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"Os teus sonhos são Meus
Teus problemas são Meus
Tua vida também
É Minha vida
Eu de ti cuidarei
Nunca te deixarei
Os teus sonhos Eu realizarei

Vou te levar, te conduzir
E quando você alcançar
Saberá que em todo tempo
Eu estive ao teu lado"

("Sonhos", álbum Reverência, de Chris Durán)

















 


:Quem é essa garota?:

Priscila, 28, capixaba de olhos negros e riso solto

Concebida em Salvador, mas com alma cosmopolita

Mora sozinha no interior, fins de semana na capital

Direito no diploma, servidora estadual efetiva, Ministério Público na cabeça

Paixão por línguas; inglês é bom pro chat, alemão, pro coração

Camarão, pão de queijo e sorvete italiano são bem-vindos

39 no pé, magra sempre esbelta, loira há três anos

Dança de salão aos sábados, piano clássico por dez anos, fotografia nos planos

Terapia com psicanalista há dois anos e muita mudança depois disso

James Morrison, Jamie Cullum, Texas, Michael Bublé, Corinne Bailey Rae, Rod Stewart, Phil Collins, e o que mais a agradar

Engraçada, insegura, inteligente e fiel

Temperamental, impulsiva, mal-humorada e melancólica

Melhorar sempre é uma ordem

Deus está sempre ao seu lado

Agradece a você, que faz este blog mais feliz!



O Ponto de Encontro dos Blogueiros do Brasil


































Ponto.de.Encontro
"Mais que vencedor eu sou!"
(Rom.8:37)

Sexta-feira, Novembro 30, 2007

Beleza da vida



Só porque amanhã é primeiro de dezembro e eu recebi meu pagamento ontem, vamos à rua para gastar! Roupinhas para mim, uma blusinha para minha irmã, presente do amigo "x", presente para um pessoa de quem gosto, presente dos Armstrong (que foi pelo correio numa embalagem que minha mãe disse parecer conter droga - azar do Royal Mail se eles abrirem: só vão encontrar um pequeno presépio de cerâmica hehehe), mais um colarzinho lindo e baratééésimo para mim...e lá se vão algumas centenas de reais. "Dinheiro na mão é vendavaaaaal, é vendavaaaaal..."

Peguei meu passaporte, iupiii! O motorista de ônibus não parou no ponto e lá me vi eu, do outro lado da ponte, fula da vida. Mas menos fula do que ficaria se não fosse terapeutizada hahaha. Foi uma coisa estranha atravessar a ponte - a vista é absolutamente magnífica: a ponte passa por cima do mar e pode-se ver a Baía de Vitória e o porto; vi um navio tentando "estacionar" ali com um rebocador por perto para ajudar; um empresa pesqueira com o pátio cheio de umas roldanas enoormes que não sei para que servem, mas só o tamanho delas amedronta; as casinhas dos morros ajuntadinhas, envolvidas por um morro enorme todo verdinho...céus, que vista! Mas eu estava com medo, porque a passagem de pedestres é composta de placas de cimento seguras por ferro, e pela frestinha que fica entre as placas dá para ver que o mar tá lá embaixo e, além disso, os ciclistas vêm e vão sem ligar muito pros pedestres, então lá ia eu, embasbacada, boquiaberta, maravilhada, morrendo de medo de cair no mar e ser atropelada pelos ciclistas, mas ao mesmo tempo querendo gozar e sentir toda a beleza que eu via. As pessoas passavam por mim provavelmente sem entender o meu ar maravilhado, porque elas estão tão acostumadas com a vista que nem reparam mais como ela é linda. Acho que isso acontece às vezes com a gente: estamos tão acostumados com a vida, com o dia-a-dia, com a rotina, que não percebemos como é maravilhoso simplesmenter estar vivo, sentir o calor do sol no corpo, poder ouvir, falar, rir, sentir, amar, chorar, brigar, perder, vencer. Viver. Porque a vida é assim - misteriosa, amedrontadora, bizarra, estranha, perigosa e bela, de uma beleza estranha, a beleza estranha que precisamos desejar gozar e aprender a gozar.

Beijos, queridos.


7:44 PM Encontraram-me!:

Quarta-feira, Novembro 28, 2007

Day by day



Sonhos esquisitos, dia esquisito.

Finalmente vieram instalar minha linha de telefone. Casa nova, linha de telefone nova. Falta só comprar uma pecinha para tudo ficar perfeito.

"Perfeito" me faz lembrar o advogado tagarela e maluquinho que apareceu ontem e hoje. Mineiro de BH, comunicativo que só. Veio organizar as coisas para adoção, por um casal que mora na Itália (ele, italiano, ela, brasileira) de um garotinho que está no abrigo. "Perfeito" foi o que ele disse sobre a certidão que expedi a pedido dele, que também sabe redigir com perfeição. Frederico é o seu nome. Minha mãe ia gostar, adora esse nome.

Sexta vou pegar meu passaporte, comprar umas roupas e alguns presente pr'os meus amiguinhos do Fórum. Ao menos isso me dá ânimo, estou pelas pontas.

Segunda vi no olhar do Chefinho o olhar de alguém que gosta de mim, que é capaz de fazer algo por mim, mesmo a contragosto. Era um olhar magoado, mas ao mesmo tempo o olhar de quem gosta, um olhar de "sua filha da mãe, você deveria secretariar essa audiência, mas eu gosto tanto de você que vou secretariá-la, mesmo tendo milhões de coisas para fazer..." Se há alguém que gosta de mim, é ele.

E Sua Excêlencia, hoje: "Mas olha só, cada dia ela vem com um blusinha mais incrementada, ela passa no corredor e os marmanjos não vêem mais nada, só vêem ela.." E continuou implicante: "Vê se não me vai cometer gafe nesse processo de adoção internacional, que isso envolve até a Corregedoria..." E eu: "Eu nunca cometo gafe..." E ele: "Sei...não vai fazer que nem o Chefinho hoje, que não intimou ninguém para a audiência: eu até fiquei feliz, porque eu tava com um sono..." E pra terminar, me fez um carinho no queixo: "Maravilhosa!" E saiu. Eu sou maravilhosa e ele é um pilantra hohoho.

