"Os teus sonhos são Meus
Teus problemas são Meus
Tua vida também
É Minha vida
Eu de ti cuidarei
Nunca te deixarei
Os teus sonhos Eu realizarei
Vou te levar, te conduzir
E quando você alcançar
Saberá que em todo tempo Eu estive ao teu lado"
("Sonhos", álbum Reverência, de Chris Durán)
:Quem é essa garota?:
Priscila, 27, capixaba de olhos negros e riso solto
Concebida em Salvador, mas com alma cosmopolita
Direito no diploma, carreira diplomática na cabeça, concursos para alcançar isso
Paixão por línguas; inglês é bom pro chat, alemão, pro coração
Camarão, pão de queijo com manteiga, mas pizza sem catchup ou mostarda
39 no pé, magra sempre esbelta, loira há dois anos
Piano clássico por dez anos, fotografia nos planos, pintura e cinema nos sonhos
Texas, Jamie Cullum, Rod Stewart, Phil Collins, Rick Astley e o que mais a agradar
Inteligente, insegura, engraçada e fiel
Temperamental, impulsiva, mal-humorada e melancólica
Melhorar sempre é uma ordem
Deus está sempre ao seu lado
Agradece a você, que faz esse blog mais feliz!
Ponto.de.Encontro
"Mais que vencedor eu sou!"
(Rom.8:37)
Sexta-feira, Fevereiro 23, 2007
Prometo
Ah, prometo que não vou me desesperar,
prometo que me acalmo, que não falo,
prometo que não vou chorar...
Mas só se dessa vez, só dessa vez,
você disser que se rende,
que não entende,
misunderstand,
mas sabe, só sabe,
que comigo
quer ficar.
Ainda que as estrelas caiam,
e as bolsas de valores também.
Ainda que a terra congele de novo,
ou degele, vá saber.
Ainda que os fonemas nos compliquem,
ainda que uma vírgula queira nos separar...
Me diga, me diga que não entende,
que não sabe como,
que tentou lutar,
que prometeu não me amar,
e do meio dum clichê,
viu que sem mim não pode viver...
Me diga.
Só dessa vez, só agora, baixinho ou bem alto.
Só dessa vez.
Só uma vez.
E eu prometo aceitar.
A terrível história dos sujeitos, um deles, menor, que arrastaram uma criança de seis anos por sete quilômetros reacendeu a questão sobre a redução da maioridade penal. De acordo com nosso Código Penal, apenas os maiores de 18 anos são imputáveis - ou seja, podem ser responsabilizados por seus crimes - sendo processados criminalmente de acordo com as regras do Código de Processo Penal. Os menores de 18 anos são processados conforme o Estatuto da Criança e Adolescente, cuja pena, ou melhor, medida sócio-educativa mais severa é a internação (e não prisão) por no máximo 3 anos.
Trabalhando em uma Vara da Infância há um ano, tenho contato com processos de menores infratores com freqüência. Alguns são nossos velhos conhecidos e possuem até quatro representações (e não ações penais) contra eles. Há um caso de um garoto de apenas quatorze anos que praticou assalto à mão armada, sendo que na semana passada recebemos três cartas precatórias (o garoto praticou atos infracionais - e não crimes - em outras cidades) solicitando audiência para sua oitiva. Além de casos de menores infratores, recebemos diariamente denúncias do Conselho Tutelar sobre crianças em situação de risco, seja porque não são cuidadas pelos pais, ou não freqüentam a escola; ou freqüentam e são indisciplinados ou têm péssimo rendimento escolar.
Não acredito que a redução da maioridade penal resolveria a questão da violência praticada por agentes cada vez mais jovens. A redução seria uma medida meramente repressiva, quando, na verdade, medidas preventivas é que são necessárias. A redução apenas faria com que os jovens passassem mais tempo na prisão, e não impedirira a "produção" de mais menores infratores pela sociedade. Diante disso, que tipo de medida preventiva seria viável para impedir que pessoas cada vez mais jovens cometam infrações penais?
