"Os teus sonhos são Meus
Teus problemas são Meus
Tua vida também
É Minha vida
Eu de ti cuidarei
Nunca te deixarei
Os teus sonhos Eu realizarei
Vou te levar, te conduzir
E quando você alcançar
Saberá que em todo tempo Eu estive ao teu lado"
("Sonhos", álbum Reverência, de Chris Durán)
:Quem é essa garota?:
Priscila, 27, capixaba de olhos negros e riso solto
Concebida em Salvador, mas com alma cosmopolita
Mora sozinha no interior, fins de semana na capital
Direito no diploma, servidora estadual efetiva, Ministério Público na cabeça
Paixão por línguas; inglês é bom pro chat, alemão, pro coração
Camarão, pão de queijo e sorvete italiano são bem-vindos
39 no pé, magra sempre esbelta, loira há três anos
Dança de salão aos sábados, piano clássico por dez anos, fotografia nos planos
Jamie Cullum, Michael Bublé, Rod Stewart, Phil Collins, e o que mais a agradar
Engraçada, insegura, inteligente e fiel
Temperamental, impulsiva, mal-humorada e melancólica
Melhorar sempre é uma ordem
Deus está sempre ao seu lado
Agradece a você, que faz esse blog mais feliz!
Ponto.de.Encontro
"Mais que vencedor eu sou!"
(Rom.8:37)
Sábado, Abril 28, 2007
Sexismo
Entro na sala de audiências e ele me olha como se o mundo se enchesse de flores. Vejo-o se endireitar na cadeira e suspirar, e um sorriso quase imperceptível se forma em seu rosto enquanto me aproximo. Olho nos olhos dele enquanto falo, ele parece cansado e me responde atencioso e amável. Saio para cumprir o que me determinou, e quando voltou ao cartório, ele aparece na porta com os processos que eu tinha lhe entregado. A sua postura já é completamnete diferente, surge com ar ar orgulhoso e altivo. Eu faço de conta que não percebo, informo-o de que ainda vou lhe entregar outro processo, enquanto ele me olha desinteressado (ou fingindo desinteresse, vá saber). Quando volto à sala de audiências para lhe entregar o processo, ele está sério e com ar duro, e nem mesmo me olha. Volto ao cartório, alguns minutos depois ele aparece para me entregar os autos. A partir daí, penso: "Que raios de imbecil é esse?", já que...
...pra começar, ele pergunta à estagiária: "Qual o nome dela mesmo?" A menina responde, e ele me chama. Volto-me, ele me entrega o processo com a manifestação, dizendo que esqueci de abrir vista. "Ah, sim", eu digo, e ele continua, arrogante: "Não esquece, não". Penso: "Ora bolas, ele acha que tem que me ensinar o serviço?" E pra terminar, ele pergunta à estagiária, com o mesmo ar altivo: "Isso aí é pra mim?" apontando pra pilha de processos em que ela está trabalhando. Quando ela responde que a pilha acabou de voltar da Promotoria, ele diz: "Demora bastante pra me mandar processo, então..." e sai.
Que pateta. Que demonstração do "poder superior do macho" mais ridícula. Ele, como promotor de justiça, já é superior a mim, e isso torna a situação ainda mais sexista. A arrogância foi só para confirmar a superioridade, suponho. Como se eu não tivesse percebido que toda vez que ele me via suas pupilas dilatavam. Bah. Patético. Ainda bem que ele foi embora hoje.
------
Não, essa eu tenho que contar. Lá ia eu para o Fórum, distraída e tranqüila, quando, subitamente, um carro que vinha na direção oposta pára no meio da rua. Uma cara alegre aparece na janela e assovia pra mim: "fiu-fiu". Eu paro. Não acredito. Rio. Eu conheço aquela cara alegre. Conheço o cabelo arrumadinho com gel, conheço o arzinho irônico, a voz rouca, as mãos grandes porque ele é muito alto, conheço até o perfume cujo rastro fica no ar quando ele passa. Ele é...não, pasmem, mas é Sua Excelência, o juiz adjunto, o da boca adoravelmente suja, parando o carro no meio da rua para mexer comigo. Eu não acredito. Mentira, acredito sim. E rio - eu tenho que rir. E vou para o Fórum com um sorriso de orelha a orelha porque sou uma mulher - ah, eu tenho que dizer - de parar o trânsito. Literalmente hohoho.
Aiii. Adivinhem? Aula de dança. Ninguém apareceu, a não ser eu. Que aconteceu? "Se você quiser dançar um pouquinho"...perguntou o 'fessor. "Ah, eu vou querer sim...", respondi. E aí, duas danças de tango, duas de soltinho, e duas de samba, só pra eu não ficar na vontade, já que por duas semanas não tive aula. Ah...dançar com 'fessor é outra coisa, né? O cara faz isso há 18 anos, ele respira dança...foi bem legal.
