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Telas de William Whitaker





























 


:...E o vento levou :

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by Kali

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"Os teus sonhos são Meus
Teus problemas são Meus
Tua vida também
É Minha vida
Eu de ti cuidarei
Nunca te deixarei
Os teus sonhos Eu realizarei

Vou te levar, te conduzir
E quando você alcançar
Saberá que em todo tempo
Eu estive ao teu lado"

("Sonhos", álbum Reverência, de Chris Durán)

















 


:Quem é essa garota?:

Priscila, 25, capixaba de olhos negros e riso solto

Concebida em Salvador, mas com alma cosmopolita

Direito no diploma, carreira diplomática na cabeça, concursos para alcançar isso

Paixão por línguas; inglês é bom pro chat, alemão, pro coração

Camarão, pão de queijo com manteiga, mas pizza sem catchup ou mostarda

39 no pé, magra sempre esbelta, loira desde penúltimo março

Piano clássico por dez anos, fotografia nos planos, pintura e cinema nos sonhos

Phil Collins, Bryan Adams, Rod Stewart, Rick Astley e o que mais a agradar

Inteligente, insegura, engraçada e fiel

Temperamental, impulsiva, mal-humorada e melancólica

Melhorar sempre é uma ordem

Deus está sempre ao seu lado

Agradece a você, que faz esse blog mais feliz!


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Meu humor atual - i*Eu



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Ponto.de.Encontro
"Mais que vencedor eu sou!"
(Rom.8:37)

Quinta-feira, Abril 28, 2005

Estranho método



Ontem vi no ônibus uma moça com cicatrizes de queimadura no rosto. Fiquei pensando se isso tinha acontecido quando ela era criança. Houve-se tanto falar de acidentes domésticos onde crianças sofrem queimaduras horríveis...e eu acabei me lembrando do método não-ortodoxo da minha mãe para livrar a mim a e a minha irmã de sofrer queimaduras.

Ela conta que eu, quando era criança pequena, vivia perto do fogão quando ela estava cozinhando. De nada adiantava explicar que era quente, que eu podia me machucar...vira e mexe 'tava Priscila por perto das panelas. Eu não sabia o que era 'quente' e sem saber o que era isso, não entendia porque não podia ficar ali. Aí ela resolveu radicalizar: pegou meu dedo mindinho e encostou rápido e de leve num dos bocais apagados, mas ainda quente, do fogão. Doeu, eu chorei, e ela disse: 'Viu? É quente, não pode ficar aqui...' Entendi e nunca mais fiquei por perto.

Com a minha irmã era o ferro de passar. Mi viva debaixo da tábua quando minha mãe estava passando roupa. Adiantava dizer que não podia, que ela podia se machucar? Não. Outra vez minha mãe radicalizou: pegou o dedo mindinho da minha irmã e encostou rápido no ferro. Mi abriu a boca, chorou, chorou, e não quis mais saber da tábua de passar.

Os métodos foram dolorosos? Foram, mas como fazer uma criança pequena entender o que é perigoso se ela não tem noção do que é isso? Por causa do método estranho, nós nunca mais corremos risco de nos queimarmos.

Ah sim, o que aconteceu com meu dedinho? Minha mãe conta que nasceu uma bolhinha na ponta e ela morreu de pena, mas do fogão eu nunca mais quis saber! :P


7:58 AM Encontraram-me!:

Quarta-feira, Abril 27, 2005

Conselho



"Mergulhe no meio das coisas, suje as mãos, caia de joelhos e só então procure alcançar as estrelas."

John L. Curcio


7:45 AM Encontraram-me!:

Domingo, Abril 24, 2005

Últimas



"Ela é bonita, mas o que tem de bonita tem de difícil de lidar."

A última que disseram - não diretamente para mim - mas sobre mim. Ah, ele não sabe o quanto eu mudei, ho ho ho. E ainda diz que me namoraria se eu não fosse difícil de lidar? Foi uma indireta para mim através do namorado da minha irmã? Homens, bah. Acham que sabem tudo. Eu concordo com o Sr. Armstrong (e eu disse isso aqui um monte de vezes): "Nenhum homem envelhece mais do que 18 anos." Não é verdade, meninas? :P

Ah sim. Ele é uma gracinha. Hmm, pensando bem...:P

9:47 PM Encontraram-me!:

Sexta-feira, Abril 22, 2005

Balada de amor através das idades



Carlos Drummond de Andrade

Eu te gosto, você me gosta
desde tempos imemoriais.
Eu era grego, você troiana,
troiana mas não Helena,
Saí do cavalo de pau
para matar seu irmão.
Matei, brigamos, morremos.

Virei soldado romano,
perseguidor de cristãos.
Na porta da catacumba
encontrei-te novamente.
Mas quando vi você nua
caída na areia do circo
e o leão que vinha vindo,
dei um pulo desesperado
e o leão comeu nós dois.

Depois fui pirata mouro,
flagelo da Tripolitânia.
Toquei fogo na fragata
onde você se escondia
da fúria do meu bergantim.
Mas quando ia te pegar
e te fazer minha escrava
você fez o sinal da cruz
e rasgou o peito a punhal...
Me suicidei também.