Há pessoas que argumentam que a solução seria investir em educação. É uma boa proposta, mas não acredito que mais escolas, professores mais bem preparados, ou tempo integral de estudo resolveriam o problema. A prática de crimes por menores reflete sim, a falta de oportunidade de crescimento na sociedade, mas, mais do que isso, reflete um problema familiar. Rui Barbosa estava certo quando disse que a família é a célula-mater da sociedade. É família que forma o caráter de uma pessoa, é a família que lhe incute valores, que lhe diz o que é certo ou errado. Se a criminalidade aumenta entre os jovens não é culpa da falta de escolas, é culpa da família, porque a prática desse tipo de ato só evidencia o caráter (ou a falta de) daqueles que o praticam, o qual é obra da educação familiar que receberam.
Há algumas semanas, um membro da Polícia Militar foi assaltado em sua casa, tornando-se refém de duas pessoas por meia hora. Depois do susto, ele, em entrevista ao jornal, creditou o aumento da violência não à omissão do Estado, mas à omissão dos pais, que não educam seus filhos, que não lhes impôem limites. Essa é a causa do aumento da violência: a omissão dos pais. Entre os casos de denúncia do Conselho Tutelar que recebemos diariamente, percebe-se que as crianças encontram-se em situação de risco por culpa dos próprios pais: é a menina que dorme fora de casa e nunca diz aonde vai, é o garoto que desrespeita o professor, é o menor que furta na escola...todos são frutos da educação que receberam, ou melhor, que não receberam de seus pais.
Diante disso, a educação que os filhos devem receber dos pais se torna uma questão pública, social, e não só íntima e referente à família em si. A forma como os pais ensinam seus filhos a verem o mundo ao redor indica a forma como esses filhos viverão o resto de suas vidas. Se os pais não mostram que existem limites que devem ser respeitados, os filhos crescerão acreditando que podem fazer o que quiserem, que não existem regras, que não há limites. E se não há limites...tudo pode ser feito: todo tipo de ato, todo tipo de atrocidade, tudo é permitido.
Se a causa de tudo está na família, então o Estado deveria interferir na família, na forma como cada pai educa seu filho? E isso seria viável? E isso seria constitucional? Isso não violaria a liberdade de pensamento, de crença? E se as famílias continuarem a "produzir" pessoas como as que fizeram a crueldade que se viu, como será a sociedade daqui a cinqüenta anos? São questões de difícil solução que precisam de uma resposta urgente.
Chegaraaaaaam! Ao mesmo tempo, mas chegaraaaam! Dei-me de presente, este mês, duas frescurinhas: o DVD de "Um lugar chamado Notting Hill'', que é a minha comédia romântica preferida, e custou baratinho nas Americanas. O outro é a trilha sonora de "Simplesmente amor", um filminho simpático com uma trilha bárbara, que me custou...hã...não encontrei em nenhuma loja virtual, o filme não é muito recente, então tive que...hmm...importar aqui e me custou...er...melhor nem contar, mas foi em três vezes sem juros no cartão, eu juro! :P
Estou muito triste, e ao mesmo tempo, muito feliz. Confuso, né? Estou descobrindo algumas coisas legais em mim, estou descobrindo força e determinação que eu nem sabia que eu tinha, mas, ao mesmo tempo, estou quebrando a cabeça com certas coisas não muito boas, que eu nem consigo entender. É difícil, céus, como é difícil. E eu preciso transpor essas barreiras e...sinceramente eu não sei como será do outro lado. Não tenho medo, mas receio...o que vou encontrar.
Beijos, queridos. Estou ouvindo a trilha sonora do filminho, e é absolutamente m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a. Valeu cada real hohoho. E papito mal viu o DVD, já convidou: "Vamos assistir? Vamos assistir?" Hihihi. Beijos, amores.
PS.: Queria agradecer o carinho nos comentários do post sobre o aniversário do Ponto...vocês são tão doces, tão fofos...fiquei tão contente, tão lisonjeada, tão boba com tudo o que disseram...nem podia esperar tanta demonstração de que sou querida...muito obrigada, de coração :)