Beijos, queridos. Se cuidem.

7:13 PM Encontraram-me!:

Segunda-feira, Novembro 26, 2007

Para deletar



É só porque eu preciso dizer. E apesar de ter escrito sobre isso, ainda é estranho, ainda me intriga! Como é possível?

Eu estou na Secretaria, fazendo umas ligações. Di, no árduo e chato trabalho de tirar cópias xerox de processos. Um funcionária pergunta pela Fulana (namorada dele), que trabalha ali. Ele não diz nada, e outra pessoa responde que ela não veio. A mesma funcionária comenta: "Fulana é gente boa (ela diz isso de todo mundo)...não é, Di?" Ele apenas diz: "Demais", com uma entonação que me fere. Ninguém percebe, ninguém vê, e eu sei, eu sei, é bobagem, mas o que eu posso fazer? Continuo fazendo as minhas ligações e ele, no trabalho chato, até que termino e saio.

Somente alguns minutos depois, estou no Cartório, concentrada e tensa, trabalhando, e ele abre a porta para entrar. Levanto a cabeça e olho para ele, séria, simplesmente porque estou tensa, e ele me olha desconfiado. Entra, arranhando a garganta e pedindo licença, brincando. Não levanto a cabeça para olhar para ele ou responder à brincadeira, porque não quero perder o que estou fazendo. Ele carrega uma folha de papel e vem cumprimentar Mari. Mari pergunta alguma coisa, e ele diz: "Priscila está ali, concentrada no trabalho..." e Mari brinca, dizendo que sou assim. Aí Mari oferece um capuccino, que ele aceita, e eu vou ao computador dar andamento a um processo, digo alguma coisa, mesmo de costas, porque não quero que ele pense que estou mal-humorada. Ele começa a falar, dizendo que encomendou um DVD do Queen e que a mãe adora o grupo, e mesmo pensando "seu filho da p*ta, por que você me vem falar de música, se música só me faz lembrar o pouco que tivemos juntos?", não estou brava, e ao invés de começar outro trabalho, começo a conversar com ele. Ele brinca dizendo que deveria estar trabalhando, e que se o Chefinho o pegasse ali, sem fazendo nada, ficaria bravo (que nada...) e eu não entendo, porque tenho certeza que ele veio ao cartório para me perguntar algo sobre algum processo importante, já que ele carrega uma folha de papel e tinha dito que eu estava concentrada, como se não quisesse interromper meu trabalho para fazer perguntas. Mas ele não pergunta nada sobre processo algum e a conversa vai fluindo, entra no "amigo X" que teremos em breve, matérias da faculdade que ele cursa com Mari, e é esquisito perceber que, quando rio, ele me fica me observando, e isso me incomoda porque me faz pensar que...bom, que nada. E é estranho quando olho para ele, eu, sentada, ele, em pé, tagarelando, e aí ele levanta um pouco a cabeça e eu quase me perco reparando o narizinho dele e pensando que beijei aquela boquinha tagarela e sorridente, mas que isso não vai acontecer mais. Ainda conversamos muito, nós três, mas ele sempre dando muita atenção a mim, até que o telefone toca e eu tenho que atender. Ele ainda fala com Mari sobre o trabalho que têm que entregar, vou até o computador para ver o andamento do processo, e quando ele dá mostras de que está indo, pergunto que informação ele precisava. Aí ele diz que não precisava de nada, que tinha ido ali sem nenhuma razão.

Hein? Sem nenhuma razão? Mas como é que...e aí as coisas se encaixam. A necessidade da resposta na Secretaria - já que ele não tinha aberto a boca e só falou sobre a namorada porque perguntaram; o olhar desconfiado ao entrar no cartório e o jeito que ficou me observando, enquanto tomava o capuccino (que, depois percebi, Mari serviu na minha caneca!) como se esperasse que eu parasse o trabalho para conversar com ele. E eu parei. E mesmo pensando que, como Chefe de Secretaria, não deveria estar parada, conversando, tendo zilhões de coisas para fazer, eu parei. Só porque era um prazer tê-lo ali. E, além disso, ainda havia a animação dele conversando, e a maneira que parava para me olhar toda vez que eu ria, a maneira como saiu quando percebeu que eu tinha atender à pessoa ao telefone...todas essas coisas juntas só me levam a crer que....putaquepariu, esse filho de mãe ainda gosta de mim!

Eu sei, eu sei que escrevi sobre isso há duas semanas. Eu sei, pô! Mas era um teoria, era um especulação, era um sensação. Mas agora, ah meu Deus, agora, não é só uma sensação, não é só uma especulação, é uma certeza. Mas me diz, me diz, qual é o cara que, depois de fazer um elogio à namorada, corre para procurar a atenção de outra garota, no meio do expediente, garota com quem ele ficou e, implicitamente, dispensou? Me diz? Se eu soubesse que um namorado meu fez isso, eu iria ficar fula de ciúme. E eu ainda...é engraçado pensar que eu saí da Secretaria com um pontinha de dor e pensando: "mas é claro, Priscila, ele nem nota mais você, agora mesmo você acabou de sair de lá, e ele nem deve ter percebido que você saiu, deve estar pensando na aula que está programando cabular (ele tinha dito algo assim para um colega)" Que sonsa, eu! Passaram-se só alguns minutos e lá estava ele, primeiro, desconfiado e apreensivo e, depois perceber minha solicitude e atenção para com ele, alegre e animado.

Me diz, isso tem explicação? Eu sei, eu expliquei...mas ainda assim, é a coisa mais esquisita que já vivi. E não sei se fico contente, porque eu ainda gosto dele, mesmo sabendo que não há qualquer chance, ou se o odeio, porque eu nunca abriria mão dele, por mais racional que isso fosse. Eu sei...eu sei o que escrevi no post anterior. Às vezes, amor não é bastante. Mas como é difícil aprender isso na prática, meu Deus, como é difícil!

....o melhor que posso fazer agora é publicar este post, para guardá-lo aqui e poder apagá-lo da memória. No blog essa lembrança não pode fazer mal algum, é so um relato. Mas na memória ela me prejudica, me faz sofrer - não quero pensar.