Depois (tempos mais amenos)
fui cortesão de Versailles,
espirituoso e devasso.
Você cismou de ser freira...
Pulei muro de convento
mas complicações políticas
nos levaram à guilhotina.

Hoje sou moço moderno
remo, pulo, danço, boxo,
tenho dinheiro no banco.
Você é uma loira notável,
boxa, dança, pula, rema.
Seu pai é que não faz gosto.
Mas depois de mil peripécias,
eu, herói da Paramount,
te abraço, beijo e casamos.


PS.: Lembrei-me desse poema há alguns dias, mas só aonteontem fui procurá-lo. Não é bonitinho? :P

9:55 AM Encontraram-me!:

Terça-feira, Abril 19, 2005

T-r-a-n-s-f-o-r-m-a-ç-ã-o




Feijãozinho no algodão
No potinho da janela
Da sala do jardim-de-infância
De marrom fica verde
De verde cria folha
De folha cria caule
Para mostrar que o mundo está sempre em transformação

Feijãozinho no algodão
Em que ponto do seu crescimento eu estou?

8:34 AM Encontraram-me!:

Domingo, Abril 17, 2005

Tempos



Há algum tempo, num domingo, eu e minha irmã estávamos indo a um restaurante perto de casa, a pé. Não sei se estávamos de mãos dadas, de braço dado ou abraçadas, mas a verdade é que passaram dois caras numa bicicleta e gritaram: Sapatão, hein?!

O que fizemos? Caímos na risada e depois contamos para os nossos pais.

Semana passada, estávamos eu e minha irmã conversando na cozinha. Ela me contando em tom baixo um problema de Rafael e eu ouvindo. Minha mãe se aproximou e disse, com ar alegre: Namorado! Namorado! Eu e Mi a olhamos sem entender, e minha mãe explicou: No meu tempo, quando a gente via duas amigas conversando baixinho a gente dizia: 'Tá de namorado, tá de namorado!'

E hoje em dia, quando as pessoas vêem duas mulheres conversando baixinho, dizem: 'Lésbicas!Lésbicas!' - disparou minha irmã.

Sinal dos tempos.

4:01 PM Encontraram-me!:

Quinta-feira, Abril 14, 2005

(In)quietude



Sentir o cheiro da brisa do mar
Afundar os pés na areia
Soltar os cabelos
Ouvir o barulho das andorinhas
Mergulhar os pés na beirinha do mar
Saber que o sol está se pondo atrás das montanhas
E sentir que está tudo bem
Tudo está bem

A terra continua girando em torno de seu próprio eixo
Bebês estão nascendo todos os dias
Crianças estão aprendendo a andar e a falar
Cientistas estudiosos descobrem curas para doenças
Pessoas estão atravessando o Atlântico
E há passagens quase gratuitas de Roma para Veneza
E eu continuo aqui
Esperando
Em silêncio
Esperando

1:29 PM Encontraram-me!:

Terça-feira, Abril 12, 2005

Só se quiseres crer



Muitos vão orar
E querem encontrar alguém
Que garanta ao máximo
A paz nos corações
Não há o que temer
Embora o medo exista em nós
Mas a fé nos faz transpor montanhas com poder

Pode um milagre enfim
Acontecer
Quando você acreditar
A esperança em ti
Ninguém jamais
Irá matar
Depende só
Se tu quiseres crer


O medo acabou
Pois ele agia sempre em vão
A esperança em ti
Fará aos ares flutuar
Não posso explicar
O que o coração de alguém
Sente quando encontra
Paz e fé para ir além

A coragem te fará vencer
Conquistando o reino em redor
É só assim que chegarás
E nada enfim te faltará
Ouça a voz
A voz que diz
"Contigo eu estarei"

("Se tu quiseres crer", do álbum 10 anos, de Soraya Moares. Versão em português do tema "When you believe" do desenho animado Príncipe do Egito)


11:49 AM Encontraram-me!:

Domingo, Abril 10, 2005

Em família



Minha mãe está fazendo um tratamento dentário e por isso tem ido ao dentista duas vezes por semana.

Eu: (curiosa) Onde você vai, mãe?

Minha mãe: (rindo com um ar sapeca) No dentista. Eu estou namorando o dentista...

Eu: (brincando) É, dá para perceber: você vai e fica um tempão lá...

Minha mãe: (rindo, se aproximou e me deu um tapa no braço que era para ser no traseiro): Bobona!


Algum tempo depois:

Eu: (preocupada porque o almoço não estava pronto) Ué, já voltou?

Minha mãe: (rindo com ar sapeca) É, hoje eu voltei mais cedo porque tava dando muito na vista...


Várias horas depois:

Minha mãe: Contei pro seu pai que eu tinha voltado do dentista mais cedo para não dar na vista e ele morreu de rir!

