminar o dever de casa, escrevi a carta para minha mãe. Lá vai:

Mãe,
Obrigada por ser minha mãe.
Obrigada por tentar me compreender e me ajudar a ser uma pessoa melhor.
Obrigada pelos "toques", por chamar minha atenção, por "bater tantas vezes na mesma tecla" para eu "acordar".
Obrigada por me ensinar a não ser submissa a qualquer pessoa, obrigada por me mostrar que a gente pode dizer "NÃO" quando quer.
Obrigada pelo carinho e pelos beijos em machucados ainda hoje!
Obrigada por se preocupar com a minha felicidade.
Obrigada por me incentivar nos estudos de piano quando eu só tinha 7 anos e queria desistir porque achava que não conseguia aprender - o tempo mostrou que eu estava errada!
Obrigada por parar para me ouvir quando está ocupada.
Obrigada por ter me desejado.
Obrigada pelos bolos de aniverário, pelas roupas tão bem costuradas por você durante tantos anos.
Obrigada pelas músicas que você inventava para a gente cantar antes de dormir.
Obrigada por me fazer sempre lembrar quem Deus é e quem eu sou para Ele."


8:06 PM Encontraram-me!:

Sexta-feira, Outubro 15, 2004

Dever de casa



Dever de casa: escrever cartas para meus pais, que irão trabalhar no retiro do Casados para Sempre - o nome é brega mas através dessa organização vários casamentos que já estavam no fim se reergueram, para felicidade de pais e filhos. Bom, aí vai parte da carta para o meu pai:

"Pai,
Obrigada por ser meu pai.
Obrigada por todos os sacrifícios que já fez por mim, e que eu talvez nem saiba.
Obrigada pelo cuidado e pelas manifestações de carinho.
Obrigada pelas vezes em que acordei você para orar comigo de madrugada, quando eu estava com medo, e você me atendeu com tanta atenção.
Obrigada pelas vezes em que eu te acordei de manhã, precisando de alguma coisa, e você me atendeu, mesmo sonolento.
Obrigada pela sua alegria em nos dar, a mim e a Mi, as coisas que nós pedíamos a você.
Obrigada pelas coisas que você não pôde me dar, mesmo desejando fazê-lo - eu sei que, se pudesse, teria realizado todos os meus desejos.
Obrigada por me fazê-lo admirar pela sua honestidade e sua coragem em fazer sempre o que é certo.
Obrigada por nunca ter me dado razões para me envergonhar de você.
Obrigada porque as pessoas lhe respeitam porque sabem que você é correto e fiel.
Obrigada por me amar, mesmo não sendo eu a filha carinhosa e dedicada que você gostaria de ter.
Obrigada pelos momentos em que você precisou chamar minha atenção por algum motivo.
Obrigada por se preocupar quando eu choro, mesmo quando eu não digo o motivo - e se eu não digo, não é para se preocupar, você não tem culpa.
Obrigada por ter errado, tentando acertar.
Obrigada por ter me desejado".


Será que ficou bom? Eu nunca havia escrito uma carta dessas antes.

8:58 PM Encontraram-me!:

Quarta-feira, Outubro 13, 2004

Pequeno diálogo familiar



Minha irmã: (Querendo escrever um lembrete para comprar sifão para o tanque): Sifão é com 's' ou com 'c'?

Eu: (Sem pestanejar) Com 's'.

Mamãe: (Entra na cozinha e vê o bilhete) Sifão com 's' ??

Minha irmã: Pri que falou que era com 's'! Eu achei que era com 'c', mas aí resolvi perguntar primeiro para Tipiu, porque se eu errasse ia ser uma gozação...

Eu: (Na sala, ouvindo a frase da minha irmã e caindo na risada)

Mamãe: (Dirigindo-se para o escritório) Ah não, eu vou olhar no dicionário! (Olha no dicionário) Oh! Sifão é com 's'! (Vira-se para minha irmã e diz rindo, fingindo brigar) Mas você é uma jumenta mesmo!

Minha irmã: (Rindo e levando na esportiva) Eu? Você também achou que era com 'c'! (Dirige-se para a sala e relata o diálogo acima para mim).

Mamãe: (Entra na sala e pergunta, quase indignada) Como você sabia que sifão era com 's'?

Eu: (Sem resposta, porque eu também não sei como eu sei, só sei que sei e pronto)

Mamãe: (Ainda indignada) Você nunca escreveu sifão na vida!

Eu: (Sem resposta, tentando me lembrar se alguma vez já tinha escrito sifão na vida)

Minha irmã: E você achou que era com 'c', mãe!

Mamãe: Eu não! Eu nunca erro! (Pausa) Tá. Eu achei que era com 'c', mas só porque eu confundi com cifrão!

Minha irmã: (Olhando para mim com cara de "até parece que ela me engana")

Mamãe: (Mudando de assunto) Bom, agora eu vou sair para enfeitar a rua.

E eu não me lembro se alguma vez já escrevi sifão na vida.

