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Telas de William Whitaker





























 


:...E o vento levou :

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"Os teus sonhos são Meus
Teus problemas são Meus
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É Minha vida
Eu de ti cuidarei
Nunca te deixarei
Os teus sonhos Eu realizarei

Vou te levar, te conduzir
E quando você alcançar
Saberá que em todo tempo
Eu estive ao teu lado"

("Sonhos", álbum Reverência, de Chris Durán)

















 


:Quem é essa garota?:

Priscila, 26, capixaba de olhos negros e riso solto

Concebida em Salvador, mas com alma cosmopolita

Direito no diploma, carreira diplomática na cabeça, concursos para alcançar isso

Paixão por línguas; inglês é bom pro chat, alemão, pro coração

Camarão, pão de queijo com manteiga, mas pizza sem catchup ou mostarda

39 no pé, magra sempre esbelta, loira desde penúltimo março

Piano clássico por dez anos, fotografia nos planos, pintura e cinema nos sonhos

Phil Collins, Bryan Adams, Rod Stewart, Rick Astley e o que mais a agradar

Inteligente, insegura, engraçada e fiel

Temperamental, impulsiva, mal-humorada e melancólica

Melhorar sempre é uma ordem

Deus está sempre ao seu lado

Agradece a você, que faz esse blog mais feliz!


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Meu humor atual - i*Eu



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O Ponto de Encontro dos Blogueiros do Brasil

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Ponto.de.Encontro
"Mais que vencedor eu sou!"
(Rom.8:37)

Quarta-feira, Janeiro 25, 2006

Três anos!




Eita, mas quanta coisa mudou, desde que abri esse cantinho. Na época eu trabalhava numa construtora: era um trabalho temporário pra ajudar meu papito com a monitoração do sistema da qualidade, até o dia da auditoria na empresa. Foi divertido, ganhei uma graninha, tive outras experiências...mas ainda não tinha um emprego. E lá se foi o tempo, tanto estudo, tanta angústia...dois cursinhos, mais uns cursos separados...até que Deus olhou pra mim com o cantinho dos olhos e lá fui eu estudar na Biblioteca da Ufes: seis dias por semana, sete horas por dia durante três meses. Depois, seis dias por semana, cinco a seis horas por dia durante mais três meses. E a prova, um ano depois que o edital foi publicado. Três meses depois, prova prática de digitação. E eu achando que tinha sido reprovada. Aí, mais umas três semanas, e o resultado positivo. Mais três meses, e o resultado final: 21º lugar, quando o edital previa só 20 vagas. Mais três semanas e a convocação pra escolha da cidade: eu havia sido chamada!

Parece que o número três esteve bem presente na minha vida nesses últimos tempos. E, de acordo com os símbolos, três é o número de Deus. Junto com o número do homem, quatro, dá o número da perfeição, sete. São três anos de blog, três anos de muito crescimento, de muita mudança, três anos de "passar pelo moedor de Deus" como costuma dizer minha irmã, três anos em que Ele pareceu muito longe, e de repente, muito perto.

Nos outros aniversários do blog, eu sempre agradeci a vocês, amigos muitos especiais que conheci através do Ponto de Encontro. Vocês continuam sendo muitíssimo especiais, e é um delícia esse convívio que temos através da Internet. Mas nesse aniversário, eu quero agradecer a Deus por todas as coisas que Ele já fez por mim, por tudo o que tem feito, e por tudo que ainda vai fazer. Nada que eu faça será o bastante pra agradecer. E no fundo, Ele não quer que eu faça nada. Só quer que eu tenha um coração grato, e isso Ele sabe que tenho. Nesse aniversário, eu estou feliz porque agora vejo tudo o que Ele esteve preparando pra mim durante esses três anos. E posso dizer que Deus é o melhor guardador de segredos que existe. Você nunca sabe o que Ele tem preparado pra você, até que Ele mesmo decida mostrar. E quando Ele mostra, aí é que finalmente você entende o que Ele esteve fazendo durante todo o tempo...no fundo, "seus planos são mistérios para o nosso bem". E eu sei que ainda há muito, muito mais pra Ele fazer. Mas é tudo segredo do coração dEle, e eu não tenho a mínima idéia do que Ele tem preparado pra mim. Mas de um coisa eu sei: seja lá o que for, é SEMPRE o melhor.

