"Os teus sonhos são Meus
Teus problemas são Meus
Tua vida também
É Minha vida
Eu de ti cuidarei
Nunca te deixarei
Os teus sonhos Eu realizarei
Vou te levar, te conduzir
E quando você alcançar
Saberá que em todo tempo Eu estive ao teu lado"
("Sonhos", álbum Reverência, de Chris Durán)
:Quem é essa garota?:
Priscila, 28, capixaba de olhos negros e riso solto
Concebida em Salvador, mas com alma cosmopolita
Mora sozinha no interior, fins de semana na capital
Direito no diploma, servidora estadual efetiva, Ministério Público na cabeça
Paixão por línguas; inglês é bom pro chat, alemão, pro coração
Camarão, pão de queijo e sorvete italiano são bem-vindos
39 no pé, magra sempre esbelta, loira há três anos
Dança de salão aos sábados, piano clássico por dez anos, fotografia nos planos
Terapia com psicanalista há dois anos e muita mudança depois disso
James Morrison, Jamie Cullum, Texas, Michael Bublé, Corinne Bailey Rae, Rod Stewart, Phil Collins, e o que mais a agradar
Engraçada, insegura, inteligente e fiel
Temperamental, impulsiva, mal-humorada e melancólica
Melhorar sempre é uma ordem
Deus está sempre ao seu lado
Agradece a você, que faz este blog mais feliz!
Ponto.de.Encontro
"Mais que vencedor eu sou!"
(Rom.8:37)
Quinta-feira, Agosto 30, 2007
Adoro
Eu adoro ser mulher. Só porque eu sou mulher posso ir de manhã até o cartório, vestida de rosa pink, carregando uma caixa rosa pink que eu comprei para guardar coisas do cartório. Posso entrar no Criminal dizendo um “Bom diiia!” cantarolante. Posso ir até a mesa do meu Chefe e estender a mão pra ele beijar, coisa que ele faz todo dia. Posso, no caminho até a mesa do Chefe, abraçar de propósito outra pessoa (sim, ele) e perguntar a ele se está tudo bem, deixando todo sem graça.
Só porque sou mulher, posso entrar no Criminal no dia seguinte, dizer um “Boa tarde” cantarolante, e ouvir meu Chefe, todo sorridente, dizer: “Ei minha linda! Tudo bem?” Posso dizer pro Chefinho: “Deixa eu ir até aí te dar um beijo...” o que o faz virar o rosto só pra receber o beijo. Posso depois, propositadamente, dar um abraço em outra pessoa (sim, ele) só para pegá-lo de surpresa e deixá-lo totalmente sem graça.
Não falei que brilho sozinha? Eu disse. Foi só eu passar um lápis de olho que criou-se um alvoroço:
Mari: Ai você devia passar sempre! Ai, eu acho tão lindo, Priscila!
Bru: Que linda!
Jose: Olha, ela passou lápis de olho, parece até a Jade!
Na: Eu vi, passou lápis e sombra, ficou legal!
Chefinho: Você usou pincel atômico?
Mas na quinta, quebrando o dia-a-dia de calças jeans, usei vestido. Chefinho me chamou no Criminal, e lá fui eu, toda sestrosa e metida pra, ao entrar na sala, ver uma cabeça que estava atrás do computador me acompanhar até a mesa de Chefinho. Ele, claro. Céus, o que um vestido não faz. Será que eu devia usar mais....?
Chefinho: “Hoje eu já disse que você é linda? Então vou dizer...(cantarola) Linda, linda, linda, linda...Quer que eu diga de novo? (cantarola) Linda, linda, linda, linda....”
Corta.
2º ato. Sala do cartório da Infância:
Rê: (colega de trabalho, uma senhora de uns 40 anos que me chama de “cachinhos de ouro”. Eu a adoro, mas ela é maluquinha. Nós três estamos sentados à mesa, ela falando para ele: “Olha para ela, ela não é linda? Olha como ela é linda...”
Ele: (disfarçando, sem graça, sem querer olhar)
Eu: (desejando que um buraco se abrisse para eu cair lá dentro).
Corta.
3º ato. Corredor.
Duas mulheres, sentadas aguardando audiência, me chamam: “Ei!”
Eu: “Sim?”
Um delas: “Seu cabelo é lindo!”