Como diz Scarlet O'Hara: "Amanhã é outro dia...!"

Graças a Deus.


6:31 PM Encontraram-me!:

Domingo, Novembro 25, 2007

Terapia do Amor




Esse filme me fez refletir sobre algumas coisinhas. Conta história de Raffi, 37 anos, que se apaixona por Dave, 23. Os dois são inteligentes, têm senso de humor, são divertidos, é uma delícia quando estão juntos e, além de tudo, se amam. Mas apesar de tudo, percebem que amor não é o bastante. Estão vivendo fases diferentes da vida, têm anseios completamente opostos, desejos que não se encaixam, e resolvem que o melhor é se separaram. E fim. Isso mesmo, é o fim do filme. Fim do filme e fim do relacionamento. Mas não o fim da história de cada um. Raffi viveu 11 anos com um homem que mentia para ela e traía. Ela conheceu em Dave um homem que a amava de verdade, o bastante para aceitar lhe dar um filho, embora não fosse exatamente o que ele queria, e isso a transformou. Dave era um pintor extremamente talentoso, com uma mãe dominadora que não apreciava sua arte ou o estimulava a ser independente. Ele conheceu em Raffi um mulher que soube valorizar o talento que ele tinha, e que o mostrou que ele poderia escolher esse caminho como profissão e, assim, ser independente. O relacionamento que tiveram serviu como avalanca, como impulso para crescerem, para serem diferentes, melhores. Nesse caso, apesar de se amarem, amor não era tudo. Era preciso mais. Era preciso que cada um tivesse espaço e liberdade para se desenvolverem na área em que queriam e precisavam. Raffi ansiava pela maternidade. Dave precisava ser independente. Amor, nesse caso, não bastava. Mas o relacionamento foi o suficiente para que descobrissem suas asas e alçassem outros vôos. É como diz, a certa altura, a personagem de Meryl Streep: "Você ama, aprende, e se separa". Às vezes, é para isso que um relacionamento serve. Não é para você ficar com a outra pessoa o resto da vida, não é aquela pessoa, ainda que vocês se amem. Às vezes, tudo o que vocês precisam é um do outro para se amarem, aprenderem e crescerem. E depois disso, estarem prontos para iniciar outra vida, de outro jeito, com outra visão. Talvez isso seja canastrice minha? Talvez. Mas talvez seja ainda outra coisa: talvez seja só uma lição, talvez seja só acreditar que o amor dado não acaba ali, ainda que o relacionamento acabe; talvez seja só acreditar que o sentimento compartilhado não é inútil, e que ele perdura e pode gerar coisas completamente diferentes do que você imaginou. Talvez seja só imaginar que se você guarda o que tem para só você, é só você mesmo que perde. Porque o mundo continua girando. Continua girando sem você.

Ah, e assistam a "A corrente do bem". Vocês vão entender o que eu quis dizer.

Beijos e boa semana.

9:47 PM Encontraram-me!:

Sábado, Novembro 24, 2007

Como ganhar 100 reais sem falar francês



O que você faz quando ajuda uma colega de trabalho a ganhar 100 reais? Conta a história no blog. Pois o negócio foi assim: os juízes tinham recebido um convite para uma festa numa empresa, e o Sua Excelência boca-suja, já no portão para sair, pediu à assessora do Sua Excelência-velhinho para ligar e dizer que não iria, já que o tal convite tinha "aquelas quatro letras em francês que eu não o que é, mas tem que responder". Eu, que estava à porta, e sou metida e implicante (porque Sua Excelência boca-suja também é metido e implicante) disse: "Respondez si vous plait". E ele: "É isso aí que ela falou, que eu não sei o que é..."

Até aí tudo bem. Pois uns minutos depois, quando eu já tava indo embora, me aparece a asessora com o Sua Excelência-velhinho e mais umas duas pessoas, me pedindo para repetir a expressão. Hein? Cuma? Peraí, assim na lata? Sua Excelência-velhinho fala nove (nove!) línguas fluentemente, eu lá vou repetir uma expressão em francês sem saber se está certo ou não? No way, no way.

No dia seguinte, a assessora veio falar comigo, fazendo muxoxo: "Puxa, se você tivesse falado ele ia me dar dinheiro, porque a gente tinha feito uma aposta...ai, eu precisava tanto de dinheiro esse final de semana..." Eu: "Você ia ganhar quanto?" Ela: "Cem reais..." Eu: "Ai, ai, ai...tá bom, o que a gente não faz por uma amiga? Eu vou é passar vergonha porque eu nem sei se tá certo, e você não vai ganhar dinheiro nenhum, mas vá lá...diz pra ele que eu falo..."

Mais tarde, eu lá sozinha no cartório. Escuto um barulhinho e quando olho para trás, é o juiz velhinho que vem chegando, com um arzinho sapeca. Eu, rindo: "Ah não, ah não!". Ele, baixinho: "Fala aqui só para mim, só para mim, o que significa aquela expressão?". Eu, tímida: "Responda por favor". Ele: "E como se diz?" Eu: "Respondê si vu plê." Ele: "É, é mais ou menos isso, mas não é 'respondê', é 'repondê'. Eu, alegre: "Ah, os franceses não pronunciam o 's', não é?" Ele: "Isso mesmo, você já estudou francês?" Eu, sem graça: "Não, mas a gente sempre sabe um coisinha aqui, outra ali.."

Lá pelo meio da tarde, a assessora apareceu no cartório. Eu: "E aí, ele te deu o dinheiro?" Ela: "Não..." Eu: " Mas eu falei para ele..." Ela: "Ah, então eu vou lá pedir o dinheiro!"

Pouco depois, os dois aparecem. O juiz velhinho me pergunta: "E então o que quer dizer aquela expressão?" Eu: "Responda por favor". Ele: "E como se diz?" Eu (aprendi, claro): "Repondê si vu plê". Ele, alegre: "Essa é uma linguagem universal, diplomática, que se usa nos convites". E aí ele contou que apostou com a assessora, porque ele achava que não havia ninguém no Fórum que soubesse o que significava "RSVP", e se ela achasse alguém que soubesse, ele iria dar a ela cem reais. Eu nem sabia da história; falei de brincadeira, só para implicar com Sua Excelência boca-suja, e aí a assessora viu que eu sabia, e foi contar para o juiz velhinho. Que coincidência!