"....Tuas obras são maravilhosas, e minha alma o sabe muito bem". (Sl 139:14b)

6:32 PM Encontraram-me!:

Terça-feira, Janeiro 24, 2006

E a rotina continua...



Um dia desses, a esposa do meu chefinho, que também trabalha no Cartório, veio me perguntar sobre uma operação na Intranet que o contador tinha ensinado pra gente. Sei lá porquê, talvez por parecer um filhotinho de cachorro de tão agitada que é, ela esqueceu completamente como é que se fazia e foi me perguntar. Quando mostrei, deu um grito: "Priscila, é assim mesmo!" que me assustou. Então se desculpou, com aquele jeito engraçado de falar rápido: "Ai, tadinha, ela é tão delicadinha!" Delicadinha? Quem? Eu, cara-pálida? Vocês acham que eu pareço delicadinha? Eu não me acho nem um pouco delicadinha, me acho até meio estabanadinha. Sei...na pior das hipóteses, eu só sou uma sonsa. Não, na pior das hipóteses eu tenho mesmo é um grave desvio de personalidade.

Pelo jeito, Sua Excelência resolveu levar na brincadeira minha hã...dificuldade em cumprimentá-lo. Hoje, quando eu saía da Vara da Infância para ir até a Vara Criminal (meu trajeto mais comum atualmente), ouvi alguém gritar atrás de mim: "Doutora! Boa tarde!". Não me voltei imediatamente, o que fez a criatura gritar de novo. Então voltei-me e lá estava ele, com um sorrisinho debochado. Vocês concordam comigo que dessa vez foi Sua Implic...ops, Sua Excelência quem resolveu implicar, afinal, eu só o teria visto se tivesse olhos na nuca ou radar para juízes implicantes. De qualquer forma, sorri angelicalmente, dei um boa tarde musical e fiz minha boa ação do dia.

Não, minha boa ação do dia foi dar meu último comprimido de Neosaldina para curar a dor de cabeça da juíza diretora do Fórum. Vocês estão vendo o brilho? Que brilho, Priscila? Ora bolas, o brilho do halo de luz em volta da minha cabeça...

7:37 PM Encontraram-me!:

Sábado, Janeiro 21, 2006

Justiça cantante



Vocês já viram um juiz cantando tango? Eu já. Abriu os braços e cantarolou: "Miiii Buenos Aires queriiiiiida" para uma mãe que, antes desesperada para conseguir uma autorização pra filha de 16 anos viajar pra Argentina pra reencontrar o pai que não via há seis anos, acabou caindo na gargalhada. Mas o mais bizarro foi ver essa mãe chorando e me abraçando, quando voltei com a autorização assinada. Tudo bem que fui eu que digitei a petição pra ela, sendo que ela é que deveria trazer pronta, tudo bem que eu pesquisei pra saber que documentos ela tinha que juntar, tudo bem que eu fui falar com o juiz pra despachar o processo, tudo bem que depois eu fui falar com o promotor e depois voltei pro juiz, mas...eu não merecia tanto. Só uma dúzia de maçãs argentinas, gracias.

"Não me conte seus problemas..." é o bordão do Cartório Criminal. Quando aparece um parte cheia de histórias triiistes e sorumbáticas, é isso que a gente pensa. Não diz. Mas pensa. Já viu que isso serve pra tudo? E vocês aí, não me contem seus problemas.

Ah sim. Estou no Blogs of Note. Quando abri o blog...nossa! só agora me lembrei que o blog vai fazer 3 anos daqui a 4 dias! Que blogueira relapsa que eu sou! Hein? O que eu estava falando mesmo? Ah sim, quando abir o blog, desejei ardentemente por isso. Depois esqueci. Acho que alguém deve ter achado interessante as peripécias de Priscila no interiorrr. Nunca imaginei que uma cidade onde o point dos finais de semana é uma pracinha com um chafariz que não funciona fosse me dar ibope. Ah, as voltas que a vida dá...me enfurnar no fim do mundo para enfim ter meu talento reconhecido...