Sinceramente: esse é o tipo de brincadeira que só dá para se fazer em família! : )

PS.: O dentista da minha mãe é o mesmo do meu pai : )

9:32 PM Encontraram-me!:

Sexta-feira, Abril 08, 2005

Promessa é dívida



Minha irmã prometeu me dar certa quantia em dinheiro. Assim, do nada. Tudo porque eu disse que ia comprar uma coisa. Parece estranho, mas ela é assim mesmo, mão aberta que ela só.

Pois bem. Alguns dias antes de ela receber o pagamento, nós nos lembramos de O Auto da Compadecida, aquela minissérie incrível com os incríveis Selton Mello e Mateus Natchergaele (ou melhor, o elenco todo era mesmo incrível). Há uma cena em que João Grilo (Natchergaele) é morto pelo cangaceiro (o fenomenal Marco Nanini) e Chicó (Mello) promete à Compadecida todo o dinheiro que eles haviam conseguido se João Grilo ressuscitasse. Pois bem. João Grilo volta da melhor para a pior e...agora Chicó tem que cumprir a promessa e entregar todo o dinheiro à Santa. João Grilo ainda tenta negociar, com ar infeliz: Tem certeza de que você não prometeu só metade do dinheiro? Chicó, mais infeliz ainda, diz que não, que prometeu tudo. Aí só resta a João Grilo praguejar: Ô promessa infeliz! Ô promessa sem jeito!

Pois é. Isso foi o que minha irmã ficou repetindo toda vez que se lembrava que tinha me prometido o dinheiro - com direito a sotaque nordestino e ar infeliz - até o dia em que recebeu o pagamento. Eu ainda disse que se ela estivesse arrependida não precisaria me dar...que nada! Ô promessa infeliz! Ô promessa sem jeito!, era o que ela dizia, convicta da obrigação que ela mesma havia criado.

E no dia do pagamento, debaixo da mesma frase, foi que ela me entregou o dinheiro. Com a mão aberta, o ar sapeca e o coração lindo que ela tem.

6:42 PM Encontraram-me!:

Quarta-feira, Abril 06, 2005

Objetos do desejo



Há dois anos eu visitava um blog super legal - que hoje nem existe mais - com enquetes interessantíssimas. Uma dessas enquetes foi: Qual o seu objeto cinematográfico do desejo? Àquela época eu tinha certos objetos de desejo...e hoje tenho outros. Lá vão os objetos das duas épocas:

Antigas:

O vestido preto de Kate Winslet em Titanic, na cena em que ela vai à festa da terceira classe, e o vestido branco e rosa que ela usa nas cenas do naufrágio.

A loja que Franka Potente consegue montar no final de A identidade Bourne - que lugar lindo!

O cenário do casamento - definitivo - de Julia Roberts e Richard Gere em Noiva em fuga.

O beijo entre Casey Siemaszco, todo estrupiado, e Anne Ryan, no final de Te pego lá fora.

O corte de cabelo de Julia Ormond em Sabrina.

A casa que Helen Hunt compra em Do que as mulheres gostam.

Os olhares de Julia Ormond e Richard Gere em Lancelot.


Atuais:

O mosaico da parede da casa da avó de Giovana Antonelli em Avassaladoras.

A despedida de Bill Murray e Scarlett Johansson em Encontros e desencontros.

O terraço da casa de Hugh Grant em Um lugar chamado Notting Hill.

A blusinha japonesa e o penteado de Julia Roberts em uma cena do mesmo filme.

O quarto-e-sala de Julie Delpy em Antes do pôr-do-sol.

E você? Qual o(s) seu(s) objeto(s) cinematográfico(s) do desejo?

6:06 PM Encontraram-me!:

Segunda-feira, Abril 04, 2005

Se eu soubesse...




Minha mãe: (com ar desolado, olhando a bagunça do meu pai no escritório)
Ai, seu pai é tão porquinho...

Eu: É, mas foi com ele que você se casou...

Minha mãe: (ainda com ar desolado, voz diminuindo e sorriso sem graça) Ai, se eu soubesse disso não teria me casado...

...e ela diz isso depois de 28 anos.

8:04 PM Encontraram-me!:

Sexta-feira, Abril 01, 2005

Coisas que a gente faz para conquistar alguém



Há uns sete anos, eu estava a fim de um colega de faculdade, violoncelista. Uma bela manhã de aula, disse a ele que ligasse para mim à tarde porque eu tinha uma surpresa. A tarde chegou. As horas foram passando e ele não ligava. Eu, ansiosa, já estava desejando que ele morresse com o arco do violoncelo entalado na garganta. Alguém me disse que eu deveria deixar a ansiedade de lado, porque com certeza algo tinha acontecido para ele não ligar. Cedi. Deixei a ansiedade ir embora.

À noite, ele ligou. Deixei o telefone fora do gancho, sentei ao piano e toquei Pour Elise, de Beethoven. A versão inteira, de quatro páginas. Perfeita.

O que ele disse? Que tinha tido um dia estressante, cheio de problemas para resolver e por isso não havia ligado e que, depois de uma dia cansativo, ouvir Pour Elise foi...uma ótima surpresa! "Ganhei o dia!", foram suas palavras.

E você? O que já fez para conquistar alguém?

6:52 PM Encontraram-me!:

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