7:18 PM Encontraram-me!:

Terça-feira, Outubro 12, 2004

Sessão de cinema



Eu tenho uma lista de filmes aos quais quero assistir. Hoje foram só dois. De quantos feriados vou precisar para esgotá-la? :)


Encontros e desencontros (Lost in translation): Depois de ler tantas críticas cheias de elogios, eu estava mesmo curiosa para assistir ao filme de Sofia Coppola. Mas...não, eu não gostei. E o problema não são os atores - Bill Murray e Scarlett Johansson - cujas interpretações são realmente perfeitas; nem a história ou o modo-de-contar. O problema é a sensação que o filme deixa na gente, de que às vezes a vida não é do jeito que a gente quer e que não há possibilidade de mudança. Há um certo pessimismo e desesperança nos 'encontros e desencontros' de Bob e Charlotte que...não me fizeram muito bem. Afinal, eu sempre quero acreditar que há sempre a possibilidade de mudar as nossas vidas, e não ser obrigada a pensar que 'tem que ser assim'. No entanto, há uma frase que me fez pensar, dita por Bob: Quando mais você sabe quem você é e o que quer ser, menos deixa que as coisas te perturbem. É a mais pura verdade.


O júri (Runaway jury): Eu confesso: adoro ver Dustin Hoffman e Gene Hackman atuando, e tenho uma queda pelo Jonh Cusack desde os tempos em que passava na Sessão da Tarde The journey of Natty Gann (alguém aí se lembra?) - embora não veja nada demais nele (Freud explica!). É um suspense excelente, cheio de reviravoltas imprevisíveis e surpreendentes. Ah, e a indústria de armas norte-americana não deve ter gostado nada nada dessa fita :)

PS.: ...e pensar que perdemos Fernando Sabino e Christopher Reeve.

Ouvindo: Behind the smile- Rick Astley


7:01 PM Encontraram-me!:

Sexta-feira, Outubro 08, 2004

Três é demais



Depois de um longo e tenebroso inverno de quatro semanas sem fazer exercício nenhum por conta de uma micro-cirurgia no pé, hoje, num arroubo de paixão, decidi caminhar no calçadão às onze da manhã - coisa que nunca faria em sã consciência. O sol estava lindo e brilhante e, felizmente, por causa da frente fria dos últimos dias, o ar estava frio, com uma sensação térmica mais baixa que a usual.

Há algumas semanas eu inventei que queria aprender a correr, e minha irmã, estudante do 7º período de Educação Física, aconselhou-me a começar alternando trote e caminhada. Hoje foi a minha estréia e tudo correu muitíssimo bem, a não ser no momento em que meu coração começou a bater de um jeito estranho, tudo começou a ficar escuro e eu tive que me esgueirar para o banco mais próximo para não correr o risco (e o mico) de desmaiar em pleno calçadão. De resto, aproveitei o sol maravilhoso, o dia extremamente claro, o vento gelado e um mar azul-esverdeado belíssimo, mas não posso deixar de contar as cantadas toscas (e que cantada não é tosca?) que recebi. Deixo-vos com a (falta de) originalidade dos capixabas: Aê, isso é uma tchutchuca mesmo! (Ah, e ele deve ser integrante do Bonde do Tigrão!), Você é a número um da praia! (Que criatura original! Só porque eu estava usando uma blusinha com o 1 estampado!). Mas na última não teve jeito, eu tive que rir; o cara simplesmente passou por mim e soltou essa: Parabéns, tá? Eita sô!

Ah, teve uma quarta. Mas essa eu não conto, senão vocês vão achar que eu sou pedante, e isso eu não quero :)

7:06 PM Encontraram-me!:

Quarta-feira, Outubro 06, 2004

Vote no brigadeiro!






Vocês sabiam que o doce que faz a alegria das festas infantis tem tudo a ver com eleições? Pois é. Corria o ano de 1945, e o Brigadeiro Eduardo Gomes era o candidato da UDN contra Gaspar Dutra, apoiado por Getúlio Vargas. Na época, o Brigadeiro era solteiro, olhos azuis e bonitão, e fazia suspirar as mocinhas. Também no mesmo período era quase impossível arranjar leite fresco, ovos, amêndoas e açúcar para fazer doces por causa do pipocar da Segunda Guerra Mundial. Pois bem, alguém descobriu que, misturando leite condensado e chocolate, obtinha-se um doce maravilhoso e...o batizou com o nome de brigadeiro em homenagem ao candidato! Hmmm....ah, para ter uma idéia do frisson que o Brigadeiro causava nas moças casadoiras, o slogan de campanha que as senhoritas inventaram foi: Vote no Brigadeiro - ele é bonito, ele é solteiro!

Pois bem, além de bonito, o Brigadeiro era um católico fervoroso e bom moço - antes de morrer, em junho de 1981, tornou-se público um de seus maiores segredos: ele havia doado, durante vários anos, grande parte de seu salário a instituições carentes que acolhem crianças abandonadas. Além disso, por sua atuação nas Forças Armadas Brasileiras e na História do nosso país, e por sua firmeza de caráter, ele foi escolhido Patrono da Força Aérea Brasileira.