Eu: (rindo, sem graça): “’Brigada!”
Corta.
Eu sei. Eu brilho sozinha.
Ah, sim. Definitivamente, estão tentando reeducar meu gosto musical. Agora estou ouvindo Ozzy Osbourne e Randy Rhoads. Por outro lado, já não sei mais o que pensar. Um cara pode se lembrar de trazer um cd para uma garota (que ela não pediu e que ele é que quis trazer, meio como um substituto para o cd de love metal songs que ele disse que iria gravar e não gravou), e esquecer de passar mais tarde na sala dela para combinar de saírem juntos no domingo?
Okay, todo mundo ficou sabendo. Até quem eu não conhecia ficou sabendo. Quem mandou morar em cidade pequena, cara-pálida? Você é a “loirinha daquele cartório” e não se tem privacidade em lugar nenhum do interior. Oh céus.
Coisas estranhas acontecendo.Na quarta-feira, dia do desastre, quando o juiz deu um escândalo por causa de uma bobeira e meu chefe decidiu que todo mundo ia embora do Criminal para outros cartórios (incluindo ele, meu queridinho), ele apareceu na Infância com o DVD do Kiss que prometeu me emprestar, e ao se despedir, disse: “Estou indo trabalhar em outro lugar, mas se você quiser, é só me ligar, tá?” Hein? Então ele gostou de ficar comigo? Sério?
Pois é. Eu também. Mas tava na maior angústia até ontem. Afinal, a gente não ia trabalhar mais junto, tava tudo muito bagunçado na minha cabeça. Mas Deus é tão bom que a mudança não durou nem um dia. Na quinta, depois de um conversa entre o juiz maluco, a diretora do Fórum e os estagiários, todo mundo voltou pro Criminal, incluindo ele. Ai, que maravilha!
Mas a semana foi passando e ele foi ficando meio borocoxô, sabe? Na terça ele ainda estava animado, metido, confiante, na quarta também, mesmo com o desastre todo, mas na quinta e sexta, já estava sem-graça. Acho que ele esperava um feedback que eu não dei. Mas eu tô trabalhando, fico séria, não tem jeito. Mas eu assisti ao DVD, contei que gostei (ele não acreditou), dei um cópia do álbum do James Morrison (que ele não conhecia), reiteirei o pedido do CD que ele ia gravar pra mim...não adiantou, acho que ele começou a achar que eu não tava mais a fim.
Céus, homens! Tá okay, tá okay. Eu não tenho que devolver o DVD? Vai ser meu pretexto hohoho. Porque eu tô muito a fim, sabe? E eu já percebi que ele tá muito inseguro.
Mais coisas estranhas. Eu gostei do DVD do Kiss. Eu gostei do DVD do Kiss! Caramba, os caras tocando com a Orquestra Sinfônica de Melbourne é uma das coisas mais lindas que já ouvi! Amei “Forever”, “Shandi” e “Sure know something”. Fiquei boquiaberta. E nem deu pra contar pra ele. Eu tenho que contar direito. E no trabalho não dá, é uma correria só. É por isso também que quero que a gente converse direitinho. E depois...ah, eu preciso tê-lo perto de mim de novo, viu?
Só espero que tudo dê certo.
Beijos, queridos.
PS.: Ah, as garotas ficaram loucas quando souberam que quem convidou fui eu. Céus, essas meninas precisam de uma terapia, viu? Depois de quase dois anos, eu virei pelo avesso. Tô a fim? Convido. Ele vai saber? E daí? Não posso ficar a fim dele, não? Sou mais eu :P Bendita terapia! ;)
PS 2.: Aqui você pode assistir ao trecho do DVD em que eles cantam "Forever". Os caras são esquisitos, mas me diz se não é linda a combinação da guitarra com as cordas da orquestra? :)
Tô feliz porque beijei na boca. Putz, eu tava precisando disso. E foi tão legal, e ele é tão esperto, inteligente, espirituoso, safo, engraçado, tagarela, e eu sou tão esperta, inteligente, espirituosa, engraçada, tagarela, que não poderia ser melhor. O mais engraçado foi enganar todo o povo do cartório - eu adorei isso. Há umas duas semanas eles nos aporrinham (mais a ele do que a mim), dizendo que ele deveria porque deveria me convidar para sair. Inventaram histórias, zoaram até não poder mais, nos sacanearam como puderam. Até me perguntaram se eu sairia ou não com ele, ao que respondi que sim, resposta que, obviamente, eles repassaram para ele. Eu até então não tinha percebido que tinha uma quedinha por ele. Foi só na semana passada que a ficha caiu. Esperei ele me convidar, o que não aconteceu. Ah é? Em pleno século XXI eu vou esperar um homem me convidar? Como diz mamãe, problema a gente resolve. E eu resolvi ontem. Convidei, combinamos. O povo do cartório, sem saber do arranjo, ainda nos arreliou, fazendo Mari sair do cartório para ficarmos sozinhos, achando que alguma coisa ia acontecer, quando nós já tínhamos combinado tudo hohoho. Tivemos que rir quando Mari realmente teve que sair. E isso só ajudou a acertar os últimos detalhes para sair mais tarde.
