"Os teus sonhos são Meus
Teus problemas são Meus
Tua vida também
É Minha vida
Eu de ti cuidarei
Nunca te deixarei
Os teus sonhos Eu realizarei
Vou te levar, te conduzir
E quando você alcançar
Saberá que em todo tempo Eu estive ao teu lado"
("Sonhos", álbum Reverência, de Chris Durán)
:Quem é essa garota?:
Priscila, 26, capixaba de olhos negros e riso solto
Concebida em Salvador, mas com alma cosmopolita
Direito no diploma, carreira diplomática na cabeça, concursos para alcançar isso
Paixão por línguas; inglês é bom pro chat, alemão, pro coração
Camarão, pão de queijo com manteiga, mas pizza sem catchup ou mostarda
39 no pé, magra sempre esbelta, loira desde penúltimo março
Piano clássico por dez anos, fotografia nos planos, pintura e cinema nos sonhos
Phil Collins, Bryan Adams, Rod Stewart, Rick Astley e o que mais a agradar
Inteligente, insegura, engraçada e fiel
Temperamental, impulsiva, mal-humorada e melancólica
Melhorar sempre é uma ordem
Deus está sempre ao seu lado
Agradece a você, que faz esse blog mais feliz!
:Status:
Ponto.de.Encontro
"Mais que vencedor eu sou!"
(Rom.8:37)
Sexta-feira, Abril 28, 2006
La dolce vita
Os resquícios da gripe ainda perduram, mas eu sou brasileira e não desisto nunca, portanto, continuo fazendo inalação diariamente (siiiiim, aquela coisa chata que ninguém gosta de fazer, mas se a gente não faz fica com sinusite depois, argh!) e esperando com ansiedade voltar ao normal. Afinal, minhas resfungadelas até me renderam Chefinho perguntando se era gripe ou alergia a ele. Tuuudo bem que ele implica comigo dia sim, outro também, mas ainda nunca ouvi falar de alergia a Chefinhos implicantes.
Falando em Chefinho, a estagiária me contou que ele disse que a vara onde trabalho vai separar da Criminal. Snif. Estou até ficando com pena, viu? O povo do Criminal é super legal, Chefinho é jóia...puxa, vai ser muita chata essa separação. E dizem que até vai chegar um juiz novo. Só quero ver onde é que o pobre infeliz vai se alojar, porque naquele fórum não tem lugar nem pra nomear uma barata, quanto mais uma "Sua Excelência" com pompa e tudo. Quem viver, verá. Mas se houver um guerra nuclear até lá, só a barata nomeada é que vai ver alguma coisa.
Falando em baratas, descobri que esse negócio de morar em casa é uma tortura para quem tem insetos como desafetos. Em apartamento, encontrar uma aranha de perninha fina é um acontecimento televisivo. Mas em casa baixa...é um festival: aparece lacraia, marimbondo, traça, aranha de perninha fina, aranha cabeluda, aranha caranguejera (é assim que se escreve? ah, eu não vou me levantar daqui pra olhar o dicionário não, ah, não vou mesmo), mariposa, e até...vejam só! Baratas. O mais legal é que as baratas sempre aparecem mortas (três vivas pro carinha da dedetizadora), mas o mesmo não se pode dizer sobre os outros espécimes do mundo animal. Ops, do mundo inseto. Massssss...como eu sou uma garota antenada com as novas e eficazes formas de destruir, aniquiliar, anular, torturar e extinguir insetos, comprei um Rodox que só me dá alegria: mata em segundos qualquer forma de vida inferior com requintes de crueldade dignos de qualquer filme de violência explícita: os insetos ficam literalmente loucos, se debatendo horrivelmente, tentando sorver goles da vida que lhes escapa pelas perninhas peludas (argh!), enquanto eu assisto a tudo, impassível, com meu fiel Rodox na mão, pronta pra mais um jato se meu querido intruso mostrar mais resistência do que deveria. E assim se extingue sua...hã inferior vida. E eu, ser superior, só tenho o doce trabalho de varrer os restos mortais dos infelizes pra dentro da lixeira. Olé. E viva o Rodox.
Não me responsabilizo pelas reações adversas que o texto pode provocar nos amigos da Sociedade Protetora dos Insetos. Vocês que procurem o ombro amigo de um barata pra chorar.
Adolfo Ulisses sofreu rompimento do tecido adiposo do abdômem e dos tendões da coxa direita. E a culpada é a minha mãe. Quem a mandou pôr o coelho de pelúcia na máquina de lavar roupa?? Depois do acidente (acidente ou tentativa de homicídio?) o coitado ainda ficou dependurado no varal, secando, com a barriga e a perna abertas. Minha irmã, a dona do infeliz, ficou horrorizada quando viu o estrago. Natalina também foi vítima, mas ao contrário de Ulisses, a ursinha só sofreu algumas escoriações e teve a roupa meio estragada. E também ficou ali, exposta à ignomínia, entre as roupas do varal. Como minha mãe sempre teve pinta de médica, acabou por dar 'pontos' em Adolfo Ulisses com SuperBonder, e o coelho ficou curado. A não ser é claro, pelo fato de que o azul da planta do pé desbotou e virou amarelo. Fora isso, entre esfolados e esfarrapados, salvaram-se todos. Só a roupa de Natalina é que não tem mais jeito. Fazer o quê...
Oi meus amores! Que saudades de vocêêêêês! Como vocês estão? Eu estou...hã...resfriada. Minha garganta dói e tenho coriza, igual a bebê remelento. Tenho que ficar com um lencinho pra enxugar a água que escorre do nariz. Argh, que papo nojento, Priscila. Tá bom, tá bom, não tá mais aqui quem falou. De qualquer forma, como eu entrei fungando no gabinete de Sua Excelência, o juiz titular, ele ainda teve que perguntar: "Tá gripada?" Bah. Enxerido.
Pelo jeito, a safadinha da estagiária não vai mais embora. Aliás, Chefinho tinha falado isso pra ela. Agora conseguiu um estágio remunerado pela Prefeitura e vai ficar. Aleluia. Ia fazer uma falta danada. Nosso dia no cartório é cheio de implicâncias recíprocas, histórias da família pirada dela e, claro, muitas risadas. Um dia desses, o PM que fica lá no Fórum até abriu a porta, curioso e sonso, pra saber o porquê das gargalhadas. Bah. Outro enxerido.
Trabalho também não falta. E hoje, felizmente, o técnico do TJ veio da capital pra instalar nossa amada-salve-salve-rede. Ufa. Depois de uns dois meses de espera, finalmente.
Desejem-me melhoras. Afinal, são quatro dias de folga (segunda é feriado aqui no estado), e um resfriado agora não tem a menor graça, né? Beeeeeijos nas bochechas.
Hoje é dia de comer torta capixaba! Minha mãe conta que a avó dela fazia. E isso não é pouco...a senhora pegava todos, eu disse todos os ingredientes no mar, com exceção, é claro, do bacalhau, que ela comprava. Mas os camarões, ostras, sururus, siris, ameixas-do-mar (hein? pois é, nem existe mais...) tudo isso ela mesmo ia pegar no mar ou no mangue. Por isso, fazer a torta levava a semana toda, porque ela ia pegando as coisas e fazendo moqueca...como ela não tinha geladeira, todo dia ia fervendo os ingredientes que ela já tinha pegado, pra não estragar, e ia pegando os outros. Ou seja, quando chegava na sexta-feira aquilo já tinha sido fervido várias e várias vezes, já tinha pegado bastante o gosto dos temperos hmmmm...e estava pronto pra fazer o quitute hihihi. Minha mãe diz que o sabor era incomparável e que nunca comeu outra torta como aquela. E atualmente, mesmo que não sejamos católicos, ela sempre faz a torta, seguindo a tradição da avó.
Ih. Agora caiu a ficha. Se eu quiser manter o costume, vou ter que aprender a fazer também hohoho.
Feriado. Feriaaaaaaado. Êêêê! Já estou na casa dos meus pais e...não trabalho amanhã! Êêêêê! Beleza. Amanhã quero sair pra comprar umas coisinhas, e vamos assistir muuuuuitos filmes...quero ver "O jardineiro fiel" com o belíssimo Ralph Fiennes e a lindinha Rachel Weisz (ih, rimou!), e "A noiva-cadáver" e...ah, mais sei lá.
A safadinha da estagiária vai embora: conseguiu um estágio remunerado em outra vara, ali mesmo no prédio do Fórum. Acho que só vai ficar até Mari voltar de férias. Eu falei pra vocês que ela (a estagiária) me deu uma caneta com um sapinho na ponta, cheeeeeia de peninhas verdes? É over, e ela tem uma azul e uma vermelha nesse estilo. Foi porque eu disse que adoraaava coisas de sapinhos. Achei uma graça ela se lembrar.
Vi a entrevista com Susane Von Richthofen ("atriz de quinta, representando um papel de quinta pra uma platéia de quinta" foi ótimo!) e fiquei querendo um passarinho daquele. Acho que é uma calopsita, mas não tenho certeza...mas é tão fofinho...e ainda fica solto hihihi.
Sua Excelência, o juiz titular, agora passa por mim, me segura pelo braço de leve e me cumprimenta. Que evolução. Ou será que é fase? Antes ele nem me dava pelotas. Melhor assim. Mas eu ainda o considero terrivelmente frio.
Estou doida pela trilha sonora de "Belíssima". Semana passada até procurei o cd numa loja, mas aí me dei conta de que eu nem tinha visto comercial da trilha na tv...e ontem é que vi um, dizendo que o cd vai estar em breve nas lojas. Aiiiiiiii, será que vai demorar muito??
Até que está dando pra levar as coisas numa boa, mesmo com as férias da Mari. Achei que ia pirar o cabeção, ficar doidona, com processos boiando pelo cartório e eu arrancando os cabelos...mas tá dando pra levar. E eu estou mais rápida em cumprir os depachos de Sua Excelência. Até Chefinho me elogiou, disse que mudei pra melhor. Mas Sua Excelência não elogia ninguém. Ou melhor, elogia sim: o Chefinho. Mas também, Chefinho trabalha sábado, domingo, feriado, dia santo...só não se mudou ainda pro Fórum porque não ia ficar bem uma cama no meio do cartório enquanto um cara vestindo roupa de baixo escova os dentes e folhea processos. Porque se não fosse por isso...
Falando em Chefinho, agora ele implica com meu esmalte. Porque é dourado. Dia desses ele foi falar do esmalte na frente da Irmã que coordena uma casa de abrigamento de menores. A Irmã até colocou o pé dela (sem esmalte, claro) perto do meu pra compararar a aparência dos dois, enquanto a esposa do Chefinho (que também trabalha lá) caía na gargalhada com a implicância dele. Valha-me, Senhor; eu mereço um Chefinho desse hihihi?
Ah, Neil, você foi pra Paris e não respondeu meu e-mail? Bad guy, bad guy.
Feliz Páscoa e não comam chocolate demais. Beijos na testa.
O gato sai de casa e os ratos fazem a festa. Essa semana, Sua Excelência, o juiz titular, não deu as caras no Fórum. Motivo: curso em Brasília. Quem pode, pode. Não fizemos festa, nem nada. Foi mais ou menos como a minha primeira semana de trabalho: o que tinha pra fazer era procurar o que fazer.
Chefinho continua implicando comigo, me fazendo rir e me matando de vergonha. Mas dessa vez eu dei o troco hihihi. Lá no Criminal tem uma sala trancada que na verdade é um depósito cheio de bagulhos. Leia-se: armas. Monte de espingardas enferrujaaaaaadas do tempo de vovó debutante, armas brancas, revólveres, porretes de madeira de tudo quanto é tamanho e espessura, pra todo tipo de estrago que se quiser fazer num sujeito: até um porrete ensangüentado em que ninguem queria tocar, mas em que alguém teve que pôr a mão, pobre infeliz. Semana passada Chefinho tava lá arrumando a bagunçada toda, bota dali, tira daqui, empilha ali; ficou bufando e todo suarento.
Essa semana eu e a galinha Merilú, ops!, a estagiária fomos pegar um computador, ou melhor, um compucacareco lá no depósito, que chegou pra gente vindo do Tribunal e que o Chefinho tinha guardado lá. Logo que abri a porta do depósito, subiu aquele cheirinho característico de lugar-cheio-de-tranqueira-velha-que-fica-fechado-a-maior-parte-do-tempo-e-fede-a-poeira-aranha-e-barata. Eu, sem nenhum cerimônia, com meu nariz fresco alérgico detector de fungos, reclamei: "Nossa, que lugar fedido!" Chefinho, que estava de costas digitando no computador e é temperamental como ele só, virou-se rápido e me olhou com fúria fingida disfarçada, que é calculado pra gente cair dura de medo, mas só faz cair dura de rir, ainda mais porque logo em seguida ele veio
em defesa do a(r)mado depósito e disparou, fazendo a gente cair na gargalhada: "Fedido nada! Um lugar cheiroso desse, perfumado..." Entre risadas, eu e a Merilú levamos o compucacareco pra Infância, alegres e saltitantes com o presente de grego. Só que eu tinha levar um monitor cacareco que tava na Infância há três séculos de volta pro depósito, e foi o que fiz. Abri de novo a porta do depósito, subiu o cheirinho de lugar-cheio-de...ah, vocês entenderam, coloquei o monitor cacareco lá dentro, e quando ia fechando a porta, disse, como quem não quer nada: "Lugar perfumado, esse..." Nem achei que Chefinho ia ouvir, mas ele deve ter amplificador ao invés de orelhas, virou-se e me olhou de novo com o mesmo olhar fuzilante que só mata de rir, e disparou, fingindo mágoa, o que fez o povo do Criminal cair na gargalhada: "E você tá ficando muito engraçadinha! Fica só reclamando 'que lugar fedorento, que lugar fedido.." Em meio às gargalhadas eu caí fora, adorando ter pegado no pé dele, depois de ele ter pegado no meu a semana toda. Finalmente ficamos quites, Chefinho e eu, e foi bem-feito hihihihi.
Vocês conseguem imaginar a mente de uma pessoa que canta freqüentemente "Eu tinha uma galinha que se chamava Merilú?" Pois assim é a estagiária do cartório. O pior de tudo é que ela ainda canta com uma voz infantil. De vez em quando tenho que mandá-la, educadamente, calar a boca (sim, já chegamos a esse nível de intimidade) pra poder trabalhar. Não sei, mas eu tenho certeza de que ela nasceu com retardamento mental e ninguém percebeu ainda. Só eu, é claro.
Ninguém, eu disse, ninguém na face da terra tem um chefe como o meu. Sexta-feira ele ligou lá pra Infância falando com uma voz afetada, que tanto podia ser de mulher como de travesti, e aí embaixo eu reproduzo o diálogo que tivemos:
Chefinho: (com voz afetada) Alô, eu queria falar com a Priscila, ela tá aí?
Eu: (reconhecendo o timbre, mas quase sem acreditar): Fulano?
Chefinho: (com voz afetada) Eu queria falar com a Priscila.
Eu: (achando engraçado, e sabendo que ele queria falar comigo, fiz de conta que era com a estagiária, que não tinha ido trabalhar): Priscila não veio hoje.
Chefinho: (com voz afetada) E quem é você?
Eu: (achando engraçado) Priscila.
Chefinho: (afetadamente) Nossa, tem duas Priscilas aí?
Eu: (às gargalhadas)
Chefinho: (afetadamente) Você não está me tratando bem, vou reclamar com a direção...
Eu: (às gargalhadas)
Chefinho: (afetadamente) Faz o favor de olhar o andamento de um processo pra mim aí no computador...?
Eu: (achando que era um pesquisa que ele queria eu fizesse pra ele) Pode falar.