"Os teus sonhos são Meus
Teus problemas são Meus
Tua vida também
É Minha vida
Eu de ti cuidarei
Nunca te deixarei
Os teus sonhos Eu realizarei
Vou te levar, te conduzir
E quando você alcançar
Saberá que em todo tempo Eu estive ao teu lado"
("Sonhos", álbum Reverência, de Chris Durán)
:Quem é essa garota?:
Priscila, 27, capixaba de olhos negros e riso solto
Concebida em Salvador, mas com alma cosmopolita
Direito no diploma, carreira diplomática na cabeça, concursos para alcançar isso
Paixão por línguas; inglês é bom pro chat, alemão, pro coração
Camarão, pão de queijo com manteiga, mas pizza sem catchup ou mostarda
39 no pé, magra sempre esbelta, loira há dois anos
Piano clássico por dez anos, fotografia nos planos, pintura e cinema nos sonhos
Texas, Jamie Cullum, Rod Stewart, Phil Collins, Rick Astley e o que mais a agradar
Inteligente, insegura, engraçada e fiel
Temperamental, impulsiva, mal-humorada e melancólica
Melhorar sempre é uma ordem
Deus está sempre ao seu lado
Agradece a você, que faz esse blog mais feliz!
Ponto.de.Encontro
"Mais que vencedor eu sou!"
(Rom.8:37)
Domingo, Dezembro 31, 2006
É o dia...
Olá, meus queridos! Queria só dizer que foi muito bom ter vocês aqui no Ponto durante esse ano, e espero que possamos continuar juntos nesse mundinho virtual no ano que vem :)
Obrigada pelos comentários, pelo carinho, pelos beijos, sorrisos...por todas as coisas boas que vocês me trouxeram. Que o próximo ano traga, para cada um de vocês, vitórias, realizações, conquistas, boas surpresas, renovações e todas aquelas coisas importantes pelas quais vocês estão ansiando tanto...continuem lutando, continuem se esforçando,continuem sonhando...porque um dia os sonhos se realizam, se Deus quiser! :)
Eu sempre pensei que algum dia eu teria certeza sobre tudo. Eu sempre pensei que alguma dia eu teria todas as repostas e nenhuma dúvida. Eu sempre pensei...mas eu estava errada. Nunca teremos certeza sobre qualquer coisa nessa vida. Nunca teremos todas as respostas e nenhum dúvida. Dúvidas sempre existirão, e algumas vezes são dúvidas importantes que nunca desaparecerão.
Um dos erros que as pessoas freqüentemente cometem é sobre ter certeza de são amadas. As pessoas querem ter certeza que seu amado (ou sua amada) as amam do fundo do coração. E se, depois de algum tempo de convívio, elas supõem que não são mais amadas, pensam que é tempo de terminar o relacionamento porque...existem dúvidas. Mas a questão é...quem pode ter certeza sobre ser ou não amado?
As pessoas são diferentes, pensam de forma diferente, têm diferentes culturas, valores, ideais, pontos de vista. E expressam seus sentimentos de formas diferentes também. E sentem que são amadas de formas diferentes também. Como eu posso ter certeza de ser amada se o outro expressa seus sentimentos de um jeito diferente do que eu espero? Talvez, para um mulher, ter certeza de que é amada é ter um cara que lhe diz "eu te amo" todos os dias. Mas pode ser que ele não seja o tipo de pessoa que expressa seus sentimentos dessa forma, por palavras. Talvez, para ele, o amor é expressado quando ele faz o jantar porque sabe que ela está cansada demais para fazer. E aí...ela continua tendo dúvidas sobre se é amada porque ele nunca diz que a ama - mesmo se a ama de todo coração.