E você se lambuzava com o doce sem nem saber porque ele tinha nome de patente, né? :)

(Fontes para comprovar isso e saber mais:

Portal Militar não oficial, aqui.
Isto é, o Brasileiro do Século, aqui.
Contando História, aqui.)


9:11 PM Encontraram-me!:

Segunda-feira, Outubro 04, 2004

Minha família votando...



Meu pai, o indeciso: No sábado à noite, havia, colados na face interna da porta da cozinha, dois santinhos de vereador e um papelzinho com nome e número de outro. Vi que a letra era de papai e fui perguntar: Pai, o que é aquilo? Você ainda não decidiu em quem votar? E ele: Não, ainda vou decidir. E ainda tá faltando colar o de Fulano!


Minha mãe, a vira-folha: Eu, Priscila, já tinha decidido votar no médico oncologista, marido da ginecologista da minha mãe (que foi eleito, oba!) desde o primeiro momento em que soube da sua candidatura, já que ele tem um projeto de tratamento do câncer através da prevenção, e eu achei que valia a pena investir. Minha mãe e minha irmã estavam em dúvida entre o Médico e Beltrano. No domingo, as duas ainda estavam indecisas mas pareciam pender para o lado de Beltrano. Pois bem, fomos votar. Quando saí da sala de votação, vi minha mãe no pátio do colégio e ela me perguntou: Adivinhe em quem votei? No Médico! Eu perguntei: Ué, mas você não ia votar no Beltrano? E ela: Pois é, mas chegou na hora, eu esqueci o número dele e pensei: Ah, meu Deus, me mostra agora em quem votar. Então eu me lembrei do número do Médico e votei nele! Minha irmã apareceu e disse que votara no Beltrano. Quando íamos saindo do colégio, minha mãe viu o Médico parado, distraído, falando ao celular. Chegou perto dele e fez sinal de 'tinindo', dizendo: Já (votei)! Ele sorriu todo alegre, pegou a mão de mamãe e beijou. Mal saímos do colégio, minha mãe disse, toda animada: É a primeira vez que voto em um candidato e ganho um beijo dele! Já minha irmã soltou a seguinte pérola:

Minha irmã, a arrependida: Puxa, se eu soubesse que ele era assim, bonitão e simpático, também teria votado nele...!

Essa é a minha família! :)

6:47 PM Encontraram-me!:

Domingo, Outubro 03, 2004

Dia de votar!



Eu adoro votar. Adoro ver as ruas cheias de gente, com camisetas coloridas, e bastante papel no chão. Peraí, Priscila, você enlouqueceu? Ruas cheias de gente e papel pelo chão? Mas você detesta isso! Pois é, mas em dia de eleição, não. É como se fosse uma grande festa, todas as pessoas saindo de casa para fazer o mesmo que você, gente pedindo voto de última hora...coisas que normalmente eu detestaria, em dia de eleição eu gosto!

Além disso, votar me dá um certa nostalgia porque me lembro que, quando eu era pequena, meu pai me levava para votar com ele. Eu entrava na cabine e ficava vendo-o marcar os quadradinhos com nomes dos candidatos (pois é, naquela época era com cédula). Além disso, eu voto no colégio onde estudei por oito anos, na sala onde cursei a sexta série, ou seja, voltar àquele colégio, ver os lugares onde eu brincava e conversava, os corredores, a quadra, observar as modificações que foram feitas na construção...não tem como não ter saudade.

Mas é claro que não é só isso! Adoro votar porque assim exerço o direito do sufrágio estabelecido na Constituição, que diz, no parágrafo único do art. 2º:"Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente." Eu gosto de exercer essa minha parcela de poder! :)

Update: Ah, não me entendam mal: eu sou uma mocinha educada que não joga papel no chão em hipótese alguma...só tenho uma queda pela sujeirada de 'santinhos' em dia de eleição: Freud deve explicar! :)

Update2: Viva!! Meus candidatos foram eleitos!! O atual prefeito se reelegeu, e o candidato a vereador, que é um médico oncologista que nunca se candidatou, também conseguiu!! Oba!!

4:17 PM Encontraram-me!:

Sexta-feira, Outubro 01, 2004

Fora de tempo



Ganhar presente é bom, né? Ganhar presente fora de época é melhor ainda. Eu ganhei um hoje, e não é meu aniversário, nem Páscoa, nem Natal. E adivinhem? Uma coisa que eu não ganhava há um tempão.

Uma amiga da minha mãe, que toda sexta vem aqui e que me conheceu desde que eu era pequeninha, foi quem trouxe o presente. Ela disse: "Não sei se você vai gostar, porque você já não está mais na idade..." Quando abri, comecei a rir: era um boneca de pano, made in China, loirinha, magrela e estilosa: vestida de top, minissaia e tamanco anabela, tudo rosa pink! Além disso, ainda tem um arzinho meio blasé, assim como eu - adorei!

Nome? Aham, eu não costumo dar nomes, mas acho que ela é a Sofia :)


8:31 PM Encontraram-me!:

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