Ele ainda contou que essa era um forma de estimular as pessoas a adquirir cultura, e que ele tinha crescido num ambiente assim, em que ele era estimulado a adquirir conhecimento. Não sei se o pais dele prometiam dinheiro, mas vai ver que era mais ou menos isso hehehe. Mas o mais engraçado foi vê-lo morrendo de rir (e ele é do tipo de gosta de rir), dizendo que eu merecia metade do valor, afinal eu é que tinha respondido, e a assessora dizendo que não, não, não! Mari disse que ela deveria ao menos trazer um pote de sorvete pra gente, o que ela prometeu. E olha que a safada nem me agradeceu o dinheiro...! Foi a emoção do momento hehehe.

Beijos, queridos.


3:29 PM Encontraram-me!:

Sábado, Novembro 17, 2007

Holiday




Fiz duas aulas de Tai Chi Chuan na pracinha da cidade. Era de manhã bem cedinho, e o lugar é perfeito - podemos desfrutar do verde, da tranqüilidade e do canto dos passarinhos. Senti-me como se estivesse numa cena de abertura de filme em que aparece um grupo de pessoas fazendo o Tai Chi, alheias a tudo à sua volta, só curtindo aquele momento. E o Tai Chi em si? Bom, parece um tipo de alongamento e ginástica que, segundo o professor, proporciona saúde e longevidade. As seqüências são repetidas várias e várias vezes, e é preciso ter equilíbrio e força, além de não se preocupar em alongar demais...."vá até onde se sentir confortável", é o que diz o professor. E se é bom? Muito bom! E tem toda uma filosofia, os movimentos todos - alguns são lindos - têm um sentido, um motivo... é tudo muito poético, na verdade. E traz um bem-estar fantástico, meio sem explicação. Parece que reequilibra a energia da gente. Antes de dormir fiz uns movimentos que tinha aprendido de manhã e foi incrível, me senti completamente diferente...tem um mistério nessa arte milenar chinesa, ah se tem.

E, pela primeira vez, participei do Festival de Cinema que acontece na capital há 14 anos! Fomos eu e Pablito, assíduo leitor do Ponto (gostou do "assíduo", Pablito? :D), enfrentamos um toró, mas chegamos sãos (e meio molhados) na universidade. Aliás, eu a-m-o aquele lugar! Também, pudera, foram cinco anos, e a universidade é linda, linda, linda...com muito verde, muita natureza (perfeito para o Tai Chi), passarinhos, bichinhos...perfeito para simplesmente ler um livro debaixo de uma árvore, ou fazer um piquenique com os amigos, perfeito para namorar...e o festival? Eu e Pablito assistimos à Mostra Competitiva de Vídeos, com trabalhos de vários estados. Alguns bem interessantes, outros simplesmente esquisitos, alguns indecifráveis...votamos no mesmo vídeo: "Touro Moreno", um documentário daqui da terrinha sobre um boxeador capixaba, uma figura realmente única que merecia ser descrito num vídeo. Bairristas, nós? Impossível, Pablito é mineiro hohoho.

Eu tinha que contar pra o meu inglês favorito que estarei em Paris (se Deus quiser) no próximo verão. A reação dele foi uma delícia, exatamente o que eu esperava, uma enxurrada: "Paris em julho próximo? Quando exatamente? Isso merece um encontro. Sério? Caramba!" Quando expliquei que seria no início de agosto, completou: "Certo, nós precisamos marcar uma data. Israel, Grécia, Egito - isso soa divertido. Eu vou deixar livre o início de agosto. Um encontro na verdade seria excelente. Imagine só." Antes de se despedir ainda lembrou: "E eu verei você em Paris no próximo verão..."Na verdade, um encontro no verão de Paris seria perfeito para celebrar os 5 anos que nos conhecemos, que serão completados em junho próximo. Loucura. Eu tinha 23 anos. Ele, 31. Céus, como estamos velhos! Muita coisa mudou...é engraçado pensar que temos uma história. É, acho que sim, é uma história. E olha que coisa cosmopolita: uma garota brasileira encontra um inglês em Paris. Nesses tempos de internet, tudo pode acontecer. Espero que dê certo. Acho que merecemos. Uma vez ele disse: "um dia nós temos que nos encontrar, mesmo se formos velhos". Bom, daqui a oito meses não seremos tão velhos...

Beijos, queridos. E bom final de semana! Ah, viu Rina?, segui seu conselho: tirando as aulas de hoje, não estudei nem um dia :D E agora vou tomar um banho para sair ;)

5:34 PM Encontraram-me!:

Quarta-feira, Novembro 14, 2007

E viva a República!



Cansaaaada, cansaaada. O volume de trabalho está absurdo para três pessoas. E Bru vai embora no final de dezembro. E Mari vai fazer as audiências. E como é que eu vou ficar? Oh céus, preciso de mais uns dois estagiários, no mínimo - senão eu piro.

Segunda-feira passei meia hora do início do expediente rindo das histórias de infância do meu Chefinho. Ele era um adolescente impossível, do tipo que vivia levando surra poque só aprontava. E as histórias de praia? Quando eu era criança e ia à praia, via uns meninos usando um pneu enorme com bóia para enfrentar as ondas na arrebentação, e ainda uns gaiatos que usavam placa de compensado para "surfar". Pois descobri...que Chefinho era um desses gaiatos! Nossa diferença de idade é de uns 14 anos, ou seja, quando ele era adolescente, eu era uma das criancinhas da praia (porque freqüentávamos o mesmo balneário e lembramos dos mesmos lugares e coisas que já não existem mais - prova de que o tempo passa mesmo!) que viam os meninos pegando onda desses jeitos estranhos, e ficava intrigada com aquilo. Agora, sei lá quantos anos depois, vim descobrir que ele era fã dessas...hã...modalidades aquáticas bizarras. Nossa, como eu ri! É como comentou Di: "Agora você descobre que todas as coisas rídiculas que você via na praia naquela época, o Chefinho fazia."

