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"Os teus sonhos são Meus
Teus problemas são Meus
Tua vida também
É Minha vida
Eu de ti cuidarei
Nunca te deixarei
Os teus sonhos Eu realizarei

Vou te levar, te conduzir
E quando você alcançar
Saberá que em todo tempo
Eu estive ao teu lado"

("Sonhos", álbum Reverência, de Chris Durán)

















 


:Quem é essa garota?:

Priscila, 28, capixaba de olhos negros e riso solto

Concebida em Salvador, mas com alma cosmopolita

Mora sozinha no interior, fins de semana na capital

Direito no diploma, servidora estadual efetiva, Ministério Público na cabeça

Paixão por línguas; inglês é bom pro chat, alemão, pro coração

Camarão, pão de queijo e sorvete italiano são bem-vindos

39 no pé, magra sempre esbelta, loira há três anos

Dança de salão aos sábados, piano clássico por dez anos, fotografia nos planos

Terapia com psicanalista há dois anos e muita mudança depois disso

James Morrison, Jamie Cullum, Texas, Michael Bublé, Corinne Bailey Rae, Rod Stewart, Phil Collins, e o que mais a agradar

Engraçada, insegura, inteligente e fiel

Temperamental, impulsiva, mal-humorada e melancólica

Melhorar sempre é uma ordem

Deus está sempre ao seu lado

Agradece a você, que faz este blog mais feliz!



O Ponto de Encontro dos Blogueiros do Brasil


































Ponto.de.Encontro
"Mais que vencedor eu sou!"
(Rom.8:37)

Sábado, Setembro 29, 2007

Crise



Estou meio em crise. Achei que depois desses dois últimos meses eu ia ficar legal. Mas não tô não. Sei lá. Eu preciso descobrir as minhas reais motivações. O que eu quero da minha vida. Os meus porquês e os "para quês". Por que ficar enfurnada todos os sábados numa sala de aula? Porque eu quero ser um membro do Ministério Público? Por quê? Para fazer alguma coisa pela sociedade, para ganhar dinheiro e passar as férias na Europa? Por quê? Para quê? Ah, sei lá, viu. De repente, já não sei bem quem eu sou ou o que eu quero. Parece que um bloco de concreto se soltou dentro de mim, e eu sou apenas uma casquinha bem fininha com um bloco solto por dentro. E eu não sei bem o que é esse bloco. E essa casquinha fininha é tão frágil que eu tenho medo de tocar nela. E também não sei o que fazer com o bloco, nem sei como me livrar dele, nem se devo me livrar dele. Nossa, isso parece papo de bêbado. Mas o fato de eu estar aqui em casa quando deveria estar na aula prova bem que me sinto completamente perdida.

-------

É engraçado como me sinto mais "em casa" na minha nova casa do que na anterior. Não sei...mas essa casa tem mais cara de "casa". É mais iluminada, mais ventilada, mais clara, mais viva. Acho que precisava de um lugar assim, vivo, pulsante, barulhento. De vez em quando o cachorro late, de manhã os passarinhos do meu senhorio não param de cantar, ouço as vozes da sua família...

-------

Se eu fosse pensar numa coisa de que eu gosto muito, diria: línguas. E História. E se eu não precisasse trabalhar, seria a essas coisas que me dedicaria. Mas não posso me dar a esse luxo. A vida tá aí. E eu não quero passar a minha vida enfurnada num cartório.

-------

Penso se, no fundo, eu não tenho medo de ser eu. E afinal de contas, quem eu sou? Pois é, nem isso eu sei. Céus, eu preciso descobrir. Será que não sou uma garota que poria um piercing no nariz (daqueles pequeninhos) ou faria uma tatuagem, mesmo que fosse um versículo? Ah, sei lá. Estou pirando.

Beijos.

1:38 PM Encontraram-me!:

Sexta-feira, Setembro 28, 2007

Zzzzz



Preciso descobrir meu valor. Meu próprio valor. Acho que estou no caminho, mas ainda há muita bruma e névoa que me impedem de ver a realidade.

Não vi meu Chefinho hoje. Saudade.

Resfriado e remédio que me dá sono. Amanhã tenho aula.