Talvez a resposta seja descobrir a maneira como o outro expressa seus sentimentos, aceitar essa maneira, compreendê-la e não exigir que o sentimento seja expressado do jeito que queremos. Mas talvez...talvez, mesmo quando descobrimos a maneira pela qual o outro expressa seus sentimentos, continuemos a ter dúvidas. Quero dizer...talvez nunca teremos certeza sobre isso, ou sobre o quanto somos amados. E, nesse caso, essa seria uma razão para dizer "ah, tá bom, eu tenho dúvida, então estou pulando fora" mesmo se o relacionamento segue como deveria ser? Você entende? Talvez você nunca saberá. Talvez você nunca terá certeza se é realmente amado. Talvez você viverá para sempre assim. E...talvez...essa é a maneira como você deve viver - carregando as dúvidas, amando o outro mesmo se as dúvidas existem, além das dúvidas. Porque o sentido do amor não é amar só porque se é amado. O sentido do amor é amar sobre todas as coisas, em todas as circunstâncias - amar mesmo se há dúvidas sobre a existência do amor em si.
Ler é descobrir novos mundos. Ou, ao menos, descobrir alguém que pense como sua mãe. Minha mãe sempre dizia que essa história de que todas as mães se apaixonam pelos filhos recém-nascidos logo de cara era uma bela hipocrisia. Segundo ela, um filho recém-nascido é uma pessoa estranha, que você não conhece, não tem a mínima idéia de quem é e ainda tem que cuidar e proteger.
Pois lendo "O amor nos tempos do cólera", descobri que meu querido Gabriel García Márquez, a quem eu cada dia adoro mais, ainda que o livro seja um tanto quanto obsceno, pensa do mesmo modo. Ou, pelo menos, criou uma personagem que também pensa assim:
"Refugiou-se no filho recém-nascido. Ela o sentira sair de seu corpo com o alívio de se livrar de algo que não era seu, e tinha sofrido com o próprio espanto ao comprovar que não sentia o menor afeto por aquele bezerro nonato que a parteira lhe mostrou em carne viva, sujo de sebo e de sangue, e com a tripa umbilical enrolada no pescoço. Mas na solidão do palácio aprendeu a conhecê-lo, se conheceram, e descobriu com uma grande emoção que os filhos não são queridos por serem filhos e sim pela amizade que surge quando os criamos".
Essa foi semana de Júri. E vai ter Júri até dia 19. E se tem Júri, tem lanche. E se tem lanche...ah, eu só abri a porta da Infância eu não me lembro por quê, mas Sua Excelência ia entrar e ao me ver, comentou: "Tá com essa cara de medo por quê? Vai lá depois e come também, aproveita..." Precisou dizer duas vezes? Pão pra mim e pra estagiária, mais refrigerante - só pra ela - e pizza enrolada. E hoje...três mocinhas na porta do Cartório, mas ninguém estava pensando no lanche, apesar da porta da sala de audiência estar aberta e o povo comendo lá dentro. Sua Excelência, que deve ter sido o último a sair do Salão do Júri, passou por nós e convidou: "Vamos lá lanchar também..." E se alguém me chamasse a atenção, como no último lanche do Júri em que a Secretária do Fórum me mandou devolver o copinho cheio de biscoitos que eu ia levar pro Cartório - as meninas me perguntaram se eu não fiquei com ódio dela pra sempre, mas eu sou uma pessoa terapeutizada, né? e estou acima disso, e aliás, já tinha até esquecido -, eu iria dizer, bem antipática e com nariz em pé: "Sua Excelência que deixou, tá?" E aliás, foi essa a resposta que eu sei, com um ar antipático-nariz-em-pé-infantil ao assessor, que implicou, brincando, quando entrei na sala pra pegar umas guloseimas.
Por falar nisso, acho que descobri que sou meio infantil, viu? Sou pacífica também. E amiga e solidária, segundo meu Chefinho. E infantil. Mas isso...bom, dá-se um jeito. Por falar nisso, dia desses, Chefinho comentando com uma pessoa, sobre mim - eu estava meio amuada nesse dia, sei lá porquê: "Eu gosto tanto dela, mas ela não gosta de mim...(dirigindo-se a mim) vou trazer meu filho pra namorar com você, tá? (dirigindo-se de novo pra pessoa) ela podia ser minha filha, não podia?" Hihi. Isso deve explicar o ar paternal dele.