Feriado. Tem aula de Tai Chi Chuan quinta e sexta de manhã na pracinha e um festival de cinema acontecendo na cidade. Eu não preciso ficar em casa criando limo, preciso? 'Brigada hohoho.

...momento "eu sou um mimo". Regi me conta do comentário que uma senhora (que estava na sala dela quanto eu entrei ontem para entregar uns processos), fez, quando eu saí: "Nossa, como ela é linda, né? Parece uma bonequinha de porcelana..." Hohoho. Gostei. Ninguém nunca tinha me dito isso. Aliás, esse é um dos motivos bons de trabalhar nesse lugar: receber elogios hohoho. Se bem que, no fundo, isso é só um reflexo da mudança interior. É engraçado perceber que fiquei uns dois anos freqüentando a igreja do meu pai, e agora que estou voltando para minha antiga igreja, as pessoas me encontram e dizem: "Mas como você está bonita! O que você fez?" Eu rio, agradeço, e não digo nada. Porque a única resposta seria: terapia.

Beijos, queridos. Ainda faltam algumas semanas pro Natal. Até lá Papai Noel me arranja um namorado...?

9:55 PM Encontraram-me!:

Domingo, Novembro 11, 2007

A lição




Pois bem, deu tudo certo. Acho que fui bem. Ao menos tive olhinhos grudados em mim enquanto falava, e o professor de vez quando abanava a cabeça, concordando como o que eu dizia. Opa, apoio moral faz bem. No final, fiquei contente. E acho que o 'fessor também, porque me olhava com ar satisfeito, acho que até meio surpreendido "Não é que a menina fala bem? E preparou direitinho?" Ah, só o Senhor. Só Ele pra me ajudar a preparar a bendita lição. Ainda fiz gracinha antes de começar, porque fazer as pessoas rirem é um bom jeito de ganhar a simpatia delas, ainda mais se você confessa que foi pro ponto de ônibus com uma hora de antecedência, com medo de chegar atrasada, tudo porque ainda não tem carteira, já que você fez a prova prática três vezes e reprovou nas três. Risos, claro. Ainda ganhei apoio moral, com o pessoal dizendo que eu ainda vou passar.

E no final? Falei só uns 25 minutos, os professores complementaram o resto, fizeram perguntas pros alunos, e aí no final o 'fessor passou a palavra pra mim, pra eu encerrar. Peraí, cara-pálida. Isso não estava no script. Não sei o que fiz, só sei que eu devia ter uma expressão bem engraçada no rosto, porque o povo caiu na risada. Pois é, até sem querer faço as pessoas rirem. Aí um anjo passou voando, me soprou, e eu me lembrei de duas coisas que foram ditas na sala pelos alunos, e eram duas coisas que eu até queria falar, mas na preparação da lição o Senhor cortou. E acabei falando. E pra terminar, o 'fessor me pediu para orar.

Pra encerrar, abraços, porque isso é mania do pastor e o 'fessor gosta de imitar. Um abraço forte e carinhoso de uma menina linda, depois uma conhecida, dei um abraço em Alê, mais um em Patrick - lindo de amarelo - e mais quem? Ah, sim..."aquele" que eu tenho observado há um tempo. Me deu um beijo no rosto e ganhei um "Deus te abençoe" fofo. Ele é uma graça. E passei a prestar atenção nele por conta de uma oração que fez, no encerramento da lição, há uns domingos atrás. Pensei: "queria um cara assim, que mostrasse, através da oração, que tem buscado a Deus..." Quem sabe? Ao menos agora ele sabe que eu sou engraçada, meu pai é pastor, reprovei três vezes na prova de direção e não tenho medo de falar em público.

Mas eu estou feliz por outros motivos. Porque tenho notado mudanças em mim. Céus, estou começando a me sentir parte do mundo. É meio esquisito dizer isso, mas sempre me senti meio alienígena, como se tivesse acabado de cair de pára-quedas num mundo cujos símbolos eu não entendia. Agora entendo. Agora estou começando a entender. E que bom saber que posso demonstrar carinho, que posso ser carinhosa sim. Nunca soube ser. Mas hoje, repetindo para Alê a canção que os meninos cantaram para ele, porque tem séculos que ele não aparece, percebi que tenho sim, liberdade para abraçar, para dizer que sinto falta, para demonstrar carinho. Isso é bom, viu? Estou deixando me sentir uma marciana. E o mais legal é sentir que isso vem de dentro, é natural, instintivo. Não preciso pensar que devo ser carinhosa, ou que posso ser carinhosa. Quando percebo, vejo que minhas barreiras foram quebradas, e já estou abraçando, sorrindo, brincando, sendo carinhosa, natural e livremente. Como isso é bom. Deus, com é bom. Tudo que era ruim está ficando para trás...

Feriado em vista. Tenho que pensar no que fazer, pra não ficar só em casa estudando. Beijos, queridos. E bom domingo!

Update: Não sei se sou arazada ou sortuda. Quando tava chegando na igreja hoje à noite, quem eu vejo chegando também? Ele! Ai céus, acho que fiquei tão emocionada que até dei uma tropeçadinha no paralelepípedo, que vergonha! E não dava para eu fingir que não o tinha visto, e não dava para ele fingir que não tinha me visto. Aí olhei para ele, sorri, ele sorriu, disse: "Olá, tudo bem?" E eu fiquei sorrindo muito sem graça. Aí entrei no jardim e fui pelo caminhozinho, pensando: "ele não está atrás de mim, ele não está atrás de mim", porque o tal caminhozinho tem uns blocos de pedra meio afastados, sabe? E a gente meio que não sabe se pisa nos blocos ou na grama, é um horror, quase se tem que pular amarelinha, e eu torcendo para ele não estar atrás de mim, porque eu também queria ajeitar a blusinha para cobrir a calça jeans, que horrível. O pior é que depois eu percebi que ele estava, sim, atrás de mim...saco. Assim não dá, assim não pode, assim estraga a amizade. Assim eu fico "humana" demais. Bom, talvez assim é que é melhor, Senhorita Maravilha. Hmph.