Já consigo ver alguns cartazes se soltando. Mas não dá pra tirar tudo ainda.

Saudades do meu amigo querido, que tá lááááááá longe. Love you, sweetheart.

Post sem-vergonha só pra dizer alô porque eu tô mesmo com muito sono, afe.

Beijos, amores.


8:44 PM Encontraram-me!:

Terça-feira, Setembro 25, 2007
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6:20 PM Encontraram-me!:

Domingo, Setembro 23, 2007

Miscelânea



Ainda há algumas coisas espalhadas por aqui. Riffs de guitarra. Aquele beijo no portão. Timbre de voz. Música, música, música...céus, quanta música! Os olhares que me fizeram acreditar que ainda haveria mais. Agora tudo isso parecem cartazes antigos que precisam ser arrancados. Sabe aqueles cartazes de show? Por uma semana eles anunciam algo novo, e na semana seguinte já são velhos e não prestam mais pra nada. O problema é que está tudo tão misturado com tudo o que sou, que fica difícil separar o que posso jogar fora e o que faz parte de mim.

-----

Mudei. Minha nova casa é tão bem ventilada que é uma bateção de porta o tempo todo hohoho. Absolutamente adorável. E tenho como companhia um casal de macaquinhos que às vezes aparecem, com aquele jeito arisco, e também passarinhos que às vezes batem o bico na janela do banheiro, achando que dá para passar. Um amor. E foi tudo tão perfeito, tão sincronizado, e tive pessoas tão legais pra me ajudar - e eu nem tive que trabalhar na sexta por causa da dedetização do Fórum - que minha mãe disse: "Mas você é queridinha de Deus, hein? Ele faz tudo por você..." Fazer o quê, né? Hihihi.

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Será que, de repente, um cara que eu conheço há oito anos e que sempre foi a fim de mim seria uma boa pra namorar? Quem sabe? O Senhor é quem sabe. Melhor perguntar pra Ele, né?


Beijos, queridos. E bom domingo!

12:42 PM Encontraram-me!:

Sexta-feira, Setembro 21, 2007

Talvez ainda mais



E há mais ou menos uma hora, percebi que já não sabia mais porque o desejava tanto. Havia sim, muitas, muitas razões. Mas agora não existe mais nenhuma. Talvez eu não quisesse mais me sentir tão solitária? Talvez. Mas agora que consigo ver, novamente, alguma cor no mundo, percebo que se temos pessoas que amamos, e que nos amam, como família e amigos, nunca nos sentiremos solitários, ainda que vivamos sozinhos. É como se guardássemos sempre uma reserva de calor conosco. Sempre.

Vejo as chaves da minha nova casa, e penso se não é um novo tempo que está para se iniciar. Nunca fiz uma mudança na vida. Morei no mesmo lugar por 20 anos e não me lembro de ter mudado para lá - tinha só 6 anos. No fundo, essa é a primeira mudança da minha vida. É algo significativo, não? Parece uma marcação de tempo. Antes e depois. Não sei, mas acho que Deus tem dessas coisas. Acho que Ele gosta de marcações de tempo, e talvez essa seja uma delas.

Aquele maluco nunca vai saber como me ajudou, aparecendo lá na Infância, sentando conosco e batendo papo, como se fosse um de nós. No fundo, ele é um de nós - embora eu o chame sempre de "senhor", não importa o tanto de intimidade que ele tenha conosco, ou o fato de termos a mesma idade. E é engraçado como parece que eu o conheço há muito, muito tempo. E é estranho como ele sempre parece intrigado comigo, e eu com ele. Ele é completamente non sense. Eu também, acho. Ou talvez ele me faça sentir assim. Por outro lado, ele me ajudou a abrir os olhos para aquelas razões ali em cima. Talvez aquela visita me tenha feito entender que não havia mais nenhuma razão para desejar aquele garoto, embora não tenhamos falado nada (ou quase nada: duas perguntas e um dito popular resumiram tudo) sobre essa questão.

Acho que é o fim de um processo. Achei que iria demorar mais. Talvez leve só mais uns dias, e aí o mundo vai voltar não só a ter cor, mas também brilho, sons, risos, perfumes, música. Aí eu poderei ser feliz de novo. Talvez ainda mais.

