"Os teus sonhos são Meus
Teus problemas são Meus
Tua vida também
É Minha vida
Eu de ti cuidarei
Nunca te deixarei
Os teus sonhos Eu realizarei
Vou te levar, te conduzir
E quando você alcançar
Saberá que em todo tempo Eu estive ao teu lado"
("Sonhos", álbum Reverência, de Chris Durán)
:Quem é essa garota?:
Priscila, 26, capixaba de olhos negros e riso solto
Concebida em Salvador, mas com alma cosmopolita
Direito no diploma, carreira diplomática na cabeça, concursos para alcançar isso
Paixão por línguas; inglês é bom pro chat, alemão, pro coração
Camarão, pão de queijo com manteiga, mas pizza sem catchup ou mostarda
39 no pé, magra sempre esbelta, loira desde penúltimo março
Piano clássico por dez anos, fotografia nos planos, pintura e cinema nos sonhos
Phil Collins, Bryan Adams, Rod Stewart, Rick Astley e o que mais a agradar
Inteligente, insegura, engraçada e fiel
Temperamental, impulsiva, mal-humorada e melancólica
Melhorar sempre é uma ordem
Deus está sempre ao seu lado
Agradece a você, que faz esse blog mais feliz!
:Status:
Ponto.de.Encontro
"Mais que vencedor eu sou!"
(Rom.8:37)
Sábado, Dezembro 31, 2005
Neu, new, novo, nuevo...
Pois então. Ano novo, vida nova. Literalmente. Segunda-feira tô indo pra cidade nova, pro trabalho novo, pra casa nova. Estou na expectativa. Acho que sou muito desconfiada. Eu deveria estar feliz da vida - eu estou - mas também estou desconfiada, apreensiva, tensa. Talvez seja normal, sei lá. Ou seria um ponto a ser tratado na análise, ahã. Fico com medo das coisas darem errado, sofro por antecipação, um horror. Eu realmente preciso me tratar disso, argh.
E a vida de adulto? Misericordioso Deus, quase caí dura quando meu papito disse quanto de imposto de renda vou ter que pagar. O leão é mau, muito mau. E ainda tem INSS. Agora sou adulta, já tenho até que acertar as contas com a receita e com a previdência. Não queria se sentir mais mulher, mocinha? Tá aí o resultado hihihi. Tudo bem, isso passa. Foi só o susto. Estou no meio do rito de passagem. Mas já me sinto mais mulher êêêê.
Pois então. O que posso desejar pro ano que vem? Que continuemos crescendo. Eu e vocês. Crescer é bom. Dá trabalho. Dói. Mas depois a gente vê que valeu a pena. E nos tornamos melhores, damos mais valor às coisas realmente importantes, jogamos fora o lixo ao invés de escondê-lo debaixo do tapete. É isso aí. Que no ano que vem possamos continuar a reciclar o lixo, ao invés de escondê-lo. Que continuemos crescendo, melhorando sempre. Em todas as áreas. Em todos os sentidos. E que, assim, possamos ser a cada dia mais felizes.
E que venha 2006! Um beijo.
Update: O Ponto vai ficar uns dias desatualizado até que eu instale a ADSL na minha casa. Ainda vou ter que esperar chegarem os móveis, montarem, blá blá blá - espero estar de volta em duas semanas. Beijos e até daqui a pouco. Eu volto, viu? :)
É bom ver as coisas dando certo. Fui considerada apta na perícia médica. "Mas também, a pessoa tem que estar muito podre pra ser recusada!", brincou minha mãe. Comprei uma parte dos móveis hoje, ao menos meu quarto está pronto, e o computador já tem lugar pra ficar. O resto vai se arranjando. É bom ver o ano terminando e saber que aquilo que eu desejava está se realizando. É certo que lutei muito, sofri um bocado, estudei como uma camela, achei que tinha perdido a chance de conseguir esse emprego umas três vezes, mas no final tudo deu certo. E é tão legal ver meus pais me ajudando tanto, saindo comigo pra comprar as coisas (tudo está registrado no nome do meu papito, afinal, eu não tenho nem contra-cheque ou coisa parecida ainda) mesmo depois de uma dia cansativo de trabalho. E ver minha mãe com a listinha que fiz das coisas que preciso comprar, marcando o que já foi adquirido e lembrando o que ainda falta ver, até fazendo cálculos de prestações e tentando saber quando vou ter que pagar. E eu sei que isso não é controle, é amor. Estou sentindo o quanto meus pais me amam e se preocupam comigo como nunca senti. E isso é maravilhoso. Nunca poderei agradecer suficientemente a atenção e o cuidado que têm tido comigo durante esses últimos dias. Talvez eles sempre tenham se preocupado e eu nunca tenha percebido (o que é bastante provável) e essa nova percepção foi me dada por conta da terapia (o que é mais provável ainda). Não sei. Só sei que é muito bom sair de casa assim, sentindo-me como estou me sentindo: amada. É o melhor presente de Natal que poderia ganhar.