Terminei "O caçador de pipas". Sinceramente? (Pare aqui se ainda não leu - vou contar os detalhes). Se você for considerar o livro como uma história plausível, verossímel, eu digo que ela é emocionalmente e absolutamente over; exagerada até a raiz dos cabelos do último afegão, porque, depois de ler esse livro, considero que "exagerado" é o sinônimo de "afegão", senão, vejamos: pai e filho que sofrem abuso sexual pelo mesmo homem; um homem aleijado, que tem paralisia facial, é traído pelo patrão e pela mulher; seu filho nasce com lábio leporino, o garoto é criado como criado quando deveria ser criado como filho; um homem tem que enfrentar o fato que o homem que abusou de seu meio-irmão ilegítimo (que ele nem imaginava que tinha) também é o mesmo que abusou de seu sobrinho; um garoto que vê seu amigo ser violado; um garoto de dez anos que tenta suicídiocortando os pulsos...céus, é uma mistureba emocional demasiadamente carregada pra engolir até a última página, tenha dó.
Agora...se você considerar as questões de que o livro trata; os tipos de emoções a que nós, seres humanos, estamos sujeitos; os valores que temos (e os que não temos); os conflitos e culpas que carregamos; se você enxergar tudo isso como uma alegoria da humanidade, uma alegoria daquilo que nós somos; se você o enxergar como uma fábula que nos faça encarar medos, angústias e fraquezas, eu digo que é lindo. Mas é como eu disse: os afegãos são tremendamente exagerados. Pode-se contar uma bela história com esses ingredientes, mas sem tanta desgraça, misericórdia! - mais um pouco e ele pode escrever novelas mexicanas (ou afegãs) lacrimosas.
Sei que a maioria das pessoas amou o livro, e eu também estava amando no início, mas vá lá...é o meu ponto de vista :)
Tenho aula amanhã de manhã. Melhor ir pra cama, né? Beijos :)
Hallo, fofos. Como vão? Eu, cansanda. Sacomé, festa de casamento, comer e rir até de madrugada...e depois lembrar que você não deveria ter comido aquilo tudo, ai se arrependimento matasse...
Ganhei uma caixinha com cinco sabonetes "Todo dia" Manteiga de Karité da Natura, hmm, que cheirosinho. Mari que deu, que fofa. E nem é meu aniversário, a Páscoa já passou, o Natal tá longe...é só porque eu sou querida. Ai, adoro ser querida :)
Eu contei pra vocês que comprei "My fair lady? Contei nada, que relapsa, oh no. Três horas de duração. Mas é tão lindinho, ah se é. E as músicas (é um musical) são todas tão fofas, ai ai. E as roupas que a Audrey usa são de dar inveja, ai ai. E aquele vestido do baile, menina...que encanto. E ela é linda, magérrima, numa época em que não exista lipoaspiração. Beleza natural como não se faz mais atualmente ;)
Tô lendo "O caçador de pipas" de Khaled Hosseini. Adorando? Amando. É lindo, sabe? E ainda estou no início.
Semana de folga. Fui ajudar minha mãe nas compras de supermercado do mês. Lá ia eu na direção da seção de pães, quando vejo uma promotora de vendas. Oh heavens. Eu não sei vocês, mas eu tenho horror a promotores de vendas. Incompatibilidade total, absoluta e irretocável. Fujo deles como vampiros de alhos. Me dá até comichão, urticária, agonia só de ver um deles. Se eu pegar os pães bem rápido, ela vai me deixar me paz?, penso em desespero. Pego sete pacotes de pães "7 grãos" da Plusvita numa agilidade que geraria desconfiança no segurança da loja. A promotora não se aproxima, e eu, crente que isso se deveu à minha agilidade passível de elogios, imagino estar salva. Mas quando cometo o pequeno erro de pôr um pão preto Wickbold no carrinho, ela dispara, assim sem mais nem menos: "Senhora, nós também temos pão preto". Só então percebo que ela é promotora da Plusvita, e só tinha me deixado quieta porque eu estava entupindo o carrinho com esses produtos. O que digo pra ela? Se eu fosse uma criatura antipática e nojenta, poderia dar uma resposta desumana, no estilo: "E eu te perguntei alguma coisa, por acaso?" Mas como sou boa gente, de paz, tenho bom coração (segundo meu chefe), eu apenas digo, entre displicente e distraída: "Não, mas eu gosto desse..." e ela desiste antes que eu comece a me coçar.