(Redigido quarta à noite)

12:14 PM Encontraram-me!:

Quarta-feira, Setembro 19, 2007

Argh!



O que quer um cara que, tendo namorada que mora em outra cidade (e que ele só vê nos finais de semana), e arrastando as duas asas para mim, me pergunta se não quero estudar Direito com ele, hoje à noite, lá em casa? Estudar é que ele não quer, né? Quer beijar na boca hohoho. Maassssss como eu sou uma mocinha comportada e, além disso, respeito as mocinhas que têm namorado, é claro que não aceitei a proposta. Embora o proponente não seja de se jogar fora ai ai ai.

Mas uma pena mesmo é saber que o Defensor Normal tem namorada. Tudo beeem que ela é finlandesa e mora na Finlândia e ele fala um pouco de finlandês e eles se conheceram na Alemanha na Copa do Mundo do ano passado e a gente até duvide um pouco da existência da Finlândia e até mesmo dos finlandeses e pensa se eles não são assim como os duendes de algum conto esotérico...mas que tem namorada tem, não tem? E é uma pena porque ele é simpatiquinho, bonitão, fala sei lá quantas línguas e blá blá blá. Argh. Onde estão os solteiros do resto do mundo?

Devem estar todos na Finlândia, sem dúvida.


6:10 PM Encontraram-me!:

Terça-feira, Setembro 18, 2007

A escrevente e o defensor



Defensor Maluquinho: (em pé, passando a mão no meu cabelo)
Eu: (sentada, digitando, amigável): Pára. Pára.
Defensor Normal: (sorrindo): Ele já tá abusando, né?
Eu :(amigável) Ele é muito abusado...!

Defensor Maluquinho: Tem mais algum processo pra eu levar?
Eu :(olhando em volta da minha mesa): Não...
Defensor Maluquinho: Posso levar você também?
Eu :(amigável): (Pausa). Também não...!
Defensor Normal: (sorrindo): Ele acha que é assim, já vai levando? Tem que seguir as regras...

Defensor Maluquinho: (baixinho): Se você precisar de um par pra aula de dança de salão, pode me chamar, tá?
Eu: (rindo): É lá em Vitória!
Defensor Maluquinho: Não tem problema, eu moro lá!
Eu: (rindo)
Defensor Maluquinho: (saindo da sala): Me chama, tá? Pode me chamar...
Eu: (rindo)

Só tem tantã nesse lugar. Incluindo eu, claro.

......

Vou me mudar. Pra uma casa na mesma rua, só que do outro lado. Só vai mudar o número. Menos mal. Deus é tão bom! Ponto negativo: é enoooorme pra mim, e maior do que a casa em que moro agora. Ponto positivo: vou continuar morando no melhor bairro hohoho.

Beijos.

6:30 PM Encontraram-me!:

Domingo, Setembro 16, 2007

Ele é assim




Estou melhor. E é engraçado ver como as coisas são. Como, de repente, tudo que não dá pra entender, fica entendido; tudo que está escuro, é iluminado; como a escuridão se transforma em claridade só quando Ele fala. É esquisito perceber que, mesmo com anos e anos e anos de igreja, só agora eu consigo ver Deus como uma pessoa real, não como um símbolo, uma bandeira, uma idéia ou algo assim. De repente, você percebe que Ele te conhece profundamente, como ninguém mais te conhece ou te conhecerá. De repente, Ele se mostra como uma pessoa que fala, e vocês batem papo, e ainda que Ele te deixe sofrer, nunca te deixa sofrer sozinho. De repente você percebe que tudo o que Ele fala acontece; que Ele não mente; que Ele te guia pelo caminho certo, ainda que você sofra. De repente você percebe que é filha, que Ele é pai, e que é um pai amoroso, dedicado, zeloso, que te trata com um carinho imensurável; que pensa nos mínimos detalhes, e que cuida da sua vida de um jeito que só Ele pode cuidar. De repente...vocês se tornam amigos de verdade. E é estranho perceber que eu sabia de todas essas coisas. Que já até as havia sentido antes. Mas não desse jeito, mas não com essa intensidade, não com essa familiaridade. É engraçado perceber que tive mais de Deus no último mês do que nos últimos anos. E é engraçado ver que Ele responde e fala de um jeito que só Ele pode falar. E de repente você vê que Ele não usa métodos ortodoxos, que Ele não está preso a fórmulas pré-consagradas ou testadas. Ele é único e fala do jeito que Ele quer. Dum jeito que vocês dois entendem, que você entende. E ninguém mais precisa entender, porque essa coisa é só entre vocês dois. E ele fala com cada um, e se relaciona com cada um de um jeito único, porque cada um de nós somos únicos. Talvez seja isso que a maioria das pessoas não entenda. Deus não está preso a uma caixinha, nem a nomes, nem a manifestações prévias. Ele é livre, e livre pra se manifestar do jeito que Ele quiser. E por isso mesmo, Ele sempre, sempre nos surpreende. Nunca vou saber qual será Seu próximo passo. E se eu soubesse...bom, nesse caso Ele não seria Deus.