1:25 PM Encontraram-me!:

Sexta-feira, Novembro 09, 2007

Cada peça em seu lugar



Pensando bem, foi uma traição no sentido formal. Quais os requisitos de uma traição? Os dois estão sozinhos, ninguém vê e nenhum dos dois conta para ninguém. Foi exatamente isso que aconteceu ontem de manhã: nós dois sozinhos, ninguém viu e nenhum de nós vai contar para ninguém. Mas no sentido material...bom, no sentido material foi só um alô. Um alô que me fez compreender tudo o que ainda estava confuso. Eu estava meio agoniada por conta dos últimos acontecimentos. Que culpa tenho eu se as pessoas acham que ele deveria ficar comigo? E que culpa tenho eu se elas resolvem dizer isso a ele? Estava com medo que ele pensasse que eu tinha dito alguma coisa, como aquelas mulheres loucas que não se conformam com o desfecho e resolvem chorar migalhas com os amigos - coisa que não faz meu tipo. Por outro lado, eu tinha medo de que...bem, com namorada, as coisas mudassem, e ele não estivesse mais interessado em amizade, em camaradagem, sabe? E quando ele apareceu ontem, sonso daquele jeito, eu percebi que tive medo à toa. Ele apenas apareceu, deu a desculpa de "que tava passando, aí resolvi ver se tinha alguém aqui" (àquela hora, só eu estaria no cartório) e perguntou "se eu também estava indo trabalhar de manhã, para adiantar o serviço" (não, nunca faço isso). Depois disse algo brincando e foi embora. Só isso me acalmou. Porque me fez ver que não, ele não estava chateado, e sim, foi como se dissesse: "Olha, eu estou namorando, mas isso não muda as coisas, nós ainda somos amigos..."

Mas foi só hoje que compreendi tudo o que faltava. Ele apareceu à tarde, disse que tinha vindo para dar um abraço em Mari, que é sua colega de faculdade. Eu me mantive imóvel, trabalhando, e quando levantei a cabeça, só para dar um "sorriso de simpatia", ele abraçava Mari e me olhava sério com um ar grave. Depois se sentou e começou a conversar com aquele jeito metido e divertido dele. De repente, quando olhei para Mari, ela tinha um ar engraçado e nos observava. E aí percebi algo que não tinha percebido antes. Ao vê-lo ali, me olhando e sorrindo aquele sorriso que só ele tem, conversando comigo e me observando cada vez que eu dava risada, foi que percebi que tinha feito um raciocínio errado. Eu disse que ele não tinha ficado comigo porque não gostava de mim, não disse? Eu estava errada. Ele gosta sim. Gosta. Gosta mesmo como eu gosto dele.

As histórias de amor e os filmes mostram os mocinhos e mocinhas como pessoas passionais, que agem movidas pela emoção e que fazem, como diz o clichê, "tudo por amor." Mas eles se esquecem das pessoas racionais. Das que não são movidas pela emoção, das que amam, mas que pensam e raciocinam antes de agir. E só agora percebo que foi exatamente isso que ele fez. Ele colocou na balança os prós e contras, e pesando os fatos, decidiu conforme achou que fosse mais correto, mais sensato, mais sábio. Naquela época, eu achei que ele tinha desistido de mim com muita facilidade. Mas quando me lembro da situação estranha que ficou entre nós durante um tempo, quando eu tinha a impressão de que ele me odiava, percebo que aquilo que parecia raiva era somente fruto do embate entre razão e emoção. Ele havia tomado uma decisão, e precisava cumpri-la, mesmo que fosse à força. Depois de um tempo, quando tudo se acalmou, nossa relação voltou ao normal, às conversas e brincadeiras. Mas só agora percebo como foi estranho aquele espaço de tempo em que ele precisou cumprir sua decisão. Ele foi apenas racional, ao contrário de mim, que agi de forma passional. Nas duas ou três semanas em que ainda estávamos no "meio-termo", o tempo em que ele ainda não havia decidido, cheguei a desejar que ele fosse menos escrupuloso e ficasse logo comigo, mesmo que fosse só por ficar. Hoje percebo que ele foi (e é), muito mais escrupuloso do que eu, e isso me assusta, porque sempre pensei que fosse a pessoa mais escrupulosa da face da Terra. E quando penso como ele foi cuidadoso, e como foi sensato, como recuou quando pensou que deveria, ao invés de simplesmente avançar "pra ver no que dá" (que era o que eu queria), reflito se ele foi corajoso ou covarde. Não sei se é mais corajoso aquele recua quando pensa que é o mais sábio a fazer, ou aquele que avança apesar das incertezas. Não sei.

Só sei que quando soube que ele, finalmente, estava com outra garota, me senti desvalorizada. Ainda que você saiba que você é uma garota e tanto, não há como não se sentir desvalorizada quando vê que o cara escolheu outra, quando poderia ter ficado com você. Mas agora, quando reflito, percebo que foi o contrário. Ao pensar, decidir e refletir ao invés de tomar uma decisão precipitada (que era tudo o que eu queria), ele só mostrou que, no fundo, me valorizava mais do que eu previa. Mostrou que dava, sim, valor àquilo que tínhamos na época, que era só camaradagem, e que poderia se transformar em nada no caso de uma precipitação desacertada. Isso não é estranho? Não é estranho como às vezes a vida te prega peças? E aquilo que parecia ser uma coisa, mostra ser outra?