Ontem ainda tivemos que rir, lembrando dos bobos. Só Mari sabe, o restante, ninguém faz idéia. É claro que eu não vou contar, é claro que ele não vai contar. E os bobinhos vão continuar a falar, sem saber de nada hihihi.
E o engraçado foi quando perguntei, no final da noite, porque ele não tinha me chamado. Ele, safo como é, brincou dizendo que era falta de tempo, etc etc. Mas depois confessou que não acreditou quando disseram para ele que eu tinha dito que aceitaria: "Não, ela deve estar brincando, ela deve ter falado só por falar..." E ele é tão positivo e otimista que é até esquisito pensar que ele chegou a achar que eu não aceitaria. Porque ele não é bonito? Mas o restante das qualidade suplantam todo o resto, com certeza.
E é uma pena ele ser mais novo, e é uma pena que esse tipo de coisa dure uma noite só. Mas ainda podemos ser amigos, e ele é um cara legal, e é isso que interessa.
Parte erótica: o que a gente não faz para ajudar uma amiga a comemorar um ano de casada? Faz como Bru, que ligou para quatro pessoas diferentes até conseguir o número do motel da cidade vizinha, fazendo obviamente as quatro pensarem que quem ia curtir a noitada era ela. Ou faz como eu, que furtei o telefone com ligações interurbanas liberadas da mesa do chefe, só para a amiga não ter que perguntar “se na suíte máster também tem hidro” na frente das bisbilhoteiras da Secretaria. E tanto esforço nem foi necessário: a amiga fez a ligação do celular de Bru, porque o telefone do chefe deve ser puritano e se recusou a ligar para o motel; e a comemoração acabou sendo em casa mesmo, com direito a pétalas de rosas e velas aromáticas. Nada como um marido criativo...
Parte “o que foi mesmo que eu acabei de dizer”: o que a gente não diz quando um juiz se comporta como um garotão de 18 anos, nos dá um safanão com algumas folhas de papel enroladas enquanto pergunta: “O que você quer aqui?” A gente responde na lata: “Nada com você!”, imediatamente percebe que falou besteira e espera pelo pior. Que não vem. Porque ele simplesmente fica parado, olhando para você, e pergunta como quem não quer nada: “E como vai o pastor?” Vá entender...
Parte “um sal de frutas por favor”: o que a gente ganha quando ajuda uma amiga a tirar nove numa prova de penal? Lasanha, batata fritas e pudim na casa dela. E depois passa a tarde inteira se amaldiçoando por ter comido mais que devia, jurando que só vai provar um pudim novamente na próxima encarnação.
Parte “de onde surgiu esse cara”: o que a gente faz quando aparece um Defensor Público maluco que faz perguntas desconexas, é irritante e vai trabalhar por perto de você sabe lá Deus até quando? Agradece o fato de que o outro Defensor parece mais normal...
Parte “quem mexeu no meu queijo”: o que você faz quando todo mundo dá palpite na sua vida? Ouve "Let's twist again" e deixar rolar...
“Insomnia” braba.
Beijos.
Update: Ah sim, duas coisas boas: conversar ao telefone com Val, meu querido amigo soteropolitano, "descoberto" na Internet há cinco anos e meio, e conhecer (finalmente!) pessoalmente Pablito, que já é assíduo aqui no blog há bem uns três ou quatro anos, e agora está morando só quatro andares acima do apartamento dos meus pais ;)