Os EUA são um país estranho. Se já é esquisita a existência de uma nação em que alguns estados admitem a pena de morte como punição, é mais esquisito ainda colocar nas mãos de uma única pessoa, do Chefe do Executivo, a decisão sobre aplicar ou não essa pena. Se alguém comete um homicídio doloso aqui no Brasil, quem decide se ele deve ou não ser punido é a sociedade, que, através do Tribunal do Júri, dá o veredicto final. Ora, se a decisão sobre a liberdade de uma pessoa pode estar nas mãos da sociedade, a decisão sobre a vida ou morte também não deveria estar? Afinal, foi a sociedade quem Tookie Williams - líder da gang Crips - atingiu, ao matar quatro pessoas. Assim, a sociedade é que deveria decidir se ele merecia ou não a pena de morte. Não uma única pessoa. Pena de morte já soa estranho. Colocar a vida de alguém nas mãos de um Governador é mais estranho ainda. Mas como nós estamos falando dos EUA...
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Comprei um vestido rosa liiiiiiindo. E o tamanquinho rosa que tinha comprado antes combinou direitiiiiiiiinho. Ai, ai...são as coincidências maravilhosas que as mulheres adoram :D
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Sou uma garota endividada. Não, não. Sou uma garota muito, muito endividada. Se eu estivesse saindo de casa pra casar, teria com quem dividir as despesas, mas como não é o caso....tenho que arcar com tudo, snif. A menos que alguém queira se habilitar, assim de última hora hihihihi :D
Preparações. Laudo disso, daquilo, de não sei mais o quê. Até de psiquiatra. O Judiciário não quer doidinhos no seu quadro de funcionários. Gostei tanto do Dr. Paulo Roberto que nem me importaria de ser paciente dele :D
Já consegui uma casa pra alugar. É isso aí, vou sair de debaixo da asas de papai e mamãe. Dá um certo aperto no coração, mas passarinho foi feito pra voar, certo?
Montar a casa. Argh. É tanta coisa pra comprar, pra pensar...só vou descansar depois que estiver com minha casa arrumadinha, com a minha cara.
Já vi a carinha da criatura que vai entrar junto comigo no cartório. Tem um arzinho emburrado mas eu gostei dele. Espero que a gente se dê bem.
Pois é. Ano que vem começa vida nova. Cheia de novas experiências, desafios, expectativas, obstáculos, vitórias, erros e acertos. As novas preocupações de que falei aqui finalmente chegaram. É claro que estou a dois passos de me sentir mais mulher. A "cantata de Natal", por cujo final tão aplaudido esperei quatro meses, ficou linda. E eu estou feliz.
PS: Tentei responder aos comentários duas vezes, mas o Blogger tá brincando comigo: há a indicação de 7 comentários, mas só aparecem cinco...hunf. Vamos esperar pra ver se ele ainda vai mostrar as minhas respostas...
PS2: Já que o Blogger continua brincando de esconde-esconde, respondi no sistema do Comentar, à direita :)
Ontem reencontrei Neil. Quatro horas e meia de conversa. Acho que nunca conversei tanto com alguém pela Internet! Mas foi bom. É bom conversar com um amigo de quem a gente gosta, não? E isso me fez refletir sobre os amigos que fazemos através da rede. No dia 29 de dezembro vai fazer dois anos e meio que nos conhecemos. Coincidentemente, também fará quatro anos que conheci o Val. E lá se vai pouco mais de um ano que encontrei Rafael. E nesse tempo, quanta coisa aconteceu na minha vida e na vida deles, quanto da vida do outro acompanhamos!