Ainda há mais. O fato de ele aparecer ontem, sem motivo nenhum, sem razão, e ainda hoje, sem motivo algum, sem razão, só me mostrou outra coisa. Por todo esse tempo eu estive lutando comigo, irritada, chateada por perceber que ainda gostava dele. Eu me irritava porque pensava que "gostar dele" era um sentimento desnecessário, irrelevante e inadequado, como um fardo. Mas agora...sabe o que ele me mostrou, sem saber? Que os sentimentos não são o tipo de coisa que você pode desejar jogar fora. Por quê? Porque se um sentimento tem um objetivo, mas esse objetivo não pode se concretizar, não quer dizer que o sentimento não tem mais valor. Ele continua tendo valor. Porque se ele não serve para uma coisa, serve para outra. Se a finalidade amorosa dele não tem mais razão de ser, há outras finalidades que ainda valem: ter prazer em sentar para conversar, para rir, para estar junto, por exemplo. É como diz a linda canção de Jorge Drexler: "nada se perde, tudo se transforma". Sentimentos não são descartáveis. São mutáveis, são voláteis. Você só precisa mudar o foco, o objetivo, a finalidade. Ele me mostrou isso depois que aquele estranho tempo passou, e entramos num tempo novo de amizade; e me mostrou ontem e hoje, sem querer. Porque mesmo tendo tomado sua decisão, mesmo tendo considerado sensato não ficar comigo, não desprezou o que sentia. Ainda foi (e é) capaz de exercitar o sentimento de outra forma, com outro objetivo, mesmo que seja apenas amizade. Eu não sei se isso é uma lição. Mas eu acho que sim. Uma lição de humildade talvez. De sabedoria. Não sei, mas é uma lição. E quando olho para mim, percebo que todas as peças estão em seus lugares. Ainda que não estejamos juntos, cada peça está em seu devido lugar e isso não é felicidade? Acho que sim.

...vou ficar te devendo essa, Di. Obrigada.



9:33 PM Encontraram-me!:

Terça-feira, Novembro 06, 2007

It's about time!



E não é que ele está namorando? Ao menos é o que parece. Eu já desconfiava, e até já sabia quem era a menina. Mas foi Bru quem confirmou. A reação das meninas foi, no mínimo, engraçada: "Ah, eu achei que ele não quis nada com você porque ele só se interessaria por uma mulher m-a-r-a-v-i-l-h-o-sa e mais "avançada", porque ele é tão metido...se fosse uma mulher assim, eu até entenderia, mas com aquela menina? Eu não tenho nada contra ela, ela é bonitinha, mas eu sou mais você, Pri, sou mais você mil vezes!"

Mas meu Chefinho foi demais: "Eu não tenho nada contra ela, ela é bonitinha, e até sou suspeito para falar porque gosto muito de você, mas falando como homem, falando como homem...bom, você está 10 quilômetros na frente dela...! E sabe o que é isso? Incompetência! (risos nossos). Ele é um incompetente (e nós rindo do jeito dele falando, porque meu chefe nunca se conformou com o desfecho da história), porque tem homem que tem medo de mulher inteligente (nós rindo). É verdade: tem homem que encontra uma mulher inteligente e acha que não vai dar conta, aí prefere uma burrinha mesmo..." Meu chefe é mau, muito mau, eu confesso.

Tudo bem. É claro que esse tipo de coisa é muito relativa, e não se pode tirar conclusões absolutas e objetivas como as que as meninas e meu chefe tiraram. Não é porque uma mulher é bonita, inteligente e blá blá blá que uma cara vai querer ficar com ela, porque se fosse assim, só mulheres bonitas (e inteligentes) teriam homens apaixonados por elas. A coisa não é bem por aí. A questão é outra. Está claro que ele não gostou de mim o suficiente para romper a barreira boba do "eu sou só um estagiário de Direito, ela já é Bacharel, tem emprego, é uma mulher independente e blá blá blá". Porque se ele tivesse gostado mesmo, não seria esse tipo de diferença que o afastaria de mim. E está claro que ele gosta dela o suficiente para assumi-la, mesmo que ela não seja o tipo de mulher de quem se pode dizer "é bonitona e inteligente". Por quê? Porque não se pode mandar nos sentimentos, ora. Nem eu pude mandar nos meus, saco.

Isso parece post dor-de-cotovelo? Parece. Acho até que é, sabe? Mas eu estou bem. O tempo cura tudo, e hoje, pensando no que passou, vejo que estou vivendo um tempo em que eu não teria lugar para ele, do jeito que ele é, na minha vida. Naquela época, eu achei que teria, achei que seria uma coisa boa, que seria uma boa experiência para mim e para ele. Mas depois as coisas mudaram, minha vida toi tomando outra direção, e o que estou vivenciando hoje não combina com os planos anteriores. E é bom perceber isso porque sei que estou crescendo, e porque sinto, a cada dia, os sinais do crescimento. Deus tem aberto portas para mim que vão me levar a caminhos completamente diferentes, tenho certeza. E estar com ele, hoje, só atrapalharia tudo. No fundo, Deus faz tudo perfeito. É como diz a canção: "Nada se compara à graça de pertencer a Ti." Sim, nada, nada se compara à graça de pertencer a Jesus.

...mas que eu gostei de ser considerada um mulherão que não merece ser desperdiçado, ah, eu gostei...! Mesmo porque hoje, logo hoje, meu Chefinho tinha que me elogiar mais que o costume (antes de saber da história) e Sua Excelência tinha que assoviar para mim...? Ah, eu não mereço tanto! :D

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Tentando fazer amizade com minha nova senhoria. Eu gosto dela, parece um bichinho. E tem uma sala linda, uma sala-varanda cheia de plantas, orquídeas, sinos-do-vento, cacatuas e canários - um pequeno paraíso com o qual o marido, segundo ela, de vez em quando implica. A beleza da sala e os passarinhos acabaram servindo de mote para um pouco de prosa quando fui pagar o aluguel. E acho que ela gostou, porque disse: "Quando quiser subir para conversar.." Legal. Isso já é um sinal de mudança em mim. Estou contente.

Coisas, muitas coisas para estudar. E uma lição para preparar.

It's about time...!

Besos.

Escrito ontem à noite. E hoje, para terminar a sessão "ele não quis nada comigo, mas eu sou maravilhosa", olha o que me acontece quando estou vindo para cá, para a lan house. Sempre quando saio de casa, tenho que passar em frente da construção de uma clínica médica. De vez em quando algum gaiato me dá "bom dia", e só. Mas hoje, um gaiato disse: "Bom dia..." E outro completou, num tom familiar: "Ela é linda, né?" E o primeiro: "Com certeza..." Eu adorei, mas tive que me segurar para que eles não me vissem rindo. Ouvir uma dessas logo de manhã torna o dia de qualquer mulher muuuito, muuuito melhor! :) E agora, fim da sessão! Beijos, queridos.


10:24 AM Encontraram-me!:

Domingo, Novembro 04, 2007

Um guia...para onde?