12:30 PM Encontraram-me!:

Sábado, Setembro 15, 2007

Alasca, talvez?



"A cura para a infelicidade é a felicidade, não importa o que digam". É engraçado que essa frase esteja na folha de rosto de "Uma longa queda", livro de Nick Hornby que Pablito me emprestou. E é engraçado também que eu esteja lendo um livro sobre quatro infelizes que se encontram, por acaso, na noite de Ano Novo, no terraço de um prédio de onde planejam saltar. É bom ler algo que nos mostre que existe gente tão infeliz a ponto de querer se matar. Acho que isso meio que serve de consolo quando se está muito infeliz.

Parece que vamos continuar na sala nova. Pelo menos foi o que Sua Excelência disse. Engraçado perceber como ela foi baixando a bola. Primeiro, com ar de arrogância, disse que a sala anterior era muito boa para nós. Ficamos olhando para ela sem dizer nada - afinal, ela é a juíza - mas é claro que eu pensei: "sua vaca, você diz isso porque não é você que vai ter que trabalhar lá." Depois ela pediu para ver a sala horrorosa de novo, e foi dizendo como nós devíamos organizá-la. Não dissemos nada, embora o ar de tristeza estivesse bem nas nossas caras. Aí ela foi ficando diferente, disse que já tinha pensado em várias formas de organizar a nova Vara e, por fim, falou para não mudarmos porque ela iria pensar mais um pouco. No fim da tarde, Mari disse que ela passou lá, concordando que a sala horrorosa era muito pequena e que continuaríamos na nova sala. O mais estranho é que ela sabia o nome de Mari, e Mari não tem a mínima idéia de como ela sabia, e ela acha que Mari é que é a escrevente, talvez por Mari ser um senhora quarentona. Eu, com meus 28 anos e cara de 20, ela deve achar que sou estagiária junto com Bru. Só que ela vai ter que saber que a escrevente sou eu, e quem vai ser nomeada chefe de secretaria, se Deus quiser, vou ser eu, e vai ser bem bizarro quando ela souber disso.

As meninas adoraram as caixinhas. Comprei uma rosa pra Bru, e uma amarela pra Mari. As duas são muito ciumentas e logo começaram a comparar pra ver qual era a mais bonita. Engraçado elas ficarem surpresas por eu me lembrar delas mesmo quando estou na capital. Mas elas são as colegas de trabalho mais sensacionais que eu poderia ter, e esquecê-las é impossível.

Agora...agora não sei. Vou continuar lendo Nick que, com certeza, é a única coisa que terei saco pra fazer pelo resto do dia. Pablito, eu ia te devolver hoje porque já terminei de ler, mas comecei a ler de novo, então vou ficar com ele mais um pouquinho.

Cuidem-se.

10:28 AM Encontraram-me!:

Quinta-feira, Setembro 13, 2007

Dia quente




Pois é, eu fui. E não mudamos de sala coisa nenhuma, pelo menos até a segunda ordem de Sua Excelência. E se Deus quiser, não vamos ter que voltar para aquela sala horrorosa, onde os processos já não cabiam e, agora, com o desmembramento da Vara, aí é que não vão caber mesmo.