No dia em que saiu o resultado da prova teórica do Tribunal de Justiça, Rafael estava online. Mesmo estando na casa dos pais, usando conexão discada, disse que não iria embora até que eu conseguisse ver minha nota no site da Corregedoria. Nunca vou me esquecer disso.
Acompanhei a época em que Val estava estudando como louco pro vestibular. Acompanhei sua expectativa quando o resultado saiu, e ele tinha ficado como 3º suplente. Quando finalmente foi chamado, ele disse: eu agradeço a você, porque sei o quanto você orou por mim. Era verdade.
Neil disse sei lá quantas vezes o quanto estava contente por mim, pelo trabalho. Eu acredito. Apesar da distância e dos meses em que nem nos comunicamos, até mesmo por causa do fuso horário, gosto dele como se estivesse perto de mim. E sei que estive presente em duas ou três situações difíceis de sua vida.
Não sei se algum dia irei encontrá-lo. Quem sabe a vida ainda não me reservou essa surpresa? Val e Rafael, se Deus quiser, ano que vem encontro em Salvador. Mas o mágico de tudo isso é perceber que apesar de tempo e distância, amigos são sempre amigos, mesmo se não estão presentes fisicamente. Há um laço de carinho e afeição que transpõe limites espaciais, que ultrapassa barreiras físicas. Os sentimentos são reais ainda que nunca tenhamos nos tocado, ou ainda que nem falemos a mesma língua. Mas nos entendemos, desejamos o melhor, queremos que o outro seja feliz. Torcemos, brigamos, fazemos as pazes, nos reconciliamos. É tudo REAL. Ainda que o mundo virtual seja o meio como entramos e fazemos parte da vida do outro, a amizade é REAL. E perceber isso é como ganhar um presente, uma dádiva. Eu sei que tenho amigos REAIS, de quem vou sempre me lembrar, cuja felicidade vou sempre desejar, ainda que algum dia nos separemos. E se depois da separação nos reencontrarmos, sei que ainda seremos AMIGOS.
Meu pai: (chegando em casa com um ar suspeito) Pri, eu fiz uma coisa errada...
Eu: (horrorizada) Pai, eu não acredito que vc comprou o DVD pirata de Dois Filhos de Francisco! Você tá contribuindo com o crime organizado!
Minha mãe: (justificando papai) Mas se até o Presidente assistiu! O único problema é a Polícia ter seguido você. A sua defesa vai ser: mas se até o Presidente comprou...
Meu pai: (desconfiado) Nem deve ter sido ele mesmo que comprou...
Minha mãe: (irônica) Mas na hora que mostraram pra ele, ele disse (imitando a voz de Lula) He he he he, bota aí, bota aí pra gente ver...
Horas mais tarde...
Minha mãe: (fingindo ira) Quer passar raiva? Vai lá assistir Dois Filhos de Francisco!
Eu: (compreensiva) Travou, né? Eu ouvi daqui...
Minha mãe: (ainda fingindo ira) Travou e engoliu pedaços inteiros do filme...!
De uns tempos pra cá, a Prefeitura e a Associação de Moradores decidiram, sabe-se lá porquê, deixar crescer a restinga na praia. Dizem que a restinga é importantíssima por isso e por aquilo, blá blá blá. Pra mim, a tal da restinga parece mais um terreno baldio a céu aberto: mato, ervas daninhas e cacto por todo lado, cobrindo o amarelo da areia e tirando toda a beleza do lugar. Meu desejo secreto sempre foi o de que aparecesse algum biólogo subversivo que espalhasse algum tipo de "praga de restinga" pra acabar com aquele mato todo. Pois hoje, estudando a Lei de Crimes Ambientais (9.605/98), descobri que isso seria...hã...crime. Pois é. Tá lá no artigo 61: "Disseminar doença ou praga ou espécies que possam causar dano à agricultura, à pecuária, à fauna, à flora ou aos ecossistemas. Pena: reclusão, de um a quatro anos, e multa."
Lá se foi meu sonho. Mas...pensando bem, o texto não fala em mato horrível, ervas daninhas e cactos horrorosos :D
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Emagreci quase 6 quilos. Minha mãe diz: "Minha filha, olha só suas costinhas: só tem osso..." e minha irmã me chama de "grilo seco". Ah, é vaidade, eu sei. Mas eu tô feliz :D
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Voltando da caminhada na praia, vi duas festas em fase de preparação. Ai, fiquei com vontade. Alguém quer me convidar pra alguma festa? :)