Procurando guias sobre Paris. Encontrei um, formulado por brasileiros, que parece ser muito bom: "Paris - Guia do Turista Brasileiro" de Bebel Engel e Lucio Martins Rodrigues, que moraram na "Cidade Luz". Como são só 4 dias, quero ter anotado tudo o que quero ver, além de lugares bons (e baratos) para comer e comprar, e não ficar como barata tonta. O melhor é lembrar que às nove e meia da noite ainda está claro! E começar a torcer para não pegar um verão muito quente...

Ouvindo uma música que adoro - "Your love is king", que conheci na voz de Sade. Só que quem canta nesse arquivo que tenho aqui é alguém chamado Young Will - que não tenho a menor idéia de quem seja. A parte que eu mais gosto nesse música é a ponte: "This is no blind faith/This is no sad or sorry dream/This is no blind faith." O mais chato é pensar que todas as vezes em que achei que não era "fé cega" ou um "sonho triste"...era.

Saudade da minha casa, da janela do quarto de dormir aberta para o jardim, da janela do quarto de estudos aberta para uma lagoa distante, do som dos pássaros do meu senhorio. Que vontade de estar lá! Amanhã, amanhã eu volto pro meu refúgio. Tenho compras pra fazer, alemão pra estudar (duas semanas sem pegar no livro), Walter Coelho e Rodrigo Klipplel pra continuar desvendando. Saudade de correr, saudade de sentir endorfina no cérebro. Céus. E eu só tive um dia de feriado. Quero ver na outra semana...

Acho que preciso fazer um Guia para Priscila. Pra mim mesma. Pra me achar. E tentar contar minha história, e reescrevê-la de outro jeito.

Uma coisa tola que quero fazer em Paris: ir ao Louvre, ver o encontro das duas pirâmides e lembrar de "O Código da Vinci", quando o policial Fash pergunta a Robert Langdon: "O que acha da nossa pirâmide?" Ele responde: "É linda!" E o policial: "Uma cicatriz no rosto de Paris." Vamos ver se é mesmo uma cicatriz no rosto de Paris...

Quero que segunda chegue logo. Faltam só algumas horas...

Besos.



6:41 PM Encontraram-me!:

Sábado, Novembro 03, 2007

Studieren, studieren...



E eu estudei. E estou estudando. "Teoria Geral do Crime", de Walter Coelho. Muito bão. Na minha listinha de próximas aquisições estão "Teoria Geral do Delito", de Francisco Muñoz Conde e "Teoria do Delito", de Miguel Reale. O último só encontrei num sebo da internet, tá esgotado, humph.

Ah, e quem vai dar a lição da Escola Dominical na classe dos jovens no dia 11? A garota que vos fala. Quem mandou chegar cedo? Fiquei conversando como o professor (que também trabalha na ArcelorMittal Tubarão - novo nome da ex-estatal do aço capixaba -, como meu papito), conversa vai, conversa vem, "tá fazendo faculdade? já se formou? mas você não parece que tem 28 anos, eu achei que tinha uns 17,18...trabalha na área? quer ser promotora de justiça? então vamos fazer o seguinte, você vai ensinar a lição do dia 11..." Nem perguntou se eu queria, nem eu recusei. Por que não recusei? Porque tenho paixão por lecionar, e estava desejando uma chance dessa, eu confesso. O assunto? Livro de Lamentações. Já comecei a preparar. O que eu achava que era o começo da lição, agora já estou achando que é o meio. Mas não está pronta ainda. Apreensiva? Um pouco. E há uma vaga para mais um professor da classe. Se tudo der certo, e o professor me convidar...

Jorge Drexler é maravilhoso, mas é implicitamente ateu. E eu ouço? Ouço. E penso como alguém pode achar que o ser humano tem tanto valor - como é possível depreender da canção "Polvo de Estrellas", belíssima, aliás - se ele considera que não deixaremos rastro, só poeira de estrelas. Contraditório. Mas ateu ou ou não, suas letras são pura poesia, inteligentes, instigantes, criativas...um primor de artista, esse hermano uruguaio.

Walter Coelho me chama. Lá vou eu outra vez. Besos.

PS.: Que bom saber que ainda tenho leitores! Ufa, que alívio! :) Obrigada pela preferência! :P


6:41 PM Encontraram-me!:

Sexta-feira, Novembro 02, 2007

Ouvindo



Ouvindo Jorge Drexler. Como eu vivi até aqui sem ouvir nada desse uruguaio fantástico, a não ser "Al otro lado del río"? Ele é maravilhoso - cada canção é um verdadeiro poema; e cada uma delas tem uma musicalidade própria. E o mais interessante é perceber a ligação dele com a música brasileira. Uma das pessoas a quem o disco é dedicado é Paulinho Moska, e um trecho de "Futuros Amantes", de Chico Buarque, está na primeira página do livreto que acompanha o cd. Adquiri o álbum seguindo indicação de um professora de Administrativo, que tem fixação em três "J": Jamie Cullum, Jorge Drexler e James Blunt. Eu agora também tenho meus três "J": Jamie Cullum, Jorge Drexler...e James Morrison, claro. "Todo se transforma" (do álbum "Eco", que eu adquiri), que é a preferida dela, também se tornou uma das minhas preferidas. Quer ouvir? Pede que eu mando :)

No dia do aniversário do Chefinho...ele fugiu para Vitória, onde vive a mãe e o fiho, e não foi trabalhar. Sem-vergonha, não? Tudo porque ele não gosta de comemorações. Mas não escapou de duas telemensagens enviadas para sua casa, cada uma de cada cartório, à noite; nem do meu chocolate, na terça; e de presentes, na quarta. Mas sem cantar "Parabéns", porque ele não gosta. Mas ele é uma pessoinha tão especial que pode até ter suas esquisitices. A gente perdoa.

Meu juiz agora me chama de "minha pastora". Por quê? Porque ele sabe que sou filha de pastor. Filho de peixe...

Feriadinho bão pra descansar. Ou pra estudar.

PS.:Será que ainda tenho leitores...? O último post não tem nem um comentário...não me deixem só! :D


9:06 AM Encontraram-me!:

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