E foi tão engraçado Chefinho que, ao me ver, abriu os braços, me abraçou e ficou ali, grudado, dizendo: “Ah, que amor, que amor...” Que saudade essa hohoho. Mas eu também tava com saudade dele. E vai ser triste demais termos que nos separar por conta do desmembramento. Mas fazer o quê? Isso já estava pra acontecer desde o ano passado. Eu curti o chefe mais sensacional do mundo, alguém que me trata como uma filha - uma pessoa maravilhosa que todo mundo adora. Agora...é o momento do corte. Triste, como toda separação, mas também inevitável, como algumas delas.

E não foi tão ruim encontrar determinada pessoa, que me cumprimentou, perguntou sobre meu sumiço (é, ele não sabia), conversamos um pouquinho até Bru e Mari chegarem e é isso aí. Eu não vou mentir, eu adoro ele. Mas agora que as coisas parecem calmas, também não quero mais mexer no que tá aí. A semana passada foi terrivelmente estressante, com um monte de coisas chatas, e uma sensação terrivelmente desagradável. Agora está ele aí, brincalhão e metido como sempre, sem aquele vapor estranho pairando e é isso que eu prefiro. Não sei o que aconteceu na cabeça dele, ele não sabe o que aconteceu na minha, e vou seguir assim mesmo. É melhor que remexer a história. Estou feliz assim.

Pois é, povo. Amanhã tem churrasco bota-fora na casa do Chefinho. Como eu sou como a Drew Barrymore em “Letra e Música”, não quero chegar de mãos vazias e vou levar sorvete. Vai ser bom ter todo mundo reunido, Criminal e Infância, pra curtir nossos últimos momentos juntos. Depois disso...vamos ter que seguir separados mesmo. Estou torcendo pra termos um juiz legal, e mais gente bacana pra trabalhar conosco. E há tantas coisas ainda...há tantas coisas que ainda tenho que resolver, decidir, acertar dentro de mim. É um processo, não tem jeito. E processos levam algum tempo...mas estou indo bem.

Beijos procês.

9:14 PM Encontraram-me!:

Quarta-feira, Setembro 12, 2007

Dia frio



Sabe aqueles dias em que parece que até respirar dói? Tudo dói. Ouvir música dói, ouvir a vozes das pessoas dói, saber que se está vivo dói. Quando eu me sinto muito triste, a única coisa que desejo é dormir. Chego em casa, tomo banho, como e durmo. Não importa se são sete horas da noite, eu durmo. E acordo às cinco da manhã. E durmo de novo. Dormir parece ser melhor que ficar acordar e ver televisão, ou ler, e não conseguir pensar em nada a não ser em como você está triste. Dormindo eu esqueço que estou triste, esqueço que vivo. É claro que vou ter que acordar no outro dia, mas aí já é outro dia, e no dia seguinte você pode se sentir melhor, depois de 8,9,10 ou 12 horas de sono.

Hoje estou assim. Simplesmente triste. E por quê? Porque estou na contramão. Nadando contra a corrente. E não sei como nadar a favor. E porque há outras coisinhas misturadas, emboladas, tão emboladas que não sei como puxar o fio para desenrolar. E isso me dói. E não sei como separar as coisas que importam e as que não importam, e nem sei se as que importam, importam mesmo, e se as que não importam, não têm mesmo nenhuma importância.

E estou chateada porque queria resolver as coisinhas marcadas com “pendências” dentro de mim. E não resolvi porcaria nenhuma. E amanhã acho que vou ter que voltar pro interior pra resolver umas chatices aborrecidas. E eu não queria ter que encontrar determinada pessoa, simplesmente porque ainda estou triste, ainda estou cansada, e mesmo se for só tpm ou chocolate demais, eu não me sinto com humor pra ser feliz.

Céus, que papo chato. Mas é como estou, é um dia ruim, nublado, chuvoso, estranho. Queria que o sol abrisse amanhã, e me trouxesse solução para todas as coisas complicadas e complexas que ainda não consegui resolver.

7:49 PM Encontraram-me!:

Terça-feira, Setembro 11, 2007

Soy una diva



Repare só
na mistura sexy:
ela é loura
de unhas vermelhas
num biquíni preto
e curte um praia
deserta de só
num ensolarado dia
de um qualquer setembro.

Sou uma diva
dos anos cinqüenta,
e não preciso de holofote:
já tenho o sol.

2:08 PM Encontraram-me!:

Segunda-feira, Setembro 10, 2007

La dolce vita



Eu sou uma garota de unhas vermelhas,
e cabelos em trança,
que comprou um óculos Calvin Klein
carééééésimo,
e que tem
como única preocupação:
"vai fazer sol amanhã?"

A vida é bela e estou de férias.

5:41 PM Encontraram-me!:

Sábado, Setembro 08, 2007

Um lugar chamado Notting Hill?



Duas pessoas podem se apaixonar com o mundo inteiro observando? Esse é a pergunta-tema de “Um lugar chamado Notting Hill" e, sinceramente, é como me sinto. Eu sei que, desde o início, as coisas começaram porque as pessoas ficavam falando, incentivando, interferindo, mas eu sei também que só tomei uma decisão porque eu quis, porque foi da minha vontade. Só que eu pensei que, depois da decisão tomada, as coisas iriam acalmar, a poeira iria baixar. Mas não foi isso que aconteceu. As pessoas ainda falam, ainda se discute, ainda se comenta. Não se tem privacidade alguma. Eu sei que sou a queridinha do chefe, e tudo, absolutamente tudo o que faço vira notícia. Se ponho uma roupa nova, um vestido, se mudo o cabelo...tudo é comentado. Mas eu preferiria ser uma pessoa em que ninguém prestasse atenção do que estar debaixo dos holofotes. Parece mais que eu e ele (que não é o meu chefe, que fique bem explicado) somos um casal de celebridades em cuja vida todo mundo mete o dedo, dá opinião, pitaco. Até o juiz fala! Na sexta, uma senhora que nem trabalha mais no Fórum, mas que é amiga do meu chefe, perguntou se minha mãe (porque ela conheceu minha mãe na Pós-Graduação) sabia que eu estava namorando. Por Deus, quem disse que eu tô namorando? Foi também por isso que eu quis tirar esses dias pra ficar em casa. Pra ver se esquecem o assunto, se param de falar, se apagam da memória. Porque eu acredito que as coisas estão nesse pé e, no fundo, tudo está dando errado, porque ele também não agüenta mais a pressão. Eu só queria que tivéssemos tempo e espaço pra conversar e falar e decidir sem luzes de palco sobre nossas cabeças. E agora, sinceramente, eu já nem sei se ainda temos um chance. E eu gostaria que sim.


9:19 AM Encontraram-me!:

Sexta-feira, Setembro 07, 2007

Sete



Sol, muito sol. Praia. Calçadão. Mar esverdeado. Vento fresco. Feriado. Um casal de coreanos ou chineses conversam em sua língua enquanto levam um poodle branco para passear. Um pai dá água à filhinha de uns três anos, sentadinha em seu assento especial acoplado à bicicleta do pai, e usando um capacete cor-de-rosa. Bebês, bebês, bebês...céus, como esse povo faz filho! Outra garotinha de uns quatro anos, vestida de rosa pink dos pés à cabeça (incluindo os óculos escuros) caminha enquanto tagarela sem parar. Corpos sarados e outros...hã...nem tanto. Um músico vende seus cds com músicas cheias de um belo violão dedilhado. Jipes em fila levam bandeiras nacionais enquanto se exibem pela orla. Eu caminho feliz, porque o dia está lindo, ensolarado, do jeito que eu gosto.

É uma bela manhã de sete de setembro.

12:42 PM Encontraram-me!:

Terça-feira, Setembro 04, 2007

Uma dúzia



Esta garota que vos fala está prestes a ficar doooze dias, doze loooongos dias na capital, curtindo praia e tudo mais que dooooze dias de folga podem dar. Tudo por quê? Por quê? Porque ela é servidora pública e tem direito a tirar 7 dias de folga dos dias trabalhados no recesso de fim de ano. Emendando feriado, sábados e domingos serão dooooze dias de pura diversão hohohoho.

"Provai e vede que o Senhor é bom", que verdade!

Beijos, queridos.


9:00 AM Encontraram-me!:

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