Agradecimentos a Raf pela imagem capturada :)

12:03 AM Encontraram-me!:

Terça-feira, Janeiro 17, 2006

E a vida segue



Só tinha uma semana que eu havia chegado e o povo da Igreja me pediu pra ser pianista do Grupo Instrumental. Domingo passado me convidaram pra tocar pro do Coro da Igreja. Já comecei até a contar quantos Coros a Igreja tem, pra tentar saber quantos convites mais virão. É que a Igreja tem 700 membros e a única pianista está indo embora pro Rio. E eu cheguei. E logo me perguntaram o que eu tocava. E quando disse: "piano", foi uma comoção. E agora estou com o livro de partituras aqui comigo, doida pra ver um piano pela frente, pra experimentar essas músicas todas. E eu só quero saber que horas é que eu vou estudar Direito.

Fala que no interior não tem restaurante bom, fala. Pois hoje eu almocei num self-service m-a-r-a-v-i-l-h-o-so. Empadão de espinafre, calabresa e queijo. Salada de berinjela. Um mexidão de arroz com feijão e lingüiça e não-sei-mais-o-quê terrivelmente bem temperado. E uma farofinha amarelinha deliciosa. E vagem e alface. E mais o quê, o quê? Postas de pescada, meu peixe favorito....hmm...nossa, está me dando água na boca só de escrever. Eu nem janto, mas jantaria aquilo agora.

Não sei porquê, mas eu não consigo cumprimentar o juiz adjunto da Vara. Já por duas vezes eu passei por ele fingindo que não o vi, aí o coitado me cumprimentou com aquele jeito de "vai passando assim sem dizer nada?", o que me fez sorrir inocentemente e cumprimentá-lo. Não sei se sou implicante ou malvada, mas acho que no fundo ele é neurótico ou eu sou mal-educada. Mas é que é tão legal fazer Sua Excelência de bobo! Priscila, que coisa feia. Pára, não me reprime que eu tô abrindo meu coração. Prometo que da próxima vez eu vou tentar ser politicamente correta. Mas é esse sentimento de subversão que não me deixa...

8:33 PM Encontraram-me!:

Sábado, Janeiro 14, 2006

Enquanto isso, na sala de justiça...



Eu trabalho num lugar perigoso. Há uns dias fui perceber que ao lado da Vara da Infância e Juventude, local onde estou "lotada" (sim, esse é o termo administrativo correto: estranho, mas fazer o quê...) há uma sala com várias celas onde os réus ficam presos antes de participar das audiências. E a parede que eu achava, inocentemente, que dava pra rua, dá pra essa sala. Não precisei de muito tempo pra refletir e perceber que corro risco de vida. Vai que algum dia um bandido resolve invadir o fórum pra resgatar algum dos presos? Quando falei sobre essa possibilidade à Marilene, minha colega de trabalho, ela disparou: "E você acha que eu já não pensei nisso?" Ai, meus sais.

No mais, tudo indo bem. Como sou a única escrevente na Infância (a Marilene veio emprestada da Prefeitura), sou eu que estou colocando ordem naquela birosca. Que aliás, era uma birosca mesmo, de tão bagunçada. Onde já se viu colocar pastas no chão? Mas quando eu cheguei estava assim. Já arrumei um lugar nas estantes e ficou tudo bonitinho. Estou jogando papéis velhos fora e organizando as pastas, blá blá blá. E os processos, que viviam com o andamento errado, fazendo com que a gente nunca os encontrassem quando alguém vinha perguntar onde é que algum deles estava, estão começando a ficar todos atualizados na Intranet e no Aproach. Quero que aquele cartório seja um primor de organização. E vai ser, se Deus quiser.

Meu chefinho, o escrivão, que trabalha na Vara Criminal, me parece uma ótima pessoa. E o juiz adjunto também é simpático. Irônico, mas simpático. O juiz titular ainda não conheci, mas dizem que é muitíssimo educado e formal, e trata todo mundo muito bem. O adjunto é mais popular, mais povão, e por isso faz mais sucesso entre o povo do cartório.

E, para os capixabas, adivinha quem é que estava lá no Fórum ontem? Sim, um certo coronel acusado de ser o mandante de váááários crimes aqui no Estado, em carne e osso. Ficou sentadinho no sofá do corredor, enquanto esperava pela audiência. E no mesmo corredor, váááááários policiais militares guardando o homem. Ou a gente, sei lá. E foi um bafafá, com gente fingindo que precisava ir ao banheiro só pra ver a cara do homem. Hein? Eu também. Mas eu tava com vontade de verdade, viu?

9:24 AM Encontraram-me!:

Segunda-feira, Janeiro 09, 2006

Vida no interior



Supermercado do interior não é igual a supermercado da capital. No supermercado da capital você encontra produtos orgânicos, que já vêm escolhidos e empacotadinhos, prontos pra botar no carrinho e sair assoviando. No supermercado do interior, você é que tem que escolher os melhores legumes e verduras no meio daquela montanha de coisas, e isso me fez perceber que, definitivamente, eu NÃO sei escolher verduras. Que coisa feia, Priscila. Fazer o que ué, estou abrindo meu coração.

No supermercado da capital, os sacos plásticos pra colocar verduras vêm em três tamanhos diferentes: pequeno, médio e grande. No interior só tem tamanho único. E ai daquela couve mais espichadinha que não cabe na sacola. E ai de você tentar fazê-la caber.

No supermercado de interior não tem os temperos que eu costumo usar. Açafrão? Curry? Manjerona? Manjericão? Hein? Nada. Só cominho. E olha lá. Pois é. Mas assim a gente não véve, Ratinho.

No supermercado da capital, você encontra pedaços de abóboras já partidos, de diferentes tamanhos e embalados em plástico transparente, o que lhe permite escolher a abóbora cujo abóbora lhe agrade mais. No interior, se quiser comprar abóbora, tem comprar o abobrão inteiro, levar aquela coisa redonda e enorme pra casa, sem nem ver se a cor agrada. Agora, imagina eu, Priscila, carregando um abobrão de dois quilos pra casa? Assim não pode, assim não dá.

No supermercado do interior, você não encontra o Creme de Tratamento Intensivo Elsève Colorvive, que faz maravilhas pelo meu cabelo. Pára de reclamar, Priscila, você achou numa farmácia perto de casa. Foi mesmo, mas isso depois de rodar muito. Mas fiquei mesmo boquiaberta ao encontrar linhaça, minha adorada linhaça-salve-salve, que gente mistura na comida e faz mais efeito que qualquer remédio milagroso. Mas não encontrei meu biscoito de limão recheado da Piraquê. Okay, achei sim. Mas não no supermercado. Num mercearia. Hein? É, numa mercearia, repete comigo: mer-ce-a-ri-a. No interior tem disso sim, senhor.

E eu ia dizer que no interior não tem cyber cafe, nem lan house. Mas há alguns minutos atrás, batendo papo, descobri que tem sim. E o acesso é muuuuuito mais barato que na capital, pasme. Eu amo o interior. Aqui é que a gente véve, Ratinho.

9:44 PM Encontraram-me!:

Terça-feira, Janeiro 03, 2006

In loco



Cheguei. Estou hospedada na casa da minha senhoria, enquanto a minha própria casa não fica pronta. Se estou feliz? Muito. Muito, muito. Minha senhoria e sua família me tratam de uma forma que me faz sentir parte deles. As garotinhas são uma graça, e até a cachorrinha Nala faz festa quando chego em casa.

O pessoal do cartório é adorável, e pasmem! quase todos fazem parte da mesma igreja que irei freqüentar. Sorte? Acho mais que é Deus me olhando com o cantinho dos olhos e sorrindo um sorrisinho maroto de "eu sei o que você precisa e estou disposto a suprir suas necessidades". Isso me faz amá-lO ainda mais, por que a cada dia me surpreendo com o cuidado dEle sobre mim.

Eu não tinha dito que estava preocupada com um monte de coisas? Pois é, não estou mais. Estou em paz, tranqüila. Pra falar a verdade, estou diferente. E tenho percebido, maravilhada, o que a terapia fez por mim. Eu já não sou a mesma, e vivencio isso TODOS os dias.

Só o que posso dizer é que sou grata. A Deus, à vida, a minha família. Estou feliz por ser o que sou, por estar onde estou, por ter chegado até aqui. É isso aí. Estou feliz. E pronto :)

9:03 PM Encontraram-me!:

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