Argh. Amanhã é feriado da Justiça. E eu não trabalho. E pelo que li no Jornal, vou ganhar um belo abono nesse final de ano, além do 13º salário. Iupiii! Eu adoro ser funcionário pública!
Estou com saudade de alguma coisa que não sei o que é. E, atualmente, estou achando kitsch toda e qualquer decoração de Natal. Kitsch. Brega mesmo. Vai ver decoração de Natal é mesmo algo brega, se não fosse assim, por que é que fora da época certa, ela é tão feia? Ah, sei lá. Tem uma loja de automóveis que pendurou árvores de Natal de cabeça pra baixo no teto. Bizarro. Parece que a decoração veio direto do inferno. Céus, quem conseguiu imaginou uma coisa tão horrível?
...e estou amando ainda mais o Gabriel. Como ele pode ser tãããããããão maravilhoso? Ah, sei lá. Mas, escrevendo como ele escreve...vai escrever bem assim...só queria ter um 1% do dom desse homem. E ainda não consegui terminar de ler "O amor nos tempos do cólera", mas tou indo. Porque eu só posso estar falando de Gabriel, nosso querido Gabriel García Márquez, né?
Beijos, amores. Ah, que nostalgia...e eu nem sei por quê.
Trabalhando num cartório a gente tem contato com todo tipo de pessoa. Há algumas que dá até prazer de atender, porque são agradáveis, simpáticas. Já outras dá vontade de mandar embora pra casa sem atendimento. Tem um cara que sempre aparece por lá, porque é gerente de um clube, então vez por outra ele surge com uma petição de solicitação para autorização de evento. Ele é muito simpático, falador, e acabamos nos simpatizando com ele. Há um tempão ele tinha feito um pedido de autorizaçaõ de evento para o dia 02 de dezembro. O processo rolou dias na Promotoria, dias no gabinete do Juiz, e se não fosse pelo nosso esforço em ajudá-lo, correndo de cá pra lá pra anexar documentos pedidos pelo Promotor, fazendo certidões e, na última hora, tirando cópia de documentos que o juiz inventou de pedir, a sentença não teria saído de jeito nenhum. O coitado ainda tomou chá de cadeira dois dias seguidos até que a sentença saísse. E quando saiu...a data estava errada, porque o lindinho do assessor não leu a petição que pediu alteração da data, argh. Pois bem, o pobre do rapaz ficou esperando, e, como naquele dia ia ter uma festinha surpresa-rápida pra esposa do Chefinho, eu fui pra sala da Equipe, e percebi que ele me viu entrando lá. A estagiária continuou no cartório porque...ah, porque ela é meio bicho-do-mato e não queria ira na festinha. Ao menos isso me tranquilizou, porque na hora que a nova sentença saísse, ela poderia entregá-la a ele. E, uns minutos depois, lá estava eu na sala da Equipe, quanto disseram que tinha alguém querendo falar comigo do lado de fora. Quando saí, era o rapaz, com a sentença na mão. "Ah, eu queria agradecer..." Hoho. Que fofo, não? Ele poderia até ter deixado um recado com a estagiária, mas como tinha visto onde eu tinha ido, resolveu ir lá pra agradecer pessoalmente. Achei tão legal...é bom quando a gente encontra pessoas assim, né?, que sabem demonstrar gratidão. Eu não tinha qualquer interesse na festa (ou no rapaz, que é o a moça do protocolo insinuou, brincando), mas fiz de tudo pra ajudar. Por quê? Porque há pessoas que a gente gosta de ajudar. E é bom demais perceber quando nossa ajuda é valorizada. E é claro que isso só me faz dar valor a ele, e desejar ajudá-lo em outros momentos em que ele precisar. E, no fundo...é assim que a gente vive, não é? É claro que fazer o bem não é garantia de receber o bem de volta, mas quando você faz o bem e o recebe de volta...a conta se fecha, e cada coisa parece estar no seu devido lugar. Mas